Maurício Vale - No mais puro espírito de aficionado, escrevo estas palavras, a propósito da segunda corrida de toiros das Festas de Abiul, que, seguramente, voltará a encher a lotação na terceira, na próxima noite de 14 deste mês, com honras de transmissão em directo pelo canal OneToro para todo o mundo.
Neste passado domingo, a praça de Abiul (tida como a mais antiga de Portugal) encheu-se de milhares de aficionados, de alegria e de portugalidade, como diria Ramalho Ortigão!
E também se encheu de triunfos, mercê das actuações dos dois cavaleiros, do matador e dos forcados, para os quais contribuiram os bons toiros de Varela Crujo, Herdeiros.
Luis Rouxinol (pai) sabe de experiência feita, lidar a cavalo com um sentido e poder de transmissão invulgar. E assim foi, sempre em crescendo, por entre fortes ovações e música, nos dois toiros!
Marcos Bastinhas, também em grande forma, e no seu intenso ímpeto artístico, assinou duas lides de grande impacto, causando enorme entusiasmo no público.
Diogo Peseiro (foto), matador de toiros, reúne todas as condições para triunfar, e assim foi, ele que era repetido nesta data, após o grande êxito do ano passado. Arrimou-se assustando, de joelhos, em bandarilhas e com a muleta de técnica, poder e arte feita, foi também em ambos toiros um triunfador total, em defesa do toureio a pé, isto é, a corrida mista!
O grupo de forcados Amadores de Abiul, em estreia absoluta, soube executar as quatro pegas da tarde todas à primeira tentativa, com grande nível dos "caras" - Hélder Serra, Rodrigo Parker, Fábio Sousa e o cabo Hélder Parker - e demais elementos que ajudaram na perfeição! Inesquecível!
Eram de enorme felicidade as caras de todos, na arena e na bancada, que falarão tempos fora desta corrida de Abiul, que teve feliz direcção de Sandra Strecht e foi abrilhantada pela Banda do Samouco.
A terminar, é de inteira justiça uma nota para a exemplar gestão da Junta de Freguesia de Abiul, da ex-presidente Sandra Barros e do ora empossado Celso Mendes.
Foto Pedro Batalha

