sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Corrida de alta competição amanhã em Elvas

João Moura Caetano
Marcos Bastinhas
Duarte Pinto


Amanhã, sábado, todos os caminhos vão dar a Elvas, em cujo Coliseu, a partir das 22 horas, se realiza a tradicional corrida à portuguesa da Feira de São Mateus com um aliciante cartel de alta competição e que reúne três das maiores figuras da nova geração do toureio a cavalo.
João Moura Caetano, detentor de uma das melhores quadras de cavalos da actualidade, tem vindo a triunfar em todas as praças e a consagrar a sua figura através de uma muito própria concepção da arte de tourear a cavalo. Amanhã em Elvas volta a confrontar-se com Marcos Bastinhas, com quem travou aguerrida competição no último sábado em Portalegre; e com o clássico Duarte Pinto.
Marcos Bastinhas, por seu turno, soma por êxitos memoráveis todas as suas presenças em várias praças nesta temporada. Chega à "sua" praça e ao seu público laureado por um apoteótico triunfo em Espanha, na praça de Don Benito (Badajoz), onde saíu em ombros com Pablo Hermoso de Mendoza e Lea Vicens e também pelos seus mais recentes êxitos com que galvanizou os aficionados na Nazaré, em Ponte de Lima e em Portalegre.
Duarte Pinto é um dos mais dignos representantes do toureio "à antiga", sucessor de um grande cavaleiro - seu pai, Emídio Pinto - e detentor de um estilo onde prima a verdade, a emoção e a arte de cravar vencendo o piton esquerdo com ousada temeridade.
Vão lidar-se toiros dos Herdeiros de Rodolfo André Proença, prestigiada ganadaria alentejana e nas pegas estarão os valentes Forcados Amadores de Évora e os Académicos de Elvas.
Motivos não faltam para que amanhã os aficionados acorram ao Coliseu de Elvas!

Fotos Maria Mil-Homens e D.R./@Duarte Pinto


12 de Outubro: Noite de Gala no encerramento da temporada do Campo Pequeno


Foto Emílio de Jesus

Falta só uma semana! Trio da Apoteose em Évora com o maior curro do ano!



Rui Bento em Logroño com Juan del Álamo



Rui Bento, Director de Actividades Tauromáquicas do Campo Pequeno, rumou ontem a Logroño (Espanha) depois da cerimónia de apresentação na praça lisboeta do luxuoso livro comemorativo dos 125 anos da Monumental de Lisboa, para acompanhar o matador que apodera, Juan del Álamo, que esta tarde actua na quinta corrida da Feira de San Mateo ao lado de Joselito Adame e Ginés Marín.
Lidam-se seis toiros cheios de trapio (dois exemplares nas fotos de cima) da ganadaria Zalduendo.

Fotos Chopera Toros/aplausos.es e Ricardo Relvas/Arquivo



Jornal "Olé!" já nas bancas



Tarde apoteótica de Pablo Hermoso ontem em Salamanca



Tarde apoteótica de Pablo Hermoso de Mendoza ontem no encerramento da Feira de Salamanca, cortando as duas orelhas ao seu primeiro toiro e sendo depois silenciado no segundo pelo mau uso do rojão de morte.
Pablo Hermoso - nas fotos de cima, com os cavalos "Berlín" e "Brindis" - saíu em ombros pela porta grande juntamente com os seus alternantes Sérgio Galán (duas orelhas e silêncio) e Lea Vicens (orelha e duas orelhas).
Lidaram-se toiros de excelente nota da ganadaria de Herdeiros de Sánchez y Sánchez e a praça La Glorieta registou uma entrada forte de três quartos.

Fotos Juan Andrés H. Mendoza/Farpas

Empresa de Alcácer apresenta o primeiro dos três Miuras para dia 30



O "Redondito", nº 19, cardeno de capa, é o primeiro toiro da mítica ganadaria espanhola Miura que a empresa Verdadeira Festa apresenta aos aficionados, dos três que no próximo dia 30 serão lidados em Alcácer do Sal num histórico confronto luso-espanhol com a ganadaria Murteira Grave.
Este toiro apresenta todas as características do encaste Miura: grande, com cara, algado de papada, um verdadeiro tio...
Os Miuras e os Graves vão ser lidados em Alcácer pelos cavaleiros João Moura e Luis Rouxinol e o praticante Francisco Núncio e pegados pelos Forcados Amadores de Santarém e Amadores de Montemor.

Foto Florindo Piteira/cortesia Verdadeira Festa


Livro dos 125 anos do Campo Pequeno lançado ontem com pompa e circunstância... mas com a lamentável ausência das grandes figuras do toureio

Dª Maria Teresa de Vasconcellos e Sá Grave, com o
cabo dos Forcados de Tomar, Marco Fernando
Patrícia Sardinha, directora do site naturales.com e
presidente do Grupo Tauromáquico Sector 1, com o
crítico taurino Joaquim Tapada
Os ganaderos Engº Jorge de Carvalho e Dr. João Santos Andrade, os cavaleiros
Luis Rouxinol Jr. e seu pai, Luis Rouxinol e o bandarilheiro Diogo Malafaia, vedor
de toiros da empresa do Campo Pequeno
O cornetim José Henriques deu o toque para o início da cerimónia, no camarote
que noutros tempos era ocupado pela direcção da corrida
Drª Paula Mattamouros Resende, a Dama de Ferro
que recolocou o Campo Pequeno no circuito mundial
dos grandes palcos da Tauromaquia
Rui Oliveira foi a grande alma deste livro e o dinâmico operacional executivo
da obra, produzida em tempo recorde e com um resultado altamente positivo 
Rui Bento, Director da Actividades Tauromáquicas, na
sua curta, mas eloquente, intervenção
Os autores do livro ocuparam a mesa de honra e no final autografaram a obra
a dezenas de aficionados e artistas que ontem mesmo a adquiriram
Manuel Andrade Guerra, coordenador editorial do livro, no uso da palavra
Rui Bento e a Drª Paula Resende, a dupla que recolocou o Campo Pequeno na
rota das grandes figuras do toureio mundial
Cláudia e Elísio Summavielle, antigo Secretário de Estado da Cultura, autor do
prefácio do livro, com Fátima Pinto Bessa
João e Amélia Morais com o Maestro Mário Coelho
Missão cumprida: a administradora do Campo Pequeno,
Drª Paula Mattamouros Resende e seu marido, o jornalista
Rui Oliveira, que foi a alma e o operacional executivo deste
fantástico livro apresentado ontem na praça
Os Forcados não faltaram. Na foto, João Pedro Oliveira (cabo do Grupo de Évora),
Francisco Maria Borges (Grupo de Montemor) e Pedro Coelho dos Reis (cabo do
Grupo do Aposento da Chamusca)
Elementos da equipa do Campo Pequeno com a Dr. Paula Resende 
Maestro Ricardo Chibanga, Francisco Godinho Cabaral, presidente da Real
Tertúlia Tauromáquica D. Miguel I e seu filho e Bruno de Castro. Em baixo, o
momento em que Rui Oliveira apresentava oficialmente a capa do livro


A Administração da Praça de Toiros do Campo Pequeno apresentou ontem ao final da tarde, em cerimónia que decorreu com pompa e circunstância na arena da Monumental de Lisboa, o livro "Campo Pequeno - 125 Anos no Coração de Lisboa", uma das iniciativas em curso em 2017, que marcam as comemorações do 125º aniversário da emblemática praça de toiros lisboeta.
Com a coordenação de Manuel Andrade Guerra (texto) e Francisco Romeiras (fotografia), o livro reúne testemunhos, recolhidos ao longo dos anos, vividos por cada um dos autores convidados.
O livro inclui 11 capítulos, um deles assinado pelo antigo primeiro-ministro de Portugal, Pedro Santana Lopes, enquanto que Elisio Summavielle, antigo Secretário de Estado da Cultura, assina o prefácio.
Os capítulos do livro são "Crónica da Inauguração", na qual é reproduzida a página do "Diário das Notícias" com a crônica da corrida inaugural (18 de Agosto de 1892), "Tradições de Lisboa" (Miguel Alvarenga), "Histórias e Memórias" (Andrade Guerra e Paulo Pereira), "A Evolução do Toiro" (Vasco Lucas), "A Importância dos Forcados" (Joaquim Grave, com um bonito poema de sua Mãe, Dª Teresa Grave), "Manuel dos Santos e o seu legado" (Manuel Jorge dos Santos), "Anos de Ouro" (Andrade Guerra), “Cortesia" (Pedro Santana Lopes)," A Praça-Mãe do Toureio a Cavalo" (Paulo Caetano, também com um notável poema de sua Mãe, Dª Marília Caetano)," Um Projecto Vencedor "(Paulo Pereira) e "Antes e Depois "(Paulo Pereira).
Os textos são ilustrados com documentos das coleções de Antonio Manuel Moraes, Grupo Tauromáquico Sector 1, Museu do Campo Pequeno e fotos de Emílio de Jesus, Francisco Romeiras (autor da grande maioria das fotos), Frederico Henriques, Henrique de Carvalho Dias, Maria João Mil-Homens e Rui Oliveira , com "design" e concepção gráfica de Rita Mendes Rodrigues.
Numa data tão especial, pretendeu-se produzir um livro que perdurasse no tempo e, apesar da clara prevalência da atividade tauromáquica nos seus conteúdos, houve também a preocupação de mostrar que, no momento, o Campo Pequeno, além de ser  primeira praça de toiros do país, mantém e preserva valores indeléveis da cultura portuguesa.
A edição tem 1700 exemplares em português e 300 em inglês e pode ser comprada por 50 euros no Museu do Campo Pequeno e no "El Corte Inglés" (Lisboa e Porto).
A cerimónia de ontem foi aberta com o toque do cornetim José Henriques, seguindo-se as intervenções da Drª Paula Resende, de Rui Bento, de Rui Oliveira (o grande operacional executivo da obra, concebida em apenas três meses) e Manuel Andrade Guerra.
Na mesa de honra sentaram-se todos os autores dos capítulos do livro, à excepção de Pedro Santana Lopes, que por motivos oficiais não pôde estar presente, que no final autografaram durante cerca d ehora e meia os livros de muitos artistas e aficicionados.
Lamentável, a todos os títulos, foi a ausência das grandes figuras do toureio nacional - todas elas convidadas a título pessoal pela administradora do Campo Pequeno...
No que a matadores diz respeito, estiveram ontem na cerimónia de lançamento de um livro que a todos diz respeito os Maestros José Júlio, José Trincheira, Mário Coelho e Ricardo Chibanga e o mais novo dos matadores nacionais, Manuel Dias Gomes. Quanto a cavaleiros, apenas marcaram presença Luis Rouxinol e seu filho Luis Rouxinol Júnior, Marco José e os praticantes Francisco Correia Lopes e António Prates. E mais nenhum. O que é verdadeiramente lamentável. E vergonhoso, mesmo. Mas não é de estranhar. Assim vai a nossa Festarola...
Já no que aos forcados concerne, marcaram presenças a maioria dos cabos e muitos elementos de grande parte dos grupos existentes, o presidente da Associação de Forcados, José Potier e antigas glórias da forcadagem como Nuno Megre, José Jorge PereiraGonçalo Sepúlveda, Nico Mexia de Almeida e outros. Presentes também diversos ganaderos, entre os quais Sebastião Ortigão Costa,  Francisco Romão Tenório, João Andrade (Prudêncio) e o Engº Jorge de Carvalho.
No início da sua intervenção, Manuel Andrade Guerra pediu um respeitoso momento de recolhimento em memória dos forcados Pedro Primo e Fernando Quintella, recentemente falecidos.

Fotos Maria Mil-Homens

Carta ao Campo Pequeno: João Ribeiro Telles responde a Rui Bento


João Ribeiro Telles responde a Rui Bento e à empresa do Campo Pequeno, depois de na recente conferência de imprensa o director de Tauromaquia da praça de toiros de Lisboa ter feito esclarecimentos sobre os factos que terão impedido a contratação do cavaleiro para a temporada lisboeta. Esclarecimentos esses que João Telles considera "acusações muito graves""Carta ao Campo Pequeno", publicada no seu site oficial, é o título do público testemunho de João Telles, segundo a sua óptica, sobre a polémica toda.

Coruche, 18 de setembro de 2017,
Exmos. Senhores,
Acabado de chegar dos Estados Unidos da América, fui confrontado com a indignação de várias pessoas perante as declarações que sobre mim foram proferidas pelo Senhor Rui Bento, Diretor das Actividades Tauromáquicas dessa empresa, em conferência de imprensa que recentemente teve lugar na Praça de Toiros do Campo Pequeno. Depois de tourear na feira da Moita, eu próprio, tive oportunidade de ouvir uma gravação dessas declarações, na qual é possível perceber que fui acusado de pouca correcção, pouca seriedade, falta de respeito pelo público e pela Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno, SA. São acusações muito graves e despropositadas que não pretendo deixar passar em claro, embora não queira alongar-me muito sobre este assunto. Daí dirigir-me a V.Exas, considerando também a forma e o local utilizados para serem proferidas tais acusações.
A fundamentação das acusações estaria sustentada no facto de, segundo o Senhor Rui Bento, já a meio da época, ter chegado a um “princípio de acordo” com o meu apoderado que depois não viria a ser cumprido por mim próprio. As restantes alegações são imperceptíveis, pois não quero crer que, não tendo chegado a acordo no início da temporada com o Senhor Rui Bento, este entenda que eu estaria vinculado às posições assumidas nessa negociação até ao fim dessa mesma temporada. Ou seja, será possível que o Senhor Rui Bento entenda que, tendo ele recusado o cachet que lhe propus no inicio da época, eu ficaria vinculado a manter a mesma proposta até ao momento em que ele achasse por bem aceitá-la?
Por outro lado, será que um suposto “princípio de acordo”, como o próprio Senhor Rui Bento o denomina, justifica as acusações que me fez? A informação de que disponho e que tenho como verdadeira, é que o Senhor Rui Bento foi devida e expressamente informado de que, para as corridas em causa, eu não aceitaria ser contratado pelos valores que havia pedido no início da temporada. Felizmente que tenho a liberdade de, em face de várias circunstâncias e da ponderação de fatores de diversa ordem que o Senhor Rui Bento tão bem conhece, apresentar, em cada momento, as propostas que entendo, tendo em conta o que julgo ser o melhor para minha carreira, ainda que isso implique não tourear no Campo Pequeno.
Mas, eu sou toureiro e o Senhor Rui Bento, para além de outras funções, é Diretor de Actividades Tauromáquicas, pelo que, sem deixar de ter uma opinião que guardo para mim, não devo questionar os critérios de contratação dessa empresa ainda que, na minha opinião meramente pessoal, possam ser, nalguns casos, incompreensíveis. Limito-me a apresentar as propostas que acho, mal ou bem, adequadas e justas, sujeitando-me a que possam não ser aceites.
Sem acusar ninguém de falta de correcção, de seriedade ou de falta de respeito pelo público ou por mim.
O Senhor Rui Bento foi um grande toureiro e sabe o que significa abdicar de tourear no Campo Pequeno numa temporada como esta. Sabe o que isso custa. O Senhor Rui Bento teve um papel fundamental no relançamento desta nova era da Praça de Toiros do Campo Pequeno. Estou certo de que está convicto de que as suas decisões, para além de racionais em termos económicos, espelham a vontade dos aficionados. Só que eu fui ensinado a não prescindir dos meus princípios e dos que tenho vindo a receber por herança familiar. Como o estou a fazer agora, não deixando de escrever esta carta e este esclarecimento, mesmo sabendo que a nova temporada vem já aí.
Tendo em conta que as afirmações em causa foram proferidas em conferência de imprensa e difundidas por diversos meios, reservo-me o direito de divulgar esta carta publicamente.
Com os meus melhores cumprimentos

João Ribeiro Telles

Foto D.R./@João R. Telles

Ontem, 5ª feira: 9.314 leram o "Farpas"


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Missa de 7º dia por Fernando Quintella hoje na Igreja Matriz de Alcochete


Hoje, sexta-feira, pelas 18h30, celebra-se na Igreja Matriz de Alcochete uma missa de 7º dia por alma de Fernando Quintella, que morreu no passado dia 16 vítima de colhida na corrida nocturna da véspera na Moita.
Amanhã, sábado, pelas 19 horas, será rezada outra missa em Lisboa na Igreja de Nossa Senhora da Encarnação (Chiado).

Foto Carlos Silva



quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Livro "Campo Pequeno - 125 Anos no Coração de Lisboa" oficialmente lançado neste momento na Monumental de Lisboa


Eis a capa do livro "Campo Pequeno - 125 Anos no Coração de Lisboa", luxuosa obra com 252 páginas com artigos de várias personalidades e que neste momento é oficialmente apresentado em cerimónia que decorre na arena da praça de toiros.
O livro (50€) pode ser adquirido a partir de hoje no Museu do Campo Pequeno ou no El Corte Inglés de Lisboa ou de Gaia.
Uma obra imperdível na biblioteca de qualquer aficionado.


Feira de Outubro em Vila Franca: reserve já os seus bilhetes



Grande corrida e novilhada na Feira de Zafra: 30 de Setembro e 1 de Outubro



Sábado: todos os caminhos vão dar a Elvas!



12 de Outubro: Noite de Gala encerra temporada dos 125 anos do Campo Pequeno


Foto Emílio de Jesus

Dia 25 nas bancas: edição comemorativa do 40º aniversário da revista "Aplausos"



Jornal "Olé!" já nas bancas



Grupo que gere Monumental de Madrid quer comprar concessão do Campo Pequeno



O grupo suíço Springwater, dono das agências de viagens TopAtlântico e Geostar e que gere a Monumental de Madrid através da marca Nautalia (associado ao empresário francês Simón Casas) já "registou oficialmente o seu interesse" na compra da concessão do Campo Pequeno, anuncia hoje Martin Gruschka, CEO do grupo, em entrevista ao "Jornal de Negócios" (ao lado).
O concurso para compra da concessão do Campo Pequeno deverá ser lançada até ao final deste ano e a Springwater anuncia que vai concorrer. O empresário não revela o valor que o grupo está disposto a pagar, mas adianta que gostaria de ter o Campo Pequeno já no portefólio em 2018.
"Acho que temos um bom porto de partida, porque temos experiência a gerir uma praça de toiros, a maior da Europa. É um ponto de experiência incomum", afirma Martin Gruschka, referindo-se à Monumental de las Ventas, que está adjudicada à Springwater e é gerida através da Nautalia em sociedade com Simón Casas.
À semelhança do que sucede em Madrid, adianta o "Jornal de Negócios", a estratégia do grupo suíço para o Campo Pequeno passa pela organização de eventos, tornando-o num atractivo para os turistas, nunca deixando de realizar corridas de toiros, obviamente. Na operação estão incluídos a arena, a zona comercial e o parque de estacionamento.
A Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno, anteriormente detidas pelas famílias Borges e Goes Ferreira, que em 2000 iniciaram todo o projecto de reabilitação da praça de toiros, reinaugurada em 2006, entrou em insolvência em 2014. Em Junho de 2016, recorda o jornal, a Drª Paula Resende, que dois anos antes assumiu a função de administradora judicial da empresa, contava ao "Jornal de Negócios" ter recebido diferentes manifestações de interesse estrangeiro para a aquisição da concessão do Campo Pequeno (propriedade da Casa Pia), vindos sobretudo de França e de Espanha.
Paula Resende passou de uma administradora judicial a uma empreendedora e entusiasta defensora da arte tauromáquica e da cultura portuguesa e em apenas três anos, em parceria com Rui Bento, director de Tauromaquia da empresa, recolocou a praça do Campo Pequeno na rota das grandes figuras mundiais do toureio, devolvendo-lhe o carisma internacional de outros tempos.
O grupo Springwater entrou em Portugal em 2014 depois do colapso do Grupo Espírito Santo, ganhando a compra da Espírito Santo Viagens, detentora da TopAtlântico e em Outubro de 2015 comprou a Geostar à Sonae.

Foto D.R.