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| A veterania e a mestria são um posto e Rui Salvador bem o provou ontem em Reguengos. Olé! |
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| Profissionalismo, técnica, experiência e sabedoria permitiram a Rui Salvador "dar a volta" aos seus dois complicados "Ortigões" |
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| Magistral a primeira actuação de Salgueiro ontem em Reguengos |
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| João Salgueiro à antiga, de novo em foco e a marcar a diferença nesta temporada |
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| Ferros de grande emoção marcaram ontem as duas actuações do jovem João Maria Branco |
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| João Maria Branco: decisão, querer e vontade de se afirmar. Esperou o seu primeiro oponente à porta da "gaiola", firme e sereno: venha o toiro! |
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| Começou assim João Maria Branco! |
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| O jovem cavaleiro praticante foi calorosamente aplaudido em duas voltas à arena, uma em cada toiro |
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| No último toiro, João Branco repetiu o êxito alcançado no primeiro |
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| Bons cavalos e grande moral marcam esta temporada de João Maria Branco |
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| Agostinho Borges dirigiu a primeira parte da corrida e na segunda "passou a pasta" ao novo director/estagiário Pedro Gaiolas - que por mim está aprovado! |
Miguel Alvarenga - Rui Salvador é um
grande Toureiro, pode com todos os toiros e deu ontem a volta, com sabedoria,
aos dois complicados "Ortigões" que lhe tocaram, evidenciando o seu
poderio, a sua técnica e, acima de tudo, aquela indomável garra que fez dele um
dos primeiros; João Salgueiro andou para trás no tempo, está de novo em alta e
a marcar a diferença, em todos os aspectos - temporada cuidada, menos corridas,
passos dados com firmeza e cheio de certezas, como ontem aconteceu, sobretudo
na lide do seu primeiro toiro, uma actuação plena de maestria, de verdade e de
emoção; e o jovem João Maria Branco deixou definitivamente de ser uma
"promessa", é hoje uma certeza (absoluta!), segura e firme, de uma
solidez madura e que caminha a passos largos para a mais que justificada
alternativa. O toureio equestre tem uma nova estrela e Branco está nesta
temporada a confirmar e a "explicar" por que foi, nas duas últimas, o
melhor dos cavaleiro praticantes.
Assim se pode resumir, em termos gerais
e breves, o que aconteceu ontem na arena de Reguengos de Monsaraz. Pena que a
chuva tenha afastado público, tenha chegado até a colocar em risco a realização
do espectáculo e tenha mantido muitos aficionados na incerteza até quase à hora
do início da função - que, como já referi, se efectuou pelo profissionalismo
dos toureiros (que arriscaram enfrentar os difíceis toiros de Ortigão Costa num
piso que não se encontrava, apesar de todos os esforços, na melhor das
condições) e pela seriedade do empresário António Manuel Cardoso
"Nené", que avançou em frente mesmo consciente de que não teria na
bilheteira a receita usual que costuma fazer nesta corrida tradicional de 15 de
Agosto em Reguengos, uma data com história e que por norma enchia sempre. Desta
vez ficou-se pela meia casa forte. Mas deu-se. Foi importante.
Depois da chuva e do mau piso, vieram os
toiros para também não ajudar à festa. De apresentação intocável, mas de
comportamento desigual e mansote no geral, os exemplares da ganadaria de
Ortigão Costa impuseram respeito e seriedade ao espectáculo, isso sim. Mas em
nada "ajudaram" ao sucesso dos toureiros. A "puxar" para o
manso, escassos de forças e sem transmitir.
Valeu, como atrás expliquei, a
experiência e as ganas do enorme Rui Salvador frente a dois toiros "sem
lide"; valeu o momento único que atravessa o grande João Salgueiro, que
"partiu a loiça" no seu primeiro toiro e andou com dignidade e saber
frente ao segundo, outro exemplar complicadote; e valeu a entrega, o querer e a
força inquebrável com que o jovem João Maria Branco "anda nisto", a
provar que não vai ser só "mais um" e a tornar-se, de desafio em
desafio, num dos casos importantes desta temporada - em que a nova vaga está
por fim a deitar cartas e a marcar posições no podium. Branco é, por mérito
próprio, um dos primeiros e até ao final da época vai ter ainda, certamente,
mais oportunidades de o provar e de se acercar da meta.
Noa alta para todos os bandarilheiros intervenientes, sobretudo na colocação dos complicados toiros de O. Costa para a forcadagem. Aplausos para José Bartissol e Adriano, Gonçalo Simões e Mário Figueiredo, Gonçalo Montoya e Nuno "Velásquez".
Noa alta para todos os bandarilheiros intervenientes, sobretudo na colocação dos complicados toiros de O. Costa para a forcadagem. Aplausos para José Bartissol e Adriano, Gonçalo Simões e Mário Figueiredo, Gonçalo Montoya e Nuno "Velásquez".
A corrida de ontem em Reguengos foi bem
dirigida por Agostinho Borges até ao intervalo e teve depois, na segunda parte,
a "estreia" do competente Pedro Gaiolas, um dos novos directores
ainda em fase de estágio. Assumiu funções com diligência, com consciência e com
saber. Por mim, está aprovado!
Fotos M. Alvarenga












