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Foram registadas 20.212 novas infecções por Covid-19 e 20 pessoas morreram nas últimas 24 horas em Portugal, segundo indica o boletim da DGS desta segunda-feira.
14.501 pessoas recuperaram da doença. Há mais 139 pessoas internadas em enfermaria, num total de 1.588, e mais 11 em Cuidados Intensivos.
Lisboa e Vale do Tejo foi uma vez mais a região onde se detectaram o maior número de novos casos, registando-se um total de 8.349, seguindo-se a região Norte com 7.744 novos casos. No Centro há mais 1.614 novas infecções e no Alentejo e Algarve registaram-se 452 e 652 novos casos, respetivamente. Nos Açores contam-se mais 216 casos e na Madeira mais 1.185.
Das 20 mortes, 10 ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, uma no Norte, cinco no Centro, duas no Alentejo e uma no Algarve. A região da Madeira também registou mais uma morte.
Fonte: "Correio da Manhã"/DGS
Foto D.R.
Miguel Alvarenga - O Jorge (Bento Cordeiro) não era toureiro, nunca foi, mas foi irmão de um toureiro, o Rui Bento. E por isso viveu o toureio. Com paixão, com entusiasmo, como se fosse um deles. E era um ser humano incrível, um Homem bom, com uma dose de loucura adiantadíssima, mas sã, engraçada. Bom marido, bom pai, bom irmão, bom filho.
Recordá-lo-ei sempre - e escrevo sempre a mesma história - naqueles dias em que chegava de Espanha, das corridas do Rui, quando desembarcava em Santa Apolónia e me aparecia, manhã cedo, no jornal "O Título", carregado de recortes de jornais, de fotografias - e de ilusões. Vinha contar os êxitos do fim-de-semana do Rui, que nunca perdia, a que estava sempre presente. Depois almoçávamos na tasca que havia mesmo por baixo do jornal. E ríamos. E falávamos. E ouvia-o, atento, a falar apaixonadamente de toiros.
Partiu há três anos, depois de uma digna e longa luta contra essa doença que não perdoa, quanto tinha apenas 63 anos. Foi um Homem que amou a vida e tudo o que o rodeava. Tenho saudades. E recordá-lo-ei sempre neste dia - e nos outros. Era um Amigo de verdade.
Descansa em paz, Jorge.
Foto M. Alvarenga
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O aumento de casos positivos de Covid-19 na cidade mexicana de Juchipila levou hoje a alcaldesa Maria del Rocio Moreno Sánchez, a anunciar a suspensão da Feira Regional/2022 e, por conseguinte, dos dois festejos taurinos que estavam anunciados para os próximos dias 16 e 20 (cartaz em baixo).
Na corrida de rejoneio, no próximo domingo 16, recorde-se, participava o cavaleiro luso Paco Velásquez.
Foto mundotoro.com
Na Igreja de São Nicolau, em Santarém, celebra-se amanhã, segunda-feira 10 de Janeiro, pelas 19h00, a Santa Missa de 7º dia por alma do saudoso aficionado e nosso querido amigo Luis Nobre da Veiga.
Que Deus o tenha em paz.
Foto D.R.
Por si e pelos outros, não deixe de se vacinar! Só nas últimas 24 horas, foram registadas no nosso país mais 26.419 novas infecções por Covid-19 e 22 pessoas morreram, segundo indica o boletim da DGS deste domingo.
10.758 pessoas recuperaram da doença. Há mais 61 pessoas internadas em enfermaria e menos três em Cuidados Intensivos.
Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser a região onde se detectaram o maior número de novos casos, registando-se um total de 11.370 novas infecções, seguindo-se a região Norte com 9.516 novos casos. No Centro há mais 2.640 novas infecções e no Alentejo e Algarve registaram-se 885 e 698 novos casos, respectivamente. Nos Açores contam-se mais 286 casos e na Madeira mais 1.024.
Das 22 mortes, 11 ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, quatro no Norte, duas no Centro, Alentejo e Algarve, e uma morte na Madeira.
Fonte: "Correio da Manhã"/DGS
Foto M. Alvarenga
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O célebre matador de toiros espanhol Jaime Ostos morreu esta manhã, aos 90 anos de idade, em Bogotá, na Colômbia, onde se encontrava de visita a amigos com sua mulher, Mari Ángeles Grajal. Estivera nos dias anteriores e passara o ano em Cartagena das Índias, em casa desses amigos.
O toureiro sofreu um ataque cardíaco fulminante quando estava em casa de uma amiga do casal. "O meu pai morreu como ele queria: bailando e com o amor da sua vida", disse aos jornalistas o filho do toureiro, Jacobo Ostos.
O casal programava regressar amanhã mesmo a Espanha. Jaime Ostos será cremado na Colômbia e sua mulher trará as cinzas para Espanha, onde lhe será prestada a última homenagem.
Em Maio de 2020, Jaime Ostos esteve internado, em estado muito grave, depois de ter contraído covid-19, mas recuperou.
Era natural de Écija, Sevilha, onde nasceu a 8 de Abril de 1931. Estreou-se em público na sua terra a 1 de Junho de 1952 e tomou a alternativa de matador de toiros a 13 de Outubro de 1956 em Zaragoza, apadrinhado por Miguel Báez "Litri", com o testemunho de António Ordoñez. Confirmou depois o doutoramento em Las Ventas, Madrid, a 17 de Maio de 1958, na Feira de Santo Isidro, com António Bienvenida como padrinho e Gregório Fernández por testemunha. No ano de 1962 foi o toureiro que mais corridas toureou em Espanha, juntamente com Diego Puerta, um total de 79.
Sofreu ao longo da sua carreira inúmeras colhidas, a mais grave de todas em 17 de Julho de 1963 em Tarazona de Aragón, onde chegou a ser dado como morto e recebeu mesmo a extrema-unção.
Jaime Ostos foi um dos toureiros mais importantes das décadas de 60 e 70. Foi também uma das personagens mais polémicas da vida social espanhola, sendo presença assídua nas chamadas revistas del corazón. Foi casado duas vezes, primeiro com Maria Consuelo Alcalá Rubio, de quem se separou em 1969 e posteriormente com Mari de los Ángeles Grajal López, sua actual mulher. Tem quatro filhos: Gabriela e Jaime Ostos Alcalá, Jacobo Ostos Grajal e Gisela Ostos Díaz.
Retirou-se das arenas em 1974, tendo posteriormente actuado apenas em alguns festivais taurinos, o último dos quais em Écija, sua terra natal, em 2003.
Não toureou muito em Portugal, mas apresentou-se algumas vezes em praças nacionais, a primeira das quais quando era ainda novilheiro, no ano de 1953 (11 de Outubro) na antiga praça de Santarém, onde alternou com o novilheiro português Joaquim Marques, os cavaleiros Simão da Veiga Júnior e Manuel Conde e os forcados Amadores de Santarém, então comandados por Ricardo Rhodes Sérgio.
Que em paz descanse.
Fotos D.R.
| Jaime Ostos com sua mulher e seu filho Jacobo |
| Foi um dos toureiros importantes das décadas de 60 e 70 |
Operado na passada terça-feira para correcção de uma veia, o matador de toiros Luis Vital "Procuna" ainda está internado no Hospital Curry Cabral, em Lisboa (foto de baixo), de onde poderá ter alta em finais da próxima semana.
O toureiro moitense encontra-se a recuperar bem, mas lentamente, informa-nos o seu antigo apoderado Maurício Vale (também ele em recuperação da infecção por covid-19, ainda confinado em casa, mas a registar boas melhoras).
Foto Emílio de Jesus/Arquivo e D.R.
Foram registadas 35.734 novas infecções por Covid-19 e mais 20 pessoas morreram nas últimas 24 horas em Portugal, segundo o boletim da DGS deste sábado.
31.541 pessoas recuperaram da doença. Há mais 35 pessoas internadas em enfermaria e menos oito em Cuidados Intensivos.
Lisboa e Vale do Tejo foi a região onde se detectaram o maior número de novos casos, registando-se um total de 15.142 novas infecções, seguindo-se a região Norte com 12.481 novos casos. No Centro há mais 3.819 novas infecções e no Alentejo e Algarve registaram-se 1.085 e 1.118 novos casos, respectivamente. Nos Açores contam-se mais 290 casos e na Madeira mais 1.708.
Das 20 mortes, 13 ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, cinco no Norte e duas no Algarve.
Fonte: “Correio da Manhã”/DGS
Foto D.R./Ordem dos Médicos
O cavaleiro luso Paco Velásquez prossegue a sua campanha em arenas mexicanas e anuncia mais quatro corridas em que participará: a 16 deste mês de Janeiro actua em Juchipila (Zacatecas) formando cartel com os rejoneadores Jorge Hernández Gárate e Tarik Othón, frente a toiros da ganadaria Puerta Grande (cartaz em baixo).
Em Fevereiro, toureia no dia 2 em Sombrerete com toiros de uma ganadaria a anunciar e ao lado dos matadores "El Zapata" e "El Chihuahua"; e no dia 28 em Tecolotlán, com toiros de San Pablo e formando cartel com os matadores "El Zapata", André Lagravére "El Gallo" e Hector Gutiérrez.
Foto Miguel Calçada
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Um ano mais presente nas principais feiras taurinas do país vizinho, Rui Fernandes inicia este ano a sua campanha em Espanha actuando a 19 de Março na corrida de rejoneio das Fallas de Valência, formando cartel com Diego Ventura e Lea Vicens frente a toiros de Los Espartales.
Fotos D.R.
Foram registadas em Portugal nas últimas 24 horas mais 38.734 novas infecções por Covid-19 e 17 pessoas morreram, segundo o boletim da DGS desta sexta-feira.
31.917 pessoas recuperaram da doença. Há mais 42 pessoas internadas em enfermaria e mais 3 em Cuidados Intensivos.
Lisboa e Vale do Tejo foi a região onde se detectaram uma vez mais o maior número de novos casos, registando-se um total de 15.606 novas infecções, seguindo-se a região Norte com 14.689 novos casos. No Centro há mais 4.558 novas infecções e no Alentejo e Algarve registaram-se 1.126 e 940 novos casos, respectivamente. Nos Açores contam-se mais 289 casos e na Madeira mais 1.526.
Das 17 mortes, 9 ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, 4 no Norte e uma no Centro, Alentejo, Algarve e Madeira, respectivamente.
Fonte: "Correio da Manhã"/DGS
Foto DGS
Nem tudo são más notícias para o empresário José Manuel Ferreira Paulo (Cachapim), que, como aqui referimos esta tarde, se encontra ainda retido na Colômbia, impossibilitado de regressar a Portugal, depois de ter testado positivo para a covid-19, confinado com a filha Maria (igualmente infectada, embora estejam ambos sem sintomas) no apartamento de um amigo na cidade de Bogotá.
Ferreira Paulo acaba de ser convidado pelo empresário Alberto García (foto de baixo), da empresa Tauroemoción, para voltar a presidir (dirigir) às corridas da Feira de Cali em Dezembro deste ano de 2022, depois da sua estreia auspiciosa nessas funções na última feira de 2021.
"Já que o fizeste perfeito, contamos contigo para 2022" - foi a mensagem enviada pelo empresário a Ferreira Paulo.
Foto D.R.
A Assembleia Municipal da Azambuja aprovou - por maioria - no passado dia 28 de Dezembro, um voto de pesar pela morte do famoso bandarilheiro António Badajoz, iniciativa apresentada pelos deputados municipais Maria de Fátima Pinto e Carlos Fonte, do partido Chega.
António Badajoz, que morreu a 24 de Dezembro no Hospital de Santarém com 93 anos de idade, é recordado no documento como "uma das maiores glórias dos bandarilheiros a nível mundial e que deixa uma incomparável carreira como Artista, como Taurino e como Homem".
O voto de pesar apresentado pelo Chega recorda que António Badajoz teve "um papel activo e importante" de colaboração com a Câmara Municipal de Azambuja aquando da inauguração da praça de toiros local, oferecida pelo Dr. Ortigão Costa, "colocando toureiros e alguns toiros gratuitamente na realização dessa corrida de toiros e nas seguintes nessa temporada, juntamente com um empresário tauromáquico".
O documento destaca ainda a "intensa colaboração" do saudoso bandarilheiro com a Associação Cultural Poisada do Campino, em Azambuja e também a forma como acompanhou de perto o início da carreira do novilheiro azambujense Carlos Pimentel, ajudando a projectá-lo, juntamente com o apoderado Carlos Amorim, "para outros patamares".
Ontem, também, e como aqui referenciámos, o Parlamento aprovou um voto de pesar pela morte de António Badajoz, apresentado pelo CDS-PP.
Na foto de cima, António Badajoz (em primeiro plano) e seu irmão Manuel, levando Mestre João Núncio aos ombros no final da célebre corrida realizada no Campo Pequeno em 27 de Maio de 1973, comemorativa dos 50 anos de alternativa do Califa de Alcácer.
Foto D.R./Arquivo
Miguel Alvarenga - O comunicado (inédito) emitido hoje ao início da madrugada pela Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos (APET), alegando que são "impraticáveis" as gestões das praças de toiros do Montijo e da Figueira da Foz com os valores exigidos pelos respectivos proprietários para o seu aluguer (adjudicação) e apelando ao "espírito de união" de todos os empresários, aconselhando-os (ainda que de forma meio indirecta...) a não concorrerem - pode ser uma faca de dois gumes e acabar por ter efeitos nefastos para o futuro da tauromaquia.
Sei que nem todos os empresários afinaram ontem, na reunião virtual promovida pela APET, pelo mesmo diapasão expresso no referido comunicado. Sei que há empresários dispostos a concorrer, mesmo assim, aos concursos para adjudicação das duas praças mencionadas, alegando que "quem tem unhas é que toca guitarra" e discordando da posição da APET quanto à "impraticabilidade" de gerir o Montijo e a Figueira com os valores exigidos pelos proprietários das duas praças. E sei que estes, apesar da alegada pressão tentada pelo comunicado, não tencionam baixar as rendas e muito menos fazer revisões nos seus cadernos de encargos.
No caso da Figueira da Foz, os seus proprietários - Coliseu Figueirense - pura e simplesmente não quiseram renovar o contrato de arrendamento com Ricardo Levesinho (que geriu a praça nos últimos anos), antes preferindo levá-la a concurso, e isto depois de outros pretendentes terem manifestado o seu interesse em estar aos comandos da centenária praça, que é mesmo que dizer, depois de terem tentado tirar o tapete a Levesinho. Ou seja, o "espírito de união" pedido hoje pela APET no seu comunicado é coisa que nunca existiu entre a classe empresarial taurina. E a APET sabe disso. Cada um puxa para seu lado, estando-se nas tintas para o parceiro... Foi sempre assim. Era agora que ia mudar?...
O valor exigido por três anos de adjudicação da praça da Figueira é de 90 mil euros, 30 por temporada, valor algo inflaccionado em relação aos valores anteriores, mas também nada por aí além.
Os proprietários das praças de toiros podem, na interpretação de alguns, estar a exagerar nos valores das rendas que estão a exigir. Mas também não podemos esquecer que em dois anos de pandemia, muitos deles não chegaram sequer a receber as rendas ou se as receberam, tiveram que as reduzir substancialmente.
Aconteceu igual com os ganadeiros, que foram sacrificados pela pandemia em dois anos e venderam os seus toiros muito mais baratos. Aconteceu com a generalidade dos artistas, que se moldaram aos tempos pandémicos e baixaram substancialmente os seus cachet's. Nestes dois anos de covid-19, os únicos que continuaram a governar vida (e até subiram os preços dos bilhetes...) foram os senhores empresários. E agora queixam-se...
Quanto à Monumental do Montijo, há que assumir que quem inflaccionou a praça foram os próprios empresários - eles e só eles. E agora queixam-se?...
Ainda Abel Correia e João Pedro Bolota (no ano passado) eram os gestores da Monumental e já havia dez cães a um osso a pedir reuniões à Santa Casa e a tentar tomar eles as rédeas da praça. Quando um dia Abel Correia puser a boca no trombone (como prometeu...) tudo isso há-de vir à tona.
No final da última temporada, mal constou que a praça poderia ir a concurso, em vez de dez, passaram a ser vinte cães a um osso... Apareceram candidatos de toda a parte. Houve reuniões na Santa Casa, chegaram propostas à Santa Casa.
É natural, naturalíssimo, que o novo Provedor, talvez pouco habituado a estas andanças, se tenha convencido de que tinha entre mãos uma galinha dos ovos de ouro. "Ah todos querem a praça? Então vamos subir os preços, já que há tanto interesse...", terá certamente pensado. E subiu. Tem lógica. É legítimo. Foram os empresários e os aventureiros que provocaram isso. E agoira queixam-se?...
Apareceram empresários, pais de cavaleiros, homens do Norte e alguns aventureiros. De repente, a Monumental do Montijo tornava-se na mais cobiçada praça de toiros do país... E agora admiram-se que a Santa Casa tenha exigido uma renda anual que consideram exorbitante e que dizem ser impraticável? Mas foram vocês, senhores empresários, que contribuiram para isso...
Faca de dois gumes, o comunicado da APET. E porquê?
Primeiro, o processo dos dois concursos não vai parar, nem vai ser alterado pelos proprietários das duas praças. Há empresários (sei pelo menos de três casos) que já fizeram chegar esta manhã aos donos das praças do Montijo e da Figueira a mensagem de que não estão de acordo com a tomada de posição da APET (e frisando que o demonstraram ontem na reunião virtual) e que pretendem concorrer aos respectivos concursos. Isto é, o comunicado da APET (associação que, pelos vistos, quando fala não espelha a opinião de todos os associados) não teve quaisquer efeitos em termos de pressão para que fossem revistos os cadernos de encargos.
Segundo... e se os proprietários das duas praças pensarem assim: "Ah, não querem a praça, não vão concorrer? Então transformam-se em pavilhões multiusos ou deitam-se abaixo e constroem-se apartamentos ou centros comerciais...". Pode acontecer. E é legítimo que assim pensem, depois da tomada de posição radical da APET. Já aconteceu em Viana do Castelo e na Póvoa de Varzim - ou já se esqueceram desses dois casos?...
Dizem muita coisa, fazem muitos protestos, mas algum empresário deu algum passo para salvaguardar, por exemplo, a praça de Viana do Castelo? Alguém se interessou em promover nessa praça outros espectáculos e mais corridas de toiros, por forma a mantê-la em actividade? A praça de Viana dava ultimamente uma única corrida por ano, em Agosto, pelas Festas da Senhora da Agonia - ou já se esqueceram disso? Vale a pena ter em qualquer ponto do país uma praça de toiros de pé para abrir uma só vez por ano? Não tem lógica...
E a da Póvoa, ultimamente, dava duas corridas por ano. Valia a pena?
Tenham cuidado: o que aconteceu em Viana e na Póvoa, pelo andar desta carruagem que descarrilou esta madrugada, pode acontecer também no Montijo e na Figueira da Foz.
E depois, queixem-se. Pode é já ser tarde demais...
Foto M. Alvarenga
José Manuel Ferreira Paulo (Cachapim) está retido na Colômbia, em Bogotá, depois de ontem ter testado positivo para a covid-19 e ter ficado assim impossibilitado de viajar para Portugal na data prevista (próxima terça-feira, dia 11).
Fotografado há momentos pelo "Farpas", via WhatsApp, na varanda do apartamento onde se encontra confinado juntamente com a filha Maria (que também testou positivo), Cachapim disse-nos que está bem, assintomático (sem quaisquer sintomas da doença), "embora ainda com a barba por fazer, aqui são oito e meia da manhã...".
"Tive todos os cuidados, não sei onde apanhei a covid, mas a verdade é que fiz o teste (obrigatório para viajar) e deu positivo. A minha filha Maria, que tinha vindo ter comigo à Colômbia no fim do ano, também testou positivo. Agora estamos os dois em isolamento no apartamento de um amigo em Bogotá e só deveremos voltar a Portugal no dia 14" - disse-nos o empresário e apoderado, que no fim do ano passado presidiu (dirigiu) às corridas da Feira de Cali.
Depois de Cali, Cachapim ainda esteve em Manizales, mas viajou depois para Bogotá, não chegando a assistir às corridas dessa feira taurina.
Mesmo confinado, Cachapim continua a gerir - via WhatsApp - sem parança a temporada do cavaleiro que apodera, João Salgueiro da Costa. "Já estão coisas importantes feitas e outras em andamento, bem como reuniões marcadas com empresários para quando regressar a Portugal", diz-nos.
Rápido restabelecimento aos dois!
Foto D.R.
Mau tempo no canal: os empresários tauromáquicos nacionais podem deixar em branco os concursos para adjudicação das praças de toiros do Montijo e da Figueira da Foz (fotos), depois de ontem, reunidos por videoconferência, terem concluído que "ambas as gestões são impraticáveis" face aos valores exorbitantes exigidos pelos respectivos proprietários - Santa Casa e Coliseu Figueirense - para a adjudicação das mesmas.
Num comunicado emitido esta manhã, a Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos (APET) põe o dedo na ferida - uma posição inédita, assumida pela primeira vez pela classe empresarial - e informa que "após reflexão e auscultação com os seus associados em reunião mantida durante o dia de ontem, sobre as condições tornadas públicas recentemente para adjudicação da Praça de Toiros do Montijo e do Coliseu Figueirense, considera unanimemente que ambas as gestões são impraticáveis, obrigando a valores financeiros que podem colocar em causa o equilíbrio, a normalização e o respeito perante todos os demais intervenientes".
Recorde-se que a Santa Casa da Misericórdia do Montijo exige no caderno de encargos do concurso para adjudicação da sua praça de toiros um valor de 80 mil euros por duas temporadas, enquanto que o Coliseu Figueirense estabelece como licitação mínima pelo aluguer da centenária praça de toiros da Figueira da Foz o valor de 90 mil euros por três anos - valores nunca antes praticados nas duas praças.
No referido comunicado, a APET sublinha que "a situação mundial que estamos todos a viver, bem como, todas as restrições que devido à Covid-19, nos condicionam à prática da nossa atividade laboral, acumulando com a prevista crise económica, consequência do menor poder de compra dos aficionados, faz-nos analisar as propostas de forma bastante cautelosa e receosa".
"É importante mantermos o espírito de união e que todos percebamos, inclusivo os proprietários dos imóveis, que cada vez mais as despesas têm que ser controladas, pois somente assim conseguimos garantir o Futuro da Tauromaquia criando espectáculos atractivos com capacidade de atracção de público", considera a APET, apelando aos seus associados, ainda que indirectamente, para que se abstenham de concorrer às duas praças.
Curiosamente, Ricardo Levesinho, actual presidente da APET, foi nos últimos anos o empresário adjudicatário da praça da Figueira da Foz (e já adiantara ao "Farpas" que tinha a intenção de se recandidatar para continuar o seu trabalho) e era apontado como um dos mais fortes candidatos à adjudicação da Monumental do Montijo - mas não certamente pelos valores exorbitantes exigidos pelos proprietários de ambos.
Esta é a primeira vez que acontece uma coisa destas. A primeira vez que os empresários reflectem e pressionam os proprietários das praças a reflectir também e a reverem os seus cadernos de encargos.
E agora, das duas, uma: ou os empresários assumem o "espírito de união" a que apela a APET e se solidarizam uns com os outros, não concorrendo ao Montijo, nem à Figueira. Ou aparece algum "xico esperto" a furar a solicitada abstenção e ganha "por maioria absoluta" as duas praças - comprometendo seriamente o futuro da tauromaquia.
Como terceira hipótese, é ainda de admitir que os proprietários das duas praças se recusem a rever os cadernos de encargos, façam um braço de ferro com os empresários, estes mantenham a decisão de não concorrer - e as duas praças fiquem de portas fechadas nos próximos anos.
Aguardemos.
Fotos D.R. e M. Alvarenga
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