Depois de ontem também Vitor Besugo, militante do Partido Socialista e presidente da Junte de Freguesia de Beringel, se ter insurgido numa carta aberta ao primeiro-ministro contra a proibição de menores nas praças de toiros, é agora a vez de Inês Louro, presidente da Junta de Freguesia da Azambuja e igualmente eleita pelo PS, manifestar a sua indignação pela medida e ameaçar mesmo que, "se necessário, recorrerei ao Tribunal Insconstitucional, até que a voz de me doa".
Transcrevemos na íntegra o post que publicou na sua página do Facebook:
Sou Presidente de Junta eleita pelo partido que se encontra no Governo. Tal facto não me turva o pensamento e jamais me condicionará a minha liberdade de expressão, simplesmente porque estou num partido livre e plural.
Por isso, permita-me Sr. Primeiro Ministro António Costa, enquanto Presidente de Junta de Freguesia de Azambuja (terra simpaticamente tauromáquica) e enquanto Azambujense que lhe diga que não se negoceiam Orçamentos de Estado vendendo as nossas raízes, tradições e identidade. Porque isso é a mesma coisa que perdermos personalidade.
Compreendo, talvez seja das que melhor compreenda, o quanto esta fase tem sido desgastante para todos, o quanto seria importante ter um Orçamento de Estado para 2021 para combater a pandemia. Mas não vale tudo!
Ao vedar a entrada a menores de 16 anos nas touradas, está a vedar a opção de os mesmos fazerem uma escolha e serem ou não educados segundo a nossa identidade cultural. Sim porque Tauromaquia é Cultura! E eu não vejo mais nenhuma restrição cultural a menores de 16.
Sr. Primeiro Ministro, como diz o nosso fado “ … até que a voz me doa” não aceitarei este atentado à identidade da Freguesia a que presido e falo apenas em nome de Azambuja. Se necessário, recorrerei ao Tribunal Constitucional … até que a voz me doa.
Foto D.R./Inês Louro/Facebook
