sábado, 15 de dezembro de 2018

Menos corridas no Campo Pequeno na temporada de 2019


Os processos que decorrem na PGR e no Tribunal de Contas, instaurados pela família Borges, podem atrasar o processo de venda da adjudicação do Campo Pequeno, agendado para Janeiro. Entretanto, a actual empresa da praça avança com a temporada - que vai ter no próximo ano menos corridas

Exclusivo "Farpas" - A actual gestão da empresa do Campo Pequeno, assegurada pela Drª Paula Mattamouros Resende e pelo director de Actividades Tauromáquicas Rui Bento, está já a avançar com a elaboração da temporada de 2019, apesar da confusão que envolve o processo (a decorrer) de venda da adjudicação que, em princípio se iria efectivar já no próximo mês de Janeiro, mas que pode sofrer atrasos mercê dos processos instaurados pela família Borges (accionistas da empresa que efectuou a remodelação da praça) e que hoje foram notícia de capa no semanário "Sol".
O "Farpas" pode, contudo, adiantar, que a próxima temporada terá menos corridas de toiros que as anteriores. Em 2018 realizaram-se 13 corridas de toiros (uma das quais extra abono) e uma novilhada; em 2019, deverão ser apenas 10 - ou mesmo 8 - os espectáculos tauromáquicos. Os primeiros cartéis vão ser apresentados em Fevereiro e a abertura oficial da temporada ocorrerá na primeira ou segunda quinta-feira do mês de Abril, antes da Páscoa. Em Fevereiro, ainda sem confirmação oficial, pode realizar-se o Festival Bullfest, uma organização da Federação PróToiro em parceria com a empresa.
Amanhã, não perca mais notícias sobre este caso - que hoje deixou o meio taurino em alvoçoro com as bombásticas revelações do jornal "Sol".

Foto D.R.

Joaquim Bastinhas regista significativas melhoras



Última Hora - Ainda internado na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, o popular cavaleiro Joaquim Bastinhas registou nas últimas horas significativas melhoras, segundo fontes fidedignas e apesar de a família, compreensivelmente, continuar remetida ao silêncio.
O mais famoso dos toureiros nacionais - na foto ao lado, com Miguel Alvarenga e o apoderado Rogério Amaro na corrida de Setembro em que reapareceu ns sua praça de Elvas - já saíu do estado de coma e os médicos acalentam agora a esperança de que a milagrosa recuperação comece a ser uma realidade - graças a Deus.
Força, Maestro!

Fotos D.R.


Rui Bento homenageado hoje pela Real Tertúlia Tauromáquica D. Miguel I

Fernando de Andrade Salgueiro fez a entrega a Rui Bento do diploma com que
a Real Tertúlia o galardoou pelos seus 30 anos de alternativa
Rui Bento no uso da palavra. Em baixo, alguns dos presentes no almoço da Real
Tertúlia. Da esquerda para a direita: em pé, General Mariz Fernandes, Simão da
Veiga, Rui Bento, Manuel Andrade Guerra, José Macedo Tomás e Joaquim Tapada;
sentados, Luis Mguel da Veiga, Isabel Margarida Coelho e Fernando A. Salgueiro


Rui Bento Vasques foi hoje homenageado pela Real Tertúlia Tauromáquica D. Miguel I no Almoço de Natal que teve lugar no Restaurante da Associação Naval de Lisboa.
O matador de toiros foi galardoado pela prestigiada instituição pelos seus 30 anos de alternativa, tendo sido Miguel Alvarenga o autor do elogio ao toureiro e actual gestor taurino e apoderado.
No mesmo acto - de que amanhã publicaremos uma desenvolvida reportagem - foi agraciado com o grau de Sócio de Honra o Prof. Dr. Baltazar de Andrade Guerra.
Imnportantes figuras do mundo tauromáquico marcaram presença neste almoço, entre os quais os cavaleiros Luis Miguel da Veiga, Fernando de Andrade Salgueiro, João Maria Branco, João Salgueiro da Costa e Ricardo Cravidão, bem como os cabos dos grupos de forcados Amadores de Coruche e Amadores do Cartaxo, respectivamente José Macedo Tomás e Bernardo Campino, o apoderado João Duarte, bem como a concelheira nacional do CDS/PP, Isabel Margarida Coelho.

Fotos M. Alvarenga



Morreu o ganadero Artur Lopes Branco


Com 87 anos de idade, morreu este sábado o ilustre ganadero Artur Lopes Branco, de Coruche.
Era proprietário de uma das mais antigas ganadarias nacionais, a de Lopes Branco, que foi fundada por seu tio, do mesmo nome, no ano de 1918.
A toda a família enlutada, endereçamos os mais sentidos pêsames.
Que em paz descanse.


"Mulher Inspiradora/2018": Ana Batista distinguida hoje em Vila do Conde


A cavaleira Ana Batista é hoje distinguida em Vila do Conde como uma das "Mulheres Inspiradoras" de 2018 pelo Movimento Lírio Azul, instituição solidária que comemora o seu 4º aniversário.
A consagrada toureira de Salvaterra de Magos é a única mulher do mundo tauromáquico agraciada com esta prestigiada distinção outorgada a personalidades femininas das mais diversas áreas.

Foto D.R.


Reportagem-bomba no "Sol": Armando Vara tentou golpe para liderar a sociedade que remodelou o Campo Pequeno

Família Borges acusa Armando Vara de ser o responsável pelo processo de
falência do projecto Campo Pequeno
O semanário "Sol" traz hoje à tona toda a história de um escândalo que
envolve o ex-ministro Armando Vara na falência do Campo Pequeno

A família Borges, accionista da sociedade que remodelou o Campo Pequeno, acusa Armando Vara de ser o responsável que levou à falência do projecto - uma "reportagem-bomba" que é hoje manchete do semanário "Sol"

O ex-ministro socialista que está a poucos dias de entrar na prisão para cumprir uma pena de cinco anos é apontado pela família Borges, accionista da sociedade que remodelou a praça de toiros do Campo Pequeno, como "responsável pela situação de falência do projecto e que provocou graves prejuízos a todos os familiares, com situações financeiras aflitivas", lê-se hoje no jornal "Sol" numa investigação da jornalista Sónia Peres Pinto.
Armando Vara era, ao tempo, vice-presidente do BCP, também accionista da sociedade. Segundo o jornal, a família Borges já apresentou queixa na Procuradoria-Geral da República e no Tribunal de Contas, processos a que o "Sol" teve acesso.
Uma queixa no MInistério Público dá conta da tentativa de golpe do ex-ministro de Sócrates para ficar à frente da sociedade, acrescenta o jornal,
"Campo Pequeno - a Face Oculta de um escândalo" é o título desta grande investigação a que o "Sol" dedica hoje a sua manchete e duas páginas no interior.

Fotos D.R.

Ontem, 6ª feira: 6.525 leram o "Farpas"


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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Plaza México: corno atinge bochecha de Sérgio Flores



O matador mexicano Sérgio Flores sofreu um forte hematoma na bochecha esquerda quando na quarta-feira lidava de muleta o terceiro toiro da Corrida Guadalupana na Monumental Plaza México, da ganadaria de Los Encinos.
O toureiro foi atingido pelo corno do toiro e sofreu um verdadeiro "murro de boxe", que felizmente e por milagre não teve consequências de maior gravidade.
Sérgio Flores prosseguiu a sua actuação e no final foi assistido na enfermaria a uma infecção na bochecha.

Fotos Tadeo Alcina/mundotoro.com


Real Tertúlia: sala esgotada para homenagem a Rui Bento



Já se encontra esgotada a sala do Restaurante da Associação Naval de Lisboa (Belém), onde amanhã, sábado, a partir das 13h15 a Real Tertúlia Tauromáquica D. Miguel I leva a efeito o seu Banquete de Natal (almoço) - onde será prestada homenagem ao matador de toiros Rui Bento Vasques pelos seus 30 anos de alternativa.
No mesmo acto será concedido o grau de Sócio de Honra da Real Tertúlia ao Prof. Dr. Baltazar de Andrade de Guerra, bem como serão entregues os Diplomas aos novos contertulianos cuja admissão foi já aprovada pela Junta Consultiva.

Foto Emílio de Jesus


Amanhã no "Alfoz": Gala de Natal do GFA de Alcochete



Ontem, 5ª feira: 8.335 leram o "Farpas"



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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

João Ribeiro Telles: "Vivo do toureio e para o toureio, adoro a minha profissão, sou feliz!"

"Não houve acordo com Rui Bento, mas continuamos amigos. Ricardo Levezinho
é o apoderado ideal para estar a meu lado neste momento da minha carreira"
"2018 foi uma temporada bastante positiva e com muitas corridas importantes
de que saí triunfador!"
João Telles com seu pai, o cavaleiro retirado João Palha Ribeiro Telles, esta
semana, depois de mais um treino de preparação para a nova temporada
Nos seus começos, ainda como cavaleiro amador, com seu pai e o saudoso
apoderado António Manuel Cardoso "Nené"
Com seu pai e seu tio António
Campo Pequeno, este ano, na noite em que repartiu cartel com Manzanares
e Morante de la Puebla

João Ribeiro Telles por ele próprio numa grande entrevista de final de temporada e no momento em que vira uma página e acaba de anunciar Ricardo Levesinho como seu novo apoderado, depois de não ter havido acordo com Rui Bento. Muita ilusão, novos cavalos e projectos para mais uma grande campanha em 2019

Entrevista de Miguel Alvarenga

- Novo apoderado, vida nova?
- Novo apoderado, vida cheia de ilusão para todos os projectos que se avizinham!

- Havia outros contactos, o que motivou a escolha de Ricardo Levesinho?
- Sim, é verdade. Houve outros contactos. Penso que o Ricardo reúne todas as condições para trabalhar comigo, é um empresário diferente e com muita experiência já, muito educado e trabalhador, sempre com espírito vencedor, sem dúvida a pessoa ideal para estar ao meu lado nesta fase da minha carreira.

- O que não funcionou nas conversações com Rui Bento?
- Não é questão de funcionar ou não, sou amigo do Rui e temos confiança, sem dúvida que é um dos grandes da nossa tauromaquia hoje em dia e o trabalho que tem feito em todas as ações é invejável. Falámos de uma maneira muito simples e aberta e a verdade é que não chegámos a acordo para o apoderamento. Não o fizemos, mas felizmente não ficámos nada “tocados” um com o outro. Nem tudo na vida tem de se concretizar, mas não quer dizer que tenhamos ficado chateados, pelo contrário! Desejo-lhe as maiores felicidades para esta temporada!

- Depois da morte do teu anterior apoderado, o nosso querido “Nené”, não actuaste este ano nas praças da empresa Toiros & Tauromaquia, gerida por seus filhos. Houve algum problema no vosso relacionamento?
- No nosso relacionamento não houve problema nenhum, a verdade é que tive pena de não tourear nas praças do nosso querido “Nené”, mas tínhamos maneiras diferentes de ver as coisas. Eu e o “Nené” tínhamos muita confiança um no outro, vivemos uma vida juntos e muitas coisas nem precisávamos de falar. Quem passou a gerir a empresa, logicamente tinham mil coisas a pensar e preocupações, não actuei a temporada passada, mas tenho a certeza que este ano fazemos negócio, porque para mim, devido ao “Nené”, a sua família é como se fosse minha.

- Esta temporada, tinhas anunciado uma maior participação em corridas em Espanha e menos em Portugal, mas isso acabou por não se verificar. Houve alteração de planos?
- Não houve alteração de planos, a verdade é que toureei mais em Espanha do que em temporadas anteriores, fiquei em terceiro lugar no escalafón e isso foi muito importante, penso que foi uma temporada muito importante em Espanha, para esta próxima poder pisar outras praças e começar a andar no nível que tanto sonho.

- E, a propósito de Espanha, terminaste a relação de apoderamento com Julián Alonso, quem é o senhor que se segue no país vizinho?
- Sim, terminei com ele. Estamos a ver quem é a pessoa que se segue,a verdade é que ainda não é ninguém, mas em breve vou anunciar, estamos a fazer as coisas com calma e cabeça para podermos dar esse salto que tanto desejo e para isso tem de ser uma pessoa com muitas qualidades e categoria.

- Uma das grandes corridas em que marcaste presença foi a de Lisboa com Morante e Manzanares que, no que respeita aos matadores, acabou por ser a corrida mais negativa da temporada lisboeta. Foi teu o triunfo maior, mas mesmo assim alguma crítica acusou-te de ter lidado comodamente toiros “nhoc-nhoc”. Queres comentar?
- Não tenho muito a comentar sobre isso, toureei dois toiros nossos com muita nobreza e muita qualidade, está a atravessar um grande momento a nossa ganadaria.

- Qual foi o teu maior triunfo em 2018, a corrida que mais recordas?
- Felizmente foi uma temporada bastante positiva e com corridas muito importantes e de que tenho muito boas recordações de várias! Essa noite em Lisboa penso que tive duas actuações acima da média, depois houve várias… A ida aos Açores, onde as corridas correram francamente bem, triunfei forte, também nas Caldas da Rainha, em Coruche, na Figueira da Foz e no Montijo, acima de tudo foram tardes em que saí como triunfador.

- 2018 foi um ano marcante no que respeita à definitiva afirmação das figuras da nova vaga, em que te incluis. Mesmo assim, continua a faltar um ídolo que arraste gente às praças. Achas que levas público a ver-te?
- Todos os toureiros têm o seu público e os seus seguidores mas, ao perguntar-me isso, penso que levo bastante pessoas, vejo que as pessoas me acarinham muito, mas estou longe de levar as pessoas que desejo às praças. Mas trabalho para melhorar isso todos os dias.

- Consegues viver do toureio ou tens outras actividades?
- Vivo do toureio e para o toureio, adoro a minha profissão, sou feliz.

- Novidades na quadra para 2019?
- Bastantes, vários cavalos novos. Mas dos novos destaco um, chama-se ”Ilusionista”, é um cavalo preto com o ferro do meu grande amigo Jorge Ortigão Costa, penso que pode ser um caso mesmo. Depois há muitos e novos, dos novos também tenho muita esperança num que se chama “Lusco-fusco”, cavalo da grande coudelaria António Paim, filho do “Zique da Pêra Manca”, tem apenas três anos.

- Atingiste todos os objectivos na profissão ou ainda falta cumprir alguns sonhos?
- Faltam muitos mais, para lá dos que atingi. Sou novo, mas estou no caminho certo!

- Com quem gostarias de tourear um mano-a-mano?
- Gostava de fazer dois ou três nesta próxima temporada, um com o Diego Ventura e outro com o Pablo Hermoso, os dois grandes do toureio. Um diferente e com que sonho, era com o “El Juli".

- Sentiste-te ofendido pelas polémicas declarações da ministra da Cultura?
- Claro que sim, acho que foi uma falta de educação e de conhecimento grande. Mas por um lado foi bom para a Festa porque demos a conhecer a grandeza da tauromaquia no nosso país.

- Apesar da vitória da tauromaquia no Parlamento, com a descida do IVA, a Festa Brava continua a correr perigo?
- Penso que sim, todos corremos riscos e perigos e a verdade é que a tauromaquia é muito atingida, mas como disse, cada vez mais estamos a mostrar a grandeza desta nossa cultura e desta arte. E queria aproveitar para dar os parabéns e agradecer à nossa PróToiro que tão bem tem trabalhado e defendido a nossa vida.

- Depois do IVA, agora a polémica do velcro nos toiros, como se usa na Califórnia. És a favor ou contra, se isso fosse mesmo uma solução de futuro?
- É uma coisa que nem me passa pela cabeça, não ponho isso em questão. Não faz parte da nossa cultura, da nossa tauromaquia e, acima de tudo, da nossa maneira de viver esta arte, penso que isso é uma das “regras” básicas da nossa tauromaquia, por isso nem coloco em questão modos que sejam diferentes de a viver!

- Umas vezes anunciam-te como João Ribeiro Telles, outras como João Ribeiro Telles Júnior. Como preferes aparecer nos cartazes?
- Sem dúvida, João Ribeiro Telles só. O meu pai já não toureia, por isso não faz sentido nenhum o júnior.

- Dez anos de alternativa cumpridos em 2018. Valeu a pena, João?
- Sem dúvida alguma que valeu a pena e que vale a pena qualquer que seja o sacrifício por esta grande paixão.

- Se pudesses voltar atrás, o que modificavas?
- Nada, aprende-se e cresce-se com os erros que todos cometemos nas nossas vidas, e tudo o que possa ter feito menos bem alguma vez, aprendi a corrigir e a crescer. Só penso em melhorar para ser o melhor mesmo.

- Já reuniste certamente com o novo apoderado Ricardo Levesinho, que projectos para 2019 podes já revelar?
- Tudo a seu tempo irá ser revelado, apenas posso dizer que estamos a construir uma época em grande!

- Para terminarmos, o que podem os aficionados esperar de ti na próxima temporada?
- Mais e melhor, sempre!

Fotos D.R./@João Ribeiro Telles e Luis Azevedo/Estúdio Z



Situação dramática: Bastinhas há mais de um mês em coma induzido a lutar pela vida


Joaquim Bastinhas continua a lutar pela vida na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital da Cruz Vermelha, em estado de coma induzido e o seu estado não sofreu alterações nos últimos dias

Continua a ser preocupante e a inspirar cuidados o estado clínico do grande cavaleiro Joaquim Bastinhas, há mais de um mês a lutar pela vida na sequência de três operações cirúrgicas a que surgiram sempre complicações e de que não regista melhoras.
Mais de um mês depois de ter dado entrada no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, para uma aparentemente simples operação a um pólipo nos intestinos, o mais popular dos toureiros nacionais continua em estado grave, acompanhado pela família, que tem permanecido a seu lado na capital.
Os médicos continuam sem arriscar prognósticos e a família continua remetida ao silêncio neste momento particularmente difícil.
Força, Maestro!

Foto D.R.



PróToiro convida infeliz ministra da Cultura a ir ver uma tourada



Após nova gaffe, Federação PróToiro quer ajudar Graça Fonseca a combater 
preconceitos e discriminação a uma actividade cultural que tutela e convida a infeliz ministra a assistir a uma corrida de toiros

A PróToiro – Federação Portuguesa de Tauromaquia, apesar de indignada com mais uma gaffe da ainda ministra da Cultura, está disposta a ajudar Graça Fonseca (foto de cima) a combater os seus infundados preconceitos e discriminação que sente por uma actividade cultural como a Tauromaquia. Preocupada com a impreparação e falta de sentido de Estado demonstrada pela ministra, a PróToiro convida Graça Fonseca a assistir a uma corrida de toiros para perceber, de uma vez por todas, a importância desta arte para os portugueses, "povo de quem está tão distante", frisa a Federação.
A decisão de convidar a ainda ministra surge após o comentário de Graça Fonseca, na festa do 50º aniversário da RTP 2, durante a qual se confessou assustada por recear que a levassem para uma tourada após ouvir um tema de ‘Pasodoble’.
“Com este convite pretendemos apenas promover o enriquecimento cultural de Graça Fonseca. Está na hora do ministério da Cultura perder a graça e ganhar sentido de Estado. É o mínimo que se exige a alguém que gere uma pasta tão importante como a Cultura”, afirma Paulo Pessoa de Carvalho, presidente da PróToiro, empresário tauromáquico e antigo forcado amador (foto ao lado), antecipando o vexame “se as declarações de Graça Fonseca chegassem, por exemplo, a Espanha”.
Para a PróToiro, "é constrangedor assistir ao desconhecimento e à total ausência de respeito desta ministra em relação à cultura taurina e aos milhões de aficionados".
“Ninguém percebe como ainda está em funções depois de ter chamado incivilizados e retrógrados aos aficionados, depois de se ter mostrado a favor da discriminação e de ter dito que era uma felicidade não ler jornais portugueses”, conclui Paulo Pessoa de Carvalho.

Fotos D.R. e Maria Mil-Homens


É demais, caramba!



Caramba! Já chega, é demais! Tanta incultura junta... E ninguém faz nada? Costa não põe a Senhora na ordem? São gaffes atrás de gaffes...

A infeliz ministra da Cultura voltou ontem a cometer outra gaffe. Quis ser engraçada e uma vez mais meteu, como se dia na gíria, a pata na poça, salvo seja...
Na festa de comemoração dos 50 anos da RTP2, quando subiu ao palanque para discursar,  a infeliz ministra Graça Fonseca "quis ter piada, mas a brincadeira caiu mal entre alguns convidados na sala", refere o "Correio da Manhã". E conta:
"Como tinha sido recebida no átrio do Cineteatro Capitólio, no Parque Mayer, em Lisboa, por uma banda de música que tocava um tema de ‘Pasodoble’ (um estilo musical e de dança de origem espanhola que é utilizada em touradas e em desfiles militares), a titular da pasta da Cultura brincou com o facto, deixando alguns presentes incomodados. 'Quando entrei até me assustei porque receei que me estivessem a levar para uma tourada', referiu".
O jornalista Joaquim Letria, uma das figuras emblemáticas da história do segundo canal da RTP e aficionado de touradas, garantiu ao "CM" que sentiu necessidade de responder à governante. "Quero acreditar que a senhora ministra disse o que disse por graça ou terá de aprender o que é um ‘Pasodoble’", conta, concluindo que "confundir um estilo musical com touradas terá sido por piada ou por brincadeira, sendo a senhora culta e adulta, como sempre deve ser uma ministra da Cultura", sublinha.
Sobre a posição pública de Graça Fonseca contra as touradas, Joaquim Letria lança uma questão pertinente: "Quem a escolheu deve ter-lhe dito que a linha política do Governo é anti-tourada, senão ela não pensaria como pensa".

Foto "Sábado"

Não perca hoje: grande entrevista a João Ribeiro Telles



Mais logo, não perca aqui no "Farpas" a grande entrevista a João Ribeiro Telles.
Os dez anos de alternativa, o momento actual da Festa, o que não funcionou nas negociações para o apoderamento de Rui Bento, que expectativas com o novo apoderado Ricardo Levesinho - e muitos mais temas em foco numa grande entrevista a não perder!

Fotos Frederico Henriques e D.R./@João R. Telles


Forcados Amadores de Lisboa celebram 75 anos de existência em 2019

Amadores de Lisboa comemoram na próxima temporada o seu 75º aniversário
Nuno Salvação Barreto, ainda e sempre a grande referência dos Forcados
portugueses, foi o fundador do GFA de Lisboa em 1944
Cinco históricos dos Amadores de Lisboa: José Augusto Batista (Zé da Burra),
Horácio Lopes, José Manuel Sousa Esteves (Xinha), José Luis Gomes e António
Lapa
Salvação Barreto com José Luis Gomes, que foi o seu sucessor na chefia dos
Amadores de Lisboa
Anos 70, Nuno Salvação Barreto e o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa
numa corrida na praça de toiros de Vila Franca
José Luis Gomes, segundo cabo dos Amadores de Lisboa, com seus filhos Pedrp
Maria (cabo actual, primeiro da esquerda), Gonçalo Maria e Manuel Dias Gomes,
matador de toiros


Várias celebrações, que a seu tempo serão anunciadas, comemorarão no próximo ano o 75º aniversário do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa

O Grupo de Forcados Amadores de Lisboa foi fundado em 1944, em Lisboa. Em antiguidade, é o terceiro grupo de forcados mais antigo de Portugal.
Iniciando as suas prestações em festivais em 1943, estreou-se formalmente numa corrida de toiros realizada em Cascais no dia 14 de agosto de 1944, sob o comando de Nuno Salvação Barreto, seu fundador e primeiro cabo do grupo.
O grupo alcançou grande prestígio, reforçado em 1950, quando participou em Roma nas filmagens do filme "Quo Vadis" (1951), em que Nuno Salvação Barreto, encarnando a personagem de Brutus, pegou um toiro de Infante da Câmara em hastes limpas.
O Grupo de Forcados de Lisboa pegou em vários países. Estreou-se em Espanha apresentando-se em Sevilha, na Feira de Abril de 1950. Voltariam a terras hispânicas em 1970, em Pamplona e, em dois anos seguidos, apresentou-se em Las Ventas (Madrid), em 1979 na Feira de Outono e na Feira de Santo Isidro de 1980, aquando da confirmação da alternativa do matador Mário Coelho.
A Salvação Barreto sucedeu José Luís Gomes (filho do matador de toiros Augusto Gomes Júnior), que foi o segundo cabo desde 1992, seguindo-se na liderança do grupo, em 2010, o seu filho Pedro Maria Gomes, actual cabo, o terceiro em 75 anos.

Fotos Emílio de Jesus, Luis Azevedo/Estúdio Z e D.R.

Alter do Chão: Juventude Popular promove colóquio sobre Tauromaquia


A Juventude Popular (JP/CDS) do distrito de Portalegre vai colocar o foco na defesa da tradição tauromáquica no próximo dia 22 de Dezembro, com a organização de um colóquio sobre o papel da tauromaquia na cultura portuguesa, em Alter do Chão, numa iniciativa promovida em conjunto com a respetiva concelhia da JP.
Aproveitando o debate nacional em torno da tauromaquia, a JP vai levar a discussão do tema para o concelho de Alter do Chão, com um debate que vai contar com a intervenção de um painel de oradores multifacetado e transversal ao sector, composto pelo Eng. Jorge de Carvalho, empresário com 25 anos de actividade, o cavaleiro tauromáquico Francisco Cortes, o professor Marco Gomes, o jornalista Hugo Teixeira, o médico veterinário Tiago Gomes e Diogo Bilé, do Grupo de Forcados Amadores de Alter do Chão. A discussão será moderada pelo presidente da concelhia de Alter do Chão da JP, Francisco Barreto Caldeira.
O líder distrital da JP, Francisco Garcia, afirma que esta “é uma iniciativa a aplaudir, que poderá ser emulada por outras estruturas concelhias no distrito”. “Em tempos em que a tauromaquia vive sendo alvo de constantes ataques por parte de uma minoria ativista de ‘bem pensantes’ do animalismo, a sociedade civil não se pode remeter ao silêncio, oferecendo àqueles o monopólio do protesto", acrescenta. “Temos a plena liberdade de ver e apreciar uma corrida de toiros. Há que afirmá-la, sem tibiezas nem complexos. É imperativo não deixar cair no esquecimento a voz de todos aqueles que se orgulham de ostentar esta liberdade”, defende o líder dos jovens populares no Alto Alentejo.
O debate terá lugar na Sala Auditório do Pólo da Universidade de Évora, em Alter do Chão, com início marcado para as 15h00 do dia 22 de Dezembro.



Domingo: o adeus definitivo de Padilla na Plaza México



Juan José Padilla despede-se definitivamente das arenas no próximo domingo, dia 16, na sétima corrida da Temporada Grande na Monumental Plaza México, uma tarde em que se presta homenagem à memória do matador Miguel Espinosa "Armillita".
Frente a toiros de Boquilla del Carmen, o heróico matador de toiros espanhol reparte cartel na sua última corrida com os mexicanos Arturo Saldívar e Fermín Espinosa "Armillita IV".

Foto D.R.


Nuno Casquinha regressa a Portugal



"Com esta linda vista do lago Titikaka e da cidade de Puno, despeço-me este ano do Peru. Mil gracias!" - assim escreveu o matador Nuno Casquinha na sua página do Facebook, ilustrada com a foto de cima, depois de anteontem ter cortado duas orelhas em Macusani e obtido o Escapulário como triunfador da feira (foto ao lado) na praça de toiros mais alta do mundo (5 mil metros de altitude).
Casquinha regressa este fim-de-semana a Portugal para prosseguir a sua preparação para os primeiros compromissos da próxima temporada no seu país e em Espanha.

Fotos D.R./@Nuno Casquinha

Magia de Roca Rey salva Corrida Guadalupana na Plaza México



Cerca de 40 mil espectadores assistiram ontem na Monumental Plaza México à Corrida Guadalupana, de oito toiros e quatro matadores, um evento aguardado com uma enorme expectativa e que acabou por resultar num enfadonho espectáculo que se arrastou por quatro horas, quase sem história por obra e graça da má qualidade dos toiros, que pertenciam a distintas ganadarias.
Salvou a corrida, no último toiro, a magia do peruano Andrés Roca Rey (fotos de cima), que foi premiado com as duas orelhas e saíu apoteoticamente em ombros. No seu primeiro toiro fora silenciado.
Morante de la Puebla (foto ao lado) foi assobiado no primeiro toiro e motivou uma bronca no segundo; Joselito Adame foi ovacionado no seu primeiro e silenciado no segundo; e Sérgio Flores foi silenciado nos dois.
Em suma, corrida de grande expectativa e depois... enorme desilusão.

Fotos aplausos.es