segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Vândalos anti-taurinos sabotaram WC's do Campo Pequeno



A foto de cima, anteontem no final do dia Bullfest que agitou meio mundo em torno da praça de toiros do Campo Pequeno, retrata bem o "grito de vitória" de todo pessoal da organização, a Federação Protoiro e o seu eficiente staff.
Ao lado, Paulo Pessoa de Carvalho, presidente de Protoiro, com Rui Bento, director de Actividades Tauromáquicas da empresa do Campo Pequeno, que acolheu e apoiou este fantástico evento, sendo bem visível em ambos as expressões de satisfação pelo enorme êxito desta memorável jornada.
A contrapor o sucesso do Bullfest, apenas houve a registar a selvajaria dos vândalos anti-taurinos, que, não tendo como evitar o êxito que desde manhã cedo se verificou em torno da praça, sabotaram os WC's da Monumental de Lisboa e também os do Centro Comercial, enchendo as retretes com papéis e pedras da calçada.
Um acto deplorável e bem demonstrativo do que eles são - e de como eles são.
O caso foi entregue à PSP, chamada ao local.
Lamentável.

Fotos Maria Mil-Homens


3 a 5 de Março: Mercado Gourmet no Campo Pequeno



Ventura e Moura Jr. mano-a-mano em Estremoz



Confirmado que o empresário espanhol Carlos Zuñiga será em 2017 o organizador das corridas de toiros na praça de Estremoz - como o "Farpas" adiantou esta semana em primeira mão.
A primeira corrida, podemos também avançar como certa, será um mano-a-mano de Diego Ventura (foto de cima) e João Moura Jr. (foto ao lado), sendo a segunda vez que disputam um "duelo", depois de este cartel se ter efectuado já no Campo Pequeno na noite de estreia de Ventura na capital e em que Moura Jr. lhe confirmou a alternativa.
A data para esta grande corrida pode ser 28 ou 29 de Abril, sendo mais provável que ocorra a 28, uma vez que a 29 tem lugar em Beja a Corrida Ovibeja com Cartagena, Francisco Palha e Mónica Serrano e ainda o amador Joaquim Brito Paes.

Fotos D.R.



Ontem, domingo: 8.404 leram o "Farpas"



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domingo, 19 de fevereiro de 2017

E agora... 6 de Abril! Todos ao Campo Pequeno!



Matadores, Recortadores e o "Pipas" foram as estrelas do Festival Bullfest ontem no Campo Pequeno

Com um toiro Murteira Grave com a boa marca da casa, "El Fandi" encheu ontem
as medidas, nos três tércios, a quantos assistiram (e deviam ter sido mais) ao
Festival Bullfest na praça do Campo Pequeno
António João Ferreira demonstrou atitude, querer e vontade de se afirmar diante
de um toiro de boas investidas de Manuel Veiga
Arte e sentimento na faena de Manuel Dias Gomes a um bonito toiro de Torre
de Onofre que se foi apagando aos poucos, mas a que sacou a faena impossível
João Ferreira reafirmou ontem no Campo Pequeno ter sido merecedor do
Troféu "Farpas"/"Volapié" que dias antes recebeu e o consagrou como melhor
bandarilheiro de 2016 na primeira praça do país
Cláudio Miguel no seu melhor! Assim se bandarilha!
Emoção e risco na actuação, a fechar o Festival, dos Recortadores do grupo
"Arte Lusa". Uma nova forma de enfrentar o toiro que criou alvoroço nas bancadas
Rui Salvador emocionou com ferros da sua marca na primeira lide a duo
com o espanhol Manuel Manzanares
Manuel Manzanares veio de Espanha para lidar meio-toiro... mas esteve bem
Luis Rouxinol na lide do segundo toiro
Filipe Gonçalves num momento da lide do segundo toiro, a duo com Rouxinol
No terceiro toiro, Francisco Palha reafirmou o bom momento em que se encontra
desde a última temporada
Bom momento de Brito Paes na lide a duo com Francisco Palha
João Grave, cabo dos Amadores de Santarém e da Selecção que ontem pegou
no Campo Pequeno, consumou ao primeiro intento esta pega imponente, depois
de seis tentativas falhadas de Ricardo Cardoso, cabo dos Amadores de Monsaraz.
Grave provou que aquilo, afinal, nem eram assim tão complicado...
A segunda pega da tarde foi a melhor. Consumada com brilhantismo pelo cabo
dos Amadores do Redondo, Hugo Figueira, com uma enorme ajuda de Pedro
Coelho dos Reis "Pipas"
, o cabo do Grupo do Aposento da Chamusca
A terceira pega foi executada por Márcio Chapa, cabo do Grupo de Tertúlia do
Montijo, ao terceiro intento, após fortes derrotes nos dois primeiros


Miguel Alvarenga - Mais uma jornada importante e decisiva, com todo a força, toda a pompa e toda a circunstância, do já afirmado regresso e (re)interesse dos aficionados pelo toureio a pé num Festival que pecou por fazer regredir, pela negativa, o formato em que deve ser promovida  - e interpretada - a nobre e tão portuguesa arte do toureio a cavalo, ontem votada ao ostracismo e ao absoluto negativismo das lides “a dois”, uma prática que até nuestros hermanos já desactivaram há mais de dez anos. Esta ideia das lides a cavalo a duo, que retira todo o brilho ao labor dos cavaleiros, ora agora espeto eu, ora agora espetas tu, foi a única coisa disparatada e desajustada da louvável iniciativa (que aplaudo de pé) da Federação Protoiro na triunfal e a todos os títulos louvável organização do Bullfest, a que chamaram, e muito bem, Festival da Cultura Portuguesa, que encheu de festa o Campo Pequeno durante todo o dia de ontem, arrastando centenas de crianças e muitos aficionados naquele que foi o arranque da Temporada do 125º Aniversário da inauguração da praça.
Houve Fados, Cante Alentejano, demonstrações das várias artes do toureio e até a inovação de trazer Recortadores (e bons!) à primeira praça do país.
O primeiro Bullfest (designação criticada por alguns velhos do Restelo… mas temos que inovar, que abrir as portas e as janelas ao futuro, temos que deixar de ser um meiozinho fechado e sem horizontes de renovação - e aqui, faço justiça, a Protoiro teve o mérito e a ousadia de ser diferente) foi um êxito acima de todas as expectativas - e uma lição para levar a cabo, em próximos anos, novas iniciativas do género, repensando formatos, trazendo mais inovação, integrando outras manifestações da nossa cultura tauromáquica, como por exemplo a Capeia Arraiana, a Tourada à Corda, sei lá, mais artes representativas do mundo do toiro.
O princípio foi muito bom. Tiro o meu chapéu à Protoiro, com quem nem sempre estive de acordo. Mas isso serão já águas passadas e agora precisamos de dar todos as mãos e seguir em frente, sem ser preciso olhar para trás. Parabéns!

“Pipas”, os matadores e o valor do recortadores

Pedro Coelho dos Reis, que todos conhecem por “Pipas” e é o cabo dos Forcados do Aposento da Chamusca, foi ontem um dos grandes protagonistas do Festival, através de uma fantástica primeira ajuda dada ao cabo dos Amadores do Redondo, o valente e eficiente Hugo Figueira, na segunda pega da tarde, a melhor das três, consumada com brilhantismo dos dois - e de todos - ao primeiro intento. Deu depois aplaudida e merecida volta à arena com o forcado da cara e os cavaleiros. Grande “Pipas”!
Os matadores David Fandilla “El Fandi”, António João Ferreira e Manuel Dias Gomes foram também estrelas de uma tarde que teve o mérito de reforçar o ressurgimento e o gosto popular pelo toureio a pé e pela corrida mista, um projecto a que a empresa do Campo Pequeno deu corpo nas últimas temporadas e que já não volta atrás, pelo contrário, fortalece-se cada vez mais, como ontem se viu. E a lusa cavalaria que dê rapidamente “corda aos sapatos” e recupere o esplendor de outros tempos, se não qualquer dia é tarde demais. Estamos fartos de ver sempre mais do mesmo
E depois, os Recortadores. O grupo Arte Lusa, de que o empresário e presidente da Protoiro, Paulo Pessoa de Carvalho, é representante, deu ontem no Campo Pequeno um entusiasmante toque de diferença e demonstrou que há espaço para esta arte nova na nossa Tauromaquia. O público vibrou com as ousadas e arrepiantes intervenções dos jovens Recortadores de Vila Franca de Xira, frente a um toiro encastado da ganadaria Prudêncio, uma novidade que precisava de ser mostrada na primeira praça do país, depois de já o ter sido noutras - e que pode ter trazido uma maior dimensão ao valor e à arte destes novos intérpretes do que é possível fazer diante de um toiro, chegar ao público e levantá-lo das bancadas a aplaudir, como ontem aconteceu. Olé aos Recortadores! Que, como os Forcados, enfrentam o toiro a corpo limpo e fazem parar corações. Isto é um espectáculo de risco e de emoção - e muita gente já andava esquecida disso…

Grande “Fandi” e uma nova dupla 
de matadores nacionais

David Fandilla “El Fandi” esteve enorme com o capote, pôs o público de pé com as bandarilhas, arte em que é rei e senhor até mais não e evidenciou depois todo o seu poderio e a sua profunda e sentida arte numa faena de muleta a um toiro de Murteira Grave de grande nível e excelentes investidas (para variar…), abrindo o livro, bordando o toureio ao mais alto degrau do seu expoente máximo, com entrega, com valor e com pintureros quadros de arte. É um toureiro de alma e de enorme paixão. Tem que voltar este ano a Lisboa.
Com o toiro de Manuel Veiga, também de boas investidas, o jovem António João Ferreira demonstrou claramente que vai por fim “explodir” este ano, depois de Rui Bento lhe dar a mão e o apoiar, quando a maioria das empresas o não tinham ainda visto e não se tinham apercebido de que ali está um Toureiro com letra grande. No ano passado, toureou uma única corrida, em Vila Franca e isso demonstra a falta de aficion e o preocupante desconhecimento ou alheamento da esmagadora maioria das nossas empresas taurinas. Ontem, em Lisboa, António João mostrou decisão, querer e vontade de vencer. Desde o primeiro minuto, em que foi à porta da gaiola receber o toiro de joelhos, a dizer “estou aqui!”. Bonito com o capote, esteve mandão, variado e artista com a muleta. E abriu a porta a uma temporada que vai ser a sua, depois de já ter sido, ao lado das Figuras, o grande triunfador de Mourão.
Manuel Dias Gomes é um toureiro de arte e de sentimento. De um sentimento que nos leva ao máximo fulgor quando pára os pés e corre a muleta com uma lentidão impressionante e demonstrativa do sangue toureiro que lhe corre nas veias. O toiro de Torre de Onofre, ganadaria de que é proprietário o novilheiro João Augusto Moura, era uma estampa e foi logo aplaudido mal entrou na arena. Caíu nas bandarilhas e depois veio a menos na faena de muleta, evidenciando falta de força, mas aí se viu o valor de Manuel, que o espremeu todo até ao fim, acabando por sacar a faena que parecia impossível.
Nasceu ontem em Lisboa uma nova e interessante parelha de jovens matadores nacionais - assim o saibam ver, reconhecer e aproveitar os empresários. Também merecem repetição no Campo Pequeno.
Destaque para os grandes e aplaudidos pares de bandarilhas dos valorosos Cláudio Miguel e do jovem João Ferreira, que confirmou ter merecido em pleno a distinção que lhe outorgámos dias antes com a atribuição do Troféu “Farpas”/“Volapié” como bandarilheiro triunfador da última temporada em Lisboa.

Ferros bons em lides “a dois”…

As lides a cavalo, que abriram o Festival de ontem no Campo Pequeno, ficaram marcadas por boas intervenções dos seis cavaleiros, mas como disse no início, constituíram um mau exemplo para o que deve ser a interpretação e a promoção da nobre arte do toureio a cavalo e ainda para mais num momento complicado. Podia e deveria ter sido evitada.
Não digo que o toureio a cavalo corra alguma vez perigo, era o que faltava, mas constato que pode estar a ser “ameaçado” pelo ressurgimento do toureio a pé e pela arreliadora falta de ídolos equestres que levem gente às praças. O primeiro cartel da temporada lisboeta, a 6 de Abril, é disso a maior prova. O único ginete que o integra é o Maestro João Moura, há mais de trinta anos o primeiro de todos, e isso comprova bem o que acabo de escrever. Já vieram tantos depois e nunca nenhum foi ainda igual a ele.
E por isso mesmo, foi um disparate total, desnecessário e despropositado, o formato adoptado no Festival de ontem de atirar para um plano secundário e menos atractivo ou, pelo menos, de menor interesse e pior exposição, a arte do toureio a cavalo, impondo que ela estivesse representada na pior das suas formas, a das lides a dois
Lides a duo, com entusiasmo, sequência e interacção, tivemos em tempos as dos irmãos Peralta e depois as dos irmãos Ribeiro Telles. O resto…
Rui Salvador e o espanhol Manuel Manzanares, em sintonias distintas, lidaram o bom toiro de Luis Rocha e cada qual teve bons momentos; Luis Rouxinol e Filipe Gonçalves, por serem parecidos nos estilos, protagonizaram a melhor lide a dois e atingiram momentos brilhantes em separado, frente a um toiro colaborante de Pinto Barreiros; Brito Paes e Francisco Palha, com o toiro de boa nota de Romão Tenório, estiveram também em bom plano, reafirmando cada qual o bom momento em que se encontram.
Foi tudo muito bonito, mas a duo… não queremos mais! Entendidos?

36 cabos e uma pega boa

O Grupo de Forcados que ontem pegou no Campo Pequeno era composto pelos 36 cabos (à excepção do vilafranquense Ricardo Castelo, que não pôde estar presente e se fez representar pelo grande rabejador Carlos Silva) dos grupos pertencentes à Associação Nacional de Grupos de Forcados.
Houve uma grande pega, a já referida de Hugo Figueira (cabo dos Amadores do Redondo) com uma oportuna e enorme primeira ajuda de “Pipas” (cabo do Aposento da Chamusca), ao segundo toiro.
A primeira foi uma autêntica carga de trabalhos e estava a cargo de Ricardo Cardoso, cabo dos Amadores de Monsaraz, que foi seis vezes à cara do toiro e saíu lesionado num braço. João Grave, cabo do mais antigo grupo nacional, o de Santarém, que era o cabo desta Selecção, pegou a seguir à primeira intervenção, com enorme decisão e valor, explicando que, afinal, aquilo nem era assim tão complicado. Grande Forcado, pertencente a uma ilustre Família de grandes e notáveis pegadores de toiros.
A terceira e última pega foi consumada à terceira por Márcio Chapa, cabo do Grupo de Tertúlia Tauromáquica do Montijo, depois de nas duas primeiras tentativas ter sido sempre violentamente derrotado.
O Festival - que merecia ter tido mais público nas bancadas - foi dirigido por Pedro Reinhardt, com a usual competência e a habitual exigência no rigor a conceder música. Só se atrasou a concedê-la a Manuel Dias Gomes, podia ter sido um nadinha mais cedo…
Na bancada, a honrosa presença do matador espanhol Alejandro Talavante (a quem António J. Ferreira brindou) e ainda a presença de emoção de toda a Família do glorioso matador e antigo empresário de referência da praça do Campo Pequeno, Manuel dos Santos, que ontem foi recordado num minuto de silêncio no dia em que passavam precisamente 44 anos sobre a sua trágica morte num acidente de automóvel.
O mesmo minuto de silêncio recordou as memórias do grande José Mestre Batista, falecido há 32 anos e também do malogrado cavaleiro Luis Cruz, vítima de acidente com uma máquina agrícola na semana anterior.
Findo o festejo, foi enorme o ambiente vivido na arena com o público e de novo imensas crianças a confraternizar e a pedir autógrafos aos toureiros e forcados - um momento único e inédito na História do toureio em terras de Portugal.
É tudo de um festejo que trouxe novo e decisivo fulgor ao toureio a pé e à corrida mista e que revelou uma arte menos conhecida, mas de reconhecido valor e interesse, a dos Recortadores.

Amanhã, segunda-feira, não perca: todas as fotos do grande dia do Festival Bullfest! Uma grande foto-reportagem de Maria João Mil-Homens.

Fotos Maria Mil-Homens

"El Fandi": 2 orelhas e rabo em Aracena depois do triunfo em Lisboa



Depois de ontem ter enchido as medidas aos aficionados que assistiram ao seu clamoroso triunfo no Campo Pequeno no Festival Bullfest, o matador David Fandilla "El Fandi" (fotos) cortou hoje duas orelhas e um rabo no Festival que se celebrou na praça espanhola de Aracena (Huelva), a favor da Associação de Familiares de Doentes de Alzheimer e Outras Demências.
Alternou com o rejoneador Diego Ventura (orelha), os matadores Manuel Díaz "El Cordobés" (orelha), Cayetano Ordoñzs (duas orelhas), Roca Rey (duas orelhas) e o novilheiro Juan Llaguno (orelha).
A praça encheu e lidaram-nos novilhos de Castillblanco (um a cavalo), quatro de González Sánchez-Dalp e um de Fuente Ymbro.

Fotos Arjona/aplausos.es


Almoço histórico ontem no Campo Pequeno


António (Toño) Matilla, na actualidade um dos mais influentes taurinos do mundo, almoçou ontem no Campo Pequeno, no restaurante "Rubro", com a administradora e o director de Actividades Tauromáquicas da primeira praça do país, Drª Paula Mattamouros Resende e Rui Bento.
O "Farpas" estava lá (sempre em cima do acontecimento) e registou o momento de um almoço histórico - e que pode trazer grandes frutos para a temporada em que a praça do Campo Pequeno comemora o seu 125º aniversário.
Membro da fortíssima Casa Empresarial Matilla, homem de excelente ligação às empresa de Sevilha (e em especial a Ramón Valência, que é empresário da Real Maestranza e apoderado de Roca Rey juntamente com José António Campuzano) e também de Madrid, António Matilla acompanhou anos a fio o Maestro portugês Vitor Mendes (que foi apoderado pela Casa Matilla) e apodera actualmente José Maria Manzanares, Juan José Padilla, Alejandro Talavante e "El Fandi", a quem acompanhava ontem em Lisboa.
Deste almoço vão surgir grandes novidades...

Foto M. Alvarenga

2 corridas este ano: Paulo Pessoa de Carvalho gere praça de Portalegre



O empresário Paulo Pessoa de Carvalho, presidente da Federação Protoiro e da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos (na foto ao lado, com a filha e a neta no Festival Bullfest ontem do Campo Pequeno) será em 2017 o gestor da praça de toiros "José Elias Martins", de Portalegre, que na temporada anterior esteve encerrada.
Os proprietários da praça entregaram a adjudicação da mesma ao Grupo de Forcados Amadores de Portalegre, que por seu turno delegou em Pessoa de Carvalho a organização das corridas.
"Para já, o que está sobre a mesa é a temporada de 2017, nos próximos anos se verá depois", afirma o empresário, adiantando que dará duas corridas esta época, uma em Junho e a outra em Setembro, pela tradicional Feira das Cebolas, prometendo para breve novidades.

Fotos Hugo Teixeira e Maria Mil-Homens

4 orelhas e rabo: Pablo Hermoso em apoteose ontem no México

Pablo Hermoso e o rejoneador mexicano Luis Pimentel em ombros ontem
na praça mexicana de Orizaba
Pablo ontem no seu melhor com o cavalo "Donatelli"
Verdade e emoção neste ferro incrível com o famoso cavalo "Disparate". E, em
baixo, com o rabo e as orelhas obtidos no segundo toiro

Apoteótico triunfo de Pablo Hermoso de Mendoza (fotos), com o corte de duas orelhas no primeiro toiro e de duas orelhas e rabo no segundo, na corrida otem celebrada em Orizaba (Vera Cruz, México), onde teve por alternantes os rejoneadores mexicanos Horácio Casas (silêncio e orelha) e  Luis Pimentel (orelha e orelha), frente a toiros de Bernaldo de Quirós e Puerta Grande.
Hermoso de Mendoza - que a 18 de Maio actua no Campo Pequeno na segunda corrida da temporada - e Luis Pimentel sairam triunfalmente em ombros.

Fotos Juan Andrés H. Mendoza/Farpas

Morreu o empresário taurino Francisco Leitão


Morreu o empresário tauromáquico Francisco Leitão, de 48 anos, que durante alguns anos geriu a praça alentejana da Terrugem em sociedade com Carlos Calado e tinha também uma praça portátil em que foram levadas a cabo várias corridas e diversos pontos do país. Era natural de São Romão (Vila Viçosa).
A toda a Família enlutada, apresentamos as mais sentidas condolências.
Que e paz descanse.

Foto D.R.


Talavante deslumbrado quer tourear no Campo Pequeno



O matador de toiros espanhol Alejandro Talavante (na foto ao lado, com sua Mulher) esteve ontem no Campo Pequeno a assistir, entusiasmado, ao Festival Bullfest e manifestou a Rui Bento, director de Actividades Tauromáquicas da primeira praça do país, o seu interesse e a sua vontade de tourear em Lisboa - por onde passaram nos últimos anos as maiores figuras de Espanha.
Em animada conversa com o antigo matador de toiros nacional (foto de cima), Talavante reconheceu que a empresa do Campo Pequeno tem "atravessada na garganta" a "espinha" de há uns anos ter estado anunciado e ter faltado ao compromisso por tourear no dia seguinte em Madrid, mas águas passadas não movem moinhos - e sua presença este ano na Catedral do Toureio Nacional pode ser uma realidade.
O famoso toureiro espanhol confessou-se "deslumbrado com o esplendor da praça do Campo Pequeno" e com a importância que está a assumir a nível internacional, muito mercê do brilhante desempenho de Rui Bento com o importante apoio da administradora, Drª Paula Mattamouros Resende.

Fotos Maria Mil-Homens


Um dia único no Campo Pequeno! Federação Protoiro de parabéns!

Ao Festival Taurino - único evento em que se pagava entrada - faltou público.
Impunha-se maior presença dos aficionados numa jornada de apoio e em defesa
da Festa Brava
Um ambientazo louco desde manhã em torno da praça do Campo Pequeno


Miguel Alvarenga - A Festa de Toiros saíu ontem mais engrandecida e o Campo Pequeno renovou a sua imagem de classe e de importância a nível internacional, voltando a marcar a diferença, mercê da brilhante iniciativa da Federação Protoiro com a realização de enorme sucesso que foi o primeiro Festival Bullfest - que alguns criticaram de início, mas que ontem tiveram por fim que engolir como um êxito enorme. Houve inovação, a começar pela designação "estrangeirada", mas que apoiei desde a primeira hora - inovar faz falta e não podemos andar sempre a olhar só para o umbigo, há que abrir as portas do futuro e quanto mais depressa, melhor! - que foi dada ao Festival da Cultura Portuguesa.
Há que fazer justiça ao sucesso - enorme - desta jornada de apoio à Tauromaquia e reconhecer - a aplaudir de pé - todo o trabalho desenvolvido pela Protoiro para que este dia de ontem fosse a jornada triunfal que foi.
Ressalve-se a presença em peso de crianças e jovens, desde manhã, brincando na praça insuflável, passeando a cavalo, assistindo na praça às demonstrações de toureio a cavalo (por Rouxinol Jr.), de pegas (pelos Amadores de Lisboa) e de toureio a pé (pelo novilheiro Joaquim Ribeiro "Cuqui"), todas comentadas com saber e aficion por Maurício do Vale. Destaque-se o ambientazo que se viveu no exterior da praça e que as fotos bem documentam. Houve também Fados com José da Câmara e Matilde Cid, acompanhados pelos músicos Luis Petisca e Armando Figueiredo; e a presença do Cante Alentejano para animar a festa. O Salão Nobre encheu por duas vezes para os aficionados assistirem à estreia do fantástico documentário "Torrinha", um hino de louvor à ilustre Família Ribeiro Telles.
À tarde, realizou-se o Festival Taurino - onde se esperava mais público. Estavam dois terços das bancadas preenchidos, mas numa jornada tão importante de defesa e afirmação da Festa de Toiros, exigia-se maior apoio por parte dos aficionados.
Este foi apenas o primeiro Bullfest. Nos próximos, há que repensar e reformular algumas arestas. A presença de seis cavaleiros para lidar a duo três toiros foi, a meu ver, um disparate. Dez anos (ou mais) depois de até os espanhóis terem acabado com os toiros a duo, a Protoiro não devia ter dado este triste exemplo de regressão. Andámos para trás no tempo e voltámos às indesejáveis e desajustadas actuações "a dois" - e isso há que evitar em próximas realizações. Não tenho mais crítica alguma a fazer. Tudo o mais foi bom, excelentemente organizado e teve um fulgor fora do normal, constituindo uma jornada única de enaltecimento à arte tauromáquica e de incentivo ao nascimento de novos aficionados.
Nem sempre estive de acordo com a Protoiro. Hoje tiro o meu chapéu a todos os que a compõem e estiveram à frente desta louvável organização, com um empenho e uma aficion desmedidas.
A festa continuou noite dentro na dicsoteca Lust in Rio, com o esplendor e a também extraordinária organização de António Batalha e Inácio Ramos Júnior - vamos aqui contar tudo ao longo do dia, a começar pelos detalhes todos do Festival Taurino, já de seguida. Fique aí. Nós estamos aqui.

Fotos Fernanda T. Andrade Guerra/@Facebook, M. Alvarenga e Inácio Ramos Jr.