sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Ricardo Levesinho: "Não sou um herói, nem me considero um salvador, mas o futuro na Moita tem que ser bem diferente!"



Depois de ter regressado no ano passado em grande e com enorme sucesso à gestão da praça de Vila Franca, onde há mais de dez anos iniciou a sua carreira empresarial, e de continuar a gerir também a praça da Figueira da Foz, Ricardo Levesinho (na foto ao lado com seu pai e seu irmão) tem esta temporada nas mãos outro grande desafio: recuperar o "tempo perdido" na emblemática praça da Moita. Voltou também aos apoderamentos e está ao lado de João Ribeiro Telles e também do praticante Joaquim Brito Paes, apoderado por seu irmão Rui. Está de relações cortadas com o apoderado Pombeiro, mas não fecha a porta ao cavaleiro Duarte Pinto, desde que haja por parte do seu representante "clareza, compromisso, hombridade e honestidade". Não tem nenhuma sociedade com Rui Bento, ao contrário do que apregoam no meio os profisisonais da confusão. E confessa que em novo sonhou ser toureiro, mas lhe "faltou valor". Com a mesma seriedade, frontalidade e verticalidade com que se tornou um dos mais respeitados empresários taurinos nacionais, respondeu sem rodeios e sem hesitações a todas as questões que lhe pus, mesmo às mais polémicas. Eis aqui Ricardo Levesinho por si próprio na grande entrevista que se impunha

Entrevista de Miguel Alvarenga

- Vila Franca, Figueira da Foz e este ano também a Moita. Uma empreitada aliciante. Pode já abrir uma ponta do véu no que respeita a datas nas três praças?
- A estrutura está já fechada e elaborada com base em acontecimentos únicos que no seu todo visam um planeamento estratégico global que a identidade de cada praça nos faz acreditar que é o melhor caminho. Esse melhor caminho passa claramente pela qualidade dos espectáculos que sonhamos e que marque os aficionados pela diferença e com o o desejo que fiquem de querer voltar.
Não faremos nada de diferente em termos de calendário. As datas históricas mantém-se associadas ao primeiro domingo de Maio, Colete Encarnado e Feira de Outubro em Vila Franca. Na Moita seguiremos nas datas tradicionais englobadas na Feira de Maio e na Feira em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem em Setembro e na Figueira da Foz a aposta é de continuidade pelo sucesso existente em três datas de Julho a Agosto.

- Vila Franca foi um sucesso na temporada passada, com o seu regresso. Que novidades para 2019?
- Sonhamos sempre com acontecimentos que marquem a diferença. Estamos a procurar melhorar e querendo muito seguir uma linha em que sentimos que respeita a identidade da “Palha Blanco”, que passa pela seriedade e do gosto por ganadarias caracterizadas pela emoção dos seus toiros. Esta aposta junto à grande qualidade e valor dos artistas que teremos a honra de contratar para esses momentos é o fio condutor que acreditamos e que queremos respeitar.
Começaremos em Maio com a Homenagem às Ganadarias Históricas Ibéricas de forma a agradecer o seu esforço na conservação e protecção do Toiro e da nossa Festa. Teremos em representação de todas as ganadarias três portuguesas e três espanholas e a nossa selecção passou pela avaliação que fizemos no campo. pelos resultados na última temporada e pela identidade histórica que as mesmas possuem abrindo os encastes de forma a que os mesmos tenham presença perante um público especial como é o público da “Palha Blanco”.

- E a Figueira da Foz, quantas corridas e que figuras vamos ver no Coliseu Figueirense?
- Em relação à Figueira da Foz a temporada será constituída por três corridas e queremos que estejam os mais destacados toureiros portugueses, bem como jovens valores que acreditamos serem de total gosto da aficion figueirense e da região centro, não só por actuações anteriores no Coliseu, mas também pelo que têm aportado de qualidade.

- A Moita é uma "complicação"? Como pensa dar a volta para que o público volte a ir à praça?
- Com a boa mensagem. Não sou um herói, nem muito menos me considero um salvador. Também não sou de protagonismos. Sou de consensos, acredito no diálogo e na comunicação para vencer, acredito que 1+1 é igual a 1000, ou seja, que estamos todos na luta sabendo que existem dificuldades que vamos lutar para as vencer e que cada um de nós, sejamos empresa, aficionados, instituições e forças vivas da cidade e do concelho, contribuamos com a nossa parte num projecto de todos, pois é a cara de todos que ali estará. É a nossa cara e esforço e dedicação que prometemos dar, mas também é a honra de todos os moitenses que anteriormente naquela praça se emocionaram  e viam a sua praça com bons espectáculos e com casas cheia, é a imagem das instituições que querem que a Moita recupere um dos seus mais importantes ex-libris pela sua importância na identidade da Moita no mundo e não temos tempo a perder. Não quero falar no passado, mas o futuro tem que ser bem diferente, pois não podemos imaginar mais a Moita e a sua histórica e tão emblemática praça “Daniel do Nascimento” na forma como o Miguel a considerou de “complicação”.

- Esta temporada regressa também aos apoderamentos, ao lado de João Telles e seu irmão ao lado do praticante Joaquim Brito Paes. Que projectos?
- Tivemos o orgulho de sermos convidados para dois projectos que nos honraram e nos responsabilizam.
Ser apoderado do João Ribeiro Telles e poder contribuir no meu papel para um artista que é uma Figura do Toureio é marcante e leva nos em conjunto a ambicionar ganhar o mundo, pois o João é um grande e único toureiro com uma sensibilidade artística fabulosa.
Sobre o Joaquim Brito Paes, passa pelo meu irmão Rui e por uma gestão de um toureiro em embrião e em que sentimos competências importantes e que estão diariamente em desenvolvimento pelo seu grande esforço. Vai ser uma surpresa bonita e de grande entusiasmo.

- O facto de não estar de boas relações com o apoderado Luis Miguel Pombeiro vai continuar a impedi-lo de contratar o cavaleiro Duarte Pinto?
- O Dr. Luis Miguel Pombeiro, como apoderado, anda a passar essa mensagem e erra gravemente pois não está a ser correcto. Nós mostrámos disponibilidade e interesse total em chegar a um acordo, mas até hoje não recebemos nenhum contacto da sua parte a não ser por terceiros. Confunde muito e mistura o ser jornalista, advogado, empresário e apoderado, o que é estranho, pois está a complicar a vida do seu toureiro e às vezes as coisas ganham contornos complexos e pouco claros. O Duarte Pinto, de quem sou admirador confesso como cavaleiro e como homem, com a sua trajectória e depois das actuações da temporada passada, não merece que nós não contemos com ele nos nossos projectos, mas isso depende também da gestão do seu apoderado. Não queremos nem exigimos nada em especial, a não ser clareza, compromisso, hombridade e honestidade. Mais pragmatismo e clareza que isto é impossível.

- Para acabar de vez com o boato: tem ou não tem uma sociedade com Rui Bento?
- Nada existe de segredo, nem muito menos de mentiras, pois eu não tenho necessidade de complicações, nem muito menos de andar escondido e acredito que o Rui Bento pense igual.
Há cerca de dois anos, eu e algumas pessoas sentámo-nos para avaliar o momento da tauromaquia, pois sentíamos que tínhamos de pensar o futuro.
Nas conclusões detectámos a existência de comportamentos errados, falta de estratégia, divisão entre as empresas, falta de confiança entre os agentes e isto tudo provocava apreensão.
Daí saiu uma necessidade de cooperação entre todos. Vou-lhe dar um exemplo. Em Salvaterra tem existido um concurso de ganadarias em Maio. Foi minha obrigação falar com o Rafael Vilhais, empresario dessa praça, e perguntar-lhe sobre os seus planos e contar-lhe os meus sobre Vila Franca. Estamos a falar de duas corridas  em duas praças separadas em 25 quilómetros e com uma semana de distância. O que este simples e normal diálogo provoca é uma importante construção de dois projectos, pertos na data, mas com características diferenciadas e que não se atropelam. É importante para os dois acontecimentos, para os aficionados e para a Festa. E por ter este tipo de diálogo com o Rafael não significa que somos parceiros de negócio.
Voltando à sua pergunta e associando o que lhe acabei de explicar: com este caminho que fizemos, após a análise inicial, concluímos que é importante as cooperações entre todos com base no diálogo e quando as pessoas confiam umas nas outras apoiam-se e ajudam-se mutuamente a desbloquear algumas situações e na concretização de ideias e negócios e passa por ai unicamente a nossa ligação que muito me orgulha e sinto o mesmo do outro lado. Além disso, não existe absolutamente mais nada. Não existe nenhuma sociedade com o meu amigo Rui Bento, nem com qualquer outro empresário.

- Muito bem, ficamos todos esclarecidos e acabam-se de vez os boatos. Outra questão, Ricardo: além das três praças fixas que vai gerir, dará mais algumas corridas em praças portáteis, como já tem acontecido?
- A ideia não passa por aí, mas temos a excepção de São Cristóvão, que nos convida anualmente para apoiarmos uma festa muito bonita que já cumpre com honra a sua 30ª corrida.

- Qual a melhor fórmula para encher uma praça, se tivermos em conta que não existem hoje toureiros que sejam ídolos para arrastar multidões?
- Um cartel bem rematado e com identidade é sempre a fórmula exacta. O que é fundamental é que os aficionados e o público em geral acreditem no Acontecimento.

- Vai continuar a apostar nas suas organizações na verdade do toiro-toiro?
- Confio mais na verdade do toiro que transmite e é isso que procuramos. O toiro que nos faz emocionar. Não procuramos peso. Sendo essa a nossa imagem e acreditando que esse é o caminho, continuamos nessa busca.

- Considera que nos dias de hoje é rentável ser empresário tauromáquico?
- Temos que conseguir que seja, mas é muito difícil. Mas estamos na luta e um objectivo de uma empresa passa sempre obrigatoriamente por ganhar dinheiro. Se não, não possui fundamento legal para existir como tal.

- Faça-me um balanço da sua actividade como empresário tauromáquico. Valeu a pena?
- Se me fala em momentos como a última terça-feira nocturna em Vila Franca, a encerrona do António Ribeiro Telles, o mano-a-mano entre as ganadarias Miura e Palha, a comemoração do 50º aniversário de alternativa do Maestro José Júlio toureando um toiro de Oliveira Irmãos, faenas de arte e valor de grandes artistas que estiveram conosco, as alternativas de Marcelo Mendes e de David Gomes, somos uns felizardos pois estivemos envolvidos nesses grandiosos acontecimentos que nos honram e vamos sempre levar conosco, Mas existem outros muito duros, difíceis, em que muitas vezes nos levam a verdadeiras aflições e complicações, mas estamos na luta para vencer defendendo a Festa e querendo ser animadores de um conjunto de iniciativas que visam o seu fortalecimento e riqueza.

- A imprensa taurina existe, é influente, costuma ler?
- Leio tudo. Defendo a profissionalização e compreendo o amadorismo, pois sendo a Festa tão cativante e emocional é normal que existem muitas pessoas a se quererem associar mais directamente, mas deve existir um espírito crítico e de auto-avaliação e tentar melhorar comportamentos. E não falo de análise e críticas taurinas, pois essas são subjetivas, pois a tauromaquia provoca um conjunto de emoções e paixões que às vezes provocam avaliações bem diferentes, mas nunca podemos perder a essência e as regras.

- Nunca quis ser toureiro? De onde vem a sua aficion?
- Quem lhe disse isso? Nunca tive foi valor e, talvez por isso, sempre me senti cativado a elaborar cartéis e feiras nos meus cadernos desde que me conheço e me recordo. Devo esta aficion à minha terra, à tertulia da minha familia, onde nasci e cresci, e mais especificamente ao meu pai herói que adoro e ao meu tio José, seu irmão, que era um aficionado extraordinário e ao meu tio Manuel da Neta, que abriu durante mais de quarenta anos a porta dos curros da “Palha Blanco” e que era um amigo muito especial.

- O que podemos esperar do empresário Ricardo Levesinho e da sua empresa para a temporada de 2019?
- Que Deus ajude a que haja sucesso e motivos para festejar com acontecimentos de grandes triunfos dos toureiros, forcados e ganaderos e assim acreditar num futuro da tauromaquia mais brilhante e de grande força vencedora.

Fotos Emílio de Jesus

Dia da Tauromaquia: a festa continua pela noite dentro no "Lust in Rio"!



Dia da Tauromaquia no Campo Pequeno: já só falta uma semana!



Amanhã em Estremoz: V Jantar de entrega de troféus do site "Porta dos Sustos"



Snow Patrol/Europe Tour: mais um grande concerto amanhã no Campo Pequeno!



Vila Franca rende amanhã tributo ao Maestro António Telles



Amanhã, sábado, a aficion de Vila Franca de Xira vai prestar uma grande homenagem ao Maestro António Ribeiro Telles, evocando num Jantar/Tertúlia o seu histórico triunfo na corrida de terça-feira nocturna da última Feira de Outubro na emblemática praça "Palha Blanco".
Esta iniciativa partiu das tertúlias de Vila Franca e o jantar vai ter lugar a partir das 20h00 no Clube Vilafranquense, seguido de uma tertúlia em que participarão, para além do próprio António Telles, o crítico taurino Maurício do Vale, o empresário da "Palha Blanco", Ricardo Levesinho e o conhecido aficionado Guilherme Carvalho, sendo a também cronista Catarina Bexiga a moderadora desse colóquio.

Fotos Emílio de Jesus



Não perca hoje a grande entrevista a Ricardo Levesinho

Luis Miguel Pombeiro e Ricardo Levesinho... no tempo em que se falavam,
vendo-se também na foto Rafael Vilhais. Empresário e apoderado estão há
um ano de candeias às avessas. E o cavaleiro Duarte Pinto está a pagar "as
contas" desta desavença. Vai Levesinho contratá-lo este ano para as suas
praças? O empresário responde na grande entrevista ao "Farpas" - que aqui
vai poder ler esta tarde!
Ricardo e Rui Levesinho com Rui Bento: afinal, o que os une? E, em baixo,
Ricardo ainda menino vestido de toureiro. Na entrevista ao "Farpas", confessa
que sonhou ser toureiro... mas lhe faltou valor!

Na foto ao lado - imaginem! - está o ainda menino Ricardo Levesinho, muito longe do tempo em que se viria a tornar um dos mais conceituados e empreendedores empresários taurinos nacionais, vestido de toureiro...
E quando lhe perguntámos se alguma vez tinha sonhado ser toureiro, respondeu: "Quem lhe disse isso? Nunca tive foi valor...".
Na primeira foto de cima está Ricardo Levesinho com os tembém empresários Rafael Vilhais e Luis Miguel Pombeiro. Desde o ano passado, mais concretamente desde o concurso para adjudicação da praça "Palha Blanco", Levesinho e Pombeiro desentenderam-se. Pombeiro contestou a sua vitória na praça de Vila Franca e avançou com um processo em tribunal contra a Santa Casa da Misericórdia. Pombeiro apodera o cavaleiro Duarte Pinto, um dos grandes triunfadores da última temporada. Levesinho vai contratá-lo este ano, mesmo estando de relações cortadas com o apoderado?
Dizem as más línguas da nossa Festa que Levesinho e Rui Bento (ambos na foto de cima, com o também empresário Rui Levesinho, irmão de Ricardo) são sócios... Serão mesmo?  E se o são, por que não o admitem publicamente?
A estas e a muitas outras questões, vamos saber aqui, esta tarde, as respostas do empresário Ricardo Levesinho, bem como conhecer os seus projectos para as praças que gere, as de Vila Franca, da Figueira da Foz e da Moita.
Uma grande entrevista a não perder - e que promete dar que falar!

Fotos Emílio de Jesus e D.R./@Ricardo Levesinho/Facebook

Dia 23: um dia imperdível no Campo Pequeno!



Manuel Gonçalves: 9 anos de saudade

Manuel Gonçalves foi um dos mais marcantes empresários tauromáquicos
do final do século passado. Deixou-nos faz hoje 9 anos
Campo Pequeno, anos 80. Manuel Gonçalves com Miguel Alvarenga e Fernando
Camacho, outra grande referência do nosso mundo tauromáquico, com quem
se viria a incompatibilizar nos últimos anos de vida. Não se falavam, mas nutriam
ou pelo outro admiração e respeito. Até ao fim
Manuel Gonçalves com João Moura e Miguel Alvarenga. Em baixo, a capa
do jornal "Farpas" aquando da morte do famoso empresário

O empresário Manuel Gonçalves morreu há nove anos. Foi um visionário, viveu sempre à frente do tempo

Miguel Alvarenga - Dizia o emblemático taurino Fernando Camacho que "houve dois Manéis que revolucionaram e marcaram a Festa e foram os únicos que ganharam dinheiro a sério nos toiros, o dos Santos e o Gonçalves".
Manuel Gonçalves e Manuel dos Santos foram distintos - mas marcaram o século passado no que à actividade empresarial taurina diz respeito.
Manuel Gonçalves morreu prematuramente há nove anos, vítima de uma queda nas escadas da casa que estava a reconstruir na aldeia de Mizarela, no concelho da Guarda, onde nascera e onde está sepultado.
Não era um grande aficionado, nem um entendido em tauromaquia, mas foi um empresário visionário, com um sentido único de espectáculo - e viveu muitos anos à frente do seu tempo. E era um homem de uma verticalidade e de uma seriedade à prova de bala. Podia levar uma semana, um mês, a discutir o cachet de um toureiro, mas pagava escrupulosamente o que combinava, estivesse a praça cheia ou vazia.
Iniciou a sua vida empresarial em Moçambique, para onde foi viver ainda jovem e onde casou, organizando todo o tipo de espectáculos: combates de boxe, concursos de misses, concertos musicais - e também corridas de toiros na Monumental de Lourenço Marques, que era sua.
Levou a Moçambique as grandes estrelas da música e do espectáculo, de Amália a Raul Solnado - e levou também à sua praça as maiores figuras do toureio da época.
Depois da descolonização exemplar, deixou a terra que amava e onde deixara raízes e regressou a Portugal, como dizia, "com uma mão atrás e outra à frente". Refez a vida em França, foi empresário de muitas praças de toiros naquele país, onde promoveu a corrida à portuguesa com cavaleiros e forcados, prosseguindo a actividade de que Nuno Salvação Barrero fora pioneiro.
No início dos anos 80 voltou para o seu país e foi empresário do Campo Pequeno, onde a primeira corrida que montou foi o mano-a-mano entre Álvaro Domecq e João Moura que pôs termo à célebre "Guerra das Esporas" e que era desejado pelas empresas das principais praças de Espanha, como Sevilha e Madrid. Montou outros mano-a-manos célebres, como o de Moura e Paco Ojeda, inventou e consolidou corridas que se tornaram das mais importantes no calendário taurino nacional, como a do "Correio da Manhã", a da Rádio Renascença (com que esgotou em vários anos a Monumental de Santarém), a da TV/Norte na Póvoa de Varzim e também a do "Farpas", iniciada na Moita pelos empresários António Luis Raimundo e Inácio Ramos, mas de que ele foi depois promotor até à sua morte.
Chegou mesmo a apoderar alguns toureiros, como Pedrito de Portugal e foi um dos grandes impulsionadores do arranque da carreira do cavaleiro Luis Rouxinol. Nos anos 90, relançou a fórmula das corridas de seis cavaleiros, que ao tempo caira em desuso e foi muito criticado por isso - mas hoje são vulgares, em cada temporada, inúmeros cartéis com seis cavaleiros.
Na tauromaquia portuguesa e sobretudo na actividade empresarial, haverá sempre um antes e um depois de Manuel Gonçalves - faz imensa falta à Festa.
No 9º aniversário da sua morte, aqui lhe rendemos homenagem. Mais que merecida. Com saudade.

Fotos M. Alvarenga e Emílio de Jesus







Os valentes pegadores do Sabugal trazem Capeia Arraiana ao Campo Pequeno no Dia da Tauromaquia

A Capeia Arraiana, Património Cultural Imaterial de Portugal, é uma manifestação
tauromáquica popular tradicional do concelho do Sabugal


Património Cultural Imaterial de Portugal, dia 23, no Campo Pequeno

Num espectáculo de arte em que homem e animal se encontram, os pegadores do Sabugal vão pegar ao forcão para uma exibição de Capeia Arraiana, enfrentando um toiro de toiro de Veiga Teixeira. O Campo Pequeno será palco desta manifestação cultural ímpar, no Dia da Tauromaquia, às 14h30, de 23 de Fevereiro.
Classificada como Património Cultural Imaterial de Portugal, pela respetiva convenção da UNESCO, a Capeia é uma demonstração de coordenação e trabalho de equipa que envolve cerca de 30 homens. O forcão, cujo peso ronda os 300 quilos, é o único instrumento que separa a coragem dos pegadores da bravura das investidas do toiro. Uma distracção pode revelar-se dramática para quem está na arena. Vão ser 45 minutos de pura adrenalina e emoção, num espetcáculo tão representativo da cultura taurina em Portugal.
“A Capeia é a expressão mais enraizada da nossa cultura e que dá aos raianos um forte sentido de pertença, um orgulho ímpar e um sentido de comunidade. Pretende-se que esta demonstração de uma ‘pega ao forcão’, no emblemático Campo Pequeno, estimule a curiosidade e promova o desejo de vivenciar as Capeias nas diferentes localidades do concelho do Sabugal”, explica António dos Santos Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal.
O Dia da Tauromaquia é uma organização da Prótoiro, através da marca Touradas, com o objectivo de divulgar uma Cultura tão importante para o país. A praça do Campo Pequeno vai abrir as suas portas às 10h00 e ao longo do dia serão realizadas iniciativas para todas as famílias, sejam aficionadas ou não, numa demonstração de respeito e liberdade.
As actividades são na generalidade gratuitas. O acesso às demonstrações de Recortadores, Capeia e Equitação são gratuitas mediante a apresentação do ingresso para assistir ao Festival Taurino. Os bilhetes podem ser adquiridos na internet, através da Ticketline e também na agência ABEP nos Restauradores. Os portadores do Cartão Aficionado podem ainda usufruir de um desconto de 10 por cento, caso optem com comprar os ingressos nas bilheteiras da praça.
Com preços a variarem entre os 7,5 e os 35 euros, é uma excelente oportunidade para assistir, às 17h30 (Festival Taurino), às actuações dos cavaleiros António Telles, Rui Salvador, Luís Rouxinol, Rui Fernandes, Filipe Gonçalves, João Moura Jr, João Telles e Francisco Palha que vão lidar em duo quatro toiros. Os matadores são António João Ferreira, Nuno Casquinha e Manuel Dias Gomes. Pega uma seleção de forcados.
Vamos mostrar a nossa união e a nossa força! Que ninguém falta ao Dia da Tauromaquia!

Fotos Emílio de Jesus


António J. Ferreira e Nuno Casquinha em tenta na ganadaria Pinto Barreiros

Os participantes na tenta com o ganadero Joaquim Alves de Andrade
António João Ferreira e Nuno Casquinha em grande forma para o Festival
do Dia da Tauromaquia no próximo dia 23 no Campo Pequeno
Participaram também na tenta o novilheiro espanhol David Bolsico e jovens
alunos das escolas de toureio da Moita e de Vila Franca de Xira


Fernando Clemente/www.parartemplarmandar.com (texto e fotos) - Realizou-se ontem na herdade do ilustre ganadero Joaquim Alves de Andrade uma tenta de oito novilhas com ferro Pinto Barreiros de boa nota.
Participaram os matadores de toiros António João Ferreira e Nuno Casquinha e o novilheiro espanhol David Bolsico. Conjugaram nas lides os bandarilheiros Luís Miguel Amado, João Ferreira e André Rocha, tendo ainda participado os alunos da Escola de Toureio da Moita Filipe Martins e Carlos Apolinário e da Escola de Vila Franca o jovem Duarte Silva, que mostraram apontamentos interessantes


Ontem, 5ª feira: 8.203 leram o "Farpas"



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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Ventura em Alcochete no Festival de homenagem à memória de Fernando Quintella


Rui Fernandes, Diego Ventura, Filipe Gonçalves, João Ribeiro Telles, Francisco Palha e a praticante Mara Pimenta compõem, anuncia o site touroeouro.com,  o cartel do Festival que a 30 de Março se vai efectuar em Alcochete em homenagem à memória do forcado Fernando Quintella (foto).
A organização pertence ao Grupo de Forcados Amadores de Alcochete, que pegam em solitário, fardando antigos e actuais elementos. Lidam-se novilhos-toiros de diversas ganadarias.

Foto Emílio de Jesus



Judiciária fez buscas na Câmara e na Associação Tauromáquica de Estremoz



A Polícia Judiciária realizou no início deste mês buscas na Câmara Municipal de Estremoz, na Associação Tauromáquica de Estremoz (OPE) e na empresa construtora Urbigay, no Gavião - revela o jornal "Brados do Alentejo" na sua edição de hoje.
Segundo o jornal, as investigações prendem-se, de acordo com o Ministério Público, com "a eventual prática dos crimes de corrupção activa e passaiva ou de participação económica em negócio" e terão a ver com "a aquisição de cadeiras e um reforço de iluninação da praça de toiros de Estremoz".
Ainda segundo a publicação, que aponta como fonte o Ministério Público, que dirige a investigação, "de acordo com a denúncia apresentada e os elementos de prova recolhidos, os factos que terão ocorrido entre os anos de 2016 e 2017, decorrem da suspeita de existência de eventuais irregularidades no âmbito da contratação pública relacionada com obras/aquisição de equipamentos".

Fotos D.R.




Dia da Tauromaquia: a festa continua noite dentro no "Lust in Rio"!



Novilheiro Manuel Perera prossegue recuperação já em casa


Vítima de grave acidente de automóvel no passado dia 3, o novilheiro espanhol Manuel Perera, aluno da Escola Taurina de Badajoz, já teve alta, após uma semana internado no Hospital  Universitário de Badajoz.
Prosseguirá agora a recuperação em sua casa, junto dos seus, em Villanueva del Fresno, com vista à rápida reaparição nas arenas.

Foto José Maria Ballester/badajoztaurina.com

Amanhã não perca a grande entrevista ao empresário Ricardo Levesinho


Tem uma sociedade com Rui Bento ou isso não passa de um boato posto a correr pelas línguas maldizentes? O facto de estar em rota de colisão com Pombeiro impede-o de contratar o triunfador Duarte Pinto ou vamos ver este cavaleiro nas suas praças em 2019? O que vai fazer para salvar a praça da Moita e voltar a levar o público às suas bancadas? E que novidades vamos ter este ano em Vila Franca e na Figueira da Foz? E que projectos para os apoderamentos de João Ribeiro Telles e do praticante Joaquim Brito Paes (este, com a carreira gerida por seu irmão Rui Levesinho)?
Miguel Alvarenga perguntou e o empresário respondeu - sem papas na língua.
As respostas a estas e a muitas outras questões, vai dar-nos Ricardo Levesinho amanhã, sexta-feira, numa grande entrevista que não pode perder aqui no "Farpas"!

Foto Emílio de Jesus


Júlio Aparício reaparece nas arenas em Festival em Alcalá del Rio


O matador de toiros espanhol Júlio Aparício regressa às arenas no próximo dia 28 num Festival Taurino em Alcalá del Rio, na província de Sevilha.
Reparte cartel com os matadores Victor Puerto, Salvador Cortés, o novilheiro Kevin de Luis e a rejoneadora Lea Vicens.
Lidam-se novilhos das ganadarias Soto de la Fuente, Los Azores, Juan Pedro Domecq e Fuentespino.

Foto D.R.

27 de Abril: Andrés Romero na Corrida Ovibeja



O famoso rejoneador espanhol Andrés Romero, que no último ano obteve sonantes triunfos nas praças do Campo Pequeno e da Nazaré (saída em ombros), abre a sua campanha em Portugal actuando no dia 27 de Abril na praça de toiros de Beja na tradicional Corrida Obiveja.
A praça de Beja, gerida este ano por José Maria Charaz, antigo cabo dos forcados da cidade, abrirá a temporada com um cartel de luxo e um imponente curro de toiros de Canas Vigouroux. Com Andrés Romero - apoderado entre nós pelo empresário António Nunes (foto ao lado) -  alternarão duas primeiríssimas figuras do toureio equestre nacional e três grupos de forcados.

Fotos las-ventas.com e Emílio de Jesus


Pedro Gonçalves de luto por morte de seu Pai


Pedro Gonçalves, o maior bandarilheiro da sua geração, que em Outubro do ano passado se retirou das arenas numa corrida em Santarém, está de luto por morte de seu Pai, António Medeiros, de 76 anos - um grande e bom aficionado que recordamos com saudade.
O corpo estará hoje em câmara ardente na Igreja das Portas do Sol, em Santarém, onde vai decorrer o velório, realizando-se as cerimónias fúnebres (cremação) amanhã, sexta-feira, no cemitério da Póvoa de Santa Iria, depois de uma missa de corpo presente na referida igreja da capital ribatejana às 10 horas.
Ao nosso querido amigo Pedro, a seus filhos, sua irmã Ana Patrícia e a toda a Família enlutada, endereçamos os mais sentidos pêsames.
Que em paz descanse.

Foto D.R.


Pablo Hermoso em acto solidário ontem no México



Pablo Hermoso de Mendoza viveu ontem uma jornada muito especial no México. Longe da toda a azáfama aue representa a sua temporada naquele país, o rejoneador navarro esteve na localidade de San Pedro Benito Juárez, Atlixco, Puebla, situada na ladeira do vulcão Popocatépetl, para participar no acto de reinauguração das capelas de San José e da Puríssima Concepción, que haviam sido afectadas pelo sismo de 19 de Setembro de 2017, que causou grandes estragos no Património Cultural mexicano.
Pablo Hermoso, perante esta situação que deixava sem templo de reunião e de culto a muitas pequenas localidades, acordou com o Fideicomiso Fuerza México a doacção de três milhões de pesos para restaurar este património e assim colaborar com a reabilitação dos pequenos templos.
A  menos de um ano daquele donativo, o próprio Pablo Hermoso de Mendoza participou ontem no acto de reinauguração da capela, acompanhado pelas autoridades locais e nacionais, entre as quais Arturo Balandrano, director de Monumentos da Secretaria da Cultura, Valeria Pie, Coordenadora Nacional de Monumentos, Salvador Camarena Rosales, director de Apoio Técnico da Coordenação Nacional de Monumentos Históricos, Ximena Suárez Coiso, directora-geral de Fideicomiso Fuerza México, entre outros.
O próprio Pablo Hermoso, a quem o povo acarinhou e agradeceu este gesto solidário, usou da palavra no acto de reinauguração das capelas, manifestando o seu contentamento por poder contribuir para a reabilitação de dois templos históricos.

Fotos Juan Andrés H. Mendoza/Farpas

Ontem, 4ª feira: 9.060 leram o "Farpas"


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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

11 de Abril: Cartel de Triunfadores na abertura da temporada no Campo Pequeno




Pepe Moral operado com êxito pela terceira vez depois da colhida de domingo


O matador de toiros sevilhano Pepe Moral, que no ano passado vimos em Vila Franca no Colete Encarnado, foi hoje operado pela terceira vez depois da lesão num joelho sofrida em consequência da colhida de domingo em Valdemorillo, quando enfrentava um toiro de Miura.
Pepe Moral foi operado na Clínica Fremap, em Majadahonda, onde permanecerá internado até ao início da próxima semana.
A operação correu bem e os médicos descartaram a rotura de ligamentos no joelho, que se suspeitava existir, tendo apenas confirmado uma distenção muscular produzida pelo fortíssimo golpe que sofreu, noticiam hoje os sites taurinos espanhóis.
Se não surgirem complicações, Pepe Moral pode ter alta na próxima segunda-feira e iniciar a recuperação com vista ao seu regresso às arenas.
Na foto, o toureiro com a sua família, hoje, depois da terceira intervenção cirúrgica.

Foto aplausos.es

23 de Fevereiro: Dia da Tauromaquia no Campo Pequeno