![]() |
| Jaime Amante esteve à conversa com Francisco Alcaide |
Jaime Amante - A passagem da tempestade Kristin por Portugal, no final de Janeiro, causou danos severos por todo o país e também nas instalações de vários centros hípicos e associações equestres, especialmente na região de Leiria, onde as rajadas de vento ultrapassaram os 200 km/h.
Considerada a escola de equitação mais antiga da região, o Centro Equestre do antigo cavaleiro tauromáquico Francisco Alcaide, na localidade de Ortigosa, sofreu danos estruturais críticos - como o documentam as fotos que damos à estampa em baixo.
A tempestade destruiu totalmente o telhado e a estrutura do picadeiro, causou estragos graves nas coberturas das boxes e baias dos cavalos e arrasou o palheiro onde eram armazenados o feno e a alimentação.
O edifício principal que alberga, escritório e um bar/sala de convívio, adornado por um enorme fuso de madeira (era um antigo lagar) sofreu também danos severos principalmente a nível do telhado e restante cobertura.
O “Farpas” esteve esta semana à conversa com Francisco Alcaide, antigo cavaleiro tauromáquico, sobre a actual situação do seu Centro Equestre e perspectivas para a jornada agendada para esta sexta-feira 1 de Maio (cartaz em baixo) a realizar principalmente nos terrenos adjacentes aos edifícios atingidos.
Francisco Alcaide toureou pela primeira vez em 1992 e nesse mesmo ano inaugurou o Centro Equestre - que é hoje, como em cima referimos, o mais antigo da região de Leiria.
Sobre a destruição causada pela tempestade, diz-nos:
- Quando um projecto de vida com 34 anos é destruído por uma tempestade, o recomeço é muito doloroso, mas desde o princípio contei com a colaboração e a solidariedade de antigos e de alunos, de fornecedores e de colegas da área. Aproveito para agradecer penhoradamente a solidariedade dos Bombeiros Voluntários da Ortigosa, que desde o primeiro momento colaboraram no force imenso de água a todos os animais. Sem corrente eléctrica e sem água era difícil manter os doze cavalos que se encontravam no Centro.
- Já nesta sexta-feira 1 de Maio vai acontecer um evento denominado “Vamos Reerguer o Centro Hípico Francisco Alcaide”. Conte-nos como surgiu este movimento solidário.
- Reerguer o Centro Hípico e toda a sua estrutura, em termos económicos supera os 100 mil euros. Mesmo com os apoios anunciados, é difícil voltar a pôr toda esta máquina em funcionamento. Recordo que estávamos ainda a recuperar do impacto da Covid, pensei seriamente em encerrar o Centro, mas um grupo de amigos liderado pelo Pedro Rodrigues, antigos e actuais alunos, assim como amigos de longa data, criaram este movimento e assim surgiu a jornada agendada para a próxima sexta-feira 1 de Maio. A adesão tem sido óptima e creio que vamos reunir nesse dia um agradável grupo de amigos numa jornada onde, ao que tudo indica, vamos ter excelente temperatura e um dia de sol.
- Várias actividades estão programadas, não é?
- Sim, haverá treino de forcados, garraiada, churrasco, fado, sevilhanas, passeios a cavalo, insufláveis para as crianças, etc. Foi também criada uma participação online para quem não possa estar presente mas queira contribuir.
- Animado, Francisco?
- Bastante. E sobretudo muito grato. Agradeço ao “Farpas” o apoio, extensivo a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, têm expressado a sua amizade e a sua solidariedade. A todos, muito obrigado. E espero-vos depois dele amanhã!
Fotos D.R.





