Na hora do adeus a Rogério Amaro (o famoso empresário vai ao início da tarde a sepultar no Cemitério de Trajouce), João Moura, primeiríssima figura do toureio nacional, recorda-o como "um grande Senhor, o último grande Senhor da Tauromaquia portuguesa".
Rogério Amaro, que fora cabo do grupo de forcados Amadores do Montijo, iniciou precisamente a sua carreira empresarial, com o saudoso António Manuel Cardoso "Nené" (empresa Toiros & Tauromaquia) no início da década de 80, quando João Moura vivia os seus anos de ouro.
"Foi um taurino que marcou e um empresário e apoderado que deu categoria, seriedade, verdade e grandeza à Festa. Apoderou grandes figuras do toureio de Portugal, por acaso nunca me apoderou a mim, se calhar porque não calhou, mas fomos amigos e mantivemos sempre uma relação fantástica. Tanto com o Rogério, como com o 'Nené'. Tinham os seus feitios, mas na hora da verdade eram grandes Senhores", recorda, emocionado, João Moura ao "Farpas".
"O Rogério Amaro marcou uma época no mundo da tauromaquia. Trouxe verdade à Festa com a apresentação, sempre, do toiro-toiro, que era uma das suas principais armas, dar verdade e emoção ao espectáculo. Montou grandes cartéis, incentivou competições, soube sempre estar e manter-se ao longo de mais de vinte anos num patamar altíssimo. Com a sua morte, que lamento profundamente, morreu também uma geração de grandes empresários e grandes taurinos, de que ele era ainda o único representante", acrescenta o Maestro.
"Quero aproveitar para endereçar os meus mais sentidos pêsames a toda a Família, em particular a sua filha Patrícia, marido e filhas e à irmã do nosso querido Rogério. Morreu, mas estará sempre vivo nas nossas memórias", conclui.
Fotos M. Alvarenga e João Dinis/Arquivo

