Os espectáculos tauromáquicos e circenses continuam proibidos nos concelhos de risco muito elevado, como é o caso de Lisboa, durante o Estado de Calamidade - que foi prolongado até 25 de Julho. Os espectáculos culturais - em que, uma vez mais, não foram englobadas as corridas de toiros -, esses podem celebrar-se até às 22h30. A discriminação continua.
A Resolução do Conselho de Ministros 91-A/2021, publicada ontem no Diário da República, põe assim em causa a realização da corrida de inauguração da temporada do Campo Pequeno, agendada para 22 de Julho e que tinha como aliciante maior a apresentação nesta época no nosso país de Pablo Hermoso de Mendoza.
As praças, locais e instalações tauromáquicas, assim como os circos, parques de diversão, pavilhões e outras actividades e recintos vão permanecer encerrados nos concelhos de risco elevado até 25 de Julho, pelo menos. Esta resolução põe também em causa a realização de outras corridas de toiros, não apenas a de Lisboa.
Contactado pelo "Farpas", o empresário Luis Miguel Pombeiro, gestor taurino do Campo Pequeno, confirmou a possibilidade de também ter que adiar a corrida de dia 22, depois de ter já adiado as que estavam previstas para ontem, dia 9 de Julho, e para a próxima sexta-feira, dia 16.
Em causa está o facto de a praça de toiros do Campo Pequeno estar classificada pela IGAC como sala de espectáculos (onde se podem dar eventos culturais) e não apenas como praça de toiros - classificação que não foi tida em causa pelo Conselho de Ministros e que o empresário Luis Miguel Pombeiro, da Ovação e Palmas, pretende ver corrigida.
Pombeiro tem ainda esperança de que haja um volte-face na situação e possa inaugurar a temporada lisboeta no próximo dia 22. Se tal não for possível, diz, "de uma coisa tenho a certeza: o Campo Pequeno vai dar as seis corridas que estão agendadas, nem que a temporada se prolongue por Outubro e Novembro!".
Foto M. Alvarenga

