O que aconteceu à cavaleira Ana Batista ontem na praça alentejana de Alpalhão "não tem absolutamente nada a ver com o que contou o site 'Touro e Ouro', a quem ontem à noite enviei um comunicado a desmentir e a esclarecer o que verdadeiramente ocorreu, mas que ainda não se dignaram a publicar...", diz-nos o apoderado Maurício Vale.
"O referido site, não sei quem lhes contou essa falsa história, não se deu ao trabalho de investigar o que realmente aconteceu. Segundo escrevem, a Ana terá desmaiado depois de cravar um ferro e caído do cavalo, ficando inerte na arena, o que dá a entender que terá sofrido qualquer doença súbita que lhe teria provocado o desmaio quando estava em cima do cavalo - e isso é falso" - afirma Maurício. E conta a verdade:
"Aconteceu no primeiro toiro da corrida, da ganadaria Passanha, e eu estava lá. A Ana cravou o primeiro ferro comprido e preparava-se para cravar o segundo. Subitamente e sem que nada o fizesse prever, o toiro parou-se e o cavalo fez também uma 'travagem', tendo-se a Ana desequilibrado e caído. Não houve nenhum desmaio, graças a Deus. Caíu 'em cheio' e bateu violentamente com a perna direita no chão, ficando cheia de dores, de tal forma que não se conseguiu levantar sózinha, mas não estava desmaiada. Foi ajudada pelos forcados a sair da arena e de imediato atendida na enfermaria da praça, onde lhe deram uma injecção para acalmar a dor. O médico aconselhou repouso com gelo e a Ana veio para sua casa, em Salvaterra de Magos, deitada no banco de trás da carinha. Hoje, domingo, vai fazer uma TAC ao Hospital de Santarém, que é o hospital da sua área de residência. O site referia também que a Ana tinha ido para o Hospital de Portalegre, o que não aconteceu...".
A corrida acabou por ser um mano-a-mano (forçado, pela queda da cavaleira no primeiro toiro) entre João Salgueiro da Costa e o rejoneador mexicano Emiliano Gamero.
Foto Pedro Batalha/Arquivo

