sábado, 24 de outubro de 2026
Evento solidário na praça de Alter: "um forcado nunca deixa um dos seus para trás"
Vai realizar-se no próximo dia 8 de Novembro (domingo) na praça de toiros de Alter do Chão uma demonstração de pegas solidária - cuja receita reverte a favor da recuperação do forcado Ruben Caixinha, do Grupo de Alter do Chão, que se lesionou na recente corrida realizada em Idanha-a-Nova.
Participam neste evento os grupos de forcados de Alter do Chão, de Arronches, de Monforte, Académicos de Elvas e do Redondo, lidando-se reses da ganadaria de Pedro Tinoco.
"Ser forcado é muito mais do que enfrentar um toiro. É partilhar alegrias, vencer medos, ultrapassar dificuldades e, acima de tudo, pertencer a uma família que permanece unida nos momentos mais difíceis" - lê-se na página da rede social Facebook do GFA de Alter do Chão, num texto intitulado "Um forcado nunca deixa um dos seus para trás".
"Na nossa última corrida, realizada na praça de toiros de Idanha-a-Nova, o nosso Ruben Caixinha sofreu uma grave lesão durante uma das tentativas no nosso primeiro toiro. Um momento que nos marcou profundamente e que nos recordou que, acima de qualquer triunfo, está a vida e o bem-estar dos nossos companheiros. Hoje, é o Caixinha que precisa de nós. E nós estaremos aqui, como sempre estivemos, lado a lado!" - acrescenta o GFA de Alter do Chão, salientando que "mais do que uma tarde de pegas, será uma demonstração de união, amizade e solidariedade. Porque, independentemente das cores das nossas jaquetas, há valores que nos unem para toda a vida! Contamos com todos vocês! Todos juntos numa só pega!".
Liga Nacional de Novilhadas: Jaime Amante questiona imparcialidade da iniciativa
Dois novilheiros praticantes e dois amadores, mais dois cavaleiros praticantes, compõem o cartel da denominada Grande Final da Liga Nacional de Novilhadas, uma promoção da PróToiro, anunciada para 21 de Novembro no Coliseu do Redondo.
Para trás ficaram quatro novilhadas realizadas em várias praças nacionais, em que participaram muitos novilheiros das diversas escolas taurinas existentes no nosso país.
Uma final pressupõe que tivesse um cartel integrado pelos triunfadores, pelos mais pontuados nas eliminatórias anteriores - que é o que costuma acontecer nestas iniciativas.
Ninguém entendeu que critério foi usado para montar o elenco que está anunciado como Grande Final. Sem desprimor algum pelos jovens toureiros que o integram, é legítimo que se questione por que razões outros ficaram de fora deste cartel final?
Mais confuso e mais complicado de entender é o facto de duas escolas de toureio com alunos a competir nesta Liga de Novilhadas fazerem parte da Comissão Organizadora da mesma...
"Quando quem compete, também decide, a imparcialidade desaparece" - acusa o cronista taurino Jaime Amante num pertinente artigo de opinião em que põe o dedo na ferida, dado à estampa na sua página da rede social Facebook - que aqui reproduzimos com a devida vénia.
Afinal, batem todos muitas palminhas, mas se calhar o rei vai nu...
Quando quem compete, também decide, a imparcialidade desaparece
Jaime Amante - Há questões na tauromaquia que merecem ser colocadas com frontalidade, mas também com serenidade e sentido de responsabilidade.
No início do ano, com pompa e circunstância, a PróToiro anunciou em Vila Franca de Xira a criação de uma Liga Nacional de Novilhadas, uma iniciativa que, à partida, poderia representar uma oportunidade para promover a formação, estimular a competição saudável e dar visibilidade aos jovens que procuram construir o seu caminho no mundo dos toiros.
Felicitei a iniciativa mas encontrei na mesma alguma ingenuidade na sua orgânica e no modo como a mesma se ia desenrolar.
Na Comissão Organizadora da 1ª Liga Nacional de Novilhadas, responsáveis da PróToiro e representantes da Escola de Toureio “José Falcão” de Vila Franca de Xira e da Escola de Toureio e Tauromaquia da Moita do Ribatejo.
De repente surge uma pergunta legítima: se duas das escolas participantes são simultaneamente convidadas a integrar a comissão responsável pela organização, regulamentação ou acompanhamento da própria Liga, onde fica a necessária independência?
Não se trata de pôr em causa pessoas, escolas ou instituições. Trata-se de uma questão de princípio e de transparência.
Quem participa numa competição deve ter exactamente as mesmas condições que os restantes concorrentes. E quem tem responsabilidades na definição das regras, critérios ou decisões da competição deverá, idealmente, estar suficientemente afastado dos interesses daqueles que nela competem.
Na Festa Brava, onde tantas vezes se fala de ética, seriedade, verdade e respeito pelas regras, estas preocupações não podem ser consideradas secundárias.
Uma Liga Nacional de Novilhadas, deve ser um espaço de igualdade, mérito e oportunidade para todos.
Por isso, a questão não é saber o que está correcto ou o que está errado. A questão é muito mais simples:
É possível uma Eescola ter simultaneamente alunos seus a participar e também ser parte da estrutura que organiza o evento, sem que surja um potencial conflito de interesses?
A expressão mais forte e tecnicamente adequada, se houver participação directa nas decisões que podem beneficiar ou prejudicar os concorrentes, “aqui surge um potencial conflito de interesses”.
Talvez seja uma situação perfeitamente regulamentada. Se assim for...
Anuncia-se para o dia 21 de Novembro na praça de toiros do Redondo, a Final da Liga Nacional de Novilhadas.
No que concerne ao toureio a pé participaram nas quatro novilhadas realizadas, 8 jovens toureiros, Rodrigo Lousa, Martím Velásquez, e João Maria Rodrigues com duas actuações e Vicente Sánchez, António Grilo "Toninho", Eduardo "Chibanga", João Fernandes e João Palha com uma participação cada.
Até aqui tudo “normal”, mas uma ou várias questões se colocam: com que critério foram escolhidos os quatro novilheiros anunciados para a “Final” ?
No decorrer das anteriores novilhadas realizadas, houve em algum momento, critérios previamente anunciados, de uma possível avaliação, com o fim de encontrar o triunfador de modo a participar na “Final” ?
Com que conceito, que princípios nortearam nas quatro novilhadas realizadas, a escolha dos participantes e que critérios estiveram em consideração ?
Uma competição (a Liga Nacional de Novilhadas foi uma competição?) só terá verdadeiramente êxito quando todos os participantes puderem olhar para ela e sentir que partem da mesma linha de saída, obedecem às mesmas regras e são julgados pelos mesmos critérios.
Na Tauromaquia, como na vida, a credibilidade também se paga e eu creio que a transparência nunca fez mal à Tauromaquia.
Afinal, quando quem compete, também decide, a imparcialidade desaparece...
Madrid: mais de um milhão de espectadores nos 60 espectáculos deste ano em Las Ventas
A Monumental de Las Ventas, Madrid, encerrou a temporada de 2026 no passado dia 12 de Outubro, consolidando a tendência de crescimento da assistência de público. Ao longo dos 60 espectáculos realizados - 41 corridas de toiros, 16 novilhadas e 3 corridas de rejoneio -, a praça madrilena recebeu um total de 1.018.696 espectadores, com uma média de 16.978 espectadores por espetáculo. Desta forma, Las Ventas ultrapassa a marca de um milhão de espectadores pelo segundo ano consecutivo.
O interesse do público ficou patente nas 24 lotações esgotadas, com o anúncio de «não há bilhetes». Este marco foi alcançado em mais seis espetáculos do que em 2025. Além disso, 34 tardes registaram mais de 18.000 espectadores, o que representa mais de metade do total de espectáculos realizados.
A Feira de Outono encerrou com 21.816 abonados, atingindo o número máximo de lugares disponíveis destinados aos detentores de abonos. Um facto que confirma a vitalidade e a força da tauromaquia em Madrid, alcançando um pleno histórico.
Ontem, 6ª feira: 30.716 leram o "Farpas"!
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sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Empresário não confirma, nem desmente, mas nós sabemos que vai acontecer: Samuel Silva estreia-se como apoderado
Já se conhecem os primeiros acordes da tradicional Dança dos Apoderados que costuma animar a época do defeso - Benito Moura é o novo manager de Tristão R. Telles e Francisco Mendonça Mira deixou de apoderar Tomás Moura -, mas outras alterações vão ser muito em breve anunciadas (e duas delas, com o epicentro em Monforte...) e o "Farpas", sempre em cima do acontecimento, vai mantê-lo informado sobre todas as novidades.
O empresário Samuel Silva (na foto de cima), pode muito em breve assumir, pela primeira vez, o apoderamento de um cavaleiro de primeira. O rumor andava há algumas semanas no ar, agora sabe-se que Samuel teve, pelo menos, três propostas para apoderar toureiros e é bem capaz, segundo consta no círculo dos seus amigos mais próximos, de vir a aceitar uma delas. "Um desafio grande e importante" - diz quem sabe.
Questionado esta tarde pelo "Farpas", Samuel Silva não quis adiantar pormenores, mas não desmentiu a possibilidade de, como consta nos mentideiros da Festa, vir a deitar mãos ao apoderamento de uma figura do toureio. "Estou a estudar os desafios que me lançaram, a seu tempo darei notícias" - afirmou. Mas não quis confirmar em absoluto (nem desmentir) a hipótese de em breve poder surpreender tudo e todos com "a notícia" que se espera.
Segundo apurámos, a confirmar-se essa possibilidade, Samuel Silva assumirá o apoderamento a solo e não em parceria com o seu sócio Jorge Dias da empresa Toiros com Arte - com o qual mantém a sociedade e a gestão das praças de Portalegre, Terrugem, Arronches, Sousel, Arruda dos Vinhos e Chamusca, podendo ainda somar a estas mais uma adjudicação de "uma praça que temos há algum tempo debaixo de olho", revelou o empresário.
Fotos M. Alvarenga
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| Samuel Silva mantém a gestão das praças em sociedade com Jorge Dias (Toiros com Arte), mas se vier a estrear-se como apoderado será a solo |
Luxação no ombro impede Daniel Luque de tourear domingo no México
Daniel Luque não poderá actuar no próximo domingo na praça mexicana de Guadalajara, devido à lesão sofrida na recente Feira do Pilar em Saragoça. A luxação do ombro esquerdo, provocada pela forte colhida que sofreu no passado dia 12 de Outubro, impedirá o toureiro de participar no espectáculo, apesar dos esforços que fez para corresponder às expectativas dos aficionados mexicanos.
Através de um comunicado publicado nas redes sociais, o toureiro natural de Gerena (na foto de baixo, com o seu apoderado Rui Bento na recente corrida da Feira de Outubro em Vila Franca) confirmou que se encontra em plena fase de reabilitação, com o objetivo de regressar às arenas o mais rapidamente possível e cumprir os restantes compromissos previstos.
Fotos M. Alvarenga
21 de Novembro: PróToiro promove no Redondo o regresso do Dia da Tauromaquia
Os jovens espadas Vicente Sánchez, João Maria Rodrigues, Martim Velásquez e Rodrigo Lousa, bem como os cavaleiros praticantes Mariana Avó e João Gregório de Oliveira compõem, no próximo dia 21 de Novembro (sábado), no Coliseu do Redondo, o cartel da 6ª novilhada que é a Grande Final da Liga Nacional de Novilhadas, um promoção da Federação PróToiro que este ano correu várias praças de toiros de país dando oportunidades às futuras estrelas, a cavalo e a pé, do toureio português.
Lidar-se-ão seis novilhos a designar e as duas pegas aos lidados a cavalo serão executadas pelos forcados Amadores do Redondo.
Esta novilhada insere-se no Dia da Tauromaquia, que terá muitas mais actividades ao longo da manhã e da tarde e cujo programa completo será em breve divulgado.
Ontem debateu-se em Lisboa a pureza do toureio a cavalo
O que é, afinal, a pureza do toureio a cavalo? Quatro figuras do toureio equestre nacional - Emídio Pinto, José Manuel Correia Lopes, António Ribeiro Telles e João Salgueiro - opinaram e explicaram o que é, afinal, esse “mistério”… que alguns desvirtuam e outros afirmam ser “outra coisa”.
Perante uma interessadíssima plateia de aficionados, que esgotaram com antecedência a (pequena) sala do Restaurante “Apeadeiro” (ao Campo Pequeno), os quatro cavaleiros foram ontem os oradores de um debate promovido pelo Grupo Tauromáquico “Sector 1”, presidido por Patrícia Sardinha, cujo tema era uma pergunta, a que em cima referimos: o que é a pureza do toureio a cavalo?
O moderador foi José Cáceres, que na próxima semana vai também moderar no Montijo um outro debate, desta vez sobre a arte do toureio a pé.
Falou-se muito - e bem -, marcou também presença o veterano cavaleiro Fernando de Andrade Salgueiro -, e no fim concluiu-se que a resposta é esta: respeitar a investida natural do toiro, sem mentiras, sem enganos, com honestidade e com verdade. Isto é, chamada sorte de caras interpretada na sua máxima expressão - tal como o fazem António Ribeiro Telles e João Salgueiro nas duas fotos que publicamos em cima, dadas à estampa na rede Facebook por Catarina Bexiga.
Com a perspicácia que o caracteriza, o veterano crítico taurino Joaquim Tapada comentou hoje na rede social Facebook o colóquio de ontem à noite, sem deixar na gaveta as críticas a falhas que considera terem existido ao longo da conversa:
“Gostei da clarividência de cada um dos cavaleiros Emídio Pinto, José Manuel Correia Lopes, de António Ribeiro Telles e de João Salgueiro no Colóquio do ‘Sector 1', bem dirigido por José Cáceres. Ouvi de cada um referências a antigos cavaleiros, salientando em especial João Núncio e David Ribeiro Telles, com pequenas notas sobre Simão da Veiga,
António Luís Lopes, Murteira Correia e Dr. Fernando Salgueiro.
“Não gostei que fossem esquecidos os nomes de quatro cavaleiros verdadeiramente revolucionários na arte de tourear a cavalo : Pedro Louceiro, José Lupi (118 corridas em Espanha na mesma temporada quando integrou o quarteto dos ‘4 cavaleiros da Apoteose’, com os irmãos Ángel e Rafael Peralta e Álvarito Domecq); que não se falasse em José Mestre Batista e, sobretudo, em João Moura (saiu 9 vezes pela Porta Grande de Las Ventas), que foi o grande responsável pela alteração como os rejoneadores espanhóis lidavam, com saliência para Pablo Hermoso, que passava temporadas em Monforte em casa de João Moura. Foi isto que não me deixou confortar totalmente a noite que foi extraordinária e taurina”.
O “Sector 1” projecta repetir a discussão deste tema em próxima oportunidade.
Fotos D.R., Luis Oom/Facebook e Catarina Bexiga
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| João Salgueiro, o moderador José Cáceres, António Telles, Emídio Pinto e José Manuel Correia Lopes |
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| Plateia de aficionados assistiu interessada ao debate |
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| Frenando Andrade Salgueiro, João Salgueiro e José Cáceres |
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| Emídio Pinto e José Manuel Correia Lopes |
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| Duarte Pinto também presente |
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| Fernando A. Salgueiro, Emídio Pinto, João Salgueiro, Patrícia Sardinha, António Telles, José M. Correia Lopes e Catarina Bexiga |
Ontem, 5ª feira: 32.179 leram o "Farpas"!
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Amanhã na Golegã: missa por alma de Rui Souto Barreiros no primeiro aniversário da sua partida
Amanhã, sábado, 24 de Outubro, pelas 18h30, é celebrada na Igreja Matriz da Golegã uma santa missa por alma do nosso querido e saudoso amigo Rui Souto Barreiros no primeiro aniversário da sua partida.
Figura marcante dos forcados e ainda hoje lembrado como uma das grandes referências da nobre arte de pegar toiros, Rui Souto Barreiros honrou a jaqueta dos Amadores de Santarém, grupo de que foi cabo seu irmão José Manuel; e integrou depois e comandou os Amadores dos Ribatejo.
Rui Souto Barreiros morreu há um ano - tinha 82 anos.
Foto D.R.
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Sérgio dos Santos "Parrita", apoderado do cavaleiro-revelação Luis Pimenta: "Tenho sentido diariamente que foi uma aposta ganha!"
A história de Sérgio dos Santos começou na Escola de Toureio da Moita, onde o professor Armando Soares o baptizou, como fazia a todos, com o nome artístico de um antigo toureiro - ficou “Parrita”. Com 14 anos, estreou-se num festejo celebrado em Cacém. Foi promissor novilheiro e chegou à alternativa em 25 de Abril de 2004, recebendo-a numa da mais antigas praças de toiros de Espanha, a de Las Virtudes, em Ciudad Real. Fernández Pineda foi o padrinho e a testemunha foi o rejoneador José Luis Cañaveral. Os toiros eram de Tornay e “Parrita” cortou uma orelha ao segundo do seu lote. O histórico Fernando Camacho chegou a apoderá-lo e a garantir que tinha em mãos “um novo Pedrito” - mas a profecia não se cumpriu. Em 2014, desiludido com o rumo que levava o toureio a pé neste país, retirou-se e passou a bandarilheiro, acumulando agora também a missão de apoderado. Primeiro foi da cavaleira Mara Pimenta, agora é do irmão dela, Luis Pimenta, que este ano tomou a alternativa e é referenciado, juntamente com Duarte Fernandes, como uma das grandes revelações desta temporada. Foi sobretudo desse ambicioso projecto que quisemos conversar com o Sérgio.
Entrevista de Miguel Alvarenga
- Parrita, comecemos pelo balanço desta sua nova faceta de apoderado. Foi promissor novilheiro, digno matador, é um bom bandarilheiro, como foi que “apareceu” este desafio para ser apoderado do cavaleiro Luis Pimenta?
- Como referenciou tenho desde muito miúdo uma vida ligada ao toiro como profissional. O desafio começa por ter apoderado a Mara Pimenta, irmã do Luís, e ver o Luís a dar os primeiros passos e achar que tinha um talento enorme, começa por tentar ajudá-lo em alguns conselhos e o resto veio naturalmente pela excelente relação que temos, como família!
- Quando aceitou esse desafio, o Luis Pimenta era quase um ilustre desconhecido da aficion portuguesa. Falava-se que era irmão da Mara Pimenta, mas nunca ninguém o tinha visto tourear. Acreditou nele na primeira hora?
- Sim, era um desconhecido taurinamente até começar a tourear os primeiros espectáculos, mas depois mostrou logo aquilo em que eu acreditava: que tinha um enorme talento e que marcava a diferença em muitos aspetos. Eu era suspeito, pela relação que tinhamos, mas logo aí viu-se que eu tinha razão, com o feedback dos aficionados e das empresas. Estava muito verde a nível técnico, mas com o desenrolar da carreira foi evoluindo de forma precoce muito positivamente. Tenho sentido diariamente que foi uma aposta ganha!
- Na temporada de 2025, Luis Pimenta era já referenciado como “uma promessa” e já dava sinais de que não ir ser “só mais um”. As coisas tornaram-se mais fáceis?
- A temporada 2025 foi a primeira temporada dele, onde tirou a prova de praticante e em 2026 toma a alternativa. Foi tudo, sem dúvida, demasiado precoce, mas derivado ao crescimento dele tão rápido, o caminho mostrou e colocou-o num patamar elevado a nível técnico e artístico, algo que na minha opinião só aos predestinados acontece! As coisas fáceis não são, porque mesmo a justificar todos os dias dentro da praça, existem sempre alguns lobbies que o deixam de fora injustamente, mas isto é mesmo assim e o Luís está mentalizado e preparado para esta luta e para fazer frente às injustiças, por isso dá a cara todos os dias para tentar contrariar essas contrariedades.
- Foi uma alternativa triunfal, o seu telefone começou a tocar?…
- Foi um dia mesmo muito especial, foi um misto de emoções, a forma como trataram o Luís, os companheiros de cartel, o público, a Santa Casa e o Maestro Rui Bento, toda a gente foi especial! Artisticamente foi um grande triunfo que lhe irá abrir muitas portas. Não podemos esperar que o telefone toque, tenho de ligar eu… mas sim, já vai tocando!
- O Luis termina a temporada actuando nas duas últimas corridas do ano, dia 31 em Évora e dia 1 de Novembro no Cartaxo. Qual é o balanço que faz desta campanha/2026?
- O Luis toureia ainda dia 31 em Évora, 1 de Novembro no Cartaxo e dia 7 ainda tem um festival em Espanha. O balanço foi muito positivo, começamos sem saber o que iria acontecer e sem dúvida que foi muito gratificante os triunfos e os passos que demos. Como equipa, trabalhamos sem objetivos de tourear x corridas, mas sim tourearmos o que fosse surgindo, mas com dignidade e categoria, e isso foi conseguido e estamos muito satisfeitos.
- Já pode dar-nos conta de alguns projectos para 2027?
- Em 2027 vamos basear-nos no mesmo objetivo, corrida a corrida e no fim fazemos as contas, penso que vai ser uma temporada demasiado importante, onde acredito que iremos entrar em cartéis de grande nível nas primeiras praças do nosso panorama taurino. Já estou em contacto com algumas empresas e as coisas vão num bom caminho, penso que vai ser uma grande e importante temporada de afirmação e de coisas muito bonitas, mas para já vamos acabar esta em grande nível. Esse é, para já, o nosso objetivo.
Fotos M. Alvarenga, D.R. e Fernando Clemente




























