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| O camion de Moura Jr. ficou parcialmente destruído no acidente desta madrugada em Espanha |
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| João Moura Jr. na passada 5ª feira em Lisboa e, em baixo, Carlos Barreto nessa mesma noite com Tomás Moura |

Carlos Barreto (na foto ao lado com Tomás Moura na passada quinta-feira no Campo Pequeno) está internado nos Cuidados Intensivos do Hospital de Talavera de la Reina (Espanha) e dois cavalos de saída de João Moura Júnior morreram esta madrugada em consequência do despiste do camion ocorrido numa saída da auto-estrada Madrid-Badajoz ao quilómetro 148.
Barreto esteve todo o tempo consciente até o conseguirem tirar pelo pára-brisas da camioneta que ele próprio conduzia e está a ser examinado, suspeitando-se de que tenha sofrido lesões nas costelas e a no tórax, que podem ter provocado um pneumotórax. A mulher, a filha e o genro já se encontram no Hospital de Talavera de la Reina.
O acidente ocorreu pela uma e meia da manhã e no camion de cavalos seguiam ainda os dois bandarilheiros de Moura Júnior, Diogo Malafaia (que viajava ao lado do condutor Carlos Barreto) e Jorge Alegrias, que sofreram apenas ligeiras escoriações.
Carlos Barreto, há 40 anos na Casa Moura (primeiro ao serviço de João Moura e agora de Moura Jr.) terá sentido sono quando conduzia o camion há já algumas horas e decidiu sair da auto-estrada a fim de descansar um pouco, mas quando fazia essa manobra ter-se-à deixado dormir, pelo que a viatura resvalou e se virou. Foi a primeira vez que sofreu um acidente, após mais de 40 anos a transportar os cavalos dos Moura.
Os cavalos de João Moura Júnior seguiam de Pozuelo de Alarcón - onde ontem o cavaleiro cortou três orelhas - para Ronda, onde esta tarde actuava na tradicional Corrida Goyesca. Iam no camion nove cavalos e morreram dois de saída, um a que chamavam "Compadre Jaime" e o "Dubai", recentemente comprado ao cavaleiro Tiago Carreiras e que ainda na quinta-feira recebeu um dos toiros na corrrida do Campo Pequeno.
Os outros sete cavalos sofreram pequenos ferimentos e foram assistidos no sítio do acidente por veterinários, estando neste momento a viajar para a herdade do toureiro em Portugal, graças ao apoio que no local foi prestado por Pablo Hermoso de Mendoza (que solicitou a um rejoneador local o empréstimo de uma camioneta para levar os cavalos a Portugal), por seu irmão e por seu moço de espadas.
João Moura Jr. descansava num hotel para hoje rumar a Ronda (onde não actuará) e dirigiu-se de imediato para o local do acidente. Contactou Pablo Hermoso, que viajava também e se prontificou a estar a seu lado e a ajudar no que fosse necessário, deslocando-se de imediato para o local do acidente.
Os sete cavalos sobreviventes vão agora ser assitidos na herdade pelos médicos veterinários que prestam serviço a João Moura Júnior.
Logo após o acidente, Moura Jr. telefonou ao seu apoderado Rui Bento, que de imediato se pôs em contacto com o matador Francisco Rivera Ordoñez, empresário da praça de Ronda, transmitindo-lhe a impossibilidade de o cavaleiro actuar esta tarde na centenária praça, onde ia alternar com Andrés Romero e Lea Vicens.
Rui Bento adiantou ao "Farpas" que ainda esta manhã será difundido um comunicado oficial dando conta desta trágica ocorrência. João Moura Jr., recorde-se, obteve quinta-feira no Campo Pequeno um memorável triunfo (foto de cima), o maior que ali conquistou desde a reabertura da praça há dez anos.
Fotos M. Alvarenga, Frederico Henriques e Maria Mil-Homens


