A novilhada realizada na Moita, a 25 de julho de 2026, deixou um óptimo sabor de boca e constituiu um importante momento para a (regressada) ganadaria Infante da Câmara.
Mais do que o resultado de uma novilhada, a presença da ganadaria na icónica “Daniel do Nascimento” permitiu observar em praça o fruto de um trabalho de selecção e renovação genética que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos anos.
Mantendo a histórica linha Infante, a ganadaria introduziu, em 2023, uma nova linha genética destinada ao toureio a pé, com vacas de Núñez del Cuvillo e Álvaro Núñez e sementais de Núñez del Cuvillo, Álvaro Núñez, Talavante e Garcigrande, via El Freixo.
As duas linhas são actualmente conduzidas separadamente, mantendo, contudo, a mesma divisa e a identidade histórica da ganadaria Infante da Câmara. Uma opção que recupera, aliás, uma prática já utilizada por José Infante da Câmara nos anos 40, através da utilização de dois ferros.
Na Moita, em Julho, essa aposta no futuro parece ter encontrado uma resposta particularmente positiva principalmente por parte de Ricardo Cabaço, casado com Constança Infante da Câmara, o actual responsável do efectivo e que no final da novilhada se encontrava extremamente satisfeito.
Por isso não é de estranhar que os novilhos Infante da Câmara atravessem novamente a fronteira com um objectivo claro: continuar a demonstrar na praça o trabalho que se faz no campo.
A próxima etapa está marcada para 29 de Setembro, em Cabeza del Buey, na província de Badajoz (cartaz em cima), onde o ferro ribatejano voltará a colocar à prova o trabalho de seleção e renovação genética que tem vindo a desenvolver.
E no campo, como na praça, é o toiro que acaba sempre por ter a última palavra.
