sábado, 19 de setembro de 2026

Hoje na Moita: a tradição da corrida à portuguesa

A tradição da corrida à portuguesa este sábado (22h00) de regresso à Moita!

A praça "Daniel do Nascimento" prepara-se para uma grande corrida à portuguesa, onde seis cavaleiros (quatro lusitanos, um mexicano e um espanhol) entram em praça determinados a deixar a sua marca.

De um lado, a experiência, a técnica e a coragem dos seis cavaleiros. Do outro, a força e a bravura dos toiros da prestigiada ganadaria Falé Filipe - veja-os no video em cima.

Para pagar os seis toiros, entram em praça os forcados Amadores da Moita e os Amadores de Coruche, frente-a-frente com a bravura, num momento onde a coragem e a união fazem toda a diferença.

Seis cavaleiros. Duas valentes formações de forcados. Uma ganadaria de respeito. E o público moitense pronta para vibrar.

Mas fica a grande pergunta: quem será o triunfador da noite ?

Quem conseguirá conquistar o público e marcar a sua presença na "Daniel do Nascimento"

Mais logo, a resposta será dada em praça.

Video Tauroleve




sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Cortaram 10 orelhas e 2 rabos: Rui Fernandes, Cartagena e Ventura em ombros em Morón de la Frontera (Sevilha)

Grande tarde de bom toureio a cavalo e rejoneio hoje em Morón de la Frontera (Sevilha), na corrida goyesca que registou praça cheia.

Lidaram-se toiros de Jódar e Ruchena. Rui Fernandes (fotos) cortou as duas orelhas ao primeiro toiro e mais uma ao quarto. Andy Cartagena cortou as duas orelhas e o rabo ao seu primeiro toiro e obteve mais ua orelha do segundo; Diego Ventura cortou as duas orelhas ao primeiro toiro do seu lote e mais duas e o rabo ao segundo.

Os três sairam apoteoticamente em ombros. Em baixo, alguns dos grandes momentos do português Rui Fernandes.

Fotos João Silva






Noite muito dura para o Aposento da Moita ontem na sua praça

Brinde de Gilberto Filipe ao empresário Ricardo Levesinho

José V. Claro - A segunda corrida da Feira da Moita, ontem, outrora a noite de praça cheia com as principais figuras do toureio equestre da temporada, registou uma entrada de, talvez, mais trezentas pessoas que na primeira corrida, mas não teve a enchente. nem o brilho, das célebres grandes nocturnas de quinta-feira do ciclo moitense. Os tempos mudaram. E as vontades também...

Noite tradicional de encerrona para os Forcados do Aposento da Moita, ontem a história ficou muito aquém do que costumava ser "noutros tempos da fidalguia"...

A pega da noite (quarta) foi a de Martim Cosme Lopes, um dos mais emblemáticos pilares deste grupo nos últimos anos (veio do Grupo de Lisboa), a única consumada ao primeiro intento, com a garra e a técnica que foram apanágios da trajectória deste valoroso forcado. Brindou ao ex-cabo Leonardo Matias, ao cabo Luis Canto Moniz e a sua mãe, Helena Cosme, consumando com garbo e valentia a sua missão e despedindo-se depois das arenas. Em glória.

As outras pegas não foram fáceis, marcado uma noite dura e de muito trabalho para o Aposento da Moita

O cabo Luis Canto Moniz pegou o primeiro toiro à quarta tentativa, brindando a António Manuel Barata Gomes, antigo forcado do grupo e proprietário do emblemático restaurante "Casa das Enguias", cujo 75º aniversário se assinalava nesta corrida.

Seguiram-se, ambos ao segundo intento, Rodrigo Ribeiro, que brindou a Carlos Albino, presidente da Câmara da Moita; e Tiago Nobre, que brindou à família e à memória do saudoso forcado Luis Campino, dos Amadores do Cartaxo, falecido há um mês vítima de doença oncológica, com apenas 24 anos.

Depois do brilharete de Martim Cosme Lopes, pegaram André Silva (sexta pega) à segunda; e Rodrigo Areia (última pega) à terceira. Não foi uma noite fácil para o (muito maltratado) Aposento da Moita.

No que aos cavaleiros diz respeito, Gilberto Filipe (homenageado ao início pela conquista do terceiro título de Campeão Mundial de Equitação de Trabalho) lidou em primeiro lugar um toiro da ganadaria espanhola Fuente Ymbro, sem muita qualidade, por ser ter inutilizado (saíu à arena visivelmente diminuído fisicamente) o de Conde de Murça que lhe estava destinado. Lide com pouca história.

Em quarto lugar, Gilberto toureou um sobrero da ganadaria Palha, que não estava anunciado no Duelo Ibérico das ganadarias Conde de Murça e Fuente Ymbro, toiro que no sorteio ninguém quis ver pela frente (cala-te boca!...), mas que acabou por ser o melhor da noite, voluntarioso, bravo, com muita transmissão, impondo respeito, proporcionando ao cavaleiro de Atalaia um importante triunfo.

João Ribeiro Telles foi outra loiça. Enfrentou primeiro um toiro de Fuente Ymbro e depois um de Conde de Murça, ambos muito sérios, a exigirem muita experiência e poderio. João impôs a sua raça, a força do seu toureio, o seu imenso poder de lidador, protagonizando dois triunfos soberbos com toiros de verdade, marcando a diferença com o "Gaiato" e o "Marfim", considerados dois dos melhores cavalos de toureio da actualidade.

Foram duas lides importantes e duas lides para verdadeiros aficionados. João Telles a reafirmar um grande momento numa temporada coroada por memoráveis triunfos.

Tristão Ribeiro Telles, a viver também uma temporada de grande esplendor, destacou-se ontem na lide do terceiro toiro, com a alegria e a ousadia costumeiras, pouco ou nada conseguindo depois com o sexto, que não lhe deu quaisquer opções. Eram ambos da ganadaria Conde de Murça.

Esta corrida, que sem ser má, também não foi boa, foi bem dirigida por Ricardo Dias, que esteve ontem assessorado pela médica veterinária Maria Enes.

Fotos Fernando Clemente






Primeiro toiro (Fuente Ymbro) substituiu o lesionado de Conde
de Murça. Foi lidado por Gilberto Filipe e pegado à quarta pelo
cabo do Aposento da Moita, Luis Canto Moniz






Grande lide de João Telles no segundo toiro (Fuente Ymbro),
pegado à terceira por Rodrigo Ribeiro










Lide ousada e brilhante de Tristão Telles no terceiro toiro (Conde
de Murça), que foi pegado por Tiago Nobre à terceira 









Actuação soberba de Gilberto Filipe no quarto toiro, o sobrero
de Palha (o melhor da noite), a que Martim Cosme Lopes fez uma
pega monumental, a última da sua carreira, à primeira









João Telles marcou a diferença com o quinto toiro (Conde de 
Murça), uma lide para aficionados. Pegou André Silva à segunda







Último toiro (de Conde de Murça) não deu opções a Tristão e
não foi fácil para o forcado Rodrigo Areia, que o pegou à terceira