O jornalista Joaquim Letria morreu esta sexta-feira com 82 anos. Deixou escola e muitos órfãos, muitos jornalistas que consigo aprenderam e o tinham como referência.
Nascido a 8 de Novembro de 1943, iniciou a carreira de jornalista no "Diário de Lisboa", em 1963, chegou a ser repórter internacional da agência Associated Press e correspondente da Deutsche-Presse Agentur até 1970. Mudou-se para Londres para trabalhar para a BBC e regressou a Portugal em 1974, para ficar à frente da informação da RTP.
Entre muitos outros projectos jornalísticos que abraçou ao longo da sua carreira, fez parte da equipa que criou o "Expresso" e fundou "O Jornal", o "Tal & Qual" (que começou por ser um programa televisivo e depois se transformou em jornal semanário) e a primeira versão da revista "Sábado".
Escritor e jornalista, foi também um grande aficionado da tauromaquia, nunca escondendo esse seu gosto. Prefaciou o livro comemorativo dos 50 anos de alternativa do cavaleiro João Moura, da autoria de Miguel Alvarenga e Solange Pinto; e em 2012 tornou-se colunista do já extinto semanário "Olé", dirigido por Luis Miguel Pombeiro.
Na foto de cima, Joaquim Letria na praça do Campo Pequeno em 2016, quando o "Farpas" distinguiu Juan José Padilla como triunfador da temporada lisboeta, vendo-se a seu lado o matador espanhol, o então gestor da praça da capital Rui Bento, o jornalista Miguel Alvarenga, o ex-secretário de Estado da Cultura Elísio Summavielle e sua Mulher, Cláudia Biscaya.
Em baixo, uma edição do jornal "Olé" de 2012 onde se anunciava a colaboração semanal de Joaquim Letria.
A toda a Família enlutada, em especial a sua Mulher e seus dois filhos, endereçamos as nossas mais sentidas condolências.
Que em paz descanse.
Fotos D.R. e Maria Mil-Homens


