Com o aprazível salão do Clube Náutico Alfoz replecto de bons aficionados e muitos amigos dos dois homenageados, foi um êxito o Jantar dos 100 Anos que ontem se realizou em Alcochete - e de que aqui publicaremos várias reportagens durante o dia de amanhã e também na segunda-feira.
Celebrou-se o 50º aniversário da estreia e da saída em ombros de João Moura da Monumental de Madrid e celebrou-se também o 50º aniversário da estreia como jornalista de Miguel Alvarenga na equipa fundadora do semanário "O Diabo".
Hugo Teixeira foi o orador que viajou, num emotivo recordar das carreiras de duas das maiores referências deste último meio século no mundo da tauromaquia, e depois os filhos de Miguel Alvarenga, Maria Ana e Guilherme, usaram da palavra para, em duas intervenções-surpresa lembrarem a carreira do pai, a sua paixão pelo jornalismo e pela tauromaquia, tendo também ambos dedicado simpáticas e elogiosas palavras ao "tio" João Moura.
Miguel Alvarenga recordou depois, com emoção, a sua trajectória de 50 anos pelo mundo do jornalismo, não esquecendo o capítulo da prisão no Linhó; e João Moura, em breves palavras, carregadas de muita emoção e tantas recordações, agradeceu a presença de todos e o apoio que lhe deram ao longo da sua carreira de glória.
Houve um bom apontamento de Fados, com Manuel da Câmara a cantar as duas letras dedicadas a João Moura, acompanhado na guitarra por Diogo Lucena e na viola por Luis Roquete. Com a particularidade, que poucos conhecem, de Diogo Lucena utilizar a guitarra que pertenceu a Raul Nery, de quem foi o último aluno. A seguir, Miguel Alvarenga cantou o "Embuçado Saneado", um fado com letra de sua autoria e que conta a história da sua ida à Mouraria, depois do 25 de Abril, à procura do Embuçado e do palácio onde se cantava o fado...
Amanhã publicaremos a primeira grande reportagem deste jantar.
Fotos Fernando Clemente
| Momento do emotivo discurso de Maria Ana Alvarenga, na foto com o Guilherme e o Santiago |
| E depois cantou-se o fado! |
