quarta-feira, 17 de julho de 2019

Após anos de "forçada ausência"... Filipe Gonçalves regressa na 6ª feira à praça da Nazaré



Diogo Passanha sobre sábado em Évora: "É uma corrida que vai marcar a temporada!"



Para o ganadero Diogo Passanha (foto), "é um orgulho" estar na corrida do próximo sábado em Évora.
“Penso que é um curro digno da praça de Évora e do excelente cartel que está anunciado. É uma corrida que vai marcar a temporada com certeza. Para a ganadaria Passanha é sempre um orgulho estar em Évora, penso que não vai defraudar os aficionados”, afirma em declarações so site tauronews.com.
Esta Corrida Agrovisul, em que se presta homenagem à memória do grande e eterno Joaquim Bastinhas, tem um dos mais esperados cartéis da temporada: a apresentação em Portugal de Guillermo Hermoso de Mendoza ao lado de seu pai, Pablo Hermoso e de Marcos Bastinhas em mais uma noite de grande signficado e muitas emoções. Foi nesta praça, recorde-se, que Joaquim Bastinhas recebeu há 36 anos a sua alternativa, apadrinhado pelo saudoso José Mestre Batista, com o testemunho de João Moura.
Nas pegas aos toiros de Passanha vão estar os grupos de forcados alentejanos de Évora e de São Manços, capitaneados respectivamente por João Pedro Oliveira e João Fortunato.
Ainda há bilhetes à venda. A bilheteira da praça estará aberta amanhã, quinta, sexta e sábado das 10h00 às 18h00.
Pode ainda comprar os seus bilhetes em Évora nos seguintes locais:

- Tabacaria Central (266094038);
- Tabacaria Rico (266 709 500);
- Tabacaria Paris (266 704 569);
- OnBoard viagens e turismo (266 781 629);
- A Parreirinha (266 702 215)
- Reservas: 914 094 038

Foto D.R./tauronews.com

Ventura dia 26 em Salvaterra! Veja-o ao menos uma vez na vida!



Os toiros Palha para a Feira do Arroz em Arles



Nas fotos, os magníficos e sérios toiros da centenária ganadaria Palha para a corrida de 8 de Setembro na praça francesa de Arles, o antigo Coliseu Romano, por ocasião da tradicional Feira do Arroz.
Serão lidados e estoqueados pelos matadores espanhóis Octávio Chacón e Pepe Moral e por um terceiro espada ainda não designado e a seleccionar entre os triunfadores da temporada.
Na véspera, 7 de Setembro, realiza-se a Corrida Goyesca em homenagem a Vincent van Gogh em que actuarão mano-a-mano o francês Juan Bautista e o peruano Roca Rey, com toiros de La Quinta, Domingo Hernández e Zalduendo para o diesttro francês e de Adoldo Martín, Nuñez del Cuvillo e Jandilla para o peruano.
Juan Bautista despede-se das arenas nesta corrida.

Fotos mundotoro.com


Veja aqui o video promocional na corrida de 6ª feira na Nazaré

RTP: com Provedores destes, está assegurada a nossa defesa como espectadores

Momentos da recente corrida transmitida de Tomar pela RTP


Francisco Morgado - Assim até dá gosto. Quando se fala em lugares encomendados à medida, compadrios e agendas pessoais, emblemas politicos na lapela e desprezo total pelo cargo que se ocupa, é reconfortante ver escrita e assinada a resposta que o Provedor do Espectador da RTP enviou a um amigo meu, em resposta a uma sugestão que este lhe fez.
É assim, com imparcialidade e bom senso, que se analisam os que recorrem a esta direcção expondo o seu ponto de vista. Mostrando à evidência o mérito que tem em receber do erário público o vencimento que recebe.
Atraiçoando a confiança do veterano aficionado e amigo, Manuel Peralta, a quem peço desculpa pela inconfidência, aqui fica o texto que este remeteu ao Provedor do Espectador da RTP e a sua resposta, para que todos saibam que podem contar com ele. Abrirei desde já uma Petição Pública para a sua recondução perpétua, na certeza de que, para defesa dos nossos direitos, não há no país melhor quem, em isenção e rigor.
O titulo da petição será “Jorge Wemans - O nosso pai Televisivo”...

Mensagem enviada ao Provedor do Espectador da RTP em 8.Jul.2019:
“A transmissão da Corrida de Toiros de Tomar pela RTP 1 teve a maior audiência na sexta-feira passada.
A RTP bem poderia aumentar o número de transmissões não só das corridas mas também a inclusão de um programa taurino semanal, tanto mais porque as corridas de toiros são o segundo espectáculo com mais interesse pelo público e logo a seguir ao futebol.”
Manuel Peralta

Resposta que recebi do Provedor em 15.Jul.2019:
"Agradeço a mensagem que nos enviou.
 Apesar de lhe interessar, creio que pouco a pouco as touradas deixarão de ser transmitidas pela RTP."

m/cumprimentos,

Jorge Wemans
Provedor do Telespetador

PS - Está tudo clarinho... ou é preciso fazer algum desenho?

Fotos Maria Mil-Homens

José Luis Figueiredo operado com sucesso em Lisboa


José Luis Figueiredo, antiga glória e ex-cabo dos Forcados Amadores do Montijo e que integrou também os Lusitanos, foi hoje operado ao estômago na Fundação Champallimaud, em Lisboa - e tudo correu bem, graças a Deus.
Segundo Isabel, sua Mulher, os médicos dizem que a intervenção cirúrgica (de seis horas) correu sem problemas e com o sucesso que todos esperávamos.
José Luis encontra-se agora nos Cuidados Intensivos, mas bem, felizmente.
Era um "toiro difícil", mas todos estávamos na bancada a torcer por ele - e ele pegou-o com a valentia, a graça e a ousadia de outros tempos.
Rápida recuperação é o que desejamos ao nosso querido amigo. E que voltem depressa as suas crónicas tão frontais no site "porta dos sustos"!
Força!

Foto António Paulo/Pintar com Luz Lda.



Breves considerações sobre o "Manifesto Anti-Dinis"

Madrid, Maio de 2010. O corno do toiro entra pelo pescoço e sai pela boca do
toureiro espanhol Júlio Aparício, que felizmente sobreviveu ao acidente. A foto
correu mundo. Não devia ter sido mostrada? 
É um horror, mas é e foi notícia, esta foto do matador Victor Barrio caído morto
na arena de Teruel em Julho de 2016, vítima da cornada de um toiro
Também correu mundo e foi capa em vários jornais esta foto do matador Ángel
Teruel com a cara aberta por um toiro em Arles em 2012
Repórteres de guerra. Uma coisa é ser jornalista, outra coisa é ter outra
profissão e ao fim-de-semana entreter-se a tirar retratos nas touradas...
Os repórteres em cenários de guerra devem ocultar as fotos dos horrores?...
Esta foi a foto mais famosa e mais emblemática da Guerra do Vietnam e o governo
chegou a usá-la como "modelo" contra o Ocidente. Cong Ut, repórter da
Associated Press, foi o seu autor. A foto foi captada em Trang Bang quando esta
menina de 9 anos fugia nua de um bombardeamento. À esquerda, em cima,
a "menina da foto", Kim Phuc, quarenta anos depois
Um ano depois da fazer a famosa foto, o repórter
Cong Ut encontrou-se no Vietnam com Kim Phuc


Miguel Alvarenga - "Basta Pum Basta! Uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi! É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero. Abaixo a geração! Morra o Dantas, morra! Pim!" - o texto é da autoria de José Almada Negreiros e faz parte do famosíssimo "Manifesto Anti-Dantas" (ao lado), publicado em 1915 por ocasião da estreia da peça de teatro "Soror Mariana Alcoforado" de Júlio Dantas.
14 repórteres fotográficos taurinos e o director de um site de tauromaquia publicaram ontem um "Manifesto Anti-Dinis", a que. catutelosamente. chamaram apenas comunicado.
Nele, reagem de forma veemente à publicação de fotos de colhidas e tragédias nas arenas, a propósito da recente polémica que envolveu as fotos da colhida mortal do cavalo Xeque-Mate de Moura Jr. na fatídica corrida de Coruche em que outros dramas ocorreram, fotos essas da autoria do repórter João Dinis e que foram capa do "Correio da Manhã" e pano de fundo de vários noticiários televisivos.
Os fotógrafos subscritores do comunicado (que ontem aqui publicámos na íntegra) afirmam "ter orgulho em ser diferentes" e defendem que a "divulgação/venda/cedência das imagens das colhidas na corrida de Coruche, pela nossa interpretação, devem ser mostradas, mas ao contrário de outros, julgamos que uma ou duas fotos com critério o fazem na perfeição e não da forma massiva como foram divulgadas", justificando esta posição pelo "respeito pelos artistas e animais" que, dizem, "deve ser um dever fundamental".
Alguém acha que o famoso fotógrafo Huynh Cong Ut, da Associated Press, não teve respeito pelo ser humano quando no dia 8 de Junho de 1972 fotografou a miúda de 9 anos a fugir nua de um bombardeamento em Trang Bang, foto essa vencedora do Prémio Pulitzer e que é, ainda hoje, a imagem mais emblemática da Guerra do Vietnam?
Tenho por muitos dos subscritores do comunicado (alguns não conheço) respeito, admiração e amizade. E sobretudo gratidão. A começar pela minha querida Maria João Mil-Homens, que comigo forma equipa há uns anos, a muitos dos fotógrafos que subscrevem o comunicado tenho a agradecer o facto de já ter podido contar com trabalhos seus aqui no "Farpas". E admiro o trabalho de todos.
Profissionalmente falando e em termos jornalísticos, o que defendem corresponderia, em termos normais, à assinatura de uma sentença de morte. Não será o caso, porque somos um país de brandos costumes e o que hoje é branco, amanhã é preto. E tudo se vai esquecer.
Vou dar por encerrada esta polémica - de uma vez por todas. Mas não se pode aceitar que um fotógrafo, se quiser ser profissional, venha a terreiro defender que as fotos das tragédias são para esconder. A tragédia faz parte da Festa. Engrandece-a tanto como a glória e os triunfos. Quantas tragédias, como as colhidas de Júlio Aparício, de Victor Barrio (mortal) e de Ángel Teruel, para citar apenas estas três fotos que aqui se reproduzem, não foram capa de jornais em todo o mundo? E os repórteres de guerra, vão para os cenários de terror para ocultar as imagens que captam?
Quem é que se pode vangloriar de profissionalismo se depois vem a público defender que só se devem mostrar fotos do lado côr de rosa da Festa?
Estão todos errados - e este comunicado seria patético se não estivessem bem claras, como água, as linhas mestras e os objectivos que o orientaram. Muito mais do que vir dizer que "são diferentes" e "se orgulham" disso e que reprovam em absoluto a publicação "massiva" de fotos das tragédias, os 14 fotógrafos quiseram sobretudo dizer que estão mas é contra o João Dinis. As fotos que causaram a polémica são dele. Se fossem de outro qualquer, não haveria comunicado algum e todos teriam passado ao lado desta celeuma.
A culpa é, portanto, do João Dinis. Primeiro, porque criou ao longo dos últimos tempos tantos anti-corpos (mas isso foi exclusivamente culpa dele e só dele e de mais ninguém) que já ninguém o pode ver à frente. Só um ou dois fotógrafos lhe falam nas trincheiras. E já são muito poucas as trincheiras onde as empresas lhe dão acesso. Segundo, porque foi, realmente, profissional e captou as imagens certas no momento certo. Brilhou profissionalmente. Mas deu azo aos que não gostam dele a que aproveitassem esta polémica para vir a terreiro crucificá-lo. Uma vez mais. Primeiro foi a polémica da Carteira Profissional. Agora foram as fotos da tragédia de Coruche.
O resto, todo este "Manifesto Anti-Dinis", é apenas e só uma cantilena de embalar. Nenhum dos 14 fotógrafos do comunicado é verdadeiramente contra a publicação de fotos de tragédias - e quase todos também já as publicaram. Não foi isso que eles quiseram dizer. É preciso saber ler o comunicado nas entrelinhas. O que eles quiseram claramente expressar é que odeiam o João Dinis, não podem com ele e vão pegar-lhe sempre que ele lhes der argumentos para tal.
Posto isto, siga a dança! E quando acontecer uma tragédia (Deus queira que não), entendam que isso é notícia. Como são notícia os triunfos e as glórias. Tudo faz parte da Festa. Ocultar, esconder, é tentar tapar o sol com uma peneira.
Eu sou jornalista, muito antes de ser aficionado. O que o João Dinis fez não foi mais do que honrar a profissão. Eu teria feito igual. Ou mais, ainda.
Ou somos jornalistas. Ou não somos. E então não digam que o são. Reconheçam antes que têm os vossos empregos, que compraram uma máquina-metralhadora e que aos fins-de-semana se vão entretar a fotografar touradas. Isso é diferente de ser, de sentir e de viver o jornalismo. Não tem nada a ver, mesmo.
Mas não se exponham ao ridículo. Não venham a público dizer "somos muito profissionais, somos muito diferentes e só publicamos fotos de coisas bonitas para respeitar os artistas e os animais e não melindrar a sensibilidade de ninguém". Isso, meus queridos amigos, é a negação total e absoluta do jornalismo.
Tenho dito. E não digo mais nada.

Fotos D.R.

Luis Branquinho: uma forma diferente de publicitar a Festa

Luis Branquinho veio do Montijo a Lisboa (de barco) na sua scooter, a promover
a corrida do próximo dia 26 em Salvaterra de Magos
Luis Branquinho esta manhã na Pastelaria Londres no Campo Pequeno, com
Francisco Costa Montezo


Na sua scooter eléctrica, com que se movimenta desde que lhe foi diagnostico um problema de saúde que lhe afecta as pernas, o famoso e recordado forcado montijense João Luis Branquinho, conhecido no meio taurino por Luis da Branquinha, publicita agora as corridas de toiros (neste momento, a do próximo dia 26 em Salvaterra de Magos) pelas ruas do Montijo... mas não só.
Esta manhã veio da sua cidade a Lisboa e percorreu as ruas da capital, desde o Cais do Sodré, onde chegou de barco, até ao Campo Pequeno, onde almoçámos na companhia de Francisco Costa Montezo, outra glória da forcadagem montijense e antigo cabo dos Forcados Amadores Lusitanos.
"Já que me descolo na minha scooter, aproveito e faço publicidade para as empresas que contratam os meus serviços", explica Luis Branquinho. Nas costas, o cartaz da corrida. Na frente, um megafone onde publicita o cartel, com pasodobles e tudo!
"Parecendo que não, é uma forma distinta de promover as corridas e a verdade é que isto dá mais nas vistas e chama mais as atenções do que as tradicionais carrinhas. Da Baixa ao Campo Pequeno não calculam as pessoas que me abordavam e que paravam para falar comigo!", conta.
Luis Branquinho foi toureiro cómico no antigo grupo "El Gran Totó" de Jaime Amante - e depois, valoroso forcado dos Amadores do Montijo, dos Amadores da Tertúlia Tauromáquica do Montijo (de que chegou a ser cabo e onde terminou há uns anos a sua carreira de forcado amador) e também dos Amadores de Beja, grupo em que esteve nove temporadas no tempo em que era cabo João Caixinha.
"Peguei um toiro na corrida de inauguração da Monumental de Albufeira e uma noite no Campo Pequeno brindei uma pega à jornalista Vera Lagoa", são apenas algumas das muitas recordações que Branquinho guarda da sua carreira intensa e valorosa como forcado nas arenas deste país. O resto fica para um dia - numa grande entrevista de vida a um homem que foi grande neste mundo dos toiros.

Fotos M. Alvarenga

João Telles dia 25 no Campo Pequeno para referendar os êxitos desta temporada


Depois dos êxitos em arenas espanholas, com particular destaque para Madrid (Feira de Santo Isidro) e Alicante, e nas portuguesas de Coruche e Moura, João Ribeiro Telles vem a 25 de Julho ao Campo Pequeno, para referendar estes triunfos obtidos dos dois lados da fronteira.
Na sua forma de tourear, João Ribeiro Telles concentra a irreverência e a ambição inerentes à sua juventude, aliando-as à maturidade de quem vive o ambiente do toiro e do cavalo desde a mais remota infância.
De seu avô, Mestre David e de seu pai, João Palha Ribeiro Telles, herdou os primores da equitação e a capacidade de misturar o classicismo do seu toureio com uma grande capacidade de renovação, sem abdicar dos princípios fundamentais, aprendidos e cimentados na “Universidade da Torrinha”. A estas capacidades, aliam-se a necessária ambição para se afirmar como um dos mais importantes cavaleiros da sua geração.
Nesta sua apresentação no Campo Pequeno, lidará toiros da ganadaria Murteira Grave, uma das mais importantes, a nível nacional e internacional e que, esta temporada, comemora 75 anos de actividade, alternando com Francisco Palha e Luís Rouxinol Jr., estando as pegas a cargo dos grupos de forcados Amadores de Santarém e de Coruche, respectivamente capitaneados por João Grave e José Macedo Tomás.

Foto D.R.


Nazaré: assim se promove a Festa



Exemplos de como se está a promover a temporada da Nazaré, cuja primeira corrida decorre esta sexta-feira, 19, com transmissão pela RTP.
Para lá dos outdoor's nas estradas, uma campanha levado a cabo pelo empresário António Nunes, também nas ruas da Nazaré estão cartazes e placard's com promoção da corrida e da temporada.
Gerida este ano por Rui Bento em parceria com a Confraria de Nossa Senhora da Nazaré, a praça do Sítio terá, depois desta primeira na sexta, corridas em todos os sábados de Agosto e a tradicional mini-feira em Setembro.
António Telles, Filipe Gonçalves e Luis Rouxinol Jr. e os forcados de Vila Franca e Aposento da Moita compõem o cartel da Corrida RTP de sexta-feira, onde se lidam seis toiros da ganadaria Pinto Barreiros.

Fotos D.R. e Hugo Teixeira

António Telles esta 6ª feira na Nazaré, a praça onde há 40 anos vestiu pela primeira vez a casaca



Ontem, 3ª feira: 12.924 leram o "Farpas"!


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Repórteres fotográficos emitem comunicado



14 repórteres fotográficos taurinos e o director de um site subscrevem o comunicado que a seguir transcrevemos na íntegra, àcerca da polémica das fotos de João Dinis da trágica corrida de dia 6 em Coruche, que foram capa do "Correio da Manhã" (ao lado) e ilustraram vários noticiários televisivos.
Nós continuamos a defender que as tragédias fazem parte da Festa, como a glória e os triunfos - e por isso têm que ser amplamente divulgadas. Um repórter, se é profissional, quando vai para um cenário de guerra, é para registar a tragédia, o horror. Se numa praça de toiros acontece uma tragédia como a que aconteceu em Coruche (dois cavaleiros colhidos, um cavalo morto e dois forcados lesionados), isso é para mostrar e nunca para esconder.
Respeitamos - mais que isso, entendemos - a posição dos subscritores deste comunicado, que é, acima de tudo, uma posição anti-João Dinis. Foi, entendemos, o momento ideal para crucificar o mais odiado dos repórteres fotográficos taurinos. E é sobretudo isso (esse ódio) que estes 14 repórteres aqui quiseram realçar.
Mas nós continuamos na nossa: Dinis foi o repórter certo no local certo e na hora certa. O seu trabalho, nesta caso, foi altamente profissional. E a todos os títulos brilhante. Continuamos a aplaudi-lo. Teríamos feito igual. Ou mehor, se conseguíssimos.
Segue o comunicado:

Face aos ataques de que fomos alvo nas redes sociais, após a divulgação de imagens resultantes dos incidentes ocorridos na corrida de toiros de Coruche, no passado dia 6 de julho, Nós Fotógrafos Taurinos, vimos por este meio tomar uma posição clara, que nos permita marcar a diferença e ainda de nos distanciar de atitudes em que não nos revemos e que levam à deturpação da imagem da tauromaquia.
Informar, sim! A qualquer custo, não!
Não podemos passar por cima de qualquer um apenas para usufruir de euros ou visibilidade.
Carácter, humanismo, valores, mas acima de tudo afición, distinguem-nos dos demais.
Estamos unidos com um único propósito, a divulgação, promoção e defesa da tauromaquia, sem nunca desrespeitar os artistas, os animais e o publico.
Temos orgulho em ser diferentes!
A divulgação/venda/cedência das imagens das colhidas na corrida de Coruche, pela nossa interpretação, devem ser mostradas, mas ao contrário de outros julgamos que uma ou duas fotos com critério o fazem na perfeição e não da forma massiva como foram divulgadas.
O respeito pelos artistas e animais deve ser um dever fundamental.
Informar, sim! A qualquer custo, não!
Somos conscientes, somos pela verdade, seja na trincheira ou nas bancadas
Temos orgulho em ser diferentes!
A tauromaquia, para além de paixão, é a nossa razão!
Fazemos milhares de quilómetros, atrás dos nossos toureiros, forcados e toiros, com o dever de bem informar.
Não queremos ver constantemente a tauromaquia a ser atacada pelos anti-taurinos, mas pior é ver ser maltratada por alguns dos “nossos” que se dizem profissionais.
Nós, amadores, mas bem formados e defensores de uma cultura que tanto amamos, somos diferentes.
Estamos unidos e defenderemos sempre a Festa Brava e a todos os intervenientes que connosco "compartilhem cartel".
Informar, sim! A qualquer custo, não!

Os abaixo assinados:
Maria João Mil-Homens (Porta dos Sustos)
Armando Sousa Alves (Forcadilhas e Toiros)
João Silva (Sol e Sombra)
João Carvalho (Forcadilhas e Toiros)
Mónica Santa Bárbara (Forcadilhas e Toiros)
Sofia Almeida (Tauronews)
Florindo Piteira (Piton a Piton)
Pedro Batalha (Naturales)
Bárbara M. da Costa (Porta dos Sustos)
Mónica Mendes (Porta dos Sustos)
Francisco Mira (Tauronews)
Nuno Almeida (Tauronews)
Ana Direito (Forcadilhas e Toiros)
José Canhoto (Aficionados de Portugal)
Miguel Calçada

Contamos com o apoio de todas as associações do sector tauromáquico.

Fotos D.R. e João Dinis/"CM"



Um dos toiros de Murteira Grave para dia 25 no Campo Pequeno



Na foto, o toiro "Manizales", castanho de capa, com o nº 46, um dos exemplares da ganadaria Murteira Grave para a próxima corrida do Campo Pequeno, no dia 25, onde se comemora o 75º aniversário da histórica ganadaria da Galeana.
Os toiros de Murteira Grave serão lidados pelos cavaleiros João Ribeiro Telles, Francisco Palha e Luis Rouxinol Jr. e pegados pelos forcados Amadores de Santarém e de Coruche, respectivamente capitaneados por João Grave e José Macedo Tomás.

Foto D.R./@Murteira Grave


Ganadaria de São Torcato debuta 6ª feira em Las Ventas no Campeonato de Espanha de Recortadores



Nas fotos, os seis imponentes toiros da ganadaria São Torcato - a que espalhou o terror na recente noite trágica de Coruche - para a semi-final do Campeonato de Espanha de Recortadores que na sexta-feira, dia 19, se realiza na Monumental de las Ventas em Madrid.
Trata-se do certame mais prestigiado do mundo do toureio a corpo limpo e tem lugar pela primeira vez na principal praça de toiros do mundo.
Este espectáculo marca também a estreia em Madrid da ganadaria de Joaquim Alves de Andrade, ainda que não o seja numa corrida de toiros.
Disputam esta semi-final os vinte melhores recotadores de Espanha.
Os toiros de São Torcato foram ontem embarcados para Madrid.

Fotos D.R.