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Última Hora - A Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia do Montijo acaba de emitir um comunicado onde confirma o encerramento do concurso para adjudicação da sua praça de toiros por dois anos pelo facto de "não ter recebido propostas concorrentes", anunciando que lançará um novo concurso na próxima semana.
Este desfecho, afirma a Santa Casa, "não comprometerá a continuidade das atividades na Praça de Toiros 'Amadeu Augusto dos Santos'. Acreditamos que, apesar da ausência de concorrentes neste momento, a importância histórica e cultural deste local será salvaguardada, e medidas adequadas serão tomadas para assegurar a sua preservação".
"Estamos abertos a esclarecer quaisquer dúvidas adicionais ou fornecer informações suplementares sobre os próximos passos a serem tomados em relação à Praça de Toiros 'Amadeu Augusto dos Santos'" - acrescenta a Santa Casa.
Publicamos na íntegra o comunicado:
A actual Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Montijo tem, desde o início do seu mandato, presado pela elevação da tradição tauromáquica da sua terra, a primeira prova disso foi a mudança de paradigma no que toca à cedência da Praça Amadeu Augusto dos Santos. Entre vários exemplos desta afirmação estão os seguintes: auscultamos todas as entidades do universo taurino montijense na elaboração do caderno de encargos; integramos variadas propostas nesse mesmo caderno de encargos; entre essas propostas está a obrigatoriedade de todas as corridas incluírem sempre um grupo de Forcados da nossa terra; outra medida implementada foi a obrigatoriedade dos dois grupos de Forcados do Montijo participarem na emblemática corrida das Festas Populares em honra de S. Pedro; como exemplo final, é obrigatório a presença de uma Banda Filarmónica da terra em todas as Corridas realizadas; poderíamos enumerar mais medidas favoráveis às forças vivas do Montijo mas ficaremos por aqui.
Esta Mesa sente a necessidade de dizer o seguinte: o valor obtido com a cedência da Praça Amadeu Augusto dos Santos enriquece, não é só para a Santa Casa, mas sim para o Montijo. O dinheiro aqui investido, fica na nossa terra, numa instituição centenária da terra, instituição que emprega pessoas da terra, instituição que cuida dos avós e pais das gentes da terra. Este valor é um real investimento no nosso Montijo e vai diretamente para a promoção e preservação do centro da tradição tauromáquica, a nossa Praça Amadeu Augusto dos Santos. Houve durante as últimas semanas pessoas que ignoraram tudo isto, mas coloca-se a pergunta: se não forem os montijenses a defender o Montijo quem é que o defende?
Aqui chegados há que fazer os seguintes esclarecimentos:
1- A Posição da APET: A Santa Casa da Misericórdia de Montijo, a Praça Amadeu Augusto dos Santos, mas principalmente o Montijo, estão a ser alvos de um ataque sem precedentes por parte da APET. Para que não se esqueça, no concurso anterior, há cerca de dois anos, a mesma entidade veio a terreiro pressionar os empresários tauromáquicos a não concorrerem à Praça do Montijo. Este ano repete o comportamento, vindo outra vez condicionar o concurso e atacar, o Montijo e a Tauromaquia. Recordamos que estando o concurso a decorrer esta associação não se absteve de tecer pressões contaminando aquilo que devia ser um mercado livre. A Santa Casa da Misericórdia do Montijo é a proprietária da praça e tem o direito de decidir quais as condições que coloca no caderno de encargos, a Santa Casa tem o dever de defender o seu património, o Montijo e todos os grupos e pessoas singulares ligadas à tauromaquia no Montijo. Enquanto esta mesa liderar a Santa Casa é assim que entendemos contribuir para a defesa do nosso Património e da nossa Cultura Tauromáquica. A contrariar a versão da APET temos empresários a afirmar publicamente que uma corrida numa praça desmontável tem um custo semelhante a uma corrida na nossa Praça de Toiros com metade da lotação ignorando que a matemática é certa, fica evidente a irracionalidade desta posição. Ou seja, não é um valor desajustado ao mercado. Mas o busílis desta novela escrita pela APET é o seguinte: a quem é que interessa que a Monumental Amadeu Augusto dos Santos esteja fechada sem corridas? Com certeza que não será à Santa Casa, que perde o valor monetário e de promoção do seu património.
2 – A Matemática demonstra que o valor do concurso é inferior ao concurso anterior. A Santa Casa neste concurso assume totalmente os custos da Limpeza da Praça (antes e depois das corridas), os custos com eletricidade e água, a gestão das redes sociais, o site, a criação dos conteúdos e materiais gráficos para divulgação dos espetáculos e tudo o que está ligado à Tauromaquia são da responsabilidade da Santa Casa, algo que no concurso anterior eram da responsabilidade da empresa vencedora. Criou- se uma narrativa, falsa e vazia sobre o aumento do “preço” da Praça. Voltamos a questionar-nos: a quem é que interessa criar este clima de desinformação?
3- A ignorância promovida pela APET: Durante o período em que o caderno de encargos do concurso esteve disponível só uma pessoa obteve o caderno. Repetimos só uma. Mas a informação falsa foi espalhada por vários. O que fica evidente nestes dois concursos que a Santa Casa de Montijo promoveu, é a falta de conhecimento dos empresários tauromáquicos em relação à Contratação Pública e uma difícil relação com a transparência de procedimentos.
4 -No primeiro terço do concurso qualquer um poderia ter solicitado esclarecimentos ou sugerido alterações à Santa Casa, mas preferiram desinformar e sabotar. Desta forma contribuíram de forma ativa para destruir a Tauromaquia.
5- Um ponto que gerou convulsão, vá-se lá saber porquê, foram as corridas com 6 touros (só em 2024) para os Amadores que comemoram 60 anos e para a Tertúlia que comemoram 65 anos. Voltamos a afirmar a Santa Casa estará sempre na defesa do Montijo e dos nossos, por isso defenderemos sempre os nossos dois grupos de Forcados.
6- Outro facto que descredibiliza a APET é que no 1o Concurso existiram propostas de valor superior ao 2o Concurso. Mas mais uma vez, a difícil relação com um procedimento de contratação público e transparente fez com que houvesse concorrentes que não cumprissem as regras estipuladas.
Em síntese, a Santa Casa de Montijo entende que o caminho para defender a Tauromaquia passa por afastar comportamentos facilitistas, informais que promovem a obscuridade neste tipo de transações, só através de regras transparentes, iguais para todos e responsáveis é que a Tauromaquia será inatacável perante qualquer anti taurino. Nunca será a Santa Casa a dar armas aos inimigos da Tauromaquia para nos atacar com base em procedimentos opacos. Defender a Tauromaquia não passa por guerras de bastidores que acabaram neste boicote ao Montijo. A Santa Casa vai manter-se fiel à defesa do Bem comum das suas gentes, defendendo os Montijenses e as suas tradições.
Por fim, a Santa Casa anuncia que irá na próxima semana lançar um novo concurso e estamos totalmente disponíveis para dialogar com todos sem exceção, com transparência e responsabilidade, no entanto, não abdicamos do poder de decisão, dos nossos valores e não nos deixaremos intimidar por comunicados ou outros. A Santa Casa e os montijenses é que decidem o que fazer com a nossa Praça e lutaremos com todas as nossas forças contra aqueles que atacam a Santa Casa, o Montijo e a Tauromaquia.
A Mesa Administrativa
Santa Casa da Misericórdia de Montijo
O corpo de Lourenço Luzio, antigo forcado dos Amadores de Azambuja, grande aficionado e recordado director de corridas, estará amanhã, domingo, a partir das 17h00, na Igreja da Misericórdia, em Azambuja, onde terá lugar o velório.
Na segunda-feira, dia 8, passará para a Igreja Matriz, onde será celebrada às 14h00 uma Santa Missa de corpo presente, seguindo-se o funeral para o Cemitério de Santarém (cremação).
Lourenço Luzio era pai de Maria José (casada com Francisco Mendonça Mira) e de Sebastião, a quem expressamos as nossas mais sentidas condolências, bem como a seus netos e restante Família enlutada.
Que em paz descanse.
Fotos Carlos Silva, Luis Azevedo/Estúdio Z, Emílio de Jesus/Arquivo, Fernando Clemente e Maria Mil-Homens
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| Lourenço Luzio é o segundo a contar da esquerda, de barbas, dando ajudas a Pedro Gonçalves (Amadores de Azambuja) |
| Numa corrida do Colete Encarnado em Vila Franca, que dirigiu, veio ao intervalo à trincheira cumprimentar o matador David Mora |
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| Com Enrique Ponce numa corrida em Espanha |
| Na praça de Azambuja com Joaquim e Marcos Bastinhas |
| Com Miguel Alvarenga num jantar de entrega de prémios |
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| Primeiro da esquerda, com antigos companheiros do Grupo de Azambuja, numa corrida de aniversário dos forcados |
| Sempre o recordaremos como um competente director de corridas |
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| Com João Moura e Manuel Jacinto e sua Mulher, na tertúlia deste na Malveira |
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| Com Francisco Mendonça Mora, seu genro, no Campo Pequeno, na apresentação do site "Tauronews" |
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| No mesmo dia, com sua filha Maria José |
| No Campo Pequeno, num jantar dos Troféus "Farpas"/"Volapié" com Agostinho Borges, Jorge Moreira da Silva, Manuel Jacinto e Rogério Jóia |
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| A última homenagem - no passado dia 8 de Outubro numa corrida de toiros na praça de Azambuja |
Miguel Alvarenga - É assim, como ele está nas duas fotos de cima, que vou sempre recordar o Lourenço Luzio. Porque ele era isto mesmo. Aquele bom ar, aquela educação, aquele olhar franco, aquele sorriso meigo.
Morreu hoje, tinha 70 anos, faria 71 no próximo dia 1 de Maio. Nasceu em 1953. E cedo, ainda novo, lhe veio a aficion e o entusiasmo pelos toiros. Porquê não sei, não sei muita coisa dele, tive a honra e o orgulho de o ter como meu Amigo, sempre delicado, sempre com aquela cortesia quase britânica, meio fidalga. Mas nunca lhe fiz muitas perguntas sobre a sua história. Podia ter-lhe feito uma entrevista, penso agora.
Era um homem divertido, conhecedor e grande entusiasta do meio tauromáquico e da sua cultura, ao ponto de ter deixado essa obra fantástica que é a Tertúlia "Velha Guarda", na sua Azambuja tão querida, onde recebia os amigos - convidou-me milhares de vezes e eu acabei por nunca lá ir...
Com apenas 14 anos, em Outubro de 1967, estreou-se como toureiro a pé numa das primeiras praças de toiros que existiram em Azambuja, a Monumental "Caixote". Dizem que tinha jeito e intuição, que toureava bem a pé. Mas acabou por ser nos forcados que escreveu história, no seu Grupo de Amadores de Azambuja, onde militou durante 18 temporadas, nos "anos de ouro", como dizia, de 60 e 70, anos de imenso entusiasmo e histórias únicas - que gostava de contar, sem vaidade, antes com orgulho.
Era um defensor acérrimo da tauromaquia e dos seus intervenientes, mas era sobretudo um grande fã do toureio a pé. E estava em Espanha sempre que podia.
Foi, mais tarde, um competente e rigoroso director de corridas. Granjeou simpatias e conquistou o respeito e a admiração dos artistas e dos aficionados.
A morte prematura de sua Mulher, ainda nova, que conheci, deitou-o abaixo, mas levantou-se, sem nunca a esquecer, pôs-se outra vez de pé, com o apoio dos dois filhos, a Maria José e o Sebastião, com o apoio dos amigos. No final da vida, teve a seu lado uma companheira que foi um apoio notável e de uma dedicação extrema - é preciso dizê-lo.
Nas duas fotos de cima, a primeira nos tempos da pandemia, o Lourenço aparece comigo e com o Carlos Pimentel, o eterno novilheiro de Azambuja - com o qual toureou em 1967 na tal estreia como espada, e também com Manuel Tavares e a célebre Ana Maria; na segunda foto está com o Luis Miguel Pombeiro, empresário da praça de Azambuja, que no dia 8 de Outubro do ano passado teve o bonito gesto de homenagear o nosso querido Lourenço, já bastante debilitado, naquela que foi uma das últimas corridas da temporada. As homenagens devem ser feitas com as pessoas vivas - e Pombeiro fê-lo. O Lourenço ficou grato, mas todos percebemos que ele sabia que era a última.
O Lourenço foi um Pai extremoso, um Avô adorável. Um marido exemplar. Um amigo dos de verdade. Normalmente, quando uma pessoa morre, todos usam o lugar comum de dizer e escrever que era muito bom. Mas há os que o eram mesmo. O Lourenço era muito bom.
Esteve consciente até ao fim. E sabia que o fim não tardava.
O telefonema que hoje me fez o nosso comum amigo José Luis Gomes já eu esperava há algum tempo. Todos sabíamos, infelizmente, que esta era a crónica de uma morte anunciada. Caíu-me uma lágrima. Ou mais. De saudade. De amizade. E de respeito por um Homem, por um Senhor, que eu sei que vai fazer falta à nossa Festa. Que era dele. Que ele amava.
É uma merda, a vida.
Descansa em paz, Lourenço.
Fotos M. Alvarenga
Continua a pairar o silêncio (quase mistério...) sobre o futuro da Monumental do Montijo, emblemática praça de toiros nacional inaugurada a 1 de Setembro de 1957 e que desde ontem deveria ter vários pretendentes à sua adjudicação/gestão, depois do concurso público lançado pela Santa Casa da Misericórdia (proprietária) e, pelos vistos, não teve nem um...
O prazo limite para a entrega de propostas candidatas à adjudicação da Monumental "Amadeu Augusto dos Santos" terminou ontem e na secretaria da Santa Casa não terá dado entrada uma única candidatura, isto apesar de terem sido levantados, a troco do pagamento de 150 euros, dois cadernos de encargos.
Nos últimos dois anos, a praça foi gerida pela empresa Tertúlia Óbvia - de José Luis Zambujeira e João Anão -, depois de ter estado mais de dez anos nas mãos de Abel Correia e João Pedro Bolota.
Zambujeira e Anão pagaram uma renda de 80 mil euros pelos dois anos em que lá estiveram (2022 e 2023). A renda, de novo por duas temporadas, aumentou 20 mil euros neste concurso (100 mil), o que terá desmotivado os empresários de concorrerem e suscitado mesmo uma posição pública da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos (APET), que aconselhou os seus associados a deixarem este concurso em branco.
Mas não terá sido só o dinheiro a causar este desinteresse da classe empresarial pela praça de toiros montijense. A maioria dos empresários perderam o apetite de concorrer muito por causa, também, de algumas exigências expressas no caderno de encargos - onde era obrigatória a realização de cinco corridas de toiros por ano (mais uma que no Campo Pequeno), sendo que duas delas deveriam ser pelas Festas de São Pedro, no mês de Junho.
"Mais preocupante", referem alguns empresários, era a obrigatoriedade de contratar os dois grupos de forcados do Montijo - Amadores e Tertúlia - a pegarem cada um deles uma corrida de seis toiros em solitário.
Como referimos esta tarde, contactámos o Director de Comunicação da Santa Casa do Montijo, Marcos Lopes, na esperança de obter todos os esclarecimentos que neste momento pairam no sector tauromáquico, sobretudo e em primeiro lugar, se houve ou não candidaturas; e no caso de se confirmar que ninguém manifestou interesse, que solução iria a Misericórdia encontrar para que a Monumental não ficasse parada.
Esbarrámos num preocupante e misterioso silêncio. O Director de Comunicação da Santa Casa não quis confirmar nem desmentir que o concurso ficou deserto. Pediu apenas para que aguardássemos "com serenidade", que em breve haveria notícias.
Já depois de termos publicado essa peça, o site touroeouro.com veio noticiar que a Santa Casa vai anunciar na próxima semana um novo concurso - o que pode significar que, na realidade, este ficou mesmo deserto - em que manterá o valor da licitação mínima de 100 mil euros, mas alterará alguns pontos do caderno de encargos, muito provavelmente aquelas obrigações - "sem nexo", na opinião de vários empresários - a que fazemos em cima referência.
Foto M. Alvarenga
Como fora divulgado na quarta-feira no programa "Noite das Estrelas" da CMTV, a revista "Vidas" que aos sábados sai com o "Correio da Manhã" conta tudo na sua edição de hoje (capa em baixo) sobre o novo romance do cavaleiro João Moura Caetano com a actriz Bárbara Norton de Matos, iniciado pouco mais de um mês depois de o toureiro ter terminado o relacionamento que teve este ano com a também estrela televisiva Luciana Abreu. Digamos que Caetano anda numa autêntica Chuva de Estrelas...
Curiosamente, foi também a "Vidas" que no início do ano passado tornou público o namoro de João Moura Caetano com Luciana Abreu.
Segundo a "Vidas", uma fonte da família Moura Caetano confirmou este novo namoro do cavaleiro com a actriz - que também terminou recentemente a relação que manteve com o piloto de automóveis Tiago Raposo de Magalhães, ex de Bárbara Guimarães.
A revista noticia que Bárbara Norton de Matos passou o réveillon em Monforte na casa de João Moura Caetano, enquanto os pais do cavaleiro, Paulo Caetano e Dita Moura Caetano, entraram no novo ano no Hotel Torre de Palma, também em Monforte, na companhia de Manuel Luis Goucha e Rui Oliveira.
Tanto o toureiro como a actriz permanecem tranquilos e sem comentar a história de que se fala agora. Bárbara Norton de Matos publicou mesmo nas redes sociais um pequeno video onde declara textualmente que não vai fazer comentários sobre o assunto. Moura Caetano tão pouco se prevê que venha falar sobre o novo namoro. Foi sempre um homem discreto e recatado no que à sua vida pessoal diz respeito.
Fotos "CM"
Pelos mentideros da Festa corre a versão de que terminou ontem o prazo para entrega de propostas candidatas à adjudicação da Monumental do Montijo (por dois anos) e que, como se esperava e a Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos aconselhara, não apareceu nenhuma empresa a concorrer...
Foram levantados apenas dois cadernos de encargos (com um custo de 150€ cada um...), mas, pelos vistos, os empresários seguiram o conselho da sua associação e terão deixado o concurso deserto...
Em causa, para justificar a mais que provável (e esperada) "nega" dos empresários à Santa Casa da Misericórdia do Montijo, não estará propriamente o valor monetário (exurbitante para a maioria) de uma licitação mínima de 100 mil euros pelo aluguer de duas temporadas, mas sobretudo algumas exigências expressas no caderno de encargos, muito em particular a que dizia respeito à obrigatoriedade de dar duas corridas nas Festas de São Pedro (Junho) e também as que obrigavam a colocar num cartel das cincos corridas anuais obrigatórias os Forcados Amadores do Montijo com seis toiros e noutro os da Tertúlia Tauromáquica também com seis toiros... coisas "completamente fora da realidade", consideram os empresários.
Pelos bastidores da Festa corre também a versão de que, se for confirmada a ausência de candidaturas à adjudicação da Monumental do Montijo, a Santa Casa (sua proprietária) poderia mandar o concurso às malvas e negociar directamente o seu aluguer com o influente e poderoso empresário local Mário Guarda (foto de baixo), antigo forcado e grande apoiante dos Amadores do Montijo, que já por diversas vezes terá manifestado o sue interesse em gerir a praça da sua terra.
Para acabar de vez com a polémica e a incerteza que paira no "mundilho" nacional, o "Farpas" contactou esta manhã a Santa Casa da Misericórdia do Montijo, na pessoa do seu Director de Comunicação Marcos Lopes, que... aos costumes... e ao "Farpas"!... disse... nada!
Primeira reacção à nossa questão de como ficara o concurso, se houvera ou não candidatos: "Peço que aguardem com serenidade, muito em breve haverá notícias".
Insistismos: O site touroeouro.com diz que não houve concorrentes, no meio dizem que a Santa Casa vai entregar a praça a Mário Guarda...
Marcos Lopes: "Não se fiem em informações sem fundamento só para destabilizar. A única entidade que deve dar informações concretas e oficiais é a Santa Casa da Misericórdia do Montijo".
Voltamos a insistir: Claro que sim. Mas se o prazo terminava ontem e os rumores apontam para que ninguém concorreu, achamos que seria importante a Santa Casa esclarecer.
Responde novamente o Director de Comunicação: "Compreenda que em concursos públicos há procedimentos que levam o seu tempo. Há que aguardar com serenidade. Muito em breve esclarecemos tudo e todos".
Dissemos, a terminar: Muito bem. Aguardemos então. Desde que a praça não seja mais uma a fechar... por desinteresse dos aficionados.
"Não há-de ser certamente. Há solução para tudo, menos para a morte. Aguardemos" - termina Marcos Lopes, depois desta breve troca de perguntas e respostas, recheada de evasivas, sem confirmar nem desmentir se afinal apareceram ou não candidatos.
Que seja o que Deus quiser...
Fotos M. Alvarenga
Morreu há momentos o antigo forcado, grande aficionado e recordado director de corrida Lourenço Luzio. Morreu em sua casa, depois de um longo sofrimento causado por doença que não perdoa. Foi a crónica de uma morte anunciada. Na última corrida do ano na sua praça de Azambuja foi homenageado pelo empresário Luis Miguel Pombeiro.
São ainda desconhecidos pormenores das cerimónias fúnebres - dados que actualizaremos ao longo do dia.
Perdermos um Amigo. A Festa perdeu um Homem válido. Que deixa saudades.
As nossas mais sentidas condolências a seus filhos, genro e netos.
Que em paz descanse.
Foto Emílio de Jesus/Arquivo
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A Arena D'Almeirim será palco da sua primeira corrida de toiros este ano no Domingo de Ramos, 24 de Março, sendo também esta uma das primeiras grandes corridas da nova temporada - foi hoje anunciado nas redes sociais.
Organizada pelo empresário Rui Bento em parceria com a Santa Casa da Misericórdia, é provável que a corrida seja, como aconteceu nos últimos anos nesta primeira data, de seis cavaleiros e dois grupos de forcados. Mas aguardemos pelas novidades.
Fotos Arena D'Almeirim/Facebook
Já estão à venda na Ticketline e estarão em breve na Tasquinha D. Bárbara (Mercado Municipal em Évora) e nas bilheteiras da Arena D'Évora (aqui, a partir de 20 de Março) os bilhetes para o festival taurino da Gala da Tauromaquia - que se realiza na praça de Évora a 23 de Março à tarde (16h00), antecedido pelo Dia do Forcado de manhã (11h00).
O cartel do festival taurino será composto por quatro cavaleiros (estão já anunciados João Moura Jr. e João Moura Caetano) e dois espadas (já anunciado o matador Manuel Dias Gomes) que marcam o regresso do toureio a pé, depois de muitos anos de ausência, a Évora. Pega uma Selecção de Forcados constituída por antigas glórias e lidam-se seis novilhos-toiros de distintas ganadarias.
Os bilhetes para o festival têm preços a partir dos 10€ e para o festejo matinal do Dia do Forcado custam 2€ (têm entrada gratuita os espectadores com bilhete adquirido para o festival da tarde)
Pode comprar aqui os seus bilhetes:
Festival Taurino - https://shorturl.at/euEJY
Dia do Forcado - https://shorturl.at/cqJPT
Embora sem o objectivo de cumprir temporada, como o fez em anos anteriores, o cavaleiro Paco Velásquez ruma na próxima semana ao México, levando alguns cavalos da sua quadra, para participar em dois festivais taurinos.
O ginete luso, que no ano passado protagonizou memorável alternativa na Moita (esgotada em Maio, como há muitos anos não acontecia) e a confirmou depois em Las Ventas, Madrid, dando uma aplaudida volta ao ruedo da primeira praça do mundo, estará de volta a Portugal no final de Janeiro e iniciará a sua campanha europeia a 11 de Fevereiro na praça espanhola de Nerva (Huelva), numa corrida internacional em que repartirá cartel com o rejoneador espanhol Andrés Romero e a francesa Lea Vicens.
Paco Velásquez terá este ano a sua quadrilha composta pelos valorosos bandarilheiros Tiago Santos e João Oliveira, sendo apoderado em Portugal pelo prestigiado ganadeiro Diogo Passanha e em Espanha pelo emblemático taurino Julián Alonso.
A campanha está a ser criteriosamente delineada para que Paco Velásquez participe em algumas corridas em Espanha e marque presença em Portugal nas principais praças e nos mais importantes cartéis.
Foto M. Alvarenga
O novilheiro João D'Alva regressa este ano à praça de San Agustín del Guadalix, na província de Madrid, onde no ano passado triunfou e sofreu uma cornada - que não o impediu de terminar a sua faena e dar uma aplaudida volta à arena, sangrando da perna (foto), recolhendo depois à enfermaria e ao hospital, onde foi operado.
O valoroso toureiro luso vai tourear mano-a-mano com Miguel Andrades na Feira do Aficionado, a 27 de Abril, numa novilhada "desafio de ganadarias" em que se lidarão exemplares de Isaías e Túlio Vásquez.
Foto Andrew Moore
Pablo Hermoso de Mendoza soma e segue na triunfal temporada de despedida em arenas mexicanas: ontem, em Yuriria (Guanajuato), na praça "La Guadalupana", cortou uma orelha eo primeiro toiro do seu lote e as duas ao segundo, ambos da ganadaria de José Garfias.
Saíu em ombros com os companheiros de cartel (foto), os matadores Uriel Moreno "El Zapata" (ovação e duas orelhas) e Francisco Martínez (silêncio e duas orelhas), que enfrentaram quatro toiros de Los Cués.
Foto altoromexico.com
Vai realizar-se no próximo dia 13 no México, na praça "Paco Barona" de San Pedro (Hidalgo) um festival taurino de homenagem à memória do matador de toiros António Lomelín, falecido há vinte anos.
Actuarão a rejoneadora Stefanía Uribe e o rejoneador e antigo matador Alejandro Amaya e os matadores José Maurício e António Lomelín (filho), lidando-se quatro novilhos de distintas ganadarias.
António Lomelín triunfou no seu tempo em todas as praças mexicanas e em muitas europeias, entre as quais a do Campo Pequeno, onde se apresentou na década de 70. Na Monumental Plaza México toureou 40 tardes, cortando 16 orelhas e dois rabos.
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Tourear nas melhores praças portuguesas e competir com os toureiros lusos de renome e de grande categoria da actualidade é o grande objectivo da união que o rejoneador espanhol Leonardo Hernández (foto de cima) acaba de selar com dois apoderados portugueses: João Ganhão e João Carrinho (ambos nas fotos de baixo).
"Ao longo da sua carreira, Leonardo triunfou fortemente em praças como Madrid, Lisboa, Nimes, Bilbao, Pamplona, Valência e México, e encara este desafio com a ilusão de fazer o mesmo perante esta aficion de grande sensibilidade e mais conhecedora da tauromaquia a cavalo, como é a portuguesa" - lê-se no comunicado hoje enviado às redacções pelos novos apoderados lusos de Hernández.
João Ganhão e João Carrinho, por seu turno, encaram este desafio também com muita ilusão e a certeza de que pode ser importante para a temporada portuguesa a competição deste destacado rejoneador espanhol com os nossos cavaleiros.
Bandarilheiro da Casa Moura, João Ganhão vai este ano abandonar as arenas, passando a dedicar-se à função de apoderado, que já exerceu ao lado do Maestro João Moura.
João Carrinho foi redactor da revista "Equitação", membro do grupo musical "Três Sangres", é um excelente aficionado e reside actualmente em Sevilha.
Fotos D.R., M. Alvarenga e Emílio de Jesus/Arquivo
Paco Ojeda vai voltar a tourear a cavalo numa lide a duo com Fermín Bohórquez e esta é a grande sensação do festival taurino que ontem foi oficialmente apresentado (foto de cima) e se realizará no próximo dia 13 de Abril em La Puebla de Sancho Pérez, na província de Badajoz, uma organização do empresário Joaquín Domínguez com o grande apoio e incentivo do matador Alejandro Talavante, natural desta terra.
Serão lidados quatro novilhos de Talavante: um para a lide a cavalo a duo de Fermín Bohórquez e Paco Ojeda e três a pé para Morante de la Puebla, Alejandro Talavante e Miguel Ángel Silva.
Depois da sua histórica carreira de matador de toiros, Paco Ojeda passou a tourear a cavalo, chegando a tomar a alternativa, vestindo casaca, na Monumental de Santarém (primeira foto de cima), apadrinhado por João Moura, numa das célebres corridas da Rádio Renascença organizada pelo saudoso empresário Manuel Gonçalves.
Fotos Henrique de Carvalho Dias/Arquivo e mundotoro.com
Carlos Ferreira e António Alfacinha, a dupla da empresa Nepe que gere a Arena D'Évora, estiveram esta semana em Sevilha na Herdade de Zahariche (foto), a célebre finca da ganadaria Miura, onde ficou já escolhido o exemplar da afamada divisa para o Concurso de Ganadarias de 19 de Maio, este ano luso-espanhol.
Como já foi anunciado (cartaz em baixo), serão lidados na Arena D'Évora três toiros das ganadarias portuguesas Palha, Murteira Grave e Passanha e três das espanholas Miura, Partido de Resina e Adolfo Martín.
Foto D.R.
Os irmãos João Moura Jr. e Miguel Moura (e não Lea Vicens, como se anunciara inicialmente) repartem cartel com o rejoneador Sebastián Fernández na corrida de rejoneio denominada II Grande Gala do Dia de Andaluzia, a 28 de Fevereiro, com início às 12h00 (hora espanhola), no Coliseu de Atarfe (Granada), onde actuará também, como esta manhã referimos, o Grupo de Forcados Académicos de Coimbra. Lidam-se seis toiros de Prieto de la Cal.
A corrida foi esta manhã apresentada no Centro Cultural Medina Elvira, em Atarfe, pela alcaldesa da cidade, Yolanda Fernández Morales, e pelo empresário Pedro Pérez "Chicote".
Este festejo será de homenagem à Dinastia Moura em particular ao Maestro João Moura, máxima figura do toureio equestre e segundo foi hoje anunciado, 10% da receita da bilheteira reverterá a favor da Hermandad del Rocío de Granada.
Foto mundotoro.com
Com inteligente oportunidade e mesmo em cima do acontecimento, horas depois de ser publicamente conhecido o novo relacionamento do toureiro João Moura Caetano com a actriz Bárbara Norton de Matos (feito ontem à noite no programa "Noite das Estrelas" da CMTV), a Associação Gala da Tauromaquia acaba de anunciar a presença do famoso cavaleiro no festival taurino que promove no próximo dia 23 de Março na Arena D'Évora.
João Moura Caetano, líder do Ranking Mundial da Tauromaquia em 2023 e finalista da III Gala da Tauromaquia (realizada em Dezembro no Restaurante "Kais" em Lisboa), é o terceiro toureiro do cartel do festival taurino de Março em Évora a ser conhecido, depois de a organização ter já divulgado as presenças do cavaleiro João Moura Júnior e do matador de toiros Manuel Dias Gomes, que protagoniza o regresso do toureiro a pé à praça de Évora depois de muitos anos de ausência.
O dia 23 de Março será preenchido com várias iniciativas: pela manhã (11h00) haverá o Dia do Forcado, uma organização da empresa Nepe (gestora da praça de toiros eborense), tradicional festejo que inclui o Concurso de Cernelhas disputado por todos os grupos da ANGF; durante a tarde (16h00), o Festival Taurino; e à noite um jantar com festa que será o culminar de um dia pleno de aficion e convívio.
O cartel completo será oficialmente divulgado no próximo dia 1 de Fevereiro, data em que se inicia a temporada nacional com o primeiro dos dois festivais em Mourão.
Os bilhetes estarão em breve à venda na Ticketline - não falte e apoie esta iniciativa!
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