Pelos corredores da nossa tauromaquia, já circulam há uns anos rumores de que Luis Pimenta (irmão da cavaleira Mara Pimenta, já retirada) pode ser “um caso” no toureio a cavalo. Rara intuição, ousadia, risco e arte são os principais atributos que o definem. Na próxima sexta-feira vai receber a alternativa na Monumental de Almeirim, apadrinhado por João Salgueiro, com o testemunho de Marcos Bastinhas. Ou seja, “apertado” entre duas das mais emblemáticas figuras do nosso panorama actual. Depois de Duarte Fernandes, é a segunda vedeta a tomar a alternativa nesta temporada. A poucos dias da grande noite, fomos ouvir a nova estrela.
Entrevista de Miguel Alvarenga
- A poucos dias da sonhada alternativa, qual o estado de espírito, Luis?
- O estado de espírito a poucos dias da minha alternativa é de gratidão, de responsabilidade, tensão e um misto de alegria com euforia. Sinto-me muito feliz por poder concretizar este sonho.
- Sente-se preparado para dar tão importante passo?
- Sim, penso estar preparado, mas a tão pouco tempo desta data acabam por aparecer incertezas na nossa cabeça, creio que seja a responsabilidade, mas tenho treinado o mais que posso e tenho rezado para que seja uma bonita noite de toiros e que, tanto eu como os meus colegas, triunfemos.
- Almeirim é a sua terra e também a praça onde tomou a alternativa sua irmã. Era aqui que sonhava tomar a alternativa?
- Sim, na praça da minha terra acho que faz todo o sentido, seguir também a dinastia que a minha irmã começou aqui, com as pessoas que me viram crescer, e onde me sinto tão acarinhado. É realmente onde sonhava tomar a alternativa.
- Este ano, no festival de Coruche, foi o triunfador e ganhou o direito a actuar na corrida tradicional de 17 de Agosto. Sentiu nesse dia que tinha dado um passo em frente?
- Sim, penso que é uma data bastante importante no calendário taurino e foi para mim um grande passo na minha carreira. Sentimos sempre que ficam coisas por fazer e coisas que podíamos fazer melhor, mas isso creio que faz parte da ambição que levo comigo.
- Os seus inícios foram em Espanha, junto de Leonardo Hernández. Vai continuar a tourear do outro lado da fronteira? Madrid é o próximo sonho?
- Tenho desfrutado do outro lado da fronteira, e foi com o Leonardo Hernández que marquei o meu começo, onde espero continuar a tourear e ser bem recebido. E claro que Madrid também é um sonho. Temos de sonhar com o topo para o alcançar.
- Quais as suas maiores ambições?
- As minhas maiores ambições são conseguir desfrutar do meu tipo de toureio, pisar praças importantes, encher as medidas ao público, e ambiciono chegar um dia a figura do toureio.
- Fale-me da sua quadra de cavalos.
- Sinto que tenho uma quadra completa, uns cavalos mais novos, outros mais confirmados, mas no geral estão todos a cumprir com as suas funções e com as expectativas que tenho neles. Em particular, refiro o meu cavalo “Qué-Bueno”, que é um cavalo do meu ferro que me ilusiona todos os dias e me faz confiar também no meu toureio.
- Qual a cor da casaca para a tarde da alternativa? E a quem vai brindar a sua primeira lide como cavaleiro profissional?
- A minha casaca é cor sangue de touro e ouro, e o brinde gostava de guardar para mim para o dia da minha alternativa. Acho que revelar já todas as minhas ambições para esse dia podem tirar a importância do momento.
- Já demonstrou que não vai ser só mais um. Quais as grande metas que pretende alcançar?
- Eu espero e ambiciono bastante não ser mais um, as grandes metas são os grandes palcos e que especialmente seja sempre fiel ao meu toureio e aos meus valores neste percurso.
- Uma palavra aos aficionados que no próximo dia 18 irão ver a sua alternativa em Almeirim…
- Que venham, que apoiem a Festa Brava, que me apoiem a mim neste momento de tanta importância na minha carreira. Que desfrutem da noite e de toda a sua envolvência. Desejo cumprir com as expectativas do público e faço a promessa de tentar o mais que possa.
Fotos D.R./@Luis Pimenta/Facebook
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| Luis Pimenta com seu pai (à esquerda) e a sua equipa de bandarilheiros e apoderados |



