quinta-feira, 23 de julho de 2026

Estranha Festarola a nossa: Diogo Oliveira, cavaleiro de valor, colocado de parte pelos empresários...

Miguel Alvarenga - A nossa Festarola é estranha e, às vezes, demasiado esquecida e terrivelmente ingrata, deixando para trás, na prateleira, como se fossem uns "sem valor", jovens toureiros que antes aclamava e elogiava e até apontava como prováveis futuras estrelas capazes de refrescar os cartéis sempre mais do mesmo.

Diogo Oliveira, que em Outubro de 2024 recebeu a alternativa em Vila Franca de Xira apadrinhado pelo Maestro Rui Salvador, depois de apontar uma carreira de sucesso nos anos em que toureou como amador e praticante, exímio equitador (como seu irmão David), premiado cá e no estrangeiro em provas de Equitação de Trabalho, chegou mesmo a entusiasmar o exigente e insuspeito crítico tauromáquico João Queiroz, director da revista "Novo Burladero", que não se "perde de amores" por qualquer cavaleiro e o referenciou variadas vezes como um dos jovens que melhor interpretava a verdadeira arte de lidar toiros a cavalo, ao melhor estilo clássico, onde não existem "martingalas", só verdade, só arte e só pureza frente aos toiros.

Mas, de repente...

Os senhores empresários decidiram pôr Diogo Oliveira de parte. Não mais o contrataram. Excepção feita à organização da tradicional corrida da Feira de São Jorge, nos Açores, poucas outras se têm lembrado de ligar para o telemóvel de Hugo Ferro, seu dedicado apoderado, para o contratarem.

Entende-se? Explica-se?...

É estranha a nossa Festarola...

Fotos M. Alvarenga