Catarina Bexiga ("Falar de Toiros"/Facebook), Solange Pinto (site "Touro e Ouro") e Patrícia Sardinha (directora do site "Naturales") "viram todas a mesma corrida" no domingo em Salvaterra e são as três unânimes em distinguir Luis Rouxinol Júnior como o grande triunfador da tarde.
Catarina Bexiga escreveu na sua página "Falar de Toiros" na rede social Facebook:
"Luís Rouxinol teve uma tarde consistente, com muita disposição e determinação. Com o toiro de Lima Cabral – para mim o melhor da tarde – com mobilidade e transmissão, mas que não foi premiado como tal, montado no “Picasso”, começou por apontar um segundo comprido poderosíssimo, para depois construir uma actuação sólida e sempre a mais, com destaque para os dois últimos curtos. Com o toiro de Fernando Palha, Rouxinol Jr. começou com uma gaiola, e a mesma atitude que teve com o primeiro manteve-a no segundo do seu lote. O toiro cumpriu, mas partia para o cavaleiro a passo e sem fijeza, todavia, montado no “Jamaica”, Rouxinol jr. esteve inteligente, esperando pelo toiro e criando burburinho".
Sob o título "Tarde redonda de Rouxinol Jr. na Corrida do Tomate em Salvaterra", também o site "Naturales" de Patrícia Sardinha consagra o cavaleiro de Pegões como máximo triunfador da tarde, destacando:
"Luís Rouxinol Jr. teve em Salvaterra uma tarde redonda. Poderoso e firme com o de Lima Cabral, voltou a destacar-se com o de Fernando Palha, montado no Jamaica, e que lhe proporcionou ferros de grande nível".
Por seu turno, Solange Pinto refere também Rouxinol Jr. como o grande triunfador da corrida de domingo em Salvaterra, num crónica intitulada: "Rouxinol Jr. teve mãos para trator de alta cilindrada".
"O exemplar de Lima Cabral, castanho chorreado de capa, era cornalão e embora consideravelmente mais curto tinha mobilidade e som na investida. Era como um Fendt: compacto, moderno, de transmissão fluída e resposta imediata ao comando. Teve mérito Luís Rouxinol Jr. na forma como se acoplou com o toiro, iniciando com um comprido de bastante qualidade, lidando com a mesma montada durante toda a sua estadia no ruedo. Embora passando em falso antes da primeira bandarilha da série, tal vontade teve de armar o braço, desenhou uma das melhores lides que lhe observei nas duas últimas temporadas. Foi soberbo na forma de preparar as sortes, sem qualquer auxílio dos seus peões de brega, encarando o animal de qualidade superior que teve por diante, sem enganos, citando de frente, cravando en su sítio, cinco curtas de excelente nota" - escreve Solange Pinto sobre a primeira lide do cavaleiro.
E sobre a segunda, ao toiro de Fernando Palha vencedor do prémio de bravura:
"O ensabanado com ferro de Fernando Palha, foi recebido com um comprido em sorte de gaiola, sendo notória a vontade de triunfo. Tinha a fiabilidade e desenvoltura de um John Deere em plena campanha agrícola: motor constante, andamento vivo e capacidade de nunca quebrar o ritmo. Brega extraordinária, sortes bem conseguidas e realizadas de forma templada motivam uma clara vontade de o rever em breve. Quando assim é, a tauromaquia ganha! Foi tudo perfeito? Não. Nem é isso que se exige. Exige-se qualidade e essa existiu. Uma passagem em falso não é carimbo de lide negativa como um ferro de qualidade nunca poderá ser carimbo de lide positiva. Que o Luís, esta tarde perceba, que os excessos e enganos na vida nem sempre nos encaminham ao sucesso. Hoje não os cometeu e venceu, com larga margem!".
Fotos Pedro Batalha


