Na foto de cima, de pé, da esquerda para a direita: José Caetano Pestana, Luis Oom, Francisco Farinha, Paulo Pessoa de Carvalho, Hugo Teixeira e Cláudia, Pedro Pinto e Sofia, António Ribeiro Telles e João Moura Júnior. Sentados: Dr. Vasco Lucas, Fatucha Pinto Bessa, Miguel Alvarenga, João Moura e Catarina Ribeiro Telles.
A Festa dos 100 Anos, que celebrou os 50 anos de toureio e do debute triunfal em Madrid de João Moura e os 50 anos de jornalismo de Miguel Alvarenga, reuniu esta sexta-feira no Clube Náutico Alfoz, em Alcochete, a fina-flor da tauromaquia lusitana, muitas figuras importantes do mundo das arenas e muitos amigos dos dois homenageados.
Houve faltas. Houve as (infelizmente) habituais ingratidões que caracterizam (pela negativa) os homens do mundo dos toiros. Mas foi coisa irrelevante. Esteve quem esteve. E quem não esteve, estivesse.
Inadmissível que numa noite de homenagem ao maior cavaleiro dos últimos 50 anos, só tivessem estado ao lado de João Moura dois companheiros: António Ribeiro Telles e Álvarito Bronze. Além, claro, de seus filhos João Moura Jr. e Tomás Moura (o Miguel não esteve). E os outros?...
Toureiros estiveram mais: o antigo matador de toiros e ex-bandarilheiro Paco Duarte, o também recordado bandarilheiro e director de corrida Francisco Farinha. E muitos (e bons) forcados. Bem como os empresários Rui Bento e seu filho Rui Pedro Cordeiro, Bernardo Alexandre, José Luis Zambujeira e João Anão Madureira, bem como Paulo Pessoa de Carvalho, presidente da Associação de Empresários Tauromáquicos (APET) e apoderado de João Moura. E a PróToiro?... Onde estava?... Adiante.
O salão do Clube Náutico Alfoz estava cheio. Na mesa de honra, com Moura e Alvarenga (e sua Mulher), sentaram-se também Fernando Pessoa (o "Senhor Alfoz") e Hugo Teixeira e Pedro Pinto (líder parlamentar do Chega), com suas respectivas Mulheres, Cláudia e Sofia, que não quiseram faltar à festa do seu mestre. Hugo e Pedro iniciaram-se na crítica tauromáquico no jornal "Farpas".
E foi precisamente Hugo Teixeira o primeiro a subir ao palco para traçar, num bonito e emotivo discurso, uma breve panorâmica das trajectórias de João Moura e Miguel Alvarenga - o primeiro na arena, o segundo na escrita.
No final do seu discurso, Hugo Teixeira leu esta mensagem enviada pelo cavaleiro José Luis Cochicho, muito aplaudida pelos presentes:
"Cresci como homem e como toureiro a admirar o toureio do Maestro João Moura e a admirar a escrita de Miguel Alvarenga, dois amigos, duas das maiores referências no mundo da tauromaquia nos últimos 50 anos.
"O facto de estar num casamento neste mesmo dia, impede-me de
vos poder abraçar na noite de hoje, mas considerem-me, e à
minha Família, que vos estima e admira, como se aí estivéssemos,
a vosso lado.
"Obrigado pelas muitas lições que me deram, vendo o João tourear,
lendo o Miguel nas várias tribunas por onde passou. O meu abraço, a minha mais profunda admiração".
Depois, entraram em cena os filhos de Miguel Alvarenga, Maria Ana e Guilherme, bem como o seu neto Santiago (só faltou o filho mais novo, o Gonçalo, impossibilitado de estar presente, com imensa pena, por estar a trabalhar), tendo surpreendido todos - e muito em especial, seu pai - com um discurso lindíssimo e carregado de emoção (que amanhã aqui publicaremos), traçando ambos não só a caminhada profissional do pai, como também a admiração deles (e do pai) pelo "tio" João Moura.
No seu breve discurso, Guilherme (casado há um ano) anunciou que a Filipa está grávida e que vem a caminho outro neto do Miguel!
Seguiu-se um breve momento de fado, em que Manuel da Câmara, acompanhado pelos músicos Diogo Lucena (guitarra) e Luis Roquette (viola), cantou os dois fados do seu vasto repertório dedicados ao Maestro Moura, entrando depois em palco Miguel Alvarenga para cantar a sua nova versão do célebre "Embuçado"... saneado depois do 25 de Abril.
E depois de cantar, falou.
Miguel Alvarenga começou por pedir uma salva de palmas, que todos cumpriram solenemente de pé, em memória de seu pai, em memória dos seus dois "padrinhos de alternativa jornalística", Vera Lagoa e Manuel Maria Múrias, em memória de João Moura (pai) e António Moura e também de Benito Moura, os saudosos pai, tio e irmão de João Moura, três grande pilares dos inícios da sua carreira.
De seguida, o jornalista passou em revista, num também emotivo discurso, algumas partes marcantes da sua carreira, não esquecendo o ano de prisão aos fins-de-semana nos Linhó, e recordou também os primeiros anos do arranque da Revolução Mourista e da caminhada que fez, lado-a-lado, com João Moura, sagrando-se ambos, como referiu Hugo Teixeira, "duas das maiores referências do mundo tauromáquico nos últimos 50 anos".
A noite fechou com a intervenção de João Moura, agradecendo a presença de todos e o carinho que muitos dos presentes lhe dedicaram em 50 anos de carreira.
Tiraram-se fotos, trocaram-se impressões, recordaram-se momentos únicos repartidos com os dois homenageados. E a noite acabou com todos os presentes de pé, dedicando uma grande ovação a João Moura e Miguel Alvarenga.
E venham mais 50 anos!
Foto Fernando Clemente
Mais logo não percam todos as fotos da Festa dos 100 Anos.
