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| Henrique Borges em 2013 no Campo Pequeno com Gonçalo da Câmara Pereira e Miguel Alvarenga |
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| Henrique Borges em 2013 quando deu um grande entrevista ao "Farpas" antes do processo de insolvência da empresa e, em baixo, durante uma conferência de imprensa de apresentação dos cartéis |

"O negócio da venda do Campo Pequeno foi altamente discutível do ponto de vista legal e é nesse sentido que agora vamos atacar com novas acção nos tribunais", disse ao "Farpas" o Dr. Henrique Borges, membro da anterior administração da empresa que foi responsável pela obra monumental de recuperação da praça de toiros
Miguel Alvarenga - O objectivo da providência cautelar interposta pela Família Borges, grande responsável pelas obras de recuperação do Campo Pequeno, "não foi bloquear a realização das corridas de toiros, nem impugnar ou inviabilizar o negócio da venda a Álvaro Covões", diz-nos Henrique Borges, "mas sim saber como foi feito o negócio".
E acrescenta:
"Neste momento já sabemos e todo o processo de venda foi altamente discutível do ponto de vista legal, melhor dizendo, foi feito de forma ilegal e por isso agora vamos atacar com novas acções no Tribunal, vamos continuar a nossa caminhada esperando que o Tribunal se pronuncie e que seja feita justiça".
Sobre a realização do concurso para adjudicação de seis datas para a realização de corridas de toiros em 2020, lançado esta semana pela empresa Plateia Colossal de Álvaro Covões, opina o anterior empresário:
"Estive a ler o seu artigo de hoje e, na realidade, creio que se trata de um presente envenenado. Os números apresentados são elevadíssimos e muito acima dos normais e não faz sentido que se alugue a praça a um preço para as corridas e a outro preço, muito inferior, para outros espectáculos. Mas acredito que vão aparecer concorrentes e é bom que isso aconteça. Álvaro Covões já demonstrou que quer viabilizar a realização de corridas, já não fica com o odioso de as não realizar. Mas a verdade é que ele tem que ter a consciência de que entrou para uma praça de toiros e não para um ringue de patinagem, onde há uma obrigatoriedade contratual, como ele próprio reconheceu em declarações que li esta semana, de dar corridas de toiros. Por isso, no caso de não aparecer nenhum concorrente, terá que ser ele a dá-las. Não é o negócio dela, não sabe, mas pode aprender. Não quer o Rui Bento, e neste momento é muito triste que estejam a brincar com a dignidade do Rui, mas se o não quer, arranje alguém que o ajude então".
Antigo forcado do grupo do Aposento da Moita, Henrique Borges diz, a terminar:
"Lutamos há seis anos para que se faça justiça, esse era o objectivo de meu pai e vamos continuar, vamos até ao fim".
Fotos D.R.

