
As medidas este fim-de-semana apresentadas pelo Governo espanhol para desconfinar a Tauromaquia "não têm lógica" e "inviabilizam a realização das corridas", afirmam empresários e toureiros
O sector tauromáquico espanhol está em pé de guerra depois de este fim-de-semana o Governo de Pedro Sánchez ter apresentado as medidas a seguir para o desconfinamento dos espectáculos tauromáquicos.
Numa primeira fase, as praças de toiros só poderão ocupar um terço da sua lotação e "não mais que 400 espectadores" e numa outra fase poderão utilizar 50% da lotação e "não mais que 800 espectadores" - normas que os profissionais do sector consideram "não ter lógica nenhuma" e apenas pretenderem "asfixiar a tauromaquia".
Uma praça como a Monumental de las Ventas em Madrid (fotos), com capacidade para 22 mil espectadores, com 50% da lotação preenchida teria nas bancadas 11 mil pessoas - e não apenas 800, como o Governo estipula.
"Não tem lógica que se fale em um terço da lotação e apenas 400 espectadores, porque na maioria das praças um terço da lotação são muito mais que 400 espectadores; e não tem lógica que se estupule apenas um número reduzido de 800 espectadores quando as praças passarem a poder utilizar 50% da sua lotação, que significa um número muito superior de pessoas. Os números não coincidem com a realidade", dizem os empresários do país vizinho.
Fotos D.R.

