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| A praça de Tomar registou uma enchente na noite de 6ª feira |
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| Maestria de João Moura deu a volta aos complicados toiros de Ascensão vaz |
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| Rui Salvador foi profeta em sua terra e sagrou-se grande triunfador da corrida de 6ª feira em Tomar |
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| Francisco Maldonado Cortes sobressaíu no último toiro da corrida |
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| Pelos Amadores de Santarém, foram caras Francisco Graciosa (à primeira), António Imaginário (à quarta) e o retirado José Maria Lebre (à segunda) |
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| José Bartissol, o valoroso bandarilheiro de Rui Salvador, sofreu duas violentas colhidas na 6ª feira em Tomar - graças a Deus, sem consequências graves, para lá do susto |
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| Momento de apuro de um forcado tomarense, felizmente sem consequências de maior |
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| O cabo Marco Fernando (à primeira), Diogo Romão (à segunda) e Alexandre Ferreira (à segunda) - na foto de baixo, com Francisco Cortes - foram os forcados da cara pelo Grupo de Tomar |

Miguel Alvarenga - Aconteceu tudo no quinto toiro, o melhor do curro de Ascensão Vaz, na passada sexta-feira em Tomar, onde a corrida em que se homenageava os emigrantes registou uma bonita enchente de três quartos. Rui Salvador foi protagonista de uma actuação a todos os títulos magistral e em que deu contas da sua inquestionável maestria, lidando com primor, bregando com saber e arte e cravando com verdade e emoção em terrenos de compromisso, aqueles que reafirmam o valor dos toureiros grandes. Foi profeta em sua terra e consagrou-se máximo triunfador da noite. A seguir, o valente forcado José Maria Lebre fez um pegão ao segundo intento, sobressaindo, como sempre, na forma distinta com que citou, fazendo vibrar o público. Valoroso elemento dos Amadores de Santarém, retirado das arenas há já muitos anos, voltou a fardar-se para pegar na sua terra e fê-lo de modo soberbo e com a técnica e o arrojo de sempre. Uma pega imponente.
No seu primeiro toiro, Rui Salvador estivera também ao seu melhor nível, dando volta à arena muito aplaudida.
Os toiros de Ascensão Vaz, de apresentação q.b., tiveram seriedade e pediram contas, apesar de alguns se adiantarem em demasia, com comportamento estranho e desigual.
João Moura, desprovido das suas melhores "máquinas" (que estavam no Redondo com seu filho Miguel) valeu-se da sua reconhecida maestria para dar a volta aos dois toiros do seu lote, cumprindo pela sua experiência com ferros que tiveram a sua marca. Eterna. O público reconheceu o labor do Maestro e Moura foi aplaudido nas voltas à arena que deu no final das duas lides.
Francisco Maldonado Cortes, homenageado em Tomar pelos seus 20 anos de alternativa, toureava pela primeira vez naquela praça em duas décadas de carreira profissional. Destacou-se sobretudo no último toiro da noite, depois de no seu primeiro ter havido algum desnorte e mesmo alguma desorientação. Francisco Cortes foi sempre um bom toureiro e é um equitador exímio. Acontece que, na temporada em que comemora o 20º aniversário da sua alternativa, está "desmontado", depois de ter vendido três cavalos no início do ano. Por isso e porque sem ovos nunca se fizeram omeletas, a sua passagem por Tomar ficou-se pela boa vontade, mas foi discreta...
Os Amadores de Santarém, homenageados em Tomar pelo seu centenário, executaram as outras duas pegas por intermédio de Francisco Graciosa (à primeira) e António Imaginário (à quarta). Os Amadores de Tomar tiveram actuação marcada por uma grande pega do cabo Marco Fernando (a primeira, ao primeiro intento) e as restantes foram executadas por Diogo Romão (à segunda) e por Alexandre Ferreira (à terceira).
Na brega destacaram-se Sérgio Santos "Parrita", José Miguel, Adriano Marques, José Bartissol (que sofreu duas violentas colhidas, uma no primeiro toiro de Salvador por ter escorregado e outra no segundo, por o toiro lhe ter pisado o capote, alcançando-o a seguir), José Alegrias e o jovem Domingos Prates, um valor que se está a afirmar.
A corrida foi bem dirigida por Lourenço Luzio, assessorado pelo médico veterinário Dr. José Maria Nobre.
Fotos Ricardo Relvas











