Não queremos deixar de partilhar com os nossos leitores o emotivo e bonito discurso com que Maria Ana Alvarenga homenageou o Pai, em nome dos três irmãos (Guilherme presente, Gonçalo ausente por motivos profissionais), também na presença de seu filho Santiago (fotos), neto (adorado) de Miguel Alvarenga, no Jantar dos 100 Anos que se realizou na sexta-feira no Clube Náutico Alfoz, em Alcochete - onde se rendeu tributo aos 50 anos da estreia inesquecível do "tio" João Moura em Madrid e aos 50 anos da estreia como jornalista de Miguel Alvarenga na equipa de Vera Lagoa em em 1976 fundou o jornal "O Diabo":
"Boa noite a todos!
"Estamos aqui hoje por um motivo extraordinário, daqueles que nos enchem o coração de orgulho: celebrar os 50 anos de duas figuras incontornáveis do meio taurino. Muitos parabéns, tio João Moura, e muitos parabéns, pai! Hoje, o meu abraço é ainda mais especial, pois venho celebrar, com muito orgulho, os 50 anos de dedicação e jornalismo do meu pai.
"Meio século de carreira é uma vida inteira dedicada a uma das paixões mais bonitas e intensas do nosso país: a vertente taurina. O meu pai começou a escrever as suas crónicas quando as redações ainda ecoavam com o barulho das máquinas de escrever. E foi dessa mesma irreverência e paixão que, mais tarde, nasceu o grande projeto da vida dele: o jornal 'Farpas', um pioneiro que se tornou a alma e a voz das gentes destas lides.
"O mundo mudou imenso, mas a verdade com que ele assina cada texto e o amor puro que tem pelo fotojornalismo continuam exactamente os mesmos. O olhar dele, sempre atento atrás da objectiva, sabe captar o instante, o drama e a beleza de uma corrida como ninguém.
"Para os aficionados e para o público, o meu pai é a voz de referência, o cronista que sabe ler a arte, a coragem e a emoção. Mas para nós, em casa, ele é simplesmente o meu pai: um homem generoso, de sorriso fácil e com uma capacidade única de contar histórias que nos fazem viajar sem sair do sítio.
"Crescer ao lado dele foi aprender a viver a vida com a mesma entrega de quem está na arena. O meu pai ensinou-nos a ter respeito pela tradição, a olhar para o mundo com sensibilidade e a pôr o coração em tudo o que fazemos. Ver a alegria e o carinho com que ele vive esta profissão é a nossa maior inspiração.
"Estes 50 anos não são apenas uma meta profissional; são a celebração de uma vida bonita, dedicada à arte que ele tanto ama e partilha com as pessoas de que mais gosta.
"Por isso, de copo na mão, peço a todos um brinde muito especial. Ao profissional brilhante, ao homem de causas e ao pai maravilhoso que ele é.
"Parabéns ao meu pai por esta bonita faena de 50 anos! Que venham muitos mais capítulos de sucesso. Saúde!".
Maria Ana Alvarenga
Fotos Fernando Clemente
