Depois de em 21 de Fevereiro ter anunciado, com pompa e circunstância, que passava a integrar ao lado do empresário hoteleiro Nelson Cigarro, a nova equipa de apoderamento do valoroso matador de toiros moitense Joaquim Ribeiro "Cuqui", o antigo cabo dos forcados de Cascais, Paulo Loução, comunica agora que abandona o projecto. Não chegou a aquecer o lugar...
Em Fevereiro, Loução anunciava o arranque de "um novo projecto" que daria "origem a uma nova fase na carreira do matador" e logo a seguir comunicava que "Cuqui" iria protagonizar uma temporada "única e memorável", anunciando mesmo um acordo com o empresário José Maria Charraz para uma série de corridas para o matador. Mas depois...
... as coisas terão saído trocadas. "Cuqui" toureou um ou dois festivais e não está anunciado em nenhuma praça, nem mesmo na da sua terra, a Moita, onde a corrida mista da Feira de Setembro integra o matador espanhol Alejandro Talavante e o português Tomás Bastos, que no próximo mês de Julho toma a alternativa em Santander.
Num comunicado enviado às Redacções, Paulo Loução refere que "há ciclos que se iniciam com entusiasmo, se constroem com dedicação e, naturalmente, chegam ao seu término", anunciando "com respeito, gratidão e serenidade", o fim da sua função de apoderado do matador "Cuqui", a quem deseja "os maiores êxitos, tanto na sua carreira profissional, como na sua vida pessoal, certo de que continuará a prosseguir os seus objectivos com a determinação, a entrega e a paixão que o caracterizam".
Ao "Farpas", o antigo cabo dos forcados de Cascais adiantou que a sua vida profissional "está a mudar" e que "a verdade é que está difícil a nossa Festa", justificando com essas duas razões a sua desistência do projecto.
Quanto à continuidade - ou não - de Nelson Cigarro no apoderamento de "Cuqui", Paulo Loução afirma que ele "continua a ajudar no que pode".
"Continuamos todos amigos e tranquilos, porque somos, acima de tudo, gente de bem" - termina Paulo Loução.
Foto D.R.

