quinta-feira, 23 de julho de 2026

Daniel Luque com 6 toiros no sábado em Mont-de-Marsan, uma semana antes da Nazaré


O matador sevilhano Daniel Luque, apoderado por Rui Bento/FIT, enfrenta neste sábado, em Mont-de-Marsan, um dos compromissos mais importantes da sua temporada. Seis toiros em solitário numa praça de máxima responsabilidade e num país que ocupa um lugar privilegiado na sua trajectória. A França foi o palco onde encontrou o apoio de que mais precisava quando atravessava os momentos mais difíceis e, desde então, cada entrada em praça do outro lado dos Pirenéus tem servido para fortalecer um vínculo especial com uma afición que sempre lhe demonstrou um carinho incondicional.

A encerrona (que acontece exactamente uma semana antes da sua apresentação na praça da Nazaré - cartaz em baixo) chega num momento decisivo da temporada para o toureiro de Gerena, depois de uma primeira metade do ano marcada mais pelas sensações do que pela regularidade dos triunfos. Com a serenidade que os anos de alternativa lhe conferem, mas com a mesma ambição que sempre o levou a procurar novos desafios, Luque analisa, numa grande entrevista ao jornalista Pablo López Rioboo que pode ler hoje no site “Cultoro”, o significado desta tarde, a sua relação com a França, o momento que atravessa e os sonhos que continua a preservar intactos.

“A França será sempre especial para mim, por tudo o que significou na minha carreira. Em cada temporada procuro ter gestos de reconhecimento para com os aficionados, mas fazê-lo num país como este conforta-me ainda mais. Achei que era o momento certo para o fazer aqui; sentia que tinha uma dívida para com a sua afición” - diz o matador 

A relação com o país vizinho vai muito além do plano profissional. Para Luque, a França representa uma parte essencial da sua história.

“Representa tudo. Foi o país que me estendeu a mão quando atravessava a pior fase da minha carreira, que me ajudou quando as coisas não pareciam sorrir-me. Apostou em Daniel Luque e isso nunca esquecerei” - recorda o toureiro.

“É diante da cara dos toiros que sou verdadeiramente feliz. Ali não há espaço para ilusões: tudo é real” - confessa Daniel Luque, a dois dias da encerrona em França e a uma semana de se apresentar na Nazaré na segunda grande corrida da Temporada de Verão.

Foto Emílio Méndez