segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

IGAC divulga Relatório da Actividade Tauromáquica: houve 147 espectáculos em 2025 em Portugal

Moura Caetano liderou o escalafón de cavaleiros pelo terceiro
ano consecutivo; o bandarilheiro Duarte Alegrete foi o toureiro
que mais vezes actuou na última temporada: somou 62 festejos

No Relatório da Actividade Tauromáquica, divulgado no passado dia 30 de Dezembro, a Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) contabiliza a realização de 147 espectáculos no ano passado no nosso país, informando que foram autorizados 167, não se tendo efectuado 20, na maioria dos casos, por condições meteorológicas adversas. Os espectáculos tiveram lugar em 63 concelhos do país e realizaram-se em 120 recintos (praças de toiros) licenciados para o efeito.

Entre outros espectáculos, a IGAC contabilizou 119 corridas de toiros (com cavaleiros e forcados), 10 corridas mistas (cavaleiros,m matadores e novilheiros e forcados) e 9 festivais taurinos.

José Charraz (foto de cima) foi o empresário taurino que mais espectáculos promoveu (17), seguido pela empresa Toiros com Arte (16) e a RACG Sociedade Comercial, Lda com 10.

No que respeita aos cavaleiros tauromáquicos, o que mais toureou foi João Moura Caetano (35 actuações contabilizadas em Portugal continental pela IGAC), seguindo-se João Ribeiro Telles (25) e Francisco Palha (24). 

No que aos cavaleiros praticantes diz respeito, Mariana Avó e Manuel de Oliveira lideraram com 8 festejos casa, seguidos por Luis Pimenta (6). E entre os cavaleiros amadores, o primeiro foi João Gregório de Oliveira (com 4 actuações), seguindo-se Miguel Felisberto e Tomás Moura, ambos com 3.

Manuel Dias Gomes, o matador que mais toureou em Portugal
IGAC enganou-se: diz que Diogo Peseiro toureou uma corrida
em Portugal continental: mas ele esteve em duas, em Almeirim
e em Abiul

No toureio a pé, a IGAC destaca os matadores Manuel Dias Gomes (5 actuações), Joaquim Ribeiro "Cuqui" (2) e Diogo Peseiro e Pedrito de Portugal com 1 cada - o que não corresponde à realidade, pelo menos no que diz respeito a Peseiro, que toureou uma corrida em Almeirim e outra em Abiul (duas, portanto, e não uma, como contabiliza a IGAC), além de outra na Ilha Graciosa.

Segundo o relatório da IGAC, na categoria de novilheiros estão contabilizadas 2 actuações de Gonçalo Alves e 1 de João Augusto Moura, não havendo, estranhamente, nenhuma referência a Tomás Bastos (foto de cima), que foi o novilheiro que mais vezes actuou em Portugal continental: esteve, pelo menos, nas praças da Chamusca, de Abiul, da Moita e de Vila Franca.

Na classe de novilheiros praticantes, a IGAC refere 3 actuações de Vicente Sánchez, 2 de João Fernandes e 1 de Luis Silva. E no que aos bandarilheiros concerne, Duarte Alegrete foi o que mais toureou (62 festejos, o que o torna o toureiro que mais vezes actuou na última temporada), seguido por João Bretes (50) e Jorge Alegrias (46).

No que aos grupos de forcados diz respeito, a liderança em 2025 coube Amadores de Vila Franca de Xira (18 actuações), seguindo-se os Amadores de Monforte (16) e os Amadores de Alcochete (15).


Quanto aos directores de corrida nomeados pela IGAC o que mais vezes exerceu a função foi António Caeiro Santos, com 24 nomeações (foto de cima), seguido por Marco António Gomes, com 21. E no que aos médicos veterinários nomeados diz respeito, a lista foi liderada por Jorge Moreira da Silva (39 nomeações), seguido por João Pedro Candeias (21) e por Carlos Maria C. Santana (22).

A distribuição territorial confirma o Alentejo como região mais activa em termos tauromáquicos, com 82 espectáculos, seguindo-se Lisboa (30) e Centro (29). No calendário mensal, Agosto (45 festejos) e Setembro (26) voltaram a concentrar a maioria de festejos taurinos realizados na últimas época.

Em termos de fiscalização, a IGAC realizou 54 vistorias a recintos fixos e 25 acções inspectivas a espectáculos, das quais resultaram 16 autos de notícia por incumprimentos regulamentares e das regras do Livro de Reclamações. A aplicação das restrições de segurança entre barreiras, ao abrigo do Despacho n.º 3/IG/2022, manteve-se e foi genericamente respeitada, lê-se no Relatório.

Sara Medina, subinspetora-geral da IGAC, realça a colaboração responsável do sector e reforça a prioridade na segurança pública e no bem-estar animal, áreas acompanhadas em articulação com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária e com o Instituto Nacional de Estatística.

Fotos M. Alvarenga