Miguel Alvarenga - Não tenho, há muito tempo, a mínima paciência para ver televisão. E ainda por cima deixaram de transmitir touradas. Raramente vejo. O canal RTP Memória ainda é o único que consigo suportar, ou então os de desenhos animados e os de filmes. Canais de notícias… nem vê-los!
Primeiro, são tendenciosos, dizem todos a mesma coisa, não têm o mínimo de interesse. E depois, antigamente não se passava nada assim, agora dão uma notícia, seja do que for, nem que seja a simples notícia de que o Trump deu um arroto, a notícia dão-na em meio minuto e depois… estamos uma hora com quatro ou cinco tipos que presumem ser comentadores e pensam que sabem do assunto, a opinar sobre o arroto do Trump.
Não há a mínima pachorra para estes “comentadores” que antigamente eram, se calhar, contínuos, lavavam pratos ou serviam cafés e, de repente, tornaram-se “intelegentíssimos” e opinam sobre tudo, convencidos de que estão a dizer coisas fantásticas.
As televisões nacionais não interessam a ninguém. Há uns ou outros comentadores (verdadeiros) que se podem ouvir. O Nuno Rogeiro, o Milhazes, o Rui Cardoso, aquele advogado que foi Bastonário da Ordem, Rogério Alves (acho que é assim que se chama), o resto, irra! E os militares que comentam as guerras, esses, em alguns casos, sabem o que dizem. De resto, os meninos e meninas armados em sapientes comentadores, se lhes dessem com um gato nas trombas era uma maravilha!
Não se pode mesmo abrir a televisão. Além de que hoje em dia é preciso tirar um curso e fazer um mestrado para conseguir abrir um televisor, aparecem muitos quadradinhos, carrega-se num comando, depois no outro, chiça, penico, chapéu de côco! O progresso atrasou e complicou mesmo tudo. O que era fácil e era bom antigamente, hoje é uma complicação e é mau, estraga-se mais depressa.
Que saudades que eu tenho de escrever na máquina de escrever e de abrir a televisão a preto e branco carregando apenas e só num botãozinho…
Cartoon D.R.

