segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Confronto de Ganadarias no domingo em Alcácer


Mais reportagens de Zafra amanhã no "Farpas"



Daqui a pouco vamos mostrar-lhe todas as fotos dos Momentos de Glória de "Juanito" ontem em Zafra - onde cortou um rabo e três orelhas.

Mas Zafra continua aqui no "Farpas" amanhã - com as fotos dos melhores momentos dos matadores Sebastián Castella e Alejandro Talavante também na corrida de domingo; e com as sequências das três grandes pegas dos forcados do Aposento da Moita (José Maria Duque à terceira, Rafael Silva à terceira e João Freitas à primeira) na corrida de rejoneio de sábado, aos toiros de Maria Guiomar Cortes de Moura (uma das pegas na foto de cima).

Amanhã, também, não perca também todas as fotos dos Famosos ontem em Zafra na corrida da grande apoteose de "Juanito".

Foto Maria Rosa

Sábado à tarde: todos os caminhos vão dar à Chamusca!

Zafra e a tarde em que "Juanito" podia ter mudado o rumo à Festa em Portugal




Se aos empresários que "mandam nisto" não fosse indiferente, como foi certamente, a tarde "bombástica" de "Juanito" este domingo em Zafra, acredito que a Festa pudesse ontem ter mudado em Portugal. Mas infelizmente vai tudo ficar como estava. Se isto fosse um país taurino a sério, depois do "estrondo" de "Juanito" ontem em Zafra, já os empresários nacionais se tinham fartado de ligar ao apoderado Joaquín Domínguez para negociar a contratação do toureiro para a próxima temporada. Se isto fosse um país taurino a sério e se os empresários de hoje tivessem a visão e o sentido, e a afición, que tinham os antigos, a esta hora já estavam a anunciar as corridas em que "Juanito" participaria em 2025, tão capaz que ele está de dar mesmo uma volta a sério a isto tudo. Mas, infelizmente, só um empresário (o da diferença) contratou estre ano "Juanito" para tourear no seu país. Foi Levesinho e a corrida é já no próximo domingo na "Palha Blanco". É assustadora e deveras preocupante a moleza e a falta de visão que (des)motiva os que "mandam nisto" e os leva a repetir sempre os mesmos cartéis, (des)contentando-se depois com um quarto das bancadas (mal) preenchido, quando, afinal, podiam ter montado um elenco diferente que lhes enchesse a praça. Dado o estado em que isto se encontra, não sei, sinceramente, se terá servido de alguma coisa a "Juanito" a tarde de imensa apoteose que viveu ontem em Zafra. Noutras circunstâncias e num tempo-outro, não duvido de que podia ter mudado de uma vez por todas o rumo ao sempre igual Portugalzinho das Toiradas, que já nem reais são...

Miguel Alvarenga - Sebastián Castella, o perfeccionista francês que ontem substituiu Roca Rey (lesionado num joelho na véspera em Sevilha) e que, assim, pela primeira vez toureou em Zafra, abrira a corrida com uma faena de grande técnica e poderio, perfeita em todos os aspectos, de classe e bom gosto, rematando com uma estocada certeira enorme que levou o presidente da corrida e premiá-lo muito justamente com a atribuição das duas orelhas do excelente toiro, como todos os que viriam a seguir, da ganadaria de Virgen María.

A seguir, Alejandro Talavante, que chegava a Zafra laureado com a glória de uma triunfal saída em ombros dias antes pela Porta do Príncipe em Sevilha, deixara na arena o perfume da sua arte e da sua sabedoria numa faena de muitos quilates que o público, vá lá a perceber-se esta lógica (ou a falta dela), premiou apenas com uma curtinha ovação nos médios por ter estado pesado e demorado a matar. 

Tem pouco, ou nenhum senso, esta realidade da corrida em Espanha: matar ou não matar, eis a questão, toureie-se bem ou mal. Talavante esteve enorme, matou mal, nem a volta à arena o incentivaram a dar. Tremenda injustiça, complicada (e difícil de entender) forma de se valorizar um toureiro no país vizinho. Matar ou não matar, eis a questão...

A seguir veio "Juanito" - o nosso matador. A razão de ser da presença de tantos portugueses ontem em Zafra.

Joelhos em terra. recebeu o toiro com uma "larga afarolada". E depois outra. E outra. E mais outra. E rematou a uma só mão, seguindo-se ainda mais umas pinceladas num variado e muito ousado tércio de capote. A praça veio a baixo. As bancadas pareciam um autêntico manicómio. Tudo aos gritos, tudo a gritar "torero!", um ambiente de verdadeira loucura e apoteose.

Os bandarilheiros espanhóis - com o nosso Pedro Noronha a líder superiormente e a colocar-lhes o toiro em sorte - preencheram um bom tércio de bandarilhas. E "Juanito" brindou a sua faena a Talavante, com quem se volta a encontrar no próximo dia 12 de Outubro em Fregenal de la Sierra na última corrida da sua temporada.

De novo de joelhos em terra, no meio da arena, esperou o toiro, que investiu com alegria para a sua muleta. Uma série de "derechazos", levanta-se e remata com um fabuloso passe de peito. A praça vem outra vez abaixo, toca a banda, "Juanito" mostra todos os seus argumentos num vasto e artístico repertório que vai entusiasmando portugueses e espanhóis. Nas bancadas, gritos de "bien" e muitos "ais" pela forma arriscada com que o toureiro ali joga a vida, como se não houvesse amanhã, sereno, tranquilo, sem mexer os pés, lidando, toureando, embelezando uma obra prima que cá em cima todos aplaudem e todos aclamam.

Uma estocada certeira, inteira, fulminante e a praça volta a explodir em alegria, em contentamento, e nós, os portugueses, numa infindável manifestação de regozijo e orgulho pela obra com que o nosso "Juanito" se acabara de sobrepor aos triunfos de dois dos maiores toureiros da actualidade.

Duas orelhas e o rabo, os máximos troféus, foram o corolário de uma tarde de consagração, de afirmação e de deixar no ar muitas questões pertinentes sobre os porquês da inércia de quem manda, ou pensa mandar, na tauromaquia lusitana. Mas já lá vamos a isso.

Segunda parte, se assim lhe podemos chamar, uma vez que em Espanha as corridas seguem sem intervalo, ainda bem que assim é, sem a pasmaceira e o cortar do ritmo com que as nossas touradas são paradas e começam outra vez depois de todos se terem cumprimentado nos corredores e bebido uns copos nos bares. 

Segundo parte com Castella de novo a tourear como os eleitos, como os deuses, faena bonita, mandona, de domínio total, a evidenciar um toureiro conhecedor, cheio de técnica, totalmente perfeccionista, sem espaventos, sem atitudes tremendistas, sério que nem Manolete, quieto, parado, mandão.

Desta vez matou à segunda e por isso concederam-lhe uma só orelha, a terceira. Injustiça da Fiesta à espanhola, depois de um brilharete que merecia mais. O público, esse, reconheceu mais esta fantástica faena de Sebastián Castella e aclamou o toureiro francês numa muito aplaudida volta ao ruedo.

O quinto toiro entrou na arena com muita pata e começou logo por assustar tudo e todos ao arrancar violentamente as tábuas da trincheira, só por sorte não entrando para dentro - o que poderia ter consequências graves, dada a imensa multidão que se encontrava entre tábuas (e falam de Portugal... aquilo parecia o Chiado em hora de ponta...).

Talavante não se intimidou com a violência do toiro de Virgen María, agarrou-o com pausadas e bonitas "verónicas", disposto a não sair dali a pé e a conquistar as duas orelhas que lhe permitiriam acompanhar Castella e "Juanito" na saída aos ombros (que eles já tinham assegurado, ele é que ainda não).

O tércio de bandarilhas foi bem preenchido pelos seus subalternos - ontem bandarilhou-se bem em Zafra e os tércios de varas, cada vez menos necessários, foram poupados e curtos para que os toiros não acabassem logo ali.

Alejandro Talavante impôs-se, com um bom toiro, arrimou-se, recriou-se e desenhou séries pelos dois lados - que o conclave ovacionou com grande entrega e entusiasmo ao bom labor do famoso matador. Faena variada e bonita, também mandona, uma estocada desta vez certeira, até ao punho - e lá vieram as duas merecidas orelhas que também lhe abriram a porta grande.

Era agora o último toiro e "Juanito" voltava com as ganas de repetir o triunfo estrondoso que alcançara no seu primeiro. Recebeu o sexto outra vez de joelhos em terra, com arrimadas e bonitas "verónicas", que voltou a rematar de pé a uma só mão. Público de novo em alvoroço. Seguiram-se cingidas "chicuelinas" depois da aparatosa queda do picador António Palomo, que a todos assustou mas que não teve, felizmente, qualquer consequências de maior.

O segundo tércio ficou marcado depois por grandes pares de bandarilhas do português Pedro Noronha e outro do bandarilheiro espanhol, agradecendo ambos uma fortíssima ovação desmonterados.

"Juanito" brinda a última faena precisamente a Pedro Noronha, companheiro que tem estado sempre a seu lado, na sua quadrilha, em todos os momentos. Brinde emotivo que os aficionados portugueses, em especial, aplaudiram com sonoras palmas.

O toiro não tinha propriamente a qualidade do seu primeiro, mas "Juanito" está em excelente forma e num momento de força inigualável, dá-lhe a volta, saca-lhe todo o partido, volta a arriscar, valoroso e ousado, com uma entrega profunda. Ouvem-se "olés" na bancada, outra vez suspiros de angústia quando o jovem toureiro mais se arrima e depois repetidos gritos de "bien" e de "torero".

A estocada não é tão fantástica como a primeira, mas o toiro dobra-se e cai, voltando o público a entrar em euforia e a pedir com força as duas orelhas. O presidente concede-lhe só uma, há alguma desilusão estampada no rosto de muitos dos aficionados portugueses que ali acorreram atrás da nova estrela, mas "Juanito" sorri, passeia mais um troféu com a sensação do dever cumprido e de ter dado mais uma tarde de alegria e, sobretudo, de esperança, aos que apoiam o toureio a pé - e a mudança - em terras de Portugal.

Apoteótica saída em ombros dos três matadores pela porta grande, depois de uma muito aplaudida volta à arena. Grande tarde!

E agora, pergunto: o que foi feito da aficion, de visão futura, da justiça e do respeito pelo público que os nossos empresários de hoje parecem não ter como tinham os de antigamente?

Como é possível que "Juanito", no momento em que se encontra, toureie uma só corrida no seu país nesta temporada, e já na recta final, numa das últimas corridas do ano, a do próximo domingo 6 de Outubro em Vila Franca

Como é possível que as nossas empresas, exceptuando a Tauroleve de Ricardo Levesinho, a única que este ano traz "Juanito" a Portugal, dispensem nas duas praças, nas suas feiras, um Toureiro como este, que certamente poderia revolucionar o morno ambiente da pasmaceira que normalmente rodeia as nossas touradas e sem dúvida que poderia dar um importante e decisivo contributo para alterar o rumo desta nossa alegre e muitas vezes patética Festarola?...

Santarém trouxe Roca Rey (esgotou), a Nazaré trouxe Borja Jiménez com o promissor Tomás Bastos (encheu até às bandeiras), a Moita trouxe Emílio de Justo (a substituir Morante) em competição com o nosso "Cuqui" (que brilhou em grande!), a Chamusca trouxe Ferrera e no início da temporada vieram matadores aos festivais de Mourão e de Sobral de Monte Agraço, não esquecendo a Ilha Terceira, onde sempre há corridas mistas ou só de matadores- mas não acham os nossos empresários que "Juanito" faz falta a qualquer destas praças e a qualquer destas competições? Podem-no dispensar com toda essa preocupante falta de visão, em nome da valorização das touradas de cavaleiros e forcados que, salvo raríssimas - raríssimas, mesmo! - excepções, são sempre mais do mesmo, vira o disco e toca a mesma música?...

Mas depois, é muito importante que se diga, há sempre a incerteza do comportamento do estranhíssimo público português. Umas vezes vai à praça, outras fica em casa. Nunca se sabe o que está reservado para o risco corrido pelos empresários. 

Noutros tempos - e eram mesmo outros tempos... -, João Moura esgotava todas as praças em que seu nome se anunciava. Pedrito de Portugal arrastava legiões de aficionados a todas as praças. Será que o cenário voltaria a repetir-se agora com "Juanito"? Não sabemos. Mas, a atestar pela loucura a que assisti ontem em Zafra, não duvido de que, se tem acontecido em Lisboa, poderia mudar-se o rumo da nossa Festa num instante.

Da nossa e da deles - "Juanito" já tinha que estar em feiras como as de Olivença, Badajoz, Sevilha, Madrid e tantas mais. Estava lá ontem o todo-poderoso Simón Casas, que não acredito que tenha ficado indiferente ao "bombazo" do nosso matador.

Resta-nos aguardar pacientemente. Para ver se isto continua tudo como estava. Ou se algum outro empresário, e não apenas Levesinho, sabe marcar a diferença e fazer alguma coisa de novo, e não sempre mais do mesmo, para que a Festa não acabe tão depressa no Reino de Portugal. Que, taurinamente falando, é desde ontem o Reino de João Silva "Juanito".

Fotos M. Alvarenga

Mais logo não perca todas as fotos da tarde de glória de "Juanito"
e também dos melhores momentos de Castella e Talavante 

Canal Extremadura: veja aqui os melhores momentos da Feira de Zafra




Já disponível no Canal Extremadura o programa “Tierra de Toros/Especial” dedicado à edição de 2024 da Feira de San Miguel em Zafra - que ficou marcada por importantes triunfos portugueses: da ganadaria de Maria Guiomar Cortes de Moura e dos forcados do Aposento da Moita no sábado; e de “Juanito”, que ontem ali cortou um rabo (foto de cima).


Com direcção de Juan Bazaga, comentários de Luís Filipe Cochicho, entrevistas de Mitchel Cáceres e vários convidados, foram analisados todos os detalhes desta grande feira. 


Pode ver aqui, através deste link:

https://www.canalextremadura.es/a-la-carta/toros-en-canal-extremadura/videos/especial-taurino-desde-la-feria-de-san-miguel-de-zafra


Fotos M. Alvarenga e D.R./Canal Extremadura



Parabéns a Você! Praça "Palha Blanco" celebra 123 anos de História


A centenária praça de toiros "Palha Blanco", de Vila Franca de Xira, comemora 123 anos de História - foi inaugurada em 1901.

Aproveite o dia desta comemoração e adquira os ingressos para a Feira Taurina de Outubro, bem como presencie a apresentação do grande acontecimento que abre o certame, na noite do próximo sábado, 5 de Outubro (22h00), com o magistral mano-a-mano entre Marco Pérez e Tomás Bastos.


Bilhetes disponíveis através do telefone 300 505 171 e online em www.toirosvilafrancadexira.com (link no perfil).


Outros locais:

Tertúlia "O Estoque", junto ao Mercado Municipal em Vila Franca, a partir de hoje das 16h00 às 20h00

Agência Arena

Quiosque Página Fresca (Pingo Doce)

 Bilheteiras da praça de toiros nos dias dos espectáculos


Palha aumentou expectativa em Coruche para mais um "duelo" com o primo João Telles no próximo domingo em Vila Franca



Triunfo sonoro de Francisco Palha, como já aqui referimos, ontem em Coruche, frente a um toiro de Canas Vigouroux e a outro de Dr. António Silva, galvanizando tudo e todos com a verdade e o risco com que esteve em praça - abrindo a todos o apetite e aumentando a expectativa para a corrida mista do próximo domingo, 6 de Outubro, em Vila Franca de Xira, onde vai competir directamente com o primo João Ribeiro Telles, que ontem também obteve um êxito notável no México, onde actuou na praça de Pachuca.

João Telles deu volta no seu primeiro toiro e foi aplaudido no segundo, perdendo os troféus com o rojão de morte. Lidou dois toiros de Vistahermosa e repartiu cartel com os diestros Fermín Rivera (palmas nos dois) e Luis Gallardo (volta nos dois toiros), que enfrentaram exemplares de Las Huertas e San Marcos, actuando também os Forcados de Pachuca, que tiveram uma tarde complicada.

No próximo domingo em Vila Franca, os primos João Telles e Francisco Palha repartem cartel com os matadores Daniel Luque e "Juanito" (na sua única corrida este ano em Portugal) e com os forcados de Vila Franca e Alcochete, na lide de toiros de Veiga Teixeira e Ribeiro Telles (dois de cada ganadaria) e, a pé, quatro de Nuñez Tarifa.

Foto Maria Mil-Homens


Tudo sobre a tarde apoteótica de "Juanito" ontem em Zafra - daqui a pouco aqui no "Farpas"


Não perca aqui no "Farpas", daqui a pouco, a detalhada e pertinente análise de Miguel Alvarenga e todas as fotos da apoteose com que o matador João Silva "Juanito" virou ontem Zafra do avesso numa tarde de máximo nível e em competição com dois monstros sagrados do toureio actual, Sebastián Castella (que substituiu Roca Rey) e Alejandro Talavante - o toureiro português cortou um rabo e três orelhas e sagrou-se máximo triunfador da última corrida da Feira de San Miguel.

Foto M. Alvarenga

Momentos de aflição em Zafra com a aparatosa queda do picador António Palomo


Momentos de aflição e angústia vividos ontem em Zafra no último toiro da corrida, da ganadaria Virgen María, como os restantes, que derrubou o veterano picador António Palomo, de 56 anos, membro "desde sempre" da quadrilha do nosso "Juanito".

O toiro investiu para o cavalo, recebeu uma primeira vara, mas derrubou a montada com violência, ficando António Palomo por baixo, sendo de imediato socorrido e retirado mesmo antes de levantarem o cavalo.

Felizmente, tudo não passou de um grande susto e nem o picador nem o cavalo sofreram a mínima beliscadura. António Palomo voltou a montar e quando abandonava a arena foi brindado pelo público com uma calorosa ovação.

Fotos M. Alvarenga















Muito cimento à vista ontem em Coruche...



Miguel Alvarenga - Não estive em Coruche ontem, estava em Zafra, mas não era assim muito difícil adivinhar o preocupante resultado de cerca de um quarto de entrada na corrida (bem) montada pela empresa Toiros com Arte, mas que apesar ser bem montada, em recta final de temporada, não trazia nada de novo nem nenhum chamariz de muito interesse para os aficionados.



Não resultou, mas era alta a qualidade do cartel, muito embora igual a muitos, mas bom: Manuel Telles Bastos é o clássico da nova geração de cavaleiros nacionais, um toureiro que dá sempre gosto ver pela sua classe, pelo seu bom gosto, pelo seu tourear à maneira antiga; Francisco Palha é um dos "furacões" do momento e ontem, dizem-me e leio na crónica da Solange, alcançou um triunfo importante em vésperas de outra grande corrida em que vai participar, já no próximo domingo, na vilafranquense "Palha Blanco"; e António Telles filho já não é apenas "o filho de António Telles", está a seguir o seu caminho próprio e com um valor tremendo, já com seguidores fiéis.

Pegavam os forcados de Vila Franca e de Coruche e anunciava-se um desafio ganadero com três toiros de Dr. António Silva e outros três de Canas Vigouroux.

Lembra a Solange - e bem - que Coruche tem uma data, 17 de Agosto, e que todas as outras datas têm que ser cuidadosamente mimadas para atrair público às bancadas. É verdade, sim senhor, mas no ano passado os mesmos empresários mimaram Coruche com a presença de "El Juli", em ano de despedida (lembram-se?) e o público mandou-os dar uma volta ao bilhar grande, não encheu a praça...

Hoje em dia há pouca matéria prima para inventar cartéis e corridas diferentes. Os toureiros são sempre os mesmos e, mais grave que isso, não temos uma única figura de proa, como tivemos Moura e Pedrito no passado, com força de bilheteira para arrastar público às praças.

Hoje monta-se uma corrida como se joga no Totobola ou no Totoloto, ou seja, arriscando sempre algumas noites sem dormir a pensar na incógnita que aí vem...

E depois, com esta agravante: temos um público estranhíssimo. Ricardo Levesinho montou na Moita aquela que podemos considerar a corrida mais interessante, ou pelo menos uma das mais interessante, que se podiam montar, com os dois mais destacados cavaleiros do momento, Moura Jr. e João Telles, e com Duarte Fernandes, a maior novidade da actualidade, na data mais forte da feira, a de quinta-feira - e foi a noite que menos gente teve nas bancadas da praça da Moita na sua feira. Entende-se?...

Enfim, isto aqui é preso por ter cão e preso por o não ter e vai sempre dar tudo ao mesmo...

Coruche não é uma praça dos Telles? Ontem estavam lá dois e um primo - e ninguém os foi ver... Entende-se?

Diz quem lá foi que estiveram os três bem, que Palha foi o mais destacado e que os toiros das duas ganadarias sairam bem; que os forcados de Vila Franca e Coruche cumpriram o seu sempre muito apreciado papel sem problemas de maior, cabendo o maios triunfo aos da casa com três pegas à primeira.

Por Vila Franca pegaram Rodrigo Andrade (à terceira), André Câncio (à terceira também, na sua segunda intervenção a dobrar uma outra de Vasco Carvalho) e o cabo Vasco Pereira à primeira.

Por Coruche foram caras João Formigo, João Mesquita e Frederico Pinto, os três ao primeiro intento.

A corrida foi nem dirigida por Manuel Gama, assessorado pelo médico veterinário José Luis da Cruz.

Os novos empresários Samuel Silva e Jorge Dias têm agora pela frente os meses do defeso para repensar estratégias e emendar alguns erros cometidos. Coruche e a sua Monumental precisam de outra dinâmica.

Fotos Câmara Municipal de Coruche/Facebook

"Juanito" cortou um rabo e Zafra parecia um manicómio!




"Juanito" cortou ontem um rabo (e três orelhas) e a praça de toiros de Zafra virou um autêntico manicómio, em loucura pela entrega, pelo risco, pelo valor e pela raça com que o matador português se debateu com dois dos maiores toureiros do momento, o francês Sebastián Castella (que cortou três orelhas, substituiu o anunciado Roca Rey, lesionado num joelho na véspera em Sevilha) e o espanhol Alejandro Talavante (duas orelhas), com os quais saíu apoteoticamente em ombros.

Foram lidados toiros de nota altíssima da ganadaria Virgen María (cortaram-se oito orelhas e um rabo!), destacando-se sobretudo o segundo e o terceiro, tendo o ganadero dado volta à arena com "Juanito" no terceiro (foto de cima).

Tarde de triunfo, também, para o bandarilheiro português Pedro Noronha (a quem "Juanito" brindou a segunda faena), muito bem a lidar e magistral a bandarilhar, sendo aplaudido de montera na mão, assim como o seu companheiro espanhol, no sexto toiro).

Mais logo, não perca a detalhada análise de Miguel Alvarenga, que assistiu ontem à corrida em Zafra (três quartos fortes de entrada, apenas com clareiras no sol) e aqui deixa pertinentes questões - como, por exemplo, "como pode um país dispensar das suas praças e dos seus cartéis um toureiro que atravessa um momento como este que 'Juanito' mostrou ontem estar a viver? É possível que Portugal deixe um toureiro como este de fora das suas praças?...".

"Juanito" toureia a sua única corrida desta temporada no seu país no próximo domingo, dia 6 de Outubro, em Vila Franca, num super-cartel com o matador espanhol Daniel Luque, os cavaleiro João Telles e Francisco Palha e os forcados de Vila Franca e de Alcochete - e se neste país houvesse aficionados a sério, a esta hora, a praça já tinha que estar esgotada!

Fotos M. Alvarenga

Todos em ombros. E, em baixo, Pedro Noronha, que foi também
um dos triunfadores da tarde de ontem em Zafra

Melhor filme: documentário sobre a vida do toureiro Roca Rey premiado no Festival de Cinema de San Sebastián

“Tardes de Solidão”, o filme/documentário de Albert Serra sobre um dia de um toureiro, o matador peruano Andrés Roca Rey (fotos), ganhou o Prémio Feroz Zinemaldia 2024 para o melhor filme em competição na secção oficial do Festival de Cinema San Sebastián.

É um “documentário complexo e visualmente milagroso que legitima a beleza da tourada e questiona a crueldade sádica sobre os animais. É uma obra de arte total sem respostas simples”.


Fotos D.R.





Pozoblanco: Rui Fernandes triunfa na arena em que morreu "Paquirri"

Rui Fernandes, o mais internacional dos toureiros lusitanos, alcançou ontem mais um triunfo importante em Espanha, na Feira de Pozoblanco, província de Córdoba (a praça onde morreu "Paquirri" há 40 anos), ao cortar duas orelhas, uma em cada toiro, saindo aos ombros com Andy Cartagena (ovação no primeiro toiro e duas orelhas no segundo) e Diego Ventura (duas orelhas em cada toiro).

Lidaram-se toiros de Montalvo, bem apresentados e de bom jogo no geral.

Fotos João Silva


Vila Franca: abre hoje a bilheteira oficial para a Feira de Outubro

Abre hoje às 16h00 a bilheteira oficial da empresa Tauroleve para a Feira Taurina de Vila Franca de Xira - na Tertúlia “O Estoque”.

De hoje a 4 de Outubro, próxima sexta-feira, a Tertúlia “O Estoque”, junto ao Mercado Municipal, em Vila Franca, estará aberta das 16h00 às 20h00.


Aproveite a oportunidade de usufruir de 15% de desconto na compra do abono e assista aos três grandes acontecimentos que encerram a temporada portuguesa.


Bilhetes disponíveis também através do telefone 300 505 171 e online em www.toirosvilafrancadexira.com (link no perfil).

Outros Locais:

Agência Arena

Quiosque Página Fresca (Pingo Doce)

Bilheteiras da praça de toiros no dia dos espectáculos




Quase em Vila Franca: Marco Pérez em ombros em Úbeda


A menos de uma semana da sua apresentação em Portugal - já na noite do próximo sábado em Vila Franca - Marco Pérez, o novo fenómeno do toureio espanhol, cortou ontem três orelhas em Úbeda e saíu triunfalmente em ombros.

Lidaram-se novilhos de Nuñez del Cuvillo e o "niño prodígio" do toureio actual repartiu cartel com Martín Morilla (volta à arena no primeiro novilho e ovação no segundo) e Ángel Delgado, que debutou com picadores (ovação no primeiro, uma orelha no segundo).

24 horas antes, também o nosso Tomás Bastos obtivera um êxito monumental em Algemesí, cortando quatro orelhas e um rabo - ambos toureiam na noite do próximo sábado mano-a-mano na "Palha Blanco" em Vila Franca de Xira!

Foto "Mundotoro"