quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

GFA de Santarém confirma: João Grave será o 10º cabo

Depois de ontem aqui termos noticiado em primeiríssima mão, o Grupo de Forcados
Amadores de Santarém confirmou no seu site a escolha, por decisão consensual,
de João Grave para suceder a Diogo Sepúlveda
No passado sábado, no jantar de entrega de troféus da Tertúlia "Festa Brava",
João Grave recebeu o prémio que distinguiu o Grupo de Santarém, das mãos de
Luis Capucha

Ontem e depois de aqui termos dado em primeiríssima mão a notícia de que João Grave (fotos) seria o próximo cabo, sucedendo a Diogo Sepúlveda, que se vai despedir em Junho de 2016, o centenário Grupo de Forcados Amadores de Santarém confirmou no seu site a notícia do "Farpas" e anunciou que a escolha do décimo cabo ocorreu "de forma consensual", publicando o texto que a seguir se reproduz, com a devida vénia, e onde dá a conhecer todos os dados biográficos do seu novo líder:


João Carlos Sousa de Barros Grave nasceu em Évora no dia 19 de Outubro de 1989, cidade onde viveu até aos 10 anos de idade.
Filho de João Pedro de Vasconcelos e Sá Grave e de Ana Isabel Vidal Sousa de Barros, cresceu no seio de uma família com fortes relações à tauromaquia, e ao Grupo de Santarém em particular.
É neto do Eng. Joaquim Manuel Murteira Grave, anterior proprietário da ganadaria que pasta em Galeana, e de Maria Teresa Vasconcelos e Sá Grave, eminente poeta, integrante da Comissão de Honra das comemorações do centenário do Grupo que agora terminam.
Fez os seus estudos inicialmente em Évora, tendo em 1999 entrado no Colégio Militar (Lisboa), onde esteve cerca de oito anos. Licenciou-se em Engenharia Agronómica, no Instituto Superior de Agronomia, embora tenha também frequentado durante um semestre a Universidade Federal de Santa Catarina, no Brasil. Em 2013, concluiu ainda um Mestrado em Viticultura e Enologia.
Desde Janeiro de 2014, trabalha para a Casa Santos Lima, empresa de referência no sector dos vinhos e um das mais premiadas a nível nacional. O seu percurso profissional teve ainda passagens relevantes na Austrália e na Califórnia (EUA), onde teve oportunidade de estagiar em diferentes adegas de renome.
O Grupo de Santarém foi uma presença constante ao longo da sua vida, mesmo que de forma latente numa primeira fase. Afinal, o seu avô Joaquim e o seu pai João (Jana) foram grandes forcados do Grupo, respectivamente nos anos 50 e 80, e muitos outros membros da sua família dele têm vindo a fazer parte - em especial os seus tios Joaquim, Manuel e Carlos Grave (este último cabo entre 1981 e 1996), e os seus primos Miguel Navalhinhas e António Jesus.
Aos 21 anos, fardou-se pela primeira vez pelo Grupo de Santarém: foi em Oliveira do Bairro, a 17 de Julho de 2011, tendo aí pegado o seu primeiro toiro de caras. Desde então tem vindo a crescer como forcado e a tornar-se gradualmente numa das referências da sua geração.
Amigo dos seus amigos, avesso a protagonismos, calmo mas determinado, é reconhecida por todos a sua entrega ao Grupo de Santarém, e aos valores que o notabilizam há mais de cem anos.
João Grave foi escolhido de forma consensual para suceder a Diogo Sepúlveda na chefia do Grupo de Forcados Amadores de Santarém, tornando-se assim no seu décimo cabo, a partir de Junho de 2016.

Fotos Maria Mil-Homens e Emílio de Jesus

Luis Capucha deixa importante aviso à navegação!



Sob o título "Toque a rebate, em defesa da cultura tauromáquica e da festa de toiros", o sociólogo e grande aficionado vilafranquense Luis Capucha (foto) publicou ontem, 2 de Dezembro, no blog "café-vila franca" este importante texto, um verdadeiro aviso à navegação para os perigos que espreitam a Tauromaquia nos próximos tempos. Infelizmente, nem a ProToiro, nem a (dita) prensa taurina, certamente entretidos com outras historietas, deram ainda a devida importância ao alerta de Capucha. Nós fazê-lo, reproduzindo-o aqui, com a devida vénia:

Hoje, dia 2 de dezembro, o primeiro governo de coligação entre o PS e a sua esquerda da era constitucional da democracia portuguesa apresentou-se no Parlamento para discutir o seu programa. Um dia destes deixarei aqui as minhas notas sobre o que se passou no plano político em Portugal desde 2011 e a minha opinião sobre os notáveis acontecimentos que se verificaram. Mas hoje resolvi escrever sobre um assunto urgente.
Em resposta a uma interpelação do Deputado do PAN, o Primeiro-Ministro António Costa respondeu que discordava da fixação de uma regra nacional para o assunto, preferindo uma solução na qual devem ser os municípios a decidir o fim das touradas. É uma declaração ameaçadora.
No dia em que, em entrevista a um canal de televisão, A. Costa admitiu que poderia alargar as negociações que conduzia com os partidos à esquerda do PS até ao PAN, afirmei no Facebook que deixava de pagar as quotas e, portanto, de ser militante do PS. Não admito que um partido de tradição humanista negoceie com um partido misógeno, animalista, que coloca aqueles que diz serem os problemas dos animais acima dos problemas das pessoas e que possui uma visão do mundo que seria legítima, caso não a procurasse impôr, seja por que meio for, de modo totalitário, aos outros.
Alguns amigos e amigas meus/minhas aficionados e ingénuos têm-me dito que não devemos prestar muita atenção aos que pretendem abolir a festa de toiros, porque são apenas um bando que procura o mero protagonismo e as sua bravatas estarão destinadas ao fracasso. Tenho insistido, por escrito e em intervenções diversas, que essa posição esquece a natureza dos atuais animalistas e das forças internacionais que os suportam, em defesa dos seus negócios e da dominação cultural, impondo uma maneira única (e nada natural) de olhar o mundo e a relação do homem com a natureza.
Hoje creio que ficou claro que o impacto da sua ação pode ser mais pernicioso do que muitos imaginam. É claro que os mais ingénuos julgarão as palavras de A. Costa como julgaram sempre a atuação dos políticos nas últimas décadas - na verdade, desde a proibição dos toiros de morte pelo governo fascista. Sempre evitaram o tema, receosos de desagradar ou a gregos ou a troianos. A posição de A. Costa também tem um pouco desta cobardia política: passar o assunto para os autarcas, sacudindo a água do capote.
Mas há uma nuance que não se pode deixar de notar: ele podia ter dito que "devem ser os municípios a decidir o que fazer com as touradas". Mas não, a frase só aponta para o fim das touradas. Isto faz toda a diferença. Nos municípios não se farão, então, referendos sobre o desenvolvimento da festa, mas apenas sobre o seu fim?
Já muitas vezes defendi que uma solução para a regulação da festa de toiros como a que existe em França, que deixa às comunidades locais e aos seus agentes políticos essa regulação, poderia ser útil em Portugal. Mas isso se, e apenas se, os municípios assumirem toda a regulação da festa. Incluindo as modalidades que ela assume, desde as tauromaquias populares às corridas integrais com toiros de morte. Mas não é isso que A. Costa diz. Ele não diz que quer fazer aprovar no Parlamento uma Lei que anule todas as anteriores e que transfira toda a regulação, mas toda mesmo, para os municípios. O que quer dizer que continuaremos limitados, sem a corrida integral e sem toiros em pontas, correndo ainda o risco de alguns municípios, dirigidos por gente facciosa, poderem ficar privados das corridas que agora se realizam no seu território. Seria um passo no sentido do tal fim, aparentemente desejado, de todas as formas de touradas.
Acho que a declaração é suficientemente grave e esclarecedora para que todos os setores taurinos e aficionados se reunam com urgência para debater a situação e as medidas a tomar. E devem exigir aos deputados que foram eleitos por círculos eleitorais onde predomina a cultura tauromáquica, aos outros que se dizem aficionados e aos autarcas, que se definam e digam de que lado estão. Nenhum deles pode ficar calado agora e mais tarde vir procurar simpatias numa qualquer barreira numa das praças em que às touradas não se ponha fim.
Este post é dedicado ao meu pai, Armando Capucha, que hoje cumpriria o seu 92º aniversário se ainda estivesse entre nós e que detestava políticos cínicos.


Foto D.R./@Luis Capucha/Facebook

O documento: Santa Casa confirma anulação do concurso da Monumental de Santarém

Santa Casa da Misericórdia confirma anulação do concurso para adjudicação da
Monumental "Celestino Graça" em documento a que tivemos acesso. O "Farpas"
deu a notícia esta manhã
O anúncio do concurso para adjudicação da Monumental de Santarém, em
6 de Novembro e, em baixo, a carta que a Santa Casa enviou ontem ao concorrente
Paulo Pessoa de Carvalho dando conta da anulação do mesmo. O segundo
candidato, confirma-se, era Francisco Zenkl, mas a sua proposta não cumpriu
os requisitos do concurso e por isso estava à partida excluído

Absolutamente confirmada a anulação do concurso para exploração da Monumental de Santarém, notícia que avançámos em primeiríssima mão esta manhã.
O "Farpas" teve acesso à carta que a Santa Casa da Misericórdia de Santarém enviou ontem a um dos dois concorrentes, o empresário Paulo Pessoa de Carvalho - e que se encontra, aliás, disponível no próprio site oficial da Santa Casa, onde fica também confirmado, como aqui noticiámos, que o outro concorrente foi, de facto, o cavaleiro tauromáquico e forcado Francisco Zenkl, ao qual a Santa Casa não chegou sequer a enviar a referida carta porque "o envelope que contém a proposta não cumpre os requisitos do concurso" - o que significa que, à partida, Zenkl estava excluído deste concurso, entretanto anulado.
Na referida carta, que já a seguir reproduzimos na íntegra e que é subscrita pelo provedor Mário Rebelo e pelo vice-provedor Luis Valente, a Santa Casa alega "postura, transparência e lealdade para com todos os envolvidos" na forma como expõe os factos, confirma que as propostas não serão abertas e podem ser levantadas (devolvidas) nos seus serviços administrativos e admite que pode ser feito novo concurso "após a resolução da situação".
Eis, na íntegra, o texto do documento:


No passado dia 6 de Novembro de 2015 a Santa Casa da Misericórdia de Santarém publicou um concurso para concessão do direito de exploração da Praça de Toiros Celestino Graça.
Sucede que a actual arrendatária do recinto, a Aplaudir, enviou uma missiva à Santa Casa da Misericórdia de Santarém a reivindicar que como não foi feita oposição à renovação do contrato de arrendamento o mesmo renovou-se automaticamente pelo período de três anos, a partir de 01 de Janeiro de 2016.
Ora esta não é a posição partilhada pela Santa Casa da Misericórdia de Santarém, quer na altura da celebração em 3 de Setembro de 2012 (para os anos de 2013, 2014 e 2015), quer durante a duração do mesmo, as partes acordaram que o mesmo não estava sujeito a renovação automática, tendo a actual arrendatária, apenas, direito de preferência no termo do contrato de três anos, caso fosse feita uma nova negociação para arrendamento do espaço. Este foi o acordo das partes, acordo que facilmente se percebe pela interpretação integrada do contrato, bem como pelas decisões constantes em actas da Mesa Administrativa. Aliás, o mesmo já tinha sucedido no contrato de arrendamento celebrado anteriormente entre as partes em 29 de Maio de 2009 (para vigorar nos anos de 2010, 2011 e 2012) e, respeitando o direito de preferência da arrendatária foi celebrado novo contrato de arrendamento nos termos supra expostos.
No programa do concurso, no art.º 12º, nº 2, a Santa Casa da Misericórdia de Santarém reservou o direito de não proceder a nenhuma adjudicação, se nenhuma das propostas convier aos interesses da Misericórdia.
Antes de mais, a Santa Casa da Misericórdia de Santarém informa que em consequência do supra exposto, o concurso supra referido será anulado, podendo ser feito novo concurso após a resolução da situação supra exposta. De facto, a intenção da Santa Casa da Misericórdia de Santarém é resolver a situação de divergência com a actual arrendatária, proteger e respeitar todos os envolvidos no processo, não criando expectativas nos concorrentes ao concurso agora anulado.
As propostas dos concorrentes estão fechadas e não serão abertas no dia 3 de Dezembro de 2015, data que fica sem efeito com a anulação do concurso, assim ninguém conhecerá as propostas dos candidatos e não se prejudicará nenhum concorrente a um futuro concurso no mesmo âmbito.
Os envelopes fechados nos quais se encontram as propostas poderão ser levantados nos serviços administrativos da Santa Casa da Misericórdia de Santarém.
A Santa Casa da Misericórdia de Santarém expõe os factos com uma postura de respeito, transparência e lealdade para com todos os envolvidos, postura que sempre manteve ao longo de toda a sua história.
Apresentando a V. Exas. os melhores cumprimentos, subscrevemo-nos com consideração,

Santa Casa da Misericórdia de Santarém
O Provedor
Mário Augusto C. Henriques Rebelo
(Engº Civil)
O Vice-Provedor
Luis Manuel dos Santos Valente
(Advogado)

Foto Maria Mil-Homens

Matias saíu: Aplaudir é exclusivamente de Bolota



Rectificamos: na notícia anterior, publicada há momentos e em que demos conta da anulação do concurso para adjudicação da Monumental de Santarém, referimos que a empresa Aplaudir era propriedade dos empresários João Pedro Bolota e Possidónio Matias (foto ao lado), mas a verdade é que o segundo, pai e ex-apoderado da cavaleira Sónia Matias, já não se encontra ligado a Bolota, depois de ter feito com a Aplaudir uma parceria nos últimos dois anos na gestão de algumas praças, entre as quais as de Santarém e da Moita. A empresa Aplaudir é, como a própria designação o indica (Unipessoalexclusivamente de João Pedro Bolota, empresário de sucesso e antiga glória e ex-cabo dos Forcados Amadores de Alcochete, ainda hoje referenciado como o maior primeiro-ajuda dos últimos anos.
Empresário da Monumental "Celestino Graça" desde 2008, João Pedro Bolota reclamou há duas semanas junto da Santa Casa da Misericórdia (proprietária da praça de toiros de Santarém) contra a realização do concurso para adjudicação da mesma, alegando que o contrato com a Aplaudir estava automaticamente renovado por mais três temporadas desde 31 de Agosto. A Santa Casa terá interpretado o contrato "de outra forma" e levado a praça a concurso, mas a verdade é que o protesto de Bolota terá razão de ser e levou a Santa Casa a anular o concurso, devolvendo hoje as propostas aos dois concorrentes e não as chegando a abrir.
A empresa Aplaudir, ao que sabemos, tinha já contratos firmados e o propósito de levar a efeito grandes corridas na próxima temporada na Monumental de Santarém - pelo que ninguém entendeu muito bem os porquês de a Santa Casa da Misericórdia ter decidido promover um concurso... que, afinal, ficou em águas de bacalhau e à espera de novos desenvolvimentos...

Foto Emílio de Jesus/fotojornalistaemilio@gmail.com

Ponce indulta toiro e faz obra de arte em Quito (Equador)



Foi uma autêntica obra de arte a faena de Enrique Ponce (foto de cima) ontem na Plaza Belmonte em Quito (Equador) ao toiro "Lanudo" da ganadaria Triana, a que simbolicamente foi dado o indulto, já que os toiros não foram mortos na arena, como proíbe a lei naquele país. Ponce (volta à arena no primeiro toiro e orelhas e rabo simbólicos no segundo, que indultou) e Daniel Luque (uma orelha simbólica em cada um dos seus toiros), que toureavam mano-a-mano, sairam triunfalmente em ombros (foto ao lado) naquela que foi a primeira corrida da Feira do Centenário desta Plaza Belmonte, que assumiu todo o protagonismo taurino na capital do Equador desde que foi encerrada a Monumental de Iñaquito.

Fotos Nikolas Chang "Niko"/aplausos.es

Última Hora: anulado o concurso da Monumental de Santarém

Monumental de Santarém: um puzzle complicado...
Engº Mário Rebelo, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, com os
empresários da Aplaudir, João Pedro Bolota e Possidónio Matias. Dúvidas na
interpretação do contrato de adjudicação - que terá sido automaticamente
renovado em 31 de Agosto - levam ao anulamento do concurso... que, afinal, nunca
deveria ter existido... 
Francisco Zenkl, na foto com Miguel e Ana de Alvarenga, integra um grupo
empresarial que concorreu a Santarém; a outra proposta é do empresário Paulo
Pessoa de Carvalho (na foto de baixo, com Jorge Vicente). Mas as duas únicas
propostas candidatas à adjudicação da Monumental "Celestino Graça" não vão
chegar a ser abertas hoje, como estava previsto. A Santa Casa vai devolvê-las
à procedência e o concurso fica, para já, anulado...


Última Hora - Está "congelado" o concurso levado a cabo pela Santa Casa da Misericórdia para adjudicação da Monumental de Santarém e as propostas (foram apenas duas) vão ser devolvidas aos seus autores, não chegando a ser abertas hoje, como estava anunciado.
Em causa, segundo apurámos, estão dúvidas e diferentes interpretações sobre o contrato de arrendamento da praça à empresa Aplaudir de João Pedro Bolota e Possidónio Matias - que, por lei, estaria automaticamente renovado por mais três anos desde 31 de Agosto passado, pelo que pode não ter cabimento o concurso levado a cabo pela Santa Casa.
João Pedro Bolota nem sequer concorreu e, ao que sabemos, terá protestado junto da Santa Casa da Misericórdia, defendendo que a adjudicação lhe estava automaticamente renovada.
Houve apenas duas propostas concorrentes: uma do empresário Paulo Pessoa de Carvalho (na foto ao lado, com Jorge Vicente, seu parceiro em Vila Franca) e outra de um novo grupo empresarial onde, ao que consta, o rosto visível é o do cavaleiro tauromáquico e forcado Francisco Zenkl - propostas essas que não vão chegar a ser abertas hoje, sendo devolvidas à procedência.
O concurso fica anulado - e esperam-se agora novos desenvolvimentos. Que podem ser vários: ou a Santa Casa interpreta o contrato da mesma forma que a empresa Aplaudir e reconhece a renovação automática por mais três anos; ou pode haver um compasso de espera com passagem pelos tribunais, o que atrasaria todo o processo e poderia mesmo pôr em causa a temporada de 2016 em Santarém. Vamos aguardar pelas cenas dos próximos episódios...

Fotos Maria Mil-Homens e Emílio de Jesus



Juan del Álamo formaliza equipa para 2016


O matador espanhol Juan del Álamo, uma das mais destacadas figuras desta temporada, formalizou a sua equipa para 2016, mantendo-se Rui Bento e Jesus Benito (foto) no apoderamento. Os picadores serão Paco Maria e Óscar Bernal e a quadrilha de bandarilheiros é formada por Roberto Marín Jarocho, Pedro Vicente Roldán e Alfredo Cervantes, permanecendo o francês Lucas Duffau como moço de espadas.

Foto Ricardo Relvas


João Lucas e Sara Teles: papás babados!


Nasceu ontem o João Tomás - provavelmente futuro forcado dos gloriosos Amadores de Lisboa... ou talvez a nova vedeta da crítica tauromáquica, sabe-se lá. Está de óptima saúde e a Mãe também. É filho da cronista Sara Teles e do forcado João Vasco Lucas. Neto do Dr. Vasco Lucas, conceituado médico veterinário e comentador taurino da RTP. Ascendentes não lhe faltam para que seja uma estrela no mundo dos toiros. Felicidades, parabéns aos Pais e aos Avós babados.

Foto D.R./@João Vasco Lucas/Facebook


Dia 19: Gala de Natal dos Forcados Amadores de Alcochete



Dia 19: jantar de Natal dos Forcados Amadores de Redondo



Dia 20 em Azambuja: almoço de Natal da Tertúlia "Festa Brava"



Ontem, 4ª feira: 6.302 leram o "Farpas"



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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

"El Cordobés" agraciado com Medalha de Ouro das Belas Artes pelos Reis de Espanha

"El Cordobés" recebeu o galardão das mãos dos Reis
Esta manhã no Museu das Belas Artes em Sevilha: os Reis de Espanha com os
galardoados com a Medalha de Ouro das Belas Artes, entre os quais o famoso
matador de toiros Manuel Benítez "El Cordobés"
No seu auge, com honras de se sentar à mesa com o Generalíssimo Franco
Junho de 1980 no Hotel Zurbarán, em Badajoz, no seu regresso às arenas:
"El Cordobés" com o Dr. Fernando Teixeira e Miguel Alvarenga durante uma
entrevista para o jornal "O Diabo"
Manuel Benítez, máxima figura do toureio, foi um dos grandes ícones sociais
da década de 60
Domingo de Páscoa do ano de 1963: "El Cordobés" no Campo Pequeno com
José Simões, os cavaleiros Manuel Conde e Pedro Louceiro e os Forcados
Profissionais de Lisboa, comandados por Adelino de Carvalho. Lidaram-se
toiros da ganadaria Ribeiro Telles


O histótico matador de toiros Manuel Benítez "El Cordobés" foi esta manhã agraciado pelos Reis de Espanha com a Medalha de Ouro ao Mérito das Belas Artes/2014, sendo o único representante do mundo da tauromaquia entre as várias persoanlidades distinguidas com tal honraria atribuída pelo Conselho de Ministros por proposta do ministro da Educação, Cultura e Desporto. Este galardão é outorgado há vários anos para distinguir pessoas ou entidades que se tenham destacado de modo eminente no campo da criação artística, prestando assinalados serviços ou fomentando notoriamente o ensinamento, desenvolvimento e difusão da arte ou a conservação do património artístico nacional. A cerimónia decorreu esta manhã no Museu das Belas Artes em Sevilha.
"El Cordobés", máxima figura do toureio, foi um dos grandes ícones sociais da década de 60.

Fotos Casa Real de Espanha, D.R. e João Carlos D'Alvarenga

David Carreira com convidados especiais este sábado no Campo Pequeno



Livro de Paulo Caetano (35 anos de alternativa) lançado dia 14 em Lisboa


O livro que comemora os 35 anos de alternativa do cavaleiro Paulo Caetano, da autoria de Leonor Barradas e Marco Gomes, com prefácio de Manuel Andrade Guerra, é lançado no próximo dia 14 (segunda-feira) ao final da tarde na Livraria Ferin, no Chiado, em Lisboa. Um óptimo presente para oferecer neste Natal!


Ainda tem o dia de hoje para ir ao Mercado de Natal no Campo Pequeno



Mudança em 2016: João Grave será o futuro cabo do GFA de Santarém

No ano em que comemorou o seu centenário, o Grupo de Forcados Amadores
de Santarém saíu este ano em triunfo pela porta grande da praça do Campo
Pequeno, na única noite de lotação esgotada de 2015. Foi a primeira vez que um
grupo de forcados teve tal honraria na primeira praça do país
João Grave dando a volta à arena em Évora com João Moura - ele será o 10º cabo
em 100 anos dos Amadores de Santarém e sucede a Diogo Sepúlveda (em baixo)
que se despede em Junho na Feira de Santarém


João Grave será o futuro cabo dos Forcados Amadores de Santarém, décimo desde a sua fundação há cem anos, sucedendo a Diogo Sepúlveda (foto ao lado), que se vai despedir em Junho do próximo ano numa das corridas da Feira de Santarém.
Brioso e valente elemento do grupo, João Grave é filho do também antigo forcado do mesmo nome, João (Jana) Grave, também reputado criador de cavalos Lusitanos - e sobrinho do antigo cabo Carlos Grave e do também antigo elemento do grupo e prestigiado ganadeiro Joaquim Grave. Também seu recordado Avô, o Engº Joaquim Murteira Grave, foi destacado elemento dos Amadores de Santarém.

10 cabos em 100 anos

Fundado em 1915 por António Gomes de Abreu, nunca tendo nenhum interregno até aos dias de hoje, o Grupo de Forcados Amadores de Santarém comemorou este ano o seu primeiro centenário. É o grupo de forcados mais antigo do país e do mundo.
António Abreu foi cabo dos Amadores de Santarém durante 30 anos, sendo seu sucessor, no ano de 1945, D. Fernando de Mascarenhas, que chefiou o grupo até 1948, altura em que foi sucedido pelo famoso Ricardo Rhodes Sérgio, ainda hoje uma histórica referência para os forcados nacionais e que comandou o grupo ao longo de 33 anos.
José Manuel Souto Barreiros foi o cabo que se seguiu a Rhodes Sérgio nos anos 70, fase em que o grupo fez as suas primeiras digressões ao estrangeiro. Carlos Empis (de 1979 a 1981) e Carlos Grave (1981 a 1996), Gonçalo da Cunha Ferreira (1996 a 2002) e Pedro Figueiredo (Graciosa) (2002 a 2008) foram os cabos que se seguiram "ao leme" do histórico Grupo de Forcados Amadores de Santarém, que desde 14 de Junho de 2008 é comandado por Diogo Sepúlveda, um excelente cabo e, acima de tudo, um dos grandes forcados da sua geração - que em Junho do próximo ano se despede, passando o testemunho a João Grave, décimo cabo do grupo e segundo elemento de tão ilustre Família a assumir o seu comando, depois de seu tio Carlos Grave.

Fotos Emílio de Jesus e Maria Mil-Homens



Dia 12 na "Solmar": Real Tertúlia lembra Comandante Alvarenga

O Comandante João Carlos D'Alvarenga, na foto na década de 70 na praça
de Estremoz com os cavaleiros Frederico Cunha e Afonso Maldonado Cortes,
será lembrado no próximo dia 12 no almoço de Natal da Real Tertúlia em Lisboa
Após 25 anos na presidência do Directório da Real Tertúlia
Tauromáquica D. Miguel I
, Manuel Andrade Guerra abandona o
cargo e anuncia no almoço de Natal quem será o sucessor

Como já aqui noticiámos, a Real Tertúlia Tauromáquica D. Miguel I vai prestar homenagem póstuma ao Comandante João Carlos D'Alvarenga no seu almoço de Natal, que terá lugar no Restaurante "Solmar", em Lisboa, no próximo dia 12 de Dezembro (sábado), com início às 13h00.
O almoço iniciar-se-à precisamente com a homenagem ao Pai do nosso director, feita por Manuel Andrade Guerra, que a seguir anunciará quem será o novo presidente da Real Tertúlia, que iniciará funções em 2016 no jantar do 25º aniversário da instituição.
No almoço de Natal haverá ainda outras cerimónias dignas de registo: o cavaleiro Paulo Caetano (35 anos de alternativa) receberá o título de Sócio de Honra da Real Tertúlia, será feira uma breve alocução do Dr. Fernando Salgueiro (que estará representado por seu filho, Fernando de Andrade Salgueiro) e encerrar-se-ão as comemorações do 70º aniversário da alternativa do cavaleiro D. Francisco de Mascarenhas. Ressalve-se que a Real Tertúlia e o presidente do Directório, Andrade Guerra, foram a única instituição  e individualidade convidadas, em simultâneo, a fazer parte das Comissões de Honra das Homenagens prestadas ao longo da temporada de 2015 aos três cavaleiros acima referidos.

Fotos D.R. e Marques Valentim


Nova empresa "Casa do Toureio" faz apresentação em casa da Família Grave



A nova empresa tauromáquica Casa do Toureio, que já anunciou o apoderamento do cavaleiro praticante João Salgueiro da Costa e cujo gerente é o empresário Rui Gato Rodrigues (sócio de Vasco Durão na praça de Reguengos de Monsaraz) vai fazer a sua apresentação à Imprensa no próximo dia 11 (sexta-feira) na Quinta de S. José da Peramanca, em Évora, propriedade da ilustra Família Murteira Grave.
No acto, será apresentada toda a equipa que constituiu o novo grupo.

Foto D.R.


Ontem, 3ª feira: 6.968 leram o "Farpas"


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