domingo, 3 de julho de 2016

"Toirões" de Ribeiro Telles esta tarde na "Palha Blanco"

Manuel Dias Gomes estreia-se hoje como matador em Vila Franca e enfrenta
dois toiros de Ribeiro Telles com trapio e cara "dignos de Madrid"
João Moura Jr. estreia-se hoje na "Palha Blanco", uma praça que nunca foi
"mourista". "Vou com ganas de triunfar e quero ser repetido em Outubro!", diz
o cavaleiro, que esta tarde alternará com António Ribeiro Telles

Os seis toiros da ganadaria de Ribeiro Telles que esta tarde vão ser lidados, a partir das 18h00, na tradicional corrida mista das festas do Colete Encarnado em Vila Franca, têm apresentação e trapio "dignos de Madrid", garante-nos o empresário Paulo Pessoa de Carvalho, destacando o facto de "sobretudo no que respeita ao toureio a pé, termos que aplaudir o gesto de Manuel Dias Gomes de fazer frente a dois toiros imponentes e com cara espectacular, com pesos acima dos 500 quilos, sem serem picados".
"Muitas primeiras figuras recusariam enfrentar os toiros que o Manuel Dias Gomes vai hoje lidar na 'Palha Blanco', onde faz a sua estreia como matador de toiros", acrescenta Pessoa de Carvalho.
A corrida desta tarde, com o clássico António Ribeiro Telles como cabeça de cartaz, tem ainda a particularidade de apresentar pela primeira vez em Vila Franca o grande triunfador da última temporada, João Moura Júnior... numa praça que jamais foi "mourista", muito pelo contrário.
"Vou com ganas de triunfar e de ser repetido na 'Palha Blanco', onde nunca toureei, na próxima Feira de Outubro", assegura Moura Júnior.
Em solitário e como manda a tradição, pega o valoroso e emblemático Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca, depois do grande êxito da "encerrona" em Lisboa com os toiros de Canas Vigouroux.
A corrida desta tarde assinala os 15 anos da fundação do site taurino naturales.com.


Fotos D.R. e Emílio de Jesus

Ontem, sábado: 6.174 leram o "Farpas"


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sábado, 2 de julho de 2016

Triunfo arrebatador de João Moura Jr. ontem em Monforte


Triunfo grande e memorável de João Moura Jr. ontem em Monforte (três quartos fortes de casa) frente a toiros complicados da ganadaria Quinta de Mata-o Demo, sem grande qualidade, mas a impor respeito. Moura foi profeta em sua terra, bem como o Grupo de Forcados de Monforte, justo vencedor do troféu em disputa, num noite em que se prestou homenagem a António José Zuzarte, antigo cabo dos Amadores de Montemor. Amanhã não percam a detalhada análise de Miguel Alvarenga e todas as fotos de Emílio de Jesus.

Foto Emílio de Jesus


Amanhã, domingo: alguém vai perder Vila Franca?



Ontem, 6ª feira: 9.797 leram o "Farpas"


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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Amanhã: grande corrida no Montijo



Primeiro-ministro foi ao santuário da sopa da pedra


O primeiro-ministro António Costa regalou-se hoje em Almeirim com uma valente sopa da pedra no restaurante pioneiro de tão afamada referência da nossa gastronomia, "O Toucinho", o grande santuário da dita cuja.
António Costa (na foto com João Simões) visitou a capital da sopa da pedra para assinalar a descida do iva na restauração.

Foto Emílio de Jesus

Agora eu! Dia 14 chega Padilla!



O outro lado da noite mágica de Morante

Dois génios, pode escrever-se!...
Público de pé em euforia total, Morante em ombros, assim acabou a noite!
Juan Jacinto Romero, o novilheiro David Bolsico (pupilo do matador português
Manuel Moreno), Rui Bento, Martín Romero Delicado, Rafael Romero Delicado
e Luis Miguel Pombeiro
Na ceia na "Mercearia", afamado restaurante da praça de toiros do Campo
Pequeno, a fadista Ana Sofia Varela cantou e encantou nuestros hermanos
José Alexandre e Cristina Sánchez, Nuno e Miguel Alvarenga
Pedro Marques e Rui Bento com a directora da revista "Flash", Luísa Jeremias
e a administradora do Campo Pequeno, Drª Paula Mattamouros Resende. Em
baixo, os pais de Pedro Marques, Fernando e Guiomar, com convidados espanhóis,
entre os quais os presidentes da Real Maestranza de Sevilha e da praça de
Olivença


Amanhã não perca todas as fotos dos Famosos que ontem desfrutaram no Campo Pequeno da noite mágica de Morante de la Puebla. Vamos mostrar-lhe o outro lado da grande festa. De aqui fica já esta pequena mostra.

Fotos M. Alvarenga e Emílio de Jesus


Lisboa chamou-se Morante

Morante de la Puebla foi ontem o grande protagonista de uma noite de sonho
no Campo Pequeno. Em baixo, Cristina Sánchez, Nuno e Miguel Alvarenga.
Amanhã, não perca todas as fotos dos Famosos


Miguel Alvarenga - Não há escrita que transcreva nem pincéis que descrevam aquilo que foi, como Andrade Guerra bem o classificou no site aplausos.es, uma verdadeira "bebedeira de arte", ontem à noite no Campo Pequeno. Os profetas da desgraça vaticinavam uma tragédia de bilheteira, que ninguém sabia quem é Morante de la Puebla, que se pensava que o nome era o de um conjunto musical e não o nome de um génio do toureio mundial, enfim, que jogava o Ronaldo quase à mesma hora, que isto e que mais aquilo. A empresa esforçou-se pelo sucesso, montou um ecrã gigante fora da praça, permitiu aos "nacionalistas" que pudessem torcer até à última pela Selecção das quinas e a verdade é que já estávamos todos na praça (e éramos, de facto, muitos, três quartos fortes das bancadas preenchidos, um êxito) quando o público explodiu em gritaria porque Portugal ganhara. Odeio futebol, tenho dito. Paciência, que tenham passado aos quartos de final, é isso, não é? mas odeio na mesma. O que interessava era o que vinha a seguir.
O espectáculo arrancou com a sempre bonita intervenção da Charanga a Cavalo da GNR, que nem se enquadrava muito bem neste espectáculo goyesco, mas foi mais um motivo para chamar gente - e chamou.
Morante de la Puebla atravessou depois a arena com o público a aplaudir. Guardou-se um minuto de silêncio em memória de Mestre David Ribeiro Telles e de José Zúquete e a seguir chamaram-no aos médios e brindaram-lhe uma ovação imensa, como que a agradecer-lhe o gesto de ali estar, a honra que nos deu de ter vindo. E mal se sabia ainda que no final chegaria a faena de sonho que ninguém mais vai esquecer.
Começou depois a explosão do que viria a ser uma verdadeira noite de sonho. Incrível a faena ao primeiro toiro de Zalduendo. "El Cigala" foi acompanhando com pinceladas de flamenco, aqui e ali, sempre que se justificava e impunha. A banda nunca tocou, a não ser o hino no fim e um pasodoble quando Morante abandonava a praça entre aplausos que não tinham mais fim.
Rogério Jóia, o aficionadíssimo director de corrida, deu também ontem uma lição de maestria, de sentido de oportunidade e de bom senso. A música flamenca tocou quando "El Cigala" quis, a festa era outra e as regras tinham que ser, apenas e só, as dos protagonistas e de mais ninguém.
O segundo toiro era cego e recolheu aos curros. O sobrero e o seguinte não tinham a mínima qualidade e mesmo assim Morante empenhou-se e esforçou-se para lhes sacar os passes que não tinham, não se limitou a despachá-los, estava a gosto e com gosto.
O último toiro proporcionou-lhe uma séria de "verónicas" e de "chicuelinas" que todos acompanharam com olés e que pareciam saídas de um quadro. Espantoso. Brindou a faena a Pedro Marques, o amigo português que tornou possível esta noite de sonho e magia - e depois, aconteceu arte, temple, silêncio, explosões, flamenco, arte, arte, imensa arte. O primeiro toiro brindara-o a "El Cigala".
Morante fez o que quis e o que sentiu. Resultou tudo ao ralenti, pés parados, só rodava a cintura, a muleta mandona, a arte que ali desenhava passe a passe, uma euforia, uma loucura, qualquer coisa daquelas que se vão lembrar sempre, que ninguém vai mais esquecer. Um conto de fadas, uma noite de magia, o que quer que tenha sido - mas foi diferente. Não volta a acontecer igual.
O Campo Pequeno foi o epicentro da Tauromaquia mundial, como já aqui escrevi. Depois, passearam-no em ombros pela arena, tudo em pé, uma loucura, pelas ruas o haviam de ter levado, sei lá, até aos Jerónimos, ao Padrão dos Descobrimentos, à Torre de Belém, a qualquer lugar que simbolizasse qualquer coisa nossa, assim como ele simbolizou ontem o que é dele, a arte, o temple, a simplicidade com que no final conviveu e partilhou aqueles momentos com os amigos e os convidados que teve a seu lado na ceia que acabou de manhã. Que noite!

Fotos Maria Mil-Homens



6ª Corrida Adega de Pegões: homenagem a Alfredo Rouxinol amanhã no Montijo



Alfredo Vicente (foto de cima), pai do cavaleiro Luis Rouxinol e avô do também cavaleiro (praticante) Luis Rouxinol Jr., é homenageado amanhã na Monumental do Montijo na 6ª Grande Corrida da Adega de Pegões, por ocasião das tradicionais festas de S. Pedro.
Lidam-se seisa toiros da afamada ganadaria Vinhas e actuam os cavaleiros Luis Rouxinol, Filipe Gonçalves, Marcos Bastinhas e Luis Rouxinol Jr., estando as pegas a cargo dos dois grupos montijenses, os Amadores da Tertúlia Tauromáquica do Montijo e os Amadores do Montijo.
Que ninguém falte!

Foto Florindo Piteira



Morante: como ele toureou, o que ele fez, Santo Deus!

Mais vale mostrar do que contar. Não há palavras que
descrevam a noite mágica de Morante de la Puebla ontem
no Campo Pequeno. Ficam as imagens
Diego "El Cigala" e sua gente
Antes da corrida, exibiu-se a Charanga a Cavalo da GNR. Findo o passeíllo,
guardou-se um minuto de silêncio em memória dos cavaleiros Mestre David
Ribeiro Telles e José Zúquete, falecidos na semana anterior
O salto da vara foi bem executado pelo bandarilheiro Raúl Ramírez
Faenas de Morante foram acompanhadas, nos momentos mais oportundos, pelo
canto flamenco de Diego "El Cigala" e seus acompanhantes. Momentos de sonho!
A quarta e última faena, a de sonho, a que não mais ninguém esquecerá, foi
emotivamente brindada a Pedro Marques, o grande amigo de Morante e o grande
obreiro da corrida de ontem. No burladero, aplaudem os antigos matadores
António Barrera e José Miguel Arroyo "Joselito"
Palavras para quê?... Assim toureou Morante ontem no Campo Pequeno
Final feliz: Morante foi passeado em ombros pelos membros da sua quadrilha e
pelos jovens toureiros da Academia do Campo Pequeno Duarte Justino e Sérgio
Nunes. A praça veio abaixo. Todos queriam mais e mais e ainda mais!...

Fotos Emílio de Jesus/fotojornalistaemilio@gmail.com

Hoje: todos os caminhos vão dar a Monforte!



Domingo: tradicional corrida mista do Colete Encarnado



Que loucura de noite, meu Deus!



Miguel Alvarenga - Nunca mais nada vai ser igual depois da noite de sonho a que ontem se assistiu na praça do Campo Pequeno. Não fosse o futebol (odeio essa coisa, houve gritos na praça quando Portugal marcou golos...) e estava casa cheia. Mesmo assim, para quem vaticinava uma noite fraquita, Morante encheu três quartos fortes das bancadas. E passou-se o quê? Sei lá... Foram momentos que não se descrevem. Não acredito que alguém os consiga passar ao papel. O Campo Pequeno foi ontem o grande epicentro da Tauromaquia mundial. Estava na praça a fina-flor de Espanha, toda a prensa, vedetas das arenas como José Miguel Arroyo "Joselito", António Barrera, Cristina Sánchez, Jiménez Fortes, Jorge Manrique, sei lá...
Morante de la Puebla fez uma faena de sonho ao primeiro toiro, os dois seguintes não tinham um passe mas ele empenhou-se que nem um leão e no último aconteceu qualquer coisa de transcendente que não sei bem se é toureio, se é arte, se é temple, se é domínio, se é sabedoria e maestria plena, se é um conto de fadas, não sei como se pode chamar, mas é diferente, ninguém esquece mais. A cada passe a praça gritou olé. "El Cigala" interviu, mais as guitarras, nos momentos oportunos, a banda nunca chegou a tocar, o director de corrida Rogério Jóia foi impecável, estilo eles que se entendam, que cantem quando quiserem, ainda bateu palmas ao toureiro, tanta aficion, tão bom gosto a dirigir uma corrida.
Não esperem de mim uma crónica. Não sei o que iria escrever. Foi de vir as lágrimas aos olhos, de arrepiar a pele, de ficar de boca aberta a pensar "será verdade o que estou a ver, o que está a acontecer?".
A seguir foi ainda pior: jantar só para convidados especiais - onde Morante fez questão de me incluir -  na "Mercearia", na praça. "El Cigala" voltou a cantar, todos os gitanos o fizeram, a fadista Ana Sofia Varela encantou nuestros hermanos com a sua voz, comeu-se e bebeu-se até de manhã, sai do Campo Pequeno já era de dia, seis em ponto, mas sóbrio... Daqui a nada rumo a Monforte, não consigo fazer tudo ao mesmo tempo. Amanhã hei-de voltar com mais calma à noite de Morante, coisa única. Ainda não acordei bem do sonho, acho. Foi uma loucura. Nada mais vai ser como dantes. A seguir vem Padilla. O Campo Pequeno ainda e sempre na rota das grandes Figuras. No centro de todas as atenções. Que toureiro, meu Deus. Que "Cigala". Que loucura de noite, a de ontem!

Fotos Emílio de Jesus e D.R.

Ontem, 5ª feira: 9.984 leram o "Farpas"


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