quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Momentos e sentimentos: a temporada da diferença de João Salgueiro da Costa

João Salgueiro da Costa foi um dos cavaleiros que marcou este ano de 2025. No passado domingo, em Évora, protagonizou um fim da sua campanha na tónica daquilo que foi uma grande temporada.

Diferente, a marcar com actuações de toureio de outros tempos um ano de afirmação como figura do toureio.

Utilizou numa época de grandes emoções 11 cavalos diferentes, algo inédito para os cavaleiros portugueses.

Pisando terrenos de verdade, os cavalos sentem o peso da proximidade do toiro, sem enganos bruscos e, vendo o toiro "entrar por eles adentro", têm também eles que ser valentes e dar o seu melhor. E, como toureiros que são, também têm os seus dias. Por isso, nem sempre se juntam as sinergias.

Mas este toureiro não é de repetição - é de momentos e sentimentos. Por isso mesmo, por vezes, no melhor pano cai a nódoa. Mas isso é o toureio. A bronca e o petardo, tal como o êxito e a glória, andam lado-a-lado.

E depois de uma noite menos brilhante em Vila Franca, Salgueiro da Costa voltou aos grandes momentos no domingo em Évora

Foto João Machado

Manuel dos Santos "Becas" em grande forma para o Festival dos Bandarilheiros no domingo em Alenquer

Promissor novilheiro no seu tempo, hoje um dos mais categorizados bandarilheiros nacionais, Manuel dos Santos "Becas" é, no que toca às lides a pé, o cabeça de cartaz do Festival dos Bandarilheiros - que no próximo domingo 2 de Novembro se realiza em Alenquer, a favor dos Bombeiros Voluntários da vila ribatejana e onde se vai homenagear o veterano João José, que este ano comemorou 50 anos de alternativa.

Neste video, Manuel dos Santos "Becas" fala-nos das suas expectativas e mostra a excelente forma em que se encontra com imagens da faena que ontem realizou em Vila Viçosa no tentadero do ganadeiro José Luis Cochicho - arte e bom gosto.  

No domingo em Alenquer, Manuel dos Santos "Becas" reparte cartel com os também espadas, bandarilheiros e todos eles antigos novilheiros, Fábio Machado, Ricardo Pedro e Pedro Paulino "China". A cavalo toureiam João Pedro "Juca" e João Bretes. E as pegas serão feitas por um grupo de Forcados Amigos dos Bandarilheiros, sob o comando de Nuno Gonçalves.

Lidam-se seis novilhos gentilmente oferecidos pelos ganadarias Branco NúncioDr. António SilvaJoão RamalhoSão TorcatoEngº Luis RochaAscensão Vaz e Canas Vigouroux.

Video D.R.

Futuras estrelas do toureio a pé no encerramento do Curso de 2025 da Escola de Toureio de Badajoz

Os jovens diestros portugueses António Gaião Grilo "Toninho", João "Belmonte", Conde Belo e João Mexia participam no próximo dia 9 de Novembro em Villanueva del Fresno na Aula Prática/Novilhada de encerramento do Curso de 2025 da Escola de Toureio de Badajoz.

Lidam-se oito novilhos das ganadarias Zalduendo e Álvaro Verdugo.

Foto D.R.

Estrelas do Festival dos Bandarilheiros treinaram ontem na ganadaria de Cochicho

Manuel dos Santos "Becas", Fábio Machado, Ricardo Pedro e Pedro Paulino "China", os quatro espadas que no próximo domingo toureiam em Alenquer no Festival dos Bandarilheiros, participaram ontem num tentadero em Vila Viçosa, na herdade do ganadeiro José Luis Cochicho.

Frente a reses de nota alta, os quatro consagrados bandarilheiros, todos eles antigos e promissores novilheiros, demonstraram estar em grande forma para o festival de domingo.

Foto Diogo dos Santos

Jantar na 6ª feira: Tertúlia T. Sobralense comemora 28º aniversário e distingue Rui Salvador e João Moura Jr.

A Tertúlia Tauromáquica Sobralense, dinâmica instituição de aficionados de Sobral de Monte Agraço, comemora o seu 28º aniversário com um jantar na sua sede na próxima sexta-feira 31 de Outubro, já depois de amanhã.

Durante o jantar, serão galardoados os cavaleiros Rui Salvador e João Moura Júnior (fotos de cima), distinguidos pela Tertúlia Sobralense como triunfadores da temporada de 2024 na praça de Sobral de Monte Agraço.

Fotos M. Alvarenga

Empresa de Évora faz balanço e promete "mais e melhor" em 2026

A empresa NEPE (António Alfacinha e Carlos Ferreira), gestora da Arena D'Évora, fez nas redes sociais um breve balanço da sua triunfal temporada, encerrada no último domingo com a corrida de despedida do cavaleiro Marco José, e deixou a promessa de "mais e melhor" para 2026.

"Fechamos a época 2025 no passado dia 26 de Outubro, uma tarde de entrega e emoções fortes, com um público entusiasta e apaixonado!

"Ao todo foram 6 espectáculos (5 corridas de toiros e o já habitual concurso de cernelhas) em que tentamos dar o melhor e não defraudar as expectativas daqueles que compareceram durante esta sensacional Temporada.


"Agradecemos a entrega e paixão, de todos os intervenientes que se dispuseram a estar presentes nesta carismática Catedral do Forcado!


"Ao público aficionado que correspondeu à nossa chamada e marcou presença nestes 6 espectáculos, o nosso Muito Obrigado!


"Mais e melhor é o que nos propomos para a época 2026, sem paragens e a preparar o futuro - é nisso que já estamos a trabalhar!


"Até lá, saudações taurinas!".


A empresa N.E.P.E.


Ontem, 3ª feira: 10.457 leram o "Farpas"!

 

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terça-feira, 28 de outubro de 2025

Marque já o seu lugar para a V Gala da Tauromaquia



Juanito "arruma as botas": crónica de um fim anunciado

Miguel Alvarenga - O dia amanheceu com o triste - mas não inesperado de todo - anúncio de Juanito, feito ontem ao cair da noite através de um curto comunicado ilustrado por uma foto de glória (dando uma volta à arena), que reproduzimos em baixo, de que se retira "indefinidamente" das arenas.

"Retiro-me indefinidamente do que até agora foi a minha vida, e ao que dediquei o meu sangue, suor e cada lágrima, o toureio! Obrigado a todos! Levarei-vos sempre no meu coração" - comunicou o toureiro.

"Indefinidamente" significa "sem limite de tempo ou espaço, de forma imprecisa, indeterminada ou interminável". Pode ser usado para descrever "um período de tempo que não tem um fim conhecido" - o que significa que não se trata de uma retirada definitiva. Pode voltar. Deve voltar.

E não se trata de uma decisão completamente inesperada, como referimos em cima. Era previsível que acontecesse, depois da temporada atípica e praticamente invisível que Juanito (não) protagonizou em 2025. 

Participou (sem o sucesso desejado) em Espanha na Copa Chenel e não integrou mais nenhum cartel desde que se separou do apoderado espanhol Joaquín Domínguez, em cujas praças da Extremadura baseava a sua actividade anual. Em Portugal, frustradas que ficaram as uniões de apoderamento a Vitor Mendes, depois a Rui Bento e a seguir a António Nunes, toureou uma única corrida em Monforte, onde realizou uma faena memorável de arte e poderio com um toiro de verdade, mas que não foi, de modo algum, suficiente para dar continuidade ou trazer um novo fôlego a uma carreira que já estava adormecida.

Juanito terminara a temporada de 2024 com um triunfo inesquecível em Zafra, onde cortou um rabo - que fazia antever uma campanha forte e ambiciosa na presente temporada. Mas, quando menos se esperava, saíu do barco Joaquim Domínguez, o apoderado espanhol que estava a seu lado praticamente desde a primeira hora. Depois foi anunciada nova união, desta vez ao apoderado português António Nunes, mas a relação não chegou sequer a sair para a estrada.

Juanito foi quase um Pedrito numa escala menor e num contexto completamente diferente. Não teve tudo, mas teve quase tudo, para ser a grande figura de Portugal. Mas houve demasiados erros de percurso que lhe foram travando a caminhada. A precipitada apresentação em Madrid, a primeira praça do mundo, quando estava ainda pouco preparado e nada rodado para pisar essa mítica arena, foi o princípio do fim. A gota de água que, logo ao primeiro golo, fez transbordar o copo.

A seguir, as constantes polémicas com o fim dos apoderamentos (com Mendes, com Bento e depois com Domínguez e com Nunes), vieram trazer uma imagem de alguma inconstância e pouca firmeza. 

Juanito é um belíssimo toureiro. Faltou-lhe um rumo mais firme e mais convincente numa trajectória que foi demasiado acidentada por episódios que a prejudicaram.

Há praticamente um ano, quando foi anunciado o apoderamento de Juanito por António Nunes (uma união que não chegou a arrancar sequer...), o toureiro deu uma entrevista ao "Farpas" no selecto cenário do Hotel Ritz em Lisboa (foto de cima), onde afirmava:

"Estou a caminhar para que as pessoas se emocionem. O que eu sempre quis foi que as pessoas se emocionassem comigo. Tenho a ambição de que ninguém seja melhor que eu! Tenho a ambição de sonhar com a faena perfeita, demonstrar isso em Espanha e triunfar com força. E demonstrá-lo também em Portugal, com a ambição de que o meu toureio evolua e as pessoas poderem ver também a versão mais artística de mim".

Mas depois, nada disso se concretizou... E poucas semanas após esta entrevista, Nunes anunciava o fim da relação com Juanito, agastado, como na altura confessou, com alegadas interferências permanentes do pai do matador no desempenho das suas funções de apoderado.

A retirada de Juanito, ainda que por tempo indefinido, traduz alguma compreensível amargura e desilusão do toureiro - mas, sobretudo, retrata o estado em que se encontra o toureio a pé no nosso país. Há valores - e Juanito era, é, um deles -, mas não há vontade (e há pouca aficion) por parte da maioria dos empresários (salvo raras e honrosas excepções) em promover a antiga fórmula da corrida mista. Contam-se pelos dedos das mãos as que se realizaram este ano.

Resumindo: não me admirou absolutamente nada a decisão de Juanito. Foi, apenas e só, a crónica de um fim anunciado.

O que me admira é existirem mais meia dúzia (nem tanto) de matadores portugueses que persistem, insistem e ainda cá andam, certamente com a mesma amargura e a mesma desilusão - e, sobretudo, a triste convicção de que não estão aqui a fazer nada, porque ninguém lhes dá o valor que verdadeiramente têm.

Uma última palavra de apoio, admiração e incentivo ao toureiro: quantas vezes, também, me apeteceu ir embora, acabar de vez com esta missão (que já tem quase 50 anos, cumpro-os em 2026!) ao serviço da tauromaquia e dedicar-me a outros jornalismos bem mais interessantes? Tantas! E depois continuo. 

Entendo a difícil decisão de Juanito de "arrumar as botas". Mas espero, acho que esperamos todos, que seja mesmo por tempo indeterminado. E que volte depressa. Porque nos deu tantos momentos de alegria. Porque é um toureiro bom, demasiado bom, para fechar a porta assim de repente.

Proponho: um mano-a-mano com Morante na Nazaré. Ou mesmo em Lisboa, se os parceiros tiverem visão para o fazer. Dois regressos, uma noite para a História! Alguém tem dúvidas de que esgotava a lotação com meses de antecedência? 

Esta temporada foi óptima, teve imensas praças cheias e esgotadas. Mais para a frente, farei o meu balanço, a minha retrospectiva. Mas foi demasiado igual às outras, salvo excepções levadas a cabo por empresários mais aguerridos e mais visionários, que apresentaram motivos diferentes para chamar público às suas praças. 

Este mano-a-mano seria um desses motivos. Fica a proposta.

Moral para cima, Juanito!

Fotos M. Alvarenga

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Ontem, 2ª feira: 12.390 leram o "Farpas"!

 

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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Credo! Vêm aí drones carregadinhos de bombas!

Mudou a hora. Mas não foi só isso que mudou. Muitas mais coisas vão mudar...

Todos aos abrigos antinucleares! Vêm aí drones carregadinhos de bombas e pode tudo modificar-se de um momento para o outro!...

mudanças, há negócios rodeados de grande secretismo e alguns até fora de portas, isto é, além-fronteiras. Mas ele sabe tudo!

Num dos próximos dias desta semana - pode ser amanhã, pode ser depois de amanhã... - Miguel Alvarenga vem aqui contar as histórias que só ele sabe!

Preparem-se!

Fotos D.R.


Próximo domingo: Festival dos Bandarilheiros em Alenquer

Lição magistral de Paco Ojeda no tentadero de Bohórquez no encerramento da Bienal Internacional de Tauromaquia

A VI Bienal Internacional de Tauromaquia, que pela primeira vez não se realizou na sua sede tradicional, em Ronda, tendo tido lugar este fim-de-semana no Alcazár de Jerez de la Frontera, como aqui fomos noticiando nos últimos dias, teve o seu epílogo ontem com um fantástico tentadero público na finca Fuente Rey, propriedade do ganadero Fermín Bohórquez, onde foram tentados vários erales de extraordinária bravura.

O momento alto foi protagonizado pelo Maestro Paco Ojeda (fotos de cima e em baixo), o último grande revolucionário do toureio, que a todos proporcionou uma autêntica lição magistral frente a duas vacas, com a sua inconfundível personalidade, domínio e profundidade artística.

No tentadero também participaram os matadores Daniel Crespo, José Ruiz Muñoz, Miguel Andrades e o novilheiro com picadores Ignacio Candelas, completando uma jornada de grande nível artístico e técnico.

Participaram este fim-de-semana em Jerez de la Frontera na VI Bienal Internacional de Tauromaquia duzentos congressistas provenientes de vários países com tradição taurina, como Espanha, Portugal, França, México e Colômbia.

Entre as várias actividades que marcaram este encontro, teve lugar a entrega dos prestigiados Prémios "Tauromundo", um dos quais, como aqui referimos, distinguiu o Museu Taurino de Alter do Chão e o seu grande impulsionador e fundador Marco Gomes.

Fotos Marco Gomes e Eventos Taurinos Multimedia




México: André Gonçalves e Forcados do Aposento da Chamusca no dia 1 de Janeiro na primeira corrida de 2026

O jovem cavaleiro luso-mexicano André Gonçalves e os forcados do Aposento da Chamusca (fotos de cima) vão actuar no próximo dia 1 de Janeiro em Motul (Yucatán) no México na primeira corrida de toiros do novo ano de 2026.

Lidam-se seis toiros de José Julián Llaguno e o cartel está formado pelo rejoneador espanhol Andy Cartagena, o cavaleiro mexicano Fauro Aloi e o jovem André, que este ano surpreendeu a aficion portuguesa com duas notáveis actuações nas praças de Paio Pires e de Évora. Pegam os Amadores do Aposento da Chamusca, capitaneados por João Saraiva.

Fotos M. Alvarenga

As expectativas de João Pedro "Juca" para o Festival dos Bandarilheiros no domingo em Alenquer

João Pedro "Juca", valoroso bandarilheiro de dinastia, marido da popular cavaleira Sónia Matias, filho do veterano João José Vieira Pedro e irmão do também bandarilheiro e antigo novilheiro Ricardo Pedro, vai tourear a cavalo no próximo domingo 2 de Novembro em Alenquer, no Festival dos Bandarilheiros (a favor dos Bombeiros Voluntários de Alenquer) - onde se homenageia precisamente seu pai, que este ano comemora o 50º aniversário da sua alternativa.

Neste video, João Pedro - que vai competir com o também cavaleiro João Bretes - fala-nos da sua paixão pela arte do toureio a cavalo, apesar de ter sido sempre toureiro a pé, e revela as suas expectativas para a tarde do próximo domingo em Alenquer - onde os toureiros de prata serão as vedetas da tarde.

A pé, toureiam Manuel dos Santos "Becas", Fábio Machado, Ricardo Pedro e Pedro Paulino "China". As pegas estarão a cargo de um grupo de Forcados Amigos dos Bandarilheiros, sob o comando de Nuno Gonçalves.

Lidam-se seis novilhos gentilmente oferecidos pelos ganadarias Branco Núncio, Dr. António Silva, João Ramalho, São Torcato, Engº Luis Rocha, Ascensão Vaz e Canas Vigouroux.

Video D.R.

Real Circolo distinguiu personalidades do mundo tauromáquico nacional

Na passada quarta-feira, dia 22 de Outubro, teve lugar no Grémio Literário, ao Chiado, em Lisboa, a agendada festa da Delegação de Portugal do Real Circolo Francesco II di Borbone, que congregou mais de sete dezenas de ilustres convivas e que teve início na quase bicentenária Biblioteca Alexandre Herculano, com o concerto de piano pelo consagrado e genial compositor e pianista andaluz Joaquín Pareja-Obregón de los Reyes

Sensacional, único e irrepetível, foi este concerto, quase totalmente preenchido por um programa em que as memórias musicais homenagearam os mitos, a história e a alma ibérica. Da ópera, à zarzuela, das seguidillas às sevilhanas, dos pasodobles aos fandanguillos, sem esquecer as salvé rocieras, Joaquín Pareja-Obregón, desmultiplicou-se num virtuosismo peculiar, muitas vezes improvisado, prenhe de duende e arte.

Nesta importante e marcante jornada de celebração e exaltação e louvor dos usos, costumes, identidades e tradições ibéricas, foram homenageados com a Medalha de Honra do Real Circolo - Portugal (foto de cima),  a Academia Portuguesa de Ex-Líbris; o saudoso matador de toiros Manuel dos Santos (a título póstumo, no ano em que se comemora o seu centenário) e o seu filho o instituidor do Museu Manuel dos Santos na Golegã, Manuel Jorge Díez dos Santos; a escritora de tauroculturas e da alma barranquenha Ester Tereno, através do Círculo Taurino Barranquenho; o empresário tauromáquico de Doses de Bravura e matador de toiros Rui Bento Vasques; e, por último, o insígne e virtuoso pianista espanhol Joaquín Pareja-Obregón


Marcaram presença, entre outros, os homenageados, o ganadeiro e antigo cavaleiro tauromáquico José Luis Cochicho, toda a Família Tereno, José Bartissol, representantes do Fundo de Assistência dos Toureiros Portugueses, ganadeiros, empresários e a futura geração do toureio a pé na pessoa do novilheiro António Gaião Grilo “Toninho", na foto de baixo cumprimentando S.A.R. D. Duarte Pio, sobre o olhar atento de Vìtor Escudero.


O evento, como acima se refere, contou com mais de sete dezenas de convivas, a cuja Mesa de Honra presidiram Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte e o Embaixador Luis Prados Covarrubias, Conselheiro Cultural e Científico da Embaixada do Reino de Espanha em Lisboa. Também na Mesa de Honra tiveram lugar o Reverendíssimo Cónego Armando Duarte, Prior das Igrejas do Chiado que celebrou a palavra com a oração da noite e o Presidente do Grémio Literário, Dr. António Pinto Marques, para lá dos próprios distinguidos e homenageados da noite e acompanhantes. 


Fotos Nuno de Albuquerque Gaspar/Real Circolo-Portugal/Facebook 


O jovem novilheiro "Toninho" cumprimentando D. Duarte sob
o olhar atento de Vitor Escudero
Joaquín Pareja-Obregón, Rui Bento e Vitor Escudero

A festa abriu com o concerto de piano de Pareja-Obregón
Rui Bento, Joaquín Pareja Obregon, Drª Ana Cristina e Dr. Manuel
Jorge Díez dos Santos

Digna despedida de Marco José ontem em Évora

José V. ClaroVantagem de ser coberta, a Arena D'Évora registou ontem uma agradável entrada de público a preencher cerca de três quartos da sua lotação, para assistir à última corrida da temporada de luxo na Cidade-Museu, apesar do dia de chuva que marcou este último domingo do mês de Outubro.

Estavam anunciados, a provocar expectativa, pela primeira vez nesta praça, seis toiros da ganadaria Fontembro, de José Lavrador, mas, por razões não explicadas, apenas se lidaram quatro, sendo dois substituídos por exemplares da ganadaria de Jorge Mendes, de Alcácer do Sal, os saídos à arena em segundo e quinto lugares.

A corrida abriu com uma lide de muita maestria de João Moura frente a um toiro de Fontembro de boa nota e com pata. Entre o Maestro Moura e Évora existe há muitos anos e desde sempre uma empatia "mútua", que ontem voltou a brilhar e a recordar tantas tardes inesquecíveis de outros tempos na antiga praça que depois deu lugar a esta moderna (e infelizmente sem barreiras) Arena D'Évora

Moura ainda e sempre em grande a fechar uma temporada marcada por algumas actuações históricas e recordadas intervenções em duas das encerronas de seu filho João, as de Santarém e Portalegre. Na próxima temporada, comemora o 50º aniversário da sua primeira gloriosa saída em ombros pela Porta Grande da Monumental de Madrid (1976) e muitas novidades serão em breve anunciadas.

Marco José toureou o segundo toiro da tarde, da ganadaria de Jorge Mendes, com 485 quilos, naquela que foi a última corrida da sua carreira de trinta anos de alternativa. Sem ter sido uma primeiríssima figura do toureio, o cavaleiro de Leiria, há vinte anos radicado em Évora (praça onde nunca tinha actuado e que elegeu para ser cenário da sua derradeira tarde de toiros), passou pelo mundo da tauromaquia com uma imensa dignidade e, acima de tudo, uma grande paixão, sem nunca defraudar todos aqueles que o admiraram e seguiram ao longo de três décadas.

Ontem, depois de brindar a seu pai, o grande impulsionador da sua carreira, Marco José realizou uma lide de menos a mais, que teve um início algo irregular, mas que acabou em beleza com o célebre cavalo "Girassol", estrela da sua quadra, com ferros de excelente e alta nota. Uma despedida das arenas com toda a dignidade - tal como ficou marcada durante trinta anos a passagem de Marco José por este mundo da tauromaquia, onde, sem ter sido um "primeiro", também nunca foi um "segundo". Adeus, Toureiro!

Consigo, despediu-se também das arenas o seu fiel bandarilheiro Francisco Paulino, a quem Marco José cortou a coleta. Outro toureiro digno e valoroso que quis ontem partilhar com o seu cavaleiro a mesma hora da despedida. 

Seguiram-se Gilberto Filipe, com a raça e o bom toureio de sempre; Manuel Telles Bastos, que não esteve ontem nos seus melhores dias, não dando volta à arena; João Salgueiro da Costa, com o segundo (e bom) toiro de Jorge Mendes, que demonstrou como é possível o petardo e o êxito conviveram lado-a-lado na trajectória de um toureiro de eleição, triunfando nesta última actuação do ano, depois da noite para esquecer em Vila Franca; e ainda António Prates, que fechou a temporada eborense com uma grande e muito aplaudida actuação frente a um toiro sério de Fontembro.

Pegaram os forcados de Montemor e de Évora

Pelos de Montemor, que estiveram superiores, foram forcados de cara Joel Santos (à primeira tentativa), José Maria Cortes Pena Monteiro (com um pegão também à primeira e uma ajuda brilhante do cabo e seu irmão António, que o acompanhou merecidamente na volta à arena) e José Maria Marques (também ao primeiro intento).

Pelo grupo anfitrião pegaram Martim Lobo (à quarta), João Maria Cristóvão (à primeira) e Henrique Burguete (à quarta).

A corrida teve excelente direcção de António Santos, que esteve assessorado pela médica veterinária Ana Gomes. Ao início foi guardado um respeitoso minuto de silêncio em memória do saudoso Rui Souto Barreiros, lenda da forcadagem, antigo cabo dos Amadores do Ribatejo, falecido no sábado com 82 anos e que hoje vai a sepultar na Golegã.

Foto D.R.

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Ontem, domingo: 9.292 leram o "Farpas"

 

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domingo, 26 de outubro de 2025

Último adeus a Rui Souto Barreiros hoje e amanhã na Golegã

Foram já muitos os amigos, familiares, aficionados e antigos "companheiros da forcadagem" que passaram esta tarde pela Casa Mortuária da Golegã (Capela da Misericórdia), onde repousa desde o final da manhã o corpo do saudoso Rui Souto Barreiros, glória dos Forcados, antigo cabo do Grupo de Amadores do Ribatejo, que morreu ontem com 82 anos, vítima de agravamento dos problemas de saúde que o atormentaram nos últimos anos.

Amanhã, segunda-feira 27 de Novembro, celebra-se uma Santa Missa de corpo presente às 12h00 na Igreja Matriz da Golegã, segundo-se o funeral para o Cemitério da vila ribatejana, onde descansará na paz do Senhor.

A sua Mulher, seus cinco filhos e netos e demais Família enlutada, a seus amigos e aos companheiros dos grupos de forcados a que pertenceu, Amadores de Santarém e Amadores do Ribatejo, endereçamos as nossas mais sentidas condolências. Perdemos um Amigo e o mundo da Tauromaquia perdeu uma das suas mais respeitáveis e recordadas figuras.

Que em paz descanse.

Foto M. Alvarenga

Ovação e silêncio: novilhos "não ajudaram" Tomás Bastos na estreia peruana hoje em Acho

"Uma faena sem espada (sem matar bem) de Pedro Luis e a entrega de Tomás Bastos" foram, como titula o site espanhol "Mundotoro", os principais destaques da segunda novilhada da Feira Taurina de Acho, em Lima, no Peru, celebrada esta tarde e na qual fazia a estreia naquele país o promissor novilheiro vilafranquense, nova estrela do toureio de Portugal.

Os novilhos da ganadaria peruana Camponuevo, de jogo desigual, não proporcionaram aos três novilheiros os triunfos desejados e por que se bateram em praça - Tomás Bastos repartiu cartel com os jovens toureiros locais José António Guerra e Pedro Luis.

Tomás Bastos, refere o site "Mundotoro", fez a sua apresentação em Acho com "um novilho que lhe 'brindou' poucas opções para o triunfo". O valoroso toureiro português "foi cimentando um labor a fogo lento com muita entrega, até que logrou 'roubar-lhe' três 'tandas' de 'derechazos' importantes. Terminou com umas ajustadíssimas 'bernardinas'. 'Pinchou' antes de enterrar a espada. No sexto, de novo fez um esforço o novilheiro português frente a um animal sem entrega, mas ao qual firmou alguns detalhas de qualidade". Tomás Bastos foi ovacionado no primeiro novilho e silenciado no segundo.

José António Guerra foi silenciado nos dois novilhos do seu lote, ta,mbé,m de escassa qualidade; e Pedro Luis foi ovacionado nos dois.

Resumindo: ficou a raça e a entrega dos três jovens toureiros, em especial a do nosso Tomás Bastos, mas os novilhos não serviram para o êxito com que sonhavam.

Fotos Canales/Abonados de Acho/Facebook e Perú Toros



Havia grande ambiente, público na praça e houve
grande entrega dos três jovens toureiros... mas
faltaram novilhos com raça e qualidade






Momentos de arte e muita entrega de Tomás Bastos
O toureiro português e a sua apoderada
Cristina Sánchez
A Bandeira de Portugal esteve hoje hasteada
na praça de toiros de Acho, no Peru