Miguel Alvarenga - O site “Naturales”, de Patrícia Sardinha, publicou ontem uma desenvolvida e bem interessante entrevista ao empresário Ricardo Levesinho - que faz um balanço de vinte anos da actividade da sua empresa Tauroleve, aprofunda com alguns detalhas o incidente de Outubro de 2024 em Vila Franca, que o levou a abandonar a gestão da “Palha Blanco” e anuncia a retirada da actividade empresarial taurina no final deste ano.
Li atentamente a entrevista. Achei muito bem, muito lúcida, muito verdadeira, com a coragem de assumir os erros, mas, tenho que o dizer, a meu ver e apesar de todos os problemas que enfrentou - e que, felizmente, ultrapassou - sem razão para (o que considero uma precipitação) justificar um “corte de coleta”.
Amuar e deixar a gestão da praça "Palha Blanco" só por causa da bronca de uma corrida que foi cancelada... foi uma precipitação e não fez sentido. Anunciar agora o fim da actividade, a retirada, é outra precipitação. E, outra vez, não faz sentido.
Foram muitas mais, muitas mesmo, as coisas boas que marcaram estes vinte anos de “reinado” de um dos melhores - e mais sérios - empresários taurinos dos últimos anos, do que propriamente as “coisas más” (o simples cancelamento de uma corrida… pode ter significado a morte de uma andorinha, mas não foi o fim da Primavera), altos e baixos toda a gente tem ao longo da vida e ao longo da sua actividade, e não são obrigatoriamente motivo para uma pessoa bater com a porta e ir embora.
Eu ficava, Ricardo. Pense melhor.
Altos e baixos todos têm na vida e não são razão para uma pessoa virar as costas e bater com a porta. Até ao final da temporada, Ricardo Levesinho tem muito tempo para pensar, e repensar. Morante também "cortou a coleta" em Outubro e aí está de novo em grande.
Foto M. Alvarenga

