Miguel Alvarenga - Era um gentleman, um Senhor à antiga portuguesa. Luis Fialho Rico, a quem eu tratava por "Senhor Telenovelas", morreu ontem. Tinha 74 anos. Faria 75 em 23 de Novembro.
Sofrera um acidente vascular cerebral (AVC) em 2018, andava meio afastado do meio taurino, onde o conheci, mas mantinha as suas ligações com os amigos e sobretudo com o seu grupo de forcados Amadores de Vila Franca de Xira, de que era "um deles", sem nunca ter feito, acho eu, uma pega.
Seu pai fora produtor na RTP e um dos pioneiros, com Dinis Escudeiro, das transmissões de corridas de toiros. Luis seguiu-lhe as pisadas, começou muito cedo a destacar-se como produtor de audiovisuais, actividade que abraçou ao longo de 32 anos com um grande profissionalismo e esmerada dedicação. Foi bom, mesmo, naquilo que fez.
Luis Fialho Rico começou na RTP, depois na CCA e por fim na NBP (Nicolau Breyner Produções), que deu origem à Plural.
Foi o produtor do célebre concurso "1,2,3", apresentado por Carlos Cruz na RTP; e foi o produtor de grande parte das principais telenovelas nacionais, como "Espírito Indomável", "Feitiço do Amor", "Anjo Selvagem", "Casino Royal" e "Belmonte", terminando a sua carreira precisamente nesta novela, de que grande parte das filmagens decorreram em Estremoz e na herdade do saudoso José Luis Sommer D'Andrade.
Era um grande aficionado e uma presença assídua nas nossas praças de toiros. Juan José Padilla foi um dos seus últimos grandes ídolos.
Luis Fialho Rico era tão aficionado que na rede social Facebook se identificava como "Torero Español".
Foi também um homem do Rugby, tendo defendido durante muitos anos a camisola da equipa do Belenenses.
Nos últimos anos, vários problemas de saúde foram limitando a sua sempre agradável presença em tertúlias, convívios taurinos e até nas praças de toiros.
Perdemos todos um bom amigo. E um excelente aficionado. Recordamo-lo numa série de fotos aqui em baixo, em jeito de homenagem e tributo a Homem que foi diferente. E que marcou aqueles que com ele se cruzaram.
A toda a Família enlutada, em particular a sua Mulher, filhos e netos, endereçamos as mais sentidas condolências.
Que em paz descanse.
Fotos D.R., Emílio de Jesus/Arquivo e Maria Mil-Homens
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| Com Juan José Padilla, o seu último ídolo |
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| Numa corrida em Vila Franca com o Maestro João Moura |
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| Em Estremoz, nos tempos da novela "Belmonte", com Moura Jr., o saudoso Joaquim Bastinhas e João Maria Branco |
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| Com Fernando Mendes e António Manuel Cardoso "Nené" |
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| Em 2016 no Campo Pequeno com o "seu" GFA de Vila Franca, galardoado pelo "Farpas" como triunfador do ano anterior |
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| Nesse mesmo acto de homenagem ao GFA de Vila Franca, com Paulo Pereira (sem gola da camisa...), Carlos Teles "Caló" e Rui Bento |
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| No Campo Pequeno com Morante de la Puebla |
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| Nos tempos do "1,2,3" com Isabel Fragata, sua companheira de produção, e Carlos Cruz |
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| Nos estúdios da RTP, com Maria Elisa, Fialho Gouveia, Fernando Camacho e Pedrito de Portugal |
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| Num almoço de homenagem ao saudoso Emílio, os dois com o Chef Nuno de Alvarenga e Rui Bento |
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| Celebrando a amizade, com Rui Bento e Miguel Alvarenga |
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| Com a actriz Fernanda Serrano |
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| Nos tempos do rugby, jogador do Belenenses |
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| Em sua casa, com a sua paixão: os forcados |
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| Adeus, até sempre! |



















