Miguel Alvarenga - Parece que, afinal, o mistério permanece em torno da inesperada separação do cavaleiro Tristão Ribeiro Telles e do seu (ex)apoderado Francisco Mendonça Mira.
Fontes (muito) próximas de ambos garantiram ontem ao "Farpas" que o epicentro do divórcio foi o facto de Tristão ter sido contactado pelo empresário José Maria Charraz com o objectivo de o contratar para algumas corridas com a condição de que o negócio seria fechado entre ambos sem passar pelo apoderado Francisco Mira, com o qual o empresário andava de candeias às avessas pelo facto de este ter declinado uma proposta para João Moura Jr. (por ele apoderado também) tourear a 16 de Maio no Montijo.
Segundo as mesmas fontes, Tristão teria comunicado a Mira e ter-lhe-ia dito que as datas e os cachet's "eram irrecusáveis", o que levou Mira a pôr de imediato um ponto final na relação de apoderamento que os unia desde o princípio de 2025. Mira não gostou que Charraz lhe tivesse "passado por cima" negociando directamente com o toureiro. E também terá ficado melindrado com o facto de Tristão ter admitido que as coisas assim fossem tratadas.
Mas agora, num curto esclarecimento enviado esta manhã ao "Farpas", e que já aqui se publicou, Tristão Ribeiro Telles garante que jamais fechou algum contrato com Charraz ou com qualquer outro empresário à revelia do seu (agora já ex) apoderado.
Ou seja: Tristão não fechou nenhum contrato com Charraz. Mas isso também é, neste momento, irrelevante. O cerne da questão não é ter fechado ou não ter fechado nenhum contrato com Charraz. É, antes, ter admitido que o poderia fechar. Neste caso e face à imposição de Charraz, ter admitido que poderia fechar, um contrato que fosse, sem que o mesmo passasse por Francisco Mira. Portanto, à revelia dele. Isso teria levado Mira, segundo as nossas fontes, a pôr de imediato um ponto final no apoderamento. Mas agora Tristão garante que a causa não foi essa...
Fica o mistério na mesma: então qual foi?
Foto D.R./Tristão R. Telles/Facebook
