domingo, 21 de junho de 2026

Ventura e Hermoso em ombros em Badajoz

Miguel Alvarenga - Diego Ventura (duas orelhas no seu primeiro toiro e mais duas no segundo, desta vez com forte petição de rabo, não concedido pelo presidente - esteve o rejoneador acima da média nos dois toiros!) e Guillermo Hermoso de Mendoza (uma orelha no primeiro toiro do seu lote e as duas no segundo) sairam ontem em ombros da Monumental de Badajoz, na primeira das duas corridas nocturnas (mesmo assim, com imenso calor) que compõem este ano a Feira de San Juan (foto de cima).

O nosso Rui Fernandes, primoroso a lidar e a tourear, mas nem sempre muito acertado com o rojão de morte (despachou o primeiro ao segundo descabelho, sendo silenciado; e ao segundo até cravou um rojão certeiro, mas o toiro demorou a cair, sendo premiado com uma orelha), teve uma passagem muito digna por Badajoz, tendo ficado, contudo, privado de também sair aos ombros pela porta grande.

Pegaram os forcados Amadores de Coruche e Amadores do Aposento da Moita, mas apenas saltaram à arena nos três primeiros toiros da corrida.

O primeiro toiro, da ganadaria lusa de Romão Tenório, com 588 quilos, foi pegado por Tiago Pata, dos Amadores de Coruche. Na primeira tentativa, o toiro passou-lhe literalmente ao lado; na segunda saiu da cara depois de um violento derrote; à terceira, consumou uma boa pega, com excelente intervenção do primeiro ajuda e de todos os companheiros. Brindou ao público.

Para a cara do segundo toiro, com 619 quilos, foi o cabo dos Amadores do Aposento da Moita, o valoroso Luis Canto Moniz, que executou uma valente pega ao primeiro intento, com os companheiros a ajudarem com todo o brilhantismo. Brindou ao antigo matador António Barrera, director da empresa mexicana Fusión Internacional por la Tauromaquia, que gere esta praça.

A terceira pega (toiro com 563 quilos) foi muito bem executada pelo coruchense Paulo Galamba à primeira tentativa, tendo estado muito bem a receber, templando a investida do toiro com arte e poderio. Muito bem os companheiros nas ajudas. Pega brindada ao público.

Segundo nos referiu João Prates, cabo dos Amadores de Coruche, uma vez que só foram feitas três pegas, quiseram repartir esta última com os companheiros moitenses, mas não o fizeram por decisão destes.

Bem os bandarilheiros das quadrilhas dos três cavaleiros, com destaque para as intervenções dos portugueses Hugo Silva e João Santos (equipa de Rui Fernandes), Miguel Batista e Pedro Norinha (de Ventura) e Ricardo Raimundo (de Hermoso).

Mais logo, não perca todas as reportagens desta corrida - em que se lidaram seis toiros de Francisco Romão Tenório, bem apresentados, de jogo desigual, apenas pecando pela falta de transmissão e de agressividade, fáceis demais, sem dar qualquer emoção às lides... Houve toureiros e forcados (e bons!), faltaram toiros de verdade...

A Monumental de Badajoz, praça que já conheceu melhores dias e está agora em fase de recuperação (a presença de Morante na próxima quarta-feira é disso um importante sinal) registou ontem, mais coisa, menos coisa, cerca de meia casa.

Fotos M. Alvarenga


Rui Fernandes muito bem a lidar e a tourear

Diego Ventura é toureiro de outra galáxia!
Guillermo Hermoso esteve acertado, cortou três orelhas
Tiago Pata (Coruche) na primeira pega da corrida
Segunda pega, por Luis Canto Moniz, cabo do Aposento da Moita
Paulo Galamba (Coruche) na terceira pega da noite