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Lenda viva e último representante dos Anos de Ouro do Toureio Equestre, o cavaleiro-fidalgo D. Francisco de Mascarenhas é galardoado esta noite pela Administração do Campo Pequeno e vai doar ao Museu a pequena casaca com que se estreou em 1937 na primeira praça do país, tinha então 9 anos e foi considerado, à época, um "verdadeiro fenómeno" |
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D. Francisco de Mascarenhas com apenas 9 anos de idade, na tarde em que se estreou em El Puerto de Santa Maria (Espanha) com apenas 9 anos de idade |
Homenageado esta noite, ao início da
Corrida de Gala à Antiga Portuguesa que encerra a
Temporada Sensacional do
Campo Pequeno, com o
Galardão "Prestígio/2015" com que o distinguiu muito meritoriamente a
Administração da empresa da primeira praça do país e que lhe será entregue pela
Drª Paula Mattamouros Resende, o histórico cavaleiro
D. Francisco de Mascarenhas vai oferecer ao
Museu do Campo Pequeno a pequena casaca (provavelmente a mais pequena do mundo usada por um cavaleiro tauromáquico) que utilizou quando se estreou na (antiga) praça lisboeta com apenas
9 anos de idade, no longínquo ano de 1937, constituindo o que à época foi considerado um
"verdadeiro fenómeno".
Lenda viva e último representante dos
Anos de Ouro do Toureio Equestre, o cavaleiro-fidalgo
D. Francisco de Mascarenhas é filho do também cavaleiro
D. Alexandre de Mascarenhas e fez a sua estreia com apenas 9 anos de idade, vestindo casaca e usando tricórnio (fotos ao lado e em cima) na praça espanhola de
El Puerto de Santa Maria (
Cádiz) , actuando nessa tarde do ano de 1937 ao lado do célebre
"Manolete", que fazia a sua despedida como novilheiro.
A 6 de Agosto de 1939 fez a sua estreia em
Madrid e a 29 de Agosto de 1945, há 70 anos, recebeu a alternativa no
Campo Pequeno, apadrinhado por
Mestre João Branco Núncio. Ombreou com os maiores cavaleiros e rejoneadores do seu tempo em
Portugal,
Espanha,
França e
México, até se retirar definitivamente das arenas no ano de 1962, devido a um grave problema de visão que o impediu de continuar a tourear. Depois de afastado das arenas, continuou sempre sendo uma presença assídua nas praças de toiros e ao longo dos últimos anos muitos foram os cavaleiros que receberam os seus ensinamentos e os seus conselhos, fruto da sua grande experiência como toureiro e como genial cavaleiro.
Sempre recordado, respeitado e honrado como grande cavaleiro tauromáquico que foi,
D. Francisco de Mascarenhas tem sido alvo de inúmeras e significativas homenagens nos últimos anos e sobretudo neste em que comemora o
70º aniversário da sua alternativa. A
Real Tertúlia Tauromáquica D. Miguel I foi, há mais de dez anos, a primeira a render-lhe tributo e já este ano recebeu as honrarias do
Grupo Tauromáquico "Sector 1", esta noite será galardoado no
Campo Pequeno e no próximo sábado, dia 3, é também homenageado num almoço em
Azambuja pela reaparecida
Tertúlia "Festa Brava".
Fotos Emílio de Jesus e D.R.