terça-feira, 2 de junho de 2020

André Ventura no Campo Pequeno a apoiar a luta dos toureiros


O líder do Chega, André Ventura, esteve ontem no Campo Pequeno a apoiar a acção de protesto dos toureiros pela não reabertura das praças no dia em que foram retomados todos os espectáculos culturais e em que, inclusivamente, se realizou um espectáculo para duas mil e quinhentas pessoas na praça de toiros de Lisboa.
Na foto, Ventura com o bandarilheiro Américo Manadas.

Foto D.R.

Ministério da Cultura dá primeira nota positiva sobre a reabertura das praças

Ministério da Cultura deu ontem nova esperança ao sector
tauromáquico, informando que estarão prontas até final do mês
todas as normas da DGS para a reabertura das praças de toiros
As orientações de segurança da empresa do Campo Pequeno para o
espectáculo de Bruno Nogueira (foto em baixo) que ontem se realizou
na praça de toiros e esta noite se repete


O Ministério da Cultura informou ontem ao final da tarde o sector tauromáquico, através da Inspecção-Geral das Actividades Culturaus (IGAC), que até final deste mês ficarão devidamente prontas as normas da segurança da Direcção-Geral de Saúde (DGS) para a retoma da actividade taurina.
O sector tauromáquico, que ontem realizou actos de protesto junto à praça do Campo Pequeno, continua a pretender que as corridas de toiros regressem depois de 15 de Junho, na próxima fase de desconfinamento, data em que o Governo vai reavaliar a reabertura das praças de toiros.
O primeiro-ministro António Costa, questionado pelos jornalistas, disse ontem à saída do show do humorista Bruno Nogueira que marcou o regresso dos espectáculos ao vivo no Campo Pequeno (foto ao lado) que a situação da Tauromaquia "está a ser estudada" e lembrou que os jogos de futebol também vão regressar "mas sem público", procurando desta forma minimizar as acusações de "discriminação" ontem reafirmadas pelos profissionais das arenas.

Fotos D.R.

Miguel Sousa Tavares: "A perseguição às touradas continua"


Miguel Sousa Tavares considerou ontem, no seu habitual comentário na TVI, que o não desconfinamento da Tauromaquia "só tem uma justificação que é a perseguição às touradas... que continua", afirmando que "é puramente ideologia".
Falando sobre o protesto de ontem dos toureiros à porta do Campo Pequeno, Sousa Tavares disse "não entender como é que hoje e amanhã (ontem e hoje) vai haver um concerto para duas mil e tal pessoas e não pode haver uma tourada".
Miguel Sousa Tavares reiterou ainda "não conseguir perceber" como é que "mantendo as distâncias pode haver um concerto de música e não pode haver um espectáculo que é uma tourada que se passa na arena".

Foto TVI

Leia aqui a última edição especial da "6 Toros 6" dedicada a "Gallito"



Já se encontra disponível na plataforma Kioskoymas (https://www.kioskoymas.com/publicacion/portada/6toros6/) por 2,99€ o quarto e último número especial da revista espanhola "6 Toros 6" dedicado à Vida e Glória de "Gallito", morto por um toiro em Talavera de la Reina em 1920, há cem anos.
Na edição desta semana pode ler detalhadamente a viajem ao Peru do Rei dos Toureiros na reportagem "Gallito em Lima", bem como "A última temporada de Joselito" e todos os pormenores da "Tarde de Talavera, 16 de Maio: a morte de um ídolo" - e muito mais.

Fotos "6 Toros 6"

Ontem, 2ª feira: 17.279 leram o "Farpas"!



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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Luis M. Pombeiro esclarece opinião sobre a concentração dos toureiros


Mal interpretado por alguns toureiros quanto às declarações que esta tarde fez ao "Farpas", o empresário tauromáquico Luis Miguel Pombeiro (foto) esclarece:
"Estou o mais a favor possível da concentração dos toureiros esta tarde no Campo Pequeno. Estou é contra o facto de a PróToiro só ter convocado isto ontem ao fim do dia e sem dar cavaco aos empresários. Que fique bem explícito".

Foto Emílio de Jesus/Arquivo

A Cultura não se censura!



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Toureiros contra discriminação à porta do Campo Pequeno

Fernando Guarany, o toureiro brasileiro que há 43 anos esteve 18
dias há chuva e ao sol à porta do Campo Pequeno a reclamar uma
oportunidade de tourear em Lisboa
A concentração de toureiros ao final da tarde no Campo Pequeno e,
em baixo, João Gonçalves, director-geral da nova empresa de
Álvaro Covões, há momentos, à entrada da praça, onde esta noite
e amanhã tem lugar um show de Bruno Nogueira

A esmagadora maioria dos cavaleiros tauormáquicos, alguns forcados e um único matador de toiros (João Ribeiro "Cuqui") manifestaram-se esta tarde junto à praça de toiros do Campo Pequeno contra a discriminação do Governo ao sector.
Marcelo Rebelo de Sousa e a ministra da Cultura, que esta noite assistiriam ao especráculo que se realiza na praça de toiros adiaram as suas presenças para amanhã.

Fotos M. Alvarenga


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TVI no Campo Pequeno à espera dos toureiros...



Uma equipa de reportagem da TVI já está a postos frente à praça de toiros do Campo Pequeno para registar as concentrações de toureiros e forcados, em grupos de dez, que a partir das 18 horas vão protestar frente à Monumental contra a discriminação a que o Governo votou o sector tauromáquico, precisamente no dia que se realiza nesta arena o primeiro espectáculo ao vivo depois do desconfinamento.
Os orgãos de comunicação social taurinos e outras cadeias de televisão não marcarão presença, em protesto contra o facto de a Federação PróToiro não ter avisado ninguém, à excepção da TVI, de que às 8 da manhã quatro artistas das arenas se iam algemar à porta principal da praça de toiros lisboeta.
"Deram o exclusivo à TVI, a TVI que os promova...", dizem.

Fotos M. Alvarenga


Guarany sobre os "acorrentados": "Brincadeira de miúdos..."



Fernando Guarany, o toureiro brasileiro que em 1977 esteve 18 dias e 18 noites à porta do Campo Pequeno a exigir uma oportunidade para tourear na primeira praça do país, já reagiu aos "acorrentados" desta manhã: "Brincadeira de miúdos..."

A 10 de Abril do ano de 1977, o toureiro brasileiro Fernando Guarany prostrou-se à porta da praça do Campo Pequeno, primeiro dentro de um caixão (que a PSP apreendeu) e esteve ali 18 dias e 18 noites, provocando autênticas romarias de aficionados, a exigir uma oportunidade para tourear na primeira praça do país - que a empresa da época lhe acabou por conceder, esgotando a praça.
Confrontado hoje com o acto de três figuras do toureio (Rouxinol, Telles e Fernandes) e um glorioso forcado (José Luis Gomes), que às oito da manhã se algemaram à porta da praça em protesto pela discriminação do Governo que hoje abriu todas as salas de espectáculos e continuou a proibir as touradas, Guarany disse ao "Farpas":
"Foi uma brincadeira de miúdos... estiveram algemados no portão principal só o tempo necessário para serem entrevistados pela TVI e depois foram embora. Tinham que ter estado ali o dia todo! Assim, não tiveram impacto nenhum...".
Também Paco Duarte, toureiro português que em 1978 esteve quase um mês em vigília à porta da Monumental de Madrid também a exigir um contrato para ali tourear, lamentou ao "Farpas" o "número" desta manhã:
"Tinham que ter estado ali o dia todo, nem que se fossem mudando, agora estavam quatro, depois vinham outros quatro, mas tinham que ter estado ali o dia inteiro em protesto. Assim, foi uma brincadeira que não valeu de nada...".
O empresário tauromáquico Luis Miguel Pombeiro considerou também que "foi ridículo e estou o mais contra possível. Convocaram isto ontem à meia-noite e não deram cavaco a ninguém. São formas de luta que não fazem sentido".
Também os sites taurinos estão contra o facto de a PróToiro ter dado o exclusivo desta "brincadeira" à TVI, "que ainda por cima trabalhou pessimamente o assunto" e dizem agora que não vão dar cobertura aos toureiros na concentração que têm programada para as 18 horas.
Outras televisões e a própria agência Lusa, também discriminadas com o exclusivo que os toureiros quiseram dar à TVI, vão pugnar pela ausência na concentração de logo à noite.
Coisas mal feitas, coisas mal pensadas. O costume desta gente...
Assim não vamos a lado nenhum.

Fotos D.R.

Todos ao Campo Pequeno a partir das 18 horas!

Lisboa amanheceu hoje com toureiros acorrentados à porta do
Campo Pequeno em protesto pela discriminação do Governo em
relação ao sector tauromáquico. Eles voltam a concentrar-se à
porta da "sua casa" das 18 às 21h30


Foi às 8h da manhã desta segunda-feira, dia 1 de Junho, que três dos mais importantes e conhecidos cavaleiros tauromáquicos, Luis Rouxinol, António Ribeiro Telles e Rui Fernandes e o antigo forcado José Luís Gomes, se acorrentaram à porta da praça de toiros do Campo Pequeno.
Os artistas tauromáquicos protestam pelo facto de terem sido reabertas todas as atividades e espectáculos culturais com a excepção da tauromaquia – que ficou excluída em virtude de uma discriminação por parte do Governo
Ao contrário do que a ministra da Cultura garantiu há uma semana, no Parlamento, de que todas as áreas culturais regressariam ao mesmo tempo, a tauromaquia foi a única excluída de retoma a partir de hoje.
Recorde-se que hoje à noite, vai acontecer o espetáculo de Bruno Nogueira no Campo Pequeno, que contará com a presença da ministra da Cultura e do primeiro-ministro, tendo também alguns orgãos de comunicação social anunciado a presença do Presidente da República
O protesto vai continuar a partir das 18h da tarde com uma concentração de alguns artistas e de acordo com todas as normas da DGS.
O sector tauromáquico sempre se disponibilizou para dialogar com o Governo e com a DGS para que nada obstaculiza-se a retoma dos espetáculos taurinos, a 1 de Junho. Nos últimos três meses, o primeiro-ministro, o Ministério da Cultura e a DGS nunca responderam aos apelos pedidos de reunião do sector. 
“Só podemos interpretar esta situação como forma de censura e discriminação, o que é inaceitável em pleno século XXI”, disse o secretário-geral da Federação PróToiro, Hélder Milheiro.
Há artistas e famílias a passar dificuldades e o Governo despreza o sofrimento destes trabalhadores e não os deixa trabalhar. O sector quer igualdade de tratamento perante a lei e a abertura urgente das praças de toiros.
“Esta situação é intolerável e vamos mobilizar todos os recursos para o fim desta situação de discriminação arbitrária. A cultura não se censura”, afirma Nuno Pardal, presidente da Associação Nacional de Toureiros.

Fotos D.R.

Francisco Palha: "Os tempos estão diferentes!"

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Namorada peruana do matador Nuno Casquinha retida em Portugal há três meses

Nuno Casquinha e Johana este sábado na ganadaria Monte Cadema
Johana assistiu à tenta e filmou com o telemóvel as
actuações do namorado, o matador de toiros Nuno
Casquinha


A namorada peruana do matador de toiros Nuno Casquinha está há três meses em Portugal impossibilitada de regressar ao seu país

Johana Germán é formada em Administração de Empresa e vive em Santiago de Surco, Lima, no Peru, onde nasceu e onde conheceu o matador de toiros português Nuno Casquinha, que ali cumpre temporada todos os anos durante os meses do nosso Inverno.
As setas de Cupido atingiram os dois no final do ano passado e Johana veio em Fevereiro ao nosso país quando Nuno toureou no Campo Pequeno - e obteve um triunfo memorável - no dia 29 no festival taurino do Dia da Tauromaquia.
Veio e não mais voltou ao seu país. Entretanto explodiu a pandemia, as fronteiras fecharam e a jovem administradora de empresas viu-se obrigada a permanecer no nosso país.
Sábado passado, acompanhou o namorado à tenta da ganadaria Monte Cadema, em Viana do Alentejo, onde a fotografámos e onde filmou detalhadamente com o telemóvel as actuações de Nuno Casquinha.
"Graças a Deus a minha família está toda bem, mas a situação no Peru está muito complicada e quase incontrolada com a pandemia. Vou aguardar que tudo melhore para poder regressar", disse Johana ao "Farpas".

Fotos M. Alvarenga

Os toiros de Monte Cadema para a temporada que a pandemia travou



Os toiros de Monte Cadema para a temporada que a pandemia travou

Nas fotos de cima, alguns dos toiros da camada para 2020 da ganadaria Monte Cadema, formada em 2013 por Nuno Cabral (foto ao lado), antigo cavaleiro amador.
À maneira antiga, como ontem aqui referenciámos, o ganadeiro prefere a qualidade à quantidade e tinha apenas dois curros para esta temporada entretanto interrompida pela pandemia, que espera ainda lidar até ao final do ano. Um estava destinado a uma corrida na Aldeia da Ponte e outro à tradicional corrida da Foz do Sizandro.
Nuno Cabral tinha ainda um toiro apartado para o concurso de ganadarias que no passado mês de Maio se deveria ter realizado na praça alentejana de Moura.
Toiros "bem rematados e homogéneos em peso e trapio", como nos referiu o ganadeiro e nós mesmo constatámos quando este sábado os forografámos na herdade de Viana do Alentejo.
A ganadaria Monte Cadema procede da afamada ganadaria de António Lampreia (saudoso sogro de Nuno Cabral, falecido há oito anos), recentemente renovada com uma "mistura explosiva" de um toiro da famosa divisa espanhola de Nuñez del Cuvillo com vacas da lendária ganadaria lusa de Cunhal Patrício, cujos primeiros e belíssimos produtos foram tentados no último sábado pelos matadores António João Ferreira e Nuno Casquinha, como aqui referimos durante o dia de ontem em destacadas reportagens.

Fotos M. Alvarenga