quinta-feira, 21 de junho de 2018

Cartaxo: Parreirita Cigano estreia-se amanhã como cavaleiro de alternativa na sua terra

Parreirita Cigano, que esta noite toureia no Campo Pequeno, faz amanhã a sua
estreia como cavaleiro de alternativa na praça do Cartaxo, a sua terra
Um dos imponentes toiros da ganadaria do Dr. António Silva 


A noite de amanhã, secta-feira, marca a apresentação do jovem cavaleiro Parreirita Cigano como cavaleiro de alternativa junto das gentes do Cartaxo, a sua terra.
Após a sonhada alternativa recebida em 2017 das mãos do seu mestre Manuel Jorge de Oliveira na arena do Campo Pequeno (onde volta a tourear esta noite), Parreirita Cigano regressa a uma arena que sempre o acarinhou e certamente o fará amanhã num cartel de enorme competição e diante de toiros de exigência máxima.
Amanhã pelas 22h00 no Cartaxo, e integrada nas Festas da Cidade, a tradicional corrida de toiros tem cartel composto pelos cavaleiros Luis Rouxinol, Filipe Gonçalves e Parreirita Cigano, estando as pegas a cargo dos amadores de Vila Franca e Cartaxo. Lidam-se seis toiros do Dr. António Silva.

Fotos de Emílio e João Silva


Cartel de competição e concurso de ganadarias amanhã em Arronches


É já amanhã, sexta-feira, que se realiza em Arronches, por ocasião das Festas de São João, a tradicional corrida de toiros à portuguesa, uma organização da empresa Toiros & Tauromaquia com cartel composto pelos cavaleiros João Moura Caetano, Marcos Bastinhas e o praticante António Prates e os grupos de forcados de Arronches e de Monforte.
Em aliciante Concurso de Ganadarias, lidam-se toiros de Fernandes de Castro, Paulo Caetano, José Pereira Palha, Manuel Cary, Francisco Romão Tenório e Carlos Falé Filipe, que disputam os prémio de bravura e apresentação.
Os bilhetes encontram-se à venda em Arronches na Casa dos Forcados, no Cantinho da Sorte e no Bar "O Fosso"; em Mosteiro, no Restaurante "O Galinha"; em Vale de Cavalos, no Café Central;  em Alegrete no Bar dos Amigos; e em Monforte no Posto de Turismo.
As reservas podem ser feitas através do telem. 969 924 734.


Monforte, dia 30: um "cartelazo" de primeira para homenagear João Moura



Alguém vai perder?



João Moura Jr. no dia 30 em Monforte na grande homenagem a seu pai



João Pedro Oliveira amanhã no programa "Rádio Olé"



João Pedro Oliveira (foto), cabo dos Forcados Amadores de Évora, é amanhã, sexta-feira, o entrevistado de Luis Gamito no programa "Rádio Olé" da estação eborense Diana FM, para nos dar conta das suas perspectivas para a Corrida de São Pedro que no próximo dia 29, sexta-feira às 22 horas, se realiza na praça de toiros de Évora e onde o grupo pegará em solitário os seis toiros da ganadaria Canas Vigouroux na noite de comemoração do seu 55º aniversário.
O cartel, de máximo nível, é formado pelos cavaleiros Rui Fernandes, Diego Ventura e o praticante António Prates.
O programa "Rádio Olé" pode ser ouvido amanhã a partir das 17 horas na frequência 94.1 FM ou aqui na internet em www.dianafm.com

Foto Maria Mil-Homens


Ontem, 4ª feira: 9.230 leram o "Farpas"!



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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Prótoiro avança com queixa na Justiça contra a Câmara da Póvoa de Varzim



A Prótoiro – Federação Portuguesa de Tauromaquia vai avançar com uma queixa na Justiça contra a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, contra o autarca Aires Pereira e contra todos os que estejam associados a esta proibição de touradas no concelho.
A intromissão da autarquia na liberdade dos espectáculos culturais no concelho, considera a Prótoiro, revela uma postura antidemocrática, uma desclassificação e desrespeito pelos cidadãos poveiros e um ataque feroz à legislação, principalmente, à Constituição da República Portuguesa.
A Lei é clara e nos termos da Constituição da República Portuguesa as touradas devem ser protegidas. O Estado deve garantir o acesso de todos os cidadãos – se estes assim o quiserem – à cultura, neste caso às touradas.
Refere o nº2 do artigo 43º da CRP: “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”. O nº 1 do artigo 73º: “Todos têm direito à educação e à cultura”. E os nºs 1 e 2 do artigo 78º: “Todos têm direito à fruição e criação cultural, bem como o dever de preservar, defender e valorizar o património cultural” e “Incube ao Estado (…) Promover a salvaguarda e a valorização do património cultural, tornando-o elemento vivificador da identidade cultural comum”.
Também o Decreto-Lei nº 89/2014 define que a “tauromaquia é, nas suas diversas manifestações, parte integrante do património da cultura popular portuguesa”.
“É a lei que reconhece a Tauromaquia enquanto manifestação cultural, pelo que o Estado está obrigado a promover e assegurar o acesso dos seus cidadãos à Tauromaquia. Nem os municípios, nem nenhum outro órgão, têm poderes para proibir a cultura, a não ser que vivêssemos numa ditadura. Qualquer decisão tomada no sentido de limitar ou proibir o acesso a um espetáculo cultural é ilegal e inconstitucional”, defende Hélder Milheiro, da Prótoiro.
Esta postura é ainda altamente danosa para a cidade e a região, como bem disse Aires Pereira em 2014: "Não está em causa se eu gosto ou não de touradas, mas sim o que representam para o município em termos de turismo. É a única praça de raiz activa no norte do país, não é por acaso que tem imensa procura. Sempre disse que estes espetáculos iam continuar a ser realizados na Póvoa, mesmo respeitando quem tem opinião contrária".
“Aires Pereira já devia ter percebido, com o exemplo de Viana do Castelo, que o poder local não pode impedir a realização de uma atividade cultural. Com esta tentativa de proibição, o presidente da câmara está a dizer aos poveiros que existem cidadãos de primeira e de segunda”, diz a Prótoiro.
É com o sentido de denunciar a falta de transparência política e na defesa dos cidadãos que a Prótoiro vai avançar com a acção na Justiça.

Foto D.R.

A emoção e a seriedade dos toiros Veiga Teixeira amanhã no Campo Pequeno



Motor Vintage este fim-de-semana no Campo Pequeno



Sábado, 23: todos os caminhos vão dar a Alcácer do Sal!



6ª feira, 22: Rouxinol, Filipe Gonçalves e Parreirita Cigano no Cartaxo



6ª feira, 22: Caetano, Bastinhas e Prates em Arronches



Corrida TV/Norte: falta um mês e a polémica anda no ar...



A um mês da realização da 22ª Corrida TV/Norte (20 de Julho) na Monumental da Póvoa de Varzim - cidade que acaba de ser decretada pelo município como anti-taurina... - a Associação Nacional de Toureiros (outrora denominada Sindicato Nacional dos Toureiros Portugueses), reunida na última semana, colocou a organização da mesma (Casa do Pessoal da RTP e empresa Aplaudir de João Pedro Bolota) entre a espada e a parede... e a corrida corre mesmo o risco de não se realizar, dando-se assim de mão beijada à Câmara anti-touradas o defecho que ela tanto pretende...
Em causa, como aqui temos referido, está o formato inédito com que a corrida vai decorrer este ano: cinco toiros para cinco cavaleiros e dois grupos de forcados (cartaz ao lado) e no fim um sexto toiro para a exibição de Recortadores. Que são exactamente aqueles que estão a gerar a confusão entre a classe dos toureiros...
Porquê? Ninguém entendeu ainda. Temem os toureiros que os recortadores eclipsem as suas actuações?
Na magna reunião que decorreu na sede da ANdT, em Lisboa, criticou-se o formato desta corrida e houve mesmo quem exigisse que fossem anunciados dois espectáculos: uma corrida de toiros e depois um espectáculo de recortadores. Acontece que isso está bem explícito no cartaz que a empresa elaborou - como se pode ver ao lado.
Mais: exigem os toureiros (alguns...) que a corrida inclua seis e não cinco cavaleiros - mas nada refere o Regulamento do Espectáculo Tauromáquico quanto ao número obrigatório de toureiros numa corrida. Podem ser seis, como podem ser cinco (já tem acontecido), como podem ser quatro...
Alegam os toureiros que os recortadores, exibindo-se num sexto toiro, estão a tirar um posto de trabalho a um cavaleiro e exigem do empresário João Pedro Bolota que inclua mais um cavaleiro e mais um toiro...
Bolota foi informado das deliberações da reunião magna dos toureiros por e-mail, ao que sabemos. Mas nem ele nem Luis Castro, presidente da Casa do Pessoal da RTP, pretendem alterar o formato em que a corrida foi anunciada. Mais a mais agora, que os cartazes estão já na rua.
Alguns dos toureiros anunciados para esta corrida, presentes na referida reunião, alegaram ter já contratos assinados com a empresa Aplaudir e reafirmaram que os vão cumprir à risca. Com ou sem guerra dos companheiros...
A Associação de Toureiros ameaça não disponibilizar os seguros nem autorizar os direitos de imagem, o que impediria a corrida de ser transmitida pela RTP, caso a organização não inclua um sexto cavaleiro...
Por ironia do destino, a Federação Prótoiro, que engloba as associações representativas do sector (toureiros, forcados, ganadeiros, etc.) foi, no ano passado, na praça de toiros do Campo Pequeno, organizadora de um festejo taurino em que actuaram cavaleiros, matadores, forcados e... recortadores num último toiro.
E toda esta polémica acontece precisamente num ano em que algumas empresas estão a inovar e a modificar os moldes tradicionais em que costumam decorrer as nossas touradas: em Tomar, por exemplo, anuncia-se para o início de Agosto uma corrida com apenas quatro toiros e dois cavaleiros, completando o elenco dessa noite fadistas e sevilhanas.
Mesmo assim, os toureiros (alguns...) estão, pelos vistos, muito incomodados com a participação dos recortadores na corrida que se anuncia para de hoje a um mês na Póvoa de Varzim.
Como se já não bastasse todo o ambiente anti-taurino que está a crescer na cidade nortenha, ainda vêm agora os próprios profissionais da classe (alguns...) criar mais entraves e originar mais polémica... por causa de um toiro para recortadores...
Parece impossível. Mas não é...

Fotos D.R.





Morante de la Puebla em grande destaque no "Olé!" de amanhã

O director do semanário "Olé!" com Morante de la Puebla na passada 6ª feira
no Campo Pequeno
Luis Miguel Pombeiro e Pedro Marques com Morante, 6ª feira passada, preparando
o cenário para as fotografias junto da porta grande

O semanário "Olé!" dedica na sua edição de amanhã grande destaque à presença em Lisboa do matador de toiros Morante de la Puebla, na semana passada.
Luis Miguel Pombeiro, director do jornal, acompanhou Morante na sua visita à praça de toiros do Campo Pequeno, onde toureia no próximo dia 5 de Julho, fazendo-lhe uma entrevista - que amanhã vai poder ler
Destaque ainda para outra entrevista com o novilho Diogo Peseiro e uma reportagem sobre a "quase dizimada" ganadaria Vaz Monteiro.

Fotos M. Alvarenga

Mestre David Ribeiro Telles: dois anos de saudade


A nossa mais profunda e mais sentida homenagem à memória de Mestre David Ribeiro Telles - que nos deixou há dois anos.
Uma figura ímpar do mundo da tauromaquia, cuja memória se mantém bem presente - já não há Senhores como ele.

Foto Emílio de Jesus

Curro Romero e Rafael de Paula em Lisboa na corrida de Morante e Manzanares

Curro Romero pode regressar ao Campo Pequeno, de onde um dia o levaram
em ombros até ao hotel nos Restauradores
Rafael de Paula com Manzanares 

Para lá da já confirmada presença do mítico matador de toiros Rafael de Paula, também o Maestro Curro Romero pode vir a Lisboa no próximo dia 5 de Julho como convidado especial da empresa na grande corrida em que vão actuar Morante de la Puebla e Manzanares, bem como o cavaleiro João Ribeiro Telles e os Forcados do Aposento da Chamusca.
Uma presença ainda não oficialmente confirmada, mas que pode sê-lo já nos próximos dias, ao que sabemos.

Fotos D.R.

Rouxinol, Ribeiro e Palha na corrida de Julho em Moura


Os empresários Rafael Vilhais e João Cortez deram a conhecer o cartaz oficial da corrida que no dia 15 de Julho (22h30) se realiza em Moura por ocasião das Festas em Honra de Nossa Senhora do Carmo.
Frente a seis toiros da ganadaria Veiga Teixeira, actuam os cavaleiros Luis Rouxinol, Vitor Ribeiro e Francisco Palha e pegam os grupos de forcados de Alcochete e Real de Moura.


Toiros de Veiga Teixeira amanhã no Campo Pequeno: um pouco da história da ganadaria



Os toiros da ganadaria Veiga Teixeira a lidar esta quinta-feira (amanhã), no Campo Pequeno, constituem, pelo seu trapio, um dos aliciantes da Corrida Extraordinária de Oportunidade.
Esta ganadaria pasta na Herdade do Pedrógão, na freguesia do Lavre, concelho de Montemor-o-Novo. Procede da ganadaria dos Irmãos Garcia Fialho e o seu encaste actual é Oliveiras e Irmãos e Parladé. Tem as cores vermelha e negra por divisa e a sua antiguidade referenciada a 6 de Maio de 1928 na praça de tiros de Madrid.
 Em 1918, formou Félix Suarez a sua ganadaria com reses provenientes de Santacoloma, de pura linha Parladé, a qual foi vendida ao Duque de Tovar, em 1929. Posteriormente, em 1947, por falecimento deste, foi a ganadaria dividida em cinco partes pelos seus herdeiros, cabendo a Rafael Figueroa y Bermejo um dos lotes, juntamente com o ferro e a divisa primitiva.
No ano seguinte, foi esta ganadaria vendida a Tomaz de la Cal Sanz aumentando-a com reses de Tomaz Prieto de la Cal para, em 1959 a vender aos irmãos Carlos e José Augusto Garcia Fialho, de Barrancos, que eliminam todo o efectivo proveniente de Prieto de la Cal, conservando apenas o de origem Suarez-Tovar.
 Em 1969 é esta ganadaria adquirida por António José da Veiga Teixeira que lhe mantém o ferro e a divisa e a aumenta com reses de Oliveiras Irmãos, introduzindo também, nos últimos anos, sementais de Cunhal Patrício, Alcurrucén (Nuñez) e Hermanos Sampedro (Domecq).
Os seis toiros de Veiga Teixeira serão lidados na grande corrida de amanhã (21h45) pelos cavaleiros Marco José, Gilberto Filipe, Gonçalo Fernandes, Marcelo Mendes, Parreirita Cigano e a praticante Verónica Cabaço. As pegas estarão a cargo dos grupos de forcados Amadores de Coimbra, Amadores de Monsaraz e Amadores do Cartaxo.

Foto Frederico Henriques/@Campo Pequeno

O emotivo discurso do presidente da Câmara de Monforte na homenagem a João Moura

João Moura emocionou-se por diversas vezes ao longo do emotivo discurso
do presidente da Câmara, Gonçalo Lagem


Pela importância, pelo sentimento e pela emoção das suas palavras, reproduzimos aqui na íntegra o eloquente discurso feito por Gonçalo Lagem, presidente (exemplar) da Câmara de Monforte, proferido no último sábado no acto de inauguração do monumento de homenagem aos 40 anos de alternativa do Maestro João Moura.

Ex. Sr. João António Romão de Moura
Minhas Senhoras, Meus senhores, Caros munícipes!
Em primeiro lugar, agradecer em nome do município ao Miguel Alvarenga, não só por esta intervenção e disponibilidade sempre, mas também pela sua amizade, dedicação e admiração ao nosso João Moura. Foi o Miguel quem organizou o jantar do passado dia 30 de Maio, onde foi feita homenagem nacional. Foi um momento muito sentido, com muita participação. E foi muito grato, toda a manifestação de carinho para com João Moura, da família, de amigos, de anónimos admiradores, de colegas de profissão e foram muitos…Fiquei muito feliz de ter participado. Bem haja Miguel.
Agradecer aos monfortenses e a todos, quantos fizeram questão de estar aqui hoje e alguns vieram mesmo de muito longe.
Agradecer à banda Filarmónica de Póvoa e Meadas na pessoa do seu maestro, meu caro amigo José Agostinho.
Fez no passado dia 11 de Junho 40 anos, que um rapaz de Monforte de 18 anos de idade, tomou a alternativa de cavaleiro profissional, das mãos de Mestre David Ribeiro Teles, e como testemunha Mestre Batista. É a assinalar esta efeméride, que hoje aqui estamos. Mais uma merecida e justa homenagem a um homem que sempre fez questão ao longo da sua brilhante carreira, de a acoplar ao nome da sua terra, do seu Concelho, Monforte. João Moura, foi, é e será sempre o nosso grande embaixador.
A carreira e as conquistas de João Moura, foram alvo dos maiores e mais distintos reconhecimentos, da sociedade civil e institucional. Entre muitos outros, destaco a comenda da ordem civil do mérito agrícola, pelas mãos do Presidente da República, Mário Soares, o reconhecimento e a admiração dos Presidentes Jorge Sampaio e General Ramalho Eanes e do Rei de Espanha D. Juan Carlos. Na sua terra, João Moura, tem o nome de uma rua, precisamente onde hoje reside, tem a medalha de ouro, mérito municipal e hoje inauguramos este monumento da autoria do Município, sendo o painel de azulejos e os versos, propriedade artística de outro monfortense, o Patico, assente em granito rosa Monforte.
A vontade do Município, é a vontade das pessoas, monfortenses, que muito estimamos, não só a carreira de João Moura e o que alcançou, mas também a sua personalidade, o seu amor à terra, humildade, carinho e amizade que nos dedica. Falo como munícipe, que também o sou e na gratidão que as nossas gentes têm para com o nosso mais ilustre conterrâneo.
Lembro a história de um menino de apenas 3 anos de idade, que assistiu aos 6 toiros de Santarém, no colo dos pais, juntamente com um vasto número de pessoas de Monforte que o acompanharam nessa data importante.
Esse menino de 3 anos, morava em Monforte, perto da casa de João Moura, no Largo da Madalena e cresceu deslumbrado, com toda a movimentação, antes e depois das corridas, a tensão do partir, rumo a importantes viagens e compromissos, bem como o alívio da chegada, com os ramos de flores, cuidadosamente e carinhosamente guardadas, para de seguida, serem levadas para a igreja da Donana. Aquela casa era um rodopio de gente a entrar e a sair, havia cavalos nas cocheiras da casa da Dona Maria Guiomar, ali mesmo ao lado, e onde naturalmente se respirava um ambiente de grande afición. O menino, esse, vivia num mundo de fantasia, já consciente de que João Moura era um fenómeno da tauromaquia mundial, em que muita gente importante frequentava a sua casa. Colegas de profissão, famosos, ganadeiros, os mais importantes criadores de cavalos. Que melhor montra havia, do que ter um dos seus cavalos nas mãos de João Moura. cumprimento o sr. Manuel Braga e o Jaime Saramago e o Tiago Tomé. E tudo girava sempre à volta do Largo da Madalena.
Os anos foram passando e as prestações de João Moura, eram surpreendentes. Se poucas dúvidas havia, sobre a sua genialidade, eram rapidamente desfeitas. Todos estavam rendidos a João Moura, mas neste mundo, perante a feroz competitividade, havia que o provar todos os dias. E João Moura provava. Tinha o Mundo aos seus pés.
O povo de Monforte, vibrava, havia mesmo um grande grupo, que não perdia uma corrida do seu menino prodígio, acompanhava-o para todo o lado, e orgulhosos, exclamavam: Nós somos da terra do João Moura. Além do seu núcleo duro, dos que faziam parte da sua equipa.
De ano para ano, João Moura acrescentava sempre algo de novo, reinventava-se, fazia o impossível e o impensável. Explorava na plenitude as diferentes potencialidades de cada cavalo, percebia como ninguém do comportamento do toiro e as coisas resultavam sempre em todo o seu explendor.
Estava consolidada a sua carreira, era inquestionável o seu talento e as prestações e anos de glória repetiam-se corrida após corrida, temporada após temporada.
Todos os empresários queriam nas suas praças o cavaleiro, garantia de sucesso na bilheteira e da oferta de um excelente espetáculo para o seu público.
Porque João Moura toureou sempre a gosto e a intensidade e o risco que assumia, eram iguais em todas as praças, fosse onde fosse. O Moura estava sempre à Moura. Quem o via na bancada, era como se o relógio parasse no tempo, num ladear mais apertado e interminável, num quiebro arriscadíssimo, em que os corações saltavam do peito, ou em terrenos até ao momento inexplorados, de grande compromisso. Se a emoção e risco era contagiante da arena para a bancada, era absolutamente inspiradora, da bancada para a arena, onde estava João Moura, sempre insatisfeito e a cravar mais e mais um ferro, porque esta sempre foi a zona de conforto do cavaleiro de Monforte. Os cavalos e os toiros, são definitivamente o oxigénio e o alimento de João Moura. Ainda hoje é notório, a sua garra, a sua energia, a sua devoção e dedicação ímpares, sinal inequívoco que é onde e como se sente bem.
O tal menino, também cresceu e tal qual os seus pares de Monforte, viviam intensamente a carreira do João Moura. O privilégio de privar com a maior figura do toureio de todos os tempos, fazia felizes os monfortenses e João Moura do alto da sua humildade ficava feliz em privar com os monfortenses. Ele foi sempre o mesmo, nos mesmos sítios, na sua casa que sempre foi Monforte.
Portalegre, Montijo, Campo Pequeno, Moita, Santarém, Cascais, Badajoz, Estremoz, eram autênticas romarias de monfortenses a estas praças para ver o seu toureiro. Havia mesmo quem não perdesse uma única corrida do nosso querido João António e aqui destaco uma das muitas pessoas em jeito de homenagem. A minha madrinha Angelina Lopes Pires, que juntamente com o seu marido Prof. Lopes Pires, estavam em todas as corridas de João Moura, outrora seu aluno, sempre com um ramo de flores para oferecer na sua volta triunfal… e ai de quem ousasse fazer a mais pequena crítica que fosse…. Madrinha Angelina, um beijinho grande e achei que era justo evocá-la aqui hoje.
Quando João Moura toureava em Madrid, ou em qualquer outra corrida de Espanha televisionada, os cafés de Monforte, enchiam-se de gente, como que de claques se tratassem a torcer pelo toureiro da terra. Ainda hoje é assim. E como estamos no mundial, João Moura é o Cristiano Ronaldo do Toureio a cavalo. Ainda assim eu prefiro dizer, que Cristiano Ronaldo é o João Moura do Futebol.
Apesar de ter conquistado tudo o que havia para conquistar, os reconhecimentos, os triunfos, João Moura nunca orientou a sua carreira, com vista à obtenção desses mesmos reconhecimentos. O seu foco, sempre foi fazer aquilo que gosta e com um enorme prazer. E isso transpareceu e de que maneira à escala e magnitude mundial.
Muitas pessoas contribuíram ao longo destes 40 anos, para tal sucesso. Outros mesmos determinantes. Os seus pais Dona Maria Adelaide e João Moura pai, o seu tio, António Benito, o sr. Cláudio Moura e o saudoso seu irmão Benito Moura, a sua família em geral, o sr. Francisco Romão Tenório, o João Florindo, António Luís Chagas, Carlos Barreto, José Franco "Grenho", o Cabecinha, os próprios colegas de profissão, os assíduos apoiantes e amigos o Pinha, o João Margalho, de forma altruísta a Maria João Franco, é também justo nomeá-la aqui. etc… etc. Muitos fizeram parte deste brilhante percurso com 40 anos de profissional, que correspondem quase a uma vida.
João Moura, inspirou, não só os seus filhos e de alguma forma João Moura Caetano, apesar deste, naturalmente ter outro grande senhor do toureio a cavalo como referência, seu pai Paulo Caetano, mas também a grande maioria das principais figuras do toureio de hoje. Todos nos recordamos de Pablo Hermoso de Mendoza, ser presença constante em Monforte, no início da sua carreira… João Moura influenciou toda uma sociedade, motivou vocações. "Grenho", Hugo Silva, Ricardo Raimundo, Grupo de Forcados, João Silva, grandes equitadores, Rosendo, Vasco Maldonado, Fábio Derreado moços de espadas etc… etc.
As crianças nas escolas, brincam às touradas. A localização do monumento, não é só junto da praça de toiros… é também a caminho da escola, onde passam centenas de crianças, os homens do amanhã…e só avançamos para o futuro, conhecendo bem o passado.
O tal menino como todos os monfortenses, hoje é amigo de João Moura, mas seu admirador ao longo de toda a sua vida, conhecia todos os cavalos da quadra, antes da temporada iniciar, rumava à quinta de Santo António, para perceber que novidades havia em termos de montadas, e, nas corridas, adivinhava o cavalo a utilizar em cada toiro….acompanhava bem de perto toda a evolução de João Moura. Chorava, emocionado, quando a praça se levantava em fulgurosos aplausos, ou quando o João António, arriscava demais para agradar ao público, num misto de alegria e preocupação, com receio que algo de mal lhe acontecesse... João Moura um dia brindou-lhe uma lide e emocionou-se, como se soubesse de tudo atrás descrito. O tal menino também se emocionou. Ele esteve presente nas quatro corridas dos 6 toiros de João Moura, Santarém, como já referido, ao colo dos pais, as duas vezes do Campo Pequeno e a última, a 2 de Outubro de 2013 em Elvas.
O tal menino, tem hoje 41 anos e é actualmente o Presidente da Câmara Municipal de Monforte. Foi dele a decisão de erguer este monumento, juntamente e de forma unânime com o restante executivo, portanto habilitado e profundo conhecedor de quem foi e é João António Romão de Moura, o que fez e o que representa para o seu, para o nosso Município de Monforte.
De maneira que por tudo isto é com redobrada honra, com uma eterna satisfação e agradeço a Deus, por me ter dado esta oportunidade, erguer uma obra com um único objectivo: Imortalizar através deste monumento a história do maior embaixador de Monforte, que foi um génio, que revolucionou o toureio, de quem sou amigo, admirador e acompanhei de perto a sua vida. Que tamanho privilégio.
Sendo a vida um conjunto de experiências, ao longo das suas diferentes etapas, obrigado João António, por todas as sensações que nos proporcionou.
Obrigado por ter enriquecido a nossa vida.
Sei que a emoção se apoderou de muitos de vós ao longo do discurso, porque quase todos personificaram o que acabei de ler.
Esta é a história de João Moura e que a tantos tocou profundamente.
João Moura escreveu a história, João Moura faz parte das nossas vidas.
E homenagear João Moura, é homenagear todos, quantos fizeram e fazem parte da sua vida, da sua história. Daqueles que já partiram e daqueles que continuam entre nós, numa atitude de enorme respeito pela sociedade e pelos nossos antepassados.
Muito obrigado João Moura!

Fotos Maria Mil-Homens

Portugueses na Feira Taurina de Cuellar


Os cavaleiros João Ribeiro Telles e David Gomes e a ganadaria de Condessa de Sobral (agora propriedade de espanhóis) integram os cartéis da Feira Taurina de Cuellar, na provínicia espanhola de Segóvia, que decorre de 26 a 30 de Agosto, composta por uma corrida de toiros, uma de rejoneio, duas novilhadas e um concurso de recortadores.
João Telles actua a 26 de Agosto ao lado de Andy Cartagena e Leonardo Hernández com toiros de La Glorieta.
No dia 28, os novilheiros Toñete, Dário Domínguez e El Adoureño lidam novilhos de Condessa de Sobral.
David Gomes toureia a 30 de Agosto como único cavaleiro, ao lado dos novilheiros Ángel Téllez e Javier Orozco, com novilhos-toiros de Brazuelas.
A corrida de toiros é no dia 29 e actuam os matadores David Mora, Javier Herrero e Álvaro Lorenzo com toiros de Lagunajanda.

Foto D.R.



Noite de Oportunidades amanhã no Campo Pequeno



Ontem, 3ª feira: 9.502 leram o "Farpas"



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terça-feira, 19 de junho de 2018

Barrancos: organização da Feira Taurina já contactou Morante de la Puebla


A organização da Feira Taurina de Barrancos, a única em Portugal onde se matam os toiros, já entrou em contacto com o apoderado de Morante de la Puebla, depois do "Farpas" ter ontem publicado declarações do famoso matador em que este revelou a sua disponibilidade para voltar a tourear na vila alentejana, onde actuou há vários anos, quando ainda era novilheiro, ao lado de António Ferrera.
O primeiro contacto está feito, depois do matador de La Puebla del Rio - que dia 5 de Julho toureia no Campo Pequeno com Manzanares - ter ontem manifestado interesse em voltar a Barrancos, onde as festas decorrem em final de Agosto.

Foto Frederico Henriques/@Campo Pequeno



Nuno Casquinha em intensa preparação para os próximos compromissos no Perú e em Portugal




Ainda no Perú, onde continua a fazer brilhante temporada e onde no ano passado se classificou como o primeiro no escalafón, o matador de toiros português Nuno Casquinha continua a sua intensa preparação para os próximos compromissos naquele país e também em Portugal.
Nos dias 7, 8 e 9, Nuno Casquinha esteve em Incuyo (Ayacucho), onde participou nas tentas camperas (fotos de cima) da ganadaria Colorado, tendo-se lidados nos três dias um total de 60 vacas.
No próximo domingo, 24, o toureiro vilafranquense actuará em San Juan (Cajamarca) mano-a-mano com César Bazán "El Yeta" (cartaz da esquerda) e no dia 29 (sexta-feira) em San Pedro de Laraos noutro mano-a-mano com Nicolas Vásquez.
Depois, rumará a Portugal para no dia 8 de Julho participar na tradicional corrida mista do Colete Encarnado em Vila Franca de Xira, onde actua mano-a-mano com uma das estrelas do momento, o espanhol Pepe Moral, frente a toiros Palha, completando o elenco os cavaleiros Luis Rouxinol e Francisco Palha e os Forcados de Vila Franca.
A 2 de Agosto, Nuno Casquinha apresenta-se no Campo Pequeno actuando com António João Ferreira, estando a parte à portuguesa a cargo das cavaleiras Sónia Matias e Ana Batista e dos Forcados das Caldas da Rainha. Lidam-se nessa noite toiros de São Torcato.

Fotos D.R.