"Uma recente Portaria determina que nos municípios de risco elevado podem realizar-se espetáculos em equipamentos para o efeito com um conjunto de restrições (de lotação e de horário) mas, nos mesmos recintos, fica proibida a realização de espectáculos tauromáquicos. Se isto não é discriminação, então só pode ser engano" - escreve António Prôa, deputado do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa, esta semana na sua habitual e muito apreciada coluna "Back to Basics" no semanário "Nascer do Sol", sob o sugestivo título "Uma tourada no combate à pandemia" - um político que sempre tem defendido a arte tauromáquica sem complexos e que é presença assídua nas nossas praças.
"Se os espectáculos culturais não estão (e bem) proibidos, então, uma corrida de touros – actividade cultural reconhecida e classificada como tal por lei – não pode ser discriminada. Poder-se-ia pensar que a restrição se prende com condições insuficientes em praças de touros mais antigas e rudimentares. Mas não. É mesmo perseguição. De outro modo não se compreenderia que, por exemplo, na Praça de Touros do Campo Pequeno se continuem a realizar espetáculos musicais, mas que as corridas de touros estejam proibidas", acrescenta António Prôa.
"Se no que respeita à tauromaquia existe preconceito, em relação à cultura verifica-se instabilidade e incerteza permanentes. Avanços e recuos, medidas mal definidas e desadequadas que têm provocado a angústia dos promotores culturais e dos artistas" - escreve ainda o político social-democrata", escreve ainda o político social-democrata.
Foto "Nascer do Sol"
