domingo, 5 de setembro de 2021

Luis Miguel Pombeiro em grande entrevista à revista "Domingo/CM"

Ainda no rescaldo da polémica e dos protestos que rodearam a corrida de homenagem a João Moura no passado dia 26 de Agosto no Campo Pequeno, o empresário Luis Miguel Pombeiro, promotor da corrida, dá hoje uma grande entrevista a Daniela Polónia (pivot da CMTV) na revista "Domingo" do jornal "Correio da Manhã".

Pombeiro diz que encarou o protesto "com normalidade democrática", mas lamentou "a demonstração de ódio e violência de que foram vítimas as pessoas que se dirigiram à praça, muitas delas crianças com as suas família".

O gestor taurino da primeira praça do país frisa que "aqueles que atacaram a homenagem fizeram-no com a intenção de confundir um caso de justiça, que diz respeito à vida pessoal do cavaleiro, com a sua carreira profissional, de mais de 40 anos".

"João Moura é uma das maiores figuras da tauromaquia mundial. Foi homenageada a carreira. A vida pessoal não me diz respeito. A justiça faz-se nos tribunais", afirma Luis Miguel Pombeiro, salientando que em nenhum momento de arrependeu de ter promovido esta importante homenagem.

Sobre as polémicas declarações de Inês Sousa Real, do PAN, o empresário opina: "Ela tem feito um discurso político de apelo ao ódio contra a pessoa do cavaleiro, os aficionados e a cultura tauromáquica, misturando a vida pessoal do cavaleiro com uma actividade cultural. Este justicialismo de redes sociais não é democrático nem respeita a presunção de inocência. O PAN não aceita os princípios de um Estado de direito e prefere incitar ao ódio e ao julgamento de rua. Não os vi preocupados com os fogos e com quem neles morre".

Questionado se teme que um dia as touradas sejam abolidas em Portugal, Pombeiro respondeu peremptoriamente: "Qualquer forma de cultura, seja tourada, seja ópera, não pode ser proibida. A cultura é do povo. O Estado tem a obrigação de promover o acesso de todos à cultura. Enquanto formos um país democrático existirão touradas!".

Foto "CM"