quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Rejeitado na Assembleia Municipal de Lisboa o voto de protesto do PAN contra a realização de touradas no Campo Pequeno

Publicamos o comunicado do Grupo Municipal do CDS-PP (Lisboa) sobre a rejeição, por uma diferença de dois votos, do voto de protesto apresentado pelo PAN contra a realização de touradas no Campo Pequeno.

No debate, realizado na Assembleia Municipal de Lisboa na passada terça-feira, 15 de Setembro, o deputado Martim Borges de Freitas (CDS-PP) defendeu a tauromaquia enquanto expressão da cultura popular portuguesa, a legitimidade dos apoios municipais e a liberdade dos cidadãos de assistir a espectáculos tauromáquicos.


Eis o comunicado:


"O Grupo Municipal do CDS-PP saúda a rejeição, por uma diferença de dois votos, do voto de protesto apresentado pelo PAN contra a realização de quatro touradas no Campo Pequeno. Na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa de 15 de Setembro, o deputado Martim Borges de Freitas defendeu a tauromaquia como expressão da cultura popular portuguesa, a legitimidade dos apoios municipais e a liberdade dos cidadãos de  assistir a espectáculos tauromáquicos.


"Na sua intervenção, o deputado do CDS-PP contestou a visão da tauromaquia apresentada pelo PAN, sublinhando a sua dimensão cultural e a representação que nela se faz da relação entre o homem e a natureza.


«Não tenho uma visão ternurenta da relação do homem com a natureza – acho, pura e simplesmente, que ela não existe! A natureza é hostil,  agressiva. O homem sobreviveu-lhe. E tornou-se dominante…», afirmou Martim Borges de Freitas, descrevendo a tourada como um confronto entre a força e a inteligência, marcado pelo perigo real.


"O deputado distinguiu também o dever de respeito pelos animais da equiparação dos seus direitos aos direitos humanos: «Se aos animais aplicássemos os direitos humanos estaríamos a retirar aos humanos a ideia de civilização e a sua ideia de ética e de moral». Reconhecendo expressamente que os animais merecem respeito, sustentou que a sua humanização relativiza a própria noção de direitos humanos.


"Quanto ao financiamento da actividade taurina, ainda que, como explicou, a Praça do Campo Pequeno beneficie de isenção de IMI por ser património da Casa Pia, Martim Borges de Freitas defendeu a legitimidade dos apoios municipais: 'Estão enquadrados dentro da autonomia dos municípios, são legítimos e, maldade das maldades, são exigidos pelas populações!'. O deputado destacou o papel económico, cultural e social da tauromaquia em numerosas localidades, designadamente na criação de emprego e na fixação de população.


"Para o CDS-PP, a Assembleia Municipal deve respeitar a pluralidade cultural de Lisboa e a liberdade dos seus cidadãos, incluindo daqueles que apreciam a tauromaquia. Foi esse o princípio que Martim Borges de Freitas deixou ao PAN no encerramento da sua intervenção: 'Pode-se ser contra – é, evidentemente, um direito de todos! Mas, ser-se a favor da Tourada é também um direito que assiste a qualquer um de nós. Espero que o PAN reconheça este direito!'".


Lisboa, 16 de Setembro de 2026

Grupo Municipal do CDS-PP na Assembleia Municipal de Lisboa


Foto D.R.