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Já se conhecem os primeiros acordes da tradicional Dança dos Apoderados que costuma animar a época do defeso - Benito Moura é o novo manager de Tristão R. Telles e Francisco Mendonça Mira deixou de apoderar Tomás Moura -, mas outras alterações vão ser muito em breve anunciadas (e duas delas, com o epicentro em Monforte...) e o "Farpas", sempre em cima do acontecimento, vai mantê-lo informado sobre todas as novidades.
O empresário Samuel Silva (na foto de cima), pode muito em breve assumir, pela primeira vez, o apoderamento de um cavaleiro de primeira. O rumor andava há algumas semanas no ar, agora sabe-se que Samuel teve, pelo menos, três propostas para apoderar toureiros e é bem capaz, segundo consta no círculo dos seus amigos mais próximos, de vir a aceitar uma delas. "Um desafio grande e importante" - diz quem sabe.
Questionado esta tarde pelo "Farpas", Samuel Silva não quis adiantar pormenores, mas não desmentiu a possibilidade de, como consta nos mentideiros da Festa, vir a deitar mãos ao apoderamento de uma figura do toureio. "Estou a estudar os desafios que me lançaram, a seu tempo darei notícias" - afirmou. Mas não quis confirmar em absoluto (nem desmentir) a hipótese de em breve poder surpreender tudo e todos com "a notícia" que se espera.
Segundo apurámos, a confirmar-se essa possibilidade, Samuel Silva assumirá o apoderamento a solo e não em parceria com o seu sócio Jorge Dias da empresa Toiros com Arte - com o qual mantém a sociedade e a gestão das praças de Portalegre, Terrugem, Arronches, Sousel, Arruda dos Vinhos e Chamusca, podendo ainda somar a estas mais uma adjudicação de "uma praça que temos há algum tempo debaixo de olho", revelou o empresário.
Fotos M. Alvarenga
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| Samuel Silva mantém a gestão das praças em sociedade com Jorge Dias (Toiros com Arte), mas se vier a estrear-se como apoderado será a solo |
Daniel Luque não poderá actuar no próximo domingo na praça mexicana de Guadalajara, devido à lesão sofrida na recente Feira do Pilar em Saragoça. A luxação do ombro esquerdo, provocada pela forte colhida que sofreu no passado dia 12 de Outubro, impedirá o toureiro de participar no espectáculo, apesar dos esforços que fez para corresponder às expectativas dos aficionados mexicanos.
Através de um comunicado publicado nas redes sociais, o toureiro natural de Gerena (na foto de baixo, com o seu apoderado Rui Bento na recente corrida da Feira de Outubro em Vila Franca) confirmou que se encontra em plena fase de reabilitação, com o objetivo de regressar às arenas o mais rapidamente possível e cumprir os restantes compromissos previstos.
Fotos M. Alvarenga
Os jovens espadas Vicente Sánchez, João Maria Rodrigues, Martim Velásquez e Rodrigo Lousa, bem como os cavaleiros praticantes Mariana Avó e João Gregório de Oliveira compõem, no próximo dia 21 de Novembro (sábado), no Coliseu do Redondo, o cartel da 6ª novilhada que é a Grande Final da Liga Nacional de Novilhadas, um promoção da Federação PróToiro que este ano correu várias praças de toiros de país dando oportunidades às futuras estrelas, a cavalo e a pé, do toureio português.
Lidar-se-ão seis novilhos a designar e as duas pegas aos lidados a cavalo serão executadas pelos forcados Amadores do Redondo.
Esta novilhada insere-se no Dia da Tauromaquia, que terá muitas mais actividades ao longo da manhã e da tarde e cujo programa completo será em breve divulgado.
O que é, afinal, a pureza do toureio a cavalo? Quatro figuras do toureio equestre nacional - Emídio Pinto, José Manuel Correia Lopes, António Ribeiro Telles e João Salgueiro - opinaram e explicaram o que é, afinal, esse “mistério”… que alguns desvirtuam e outros afirmam ser “outra coisa”.
Perante uma interessadíssima plateia de aficionados, que esgotaram com antecedência a (pequena) sala do Restaurante “Apeadeiro” (ao Campo Pequeno), os quatro cavaleiros foram ontem os oradores de um debate promovido pelo Grupo Tauromáquico “Sector 1”, presidido por Patrícia Sardinha, cujo tema era uma pergunta, a que em cima referimos: o que é a pureza do toureio a cavalo?
O moderador foi José Cáceres, que na próxima semana vai também moderar no Montijo um outro debate, desta vez sobre a arte do toureio a pé.
Falou-se muito - e bem -, marcou também presença o veterano cavaleiro Fernando de Andrade Salgueiro -, e no fim concluiu-se que a resposta é esta: respeitar a investida natural do toiro, sem mentiras, sem enganos, com honestidade e com verdade. Isto é, chamada sorte de caras interpretada na sua máxima expressão - tal como o fazem António Ribeiro Telles e João Salgueiro nas duas fotos que publicamos em cima, dadas à estampa na rede Facebook por Catarina Bexiga.
Com a perspicácia que o caracteriza, o veterano crítico taurino Joaquim Tapada comentou hoje na rede social Facebook o colóquio de ontem à noite, sem deixar na gaveta as críticas a falhas que considera terem existido ao longo da conversa:
“Gostei da clarividência de cada um dos cavaleiros Emídio Pinto, José Manuel Correia Lopes, de António Ribeiro Telles e de João Salgueiro no Colóquio do ‘Sector 1', bem dirigido por José Cáceres. Ouvi de cada um referências a antigos cavaleiros, salientando em especial João Núncio e David Ribeiro Telles, com pequenas notas sobre Simão da Veiga,
António Luís Lopes, Murteira Correia e Dr. Fernando Salgueiro.
“Não gostei que fossem esquecidos os nomes de quatro cavaleiros verdadeiramente revolucionários na arte de tourear a cavalo : Pedro Louceiro, José Lupi (118 corridas em Espanha na mesma temporada quando integrou o quarteto dos ‘4 cavaleiros da Apoteose’, com os irmãos Ángel e Rafael Peralta e Álvarito Domecq); que não se falasse em José Mestre Batista e, sobretudo, em João Moura (saiu 9 vezes pela Porta Grande de Las Ventas), que foi o grande responsável pela alteração como os rejoneadores espanhóis lidavam, com saliência para Pablo Hermoso, que passava temporadas em Monforte em casa de João Moura. Foi isto que não me deixou confortar totalmente a noite que foi extraordinária e taurina”.
O “Sector 1” projecta repetir a discussão deste tema em próxima oportunidade.
Fotos D.R., Luis Oom/Facebook e Catarina Bexiga
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| João Salgueiro, o moderador José Cáceres, António Telles, Emídio Pinto e José Manuel Correia Lopes |
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| Plateia de aficionados assistiu interessada ao debate |
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| Frenando Andrade Salgueiro, João Salgueiro e José Cáceres |
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| Emídio Pinto e José Manuel Correia Lopes |
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| Duarte Pinto também presente |
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| Fernando A. Salgueiro, Emídio Pinto, João Salgueiro, Patrícia Sardinha, António Telles, José M. Correia Lopes e Catarina Bexiga |
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Amanhã, sábado, 24 de Outubro, pelas 18h30, é celebrada na Igreja Matriz da Golegã uma santa missa por alma do nosso querido e saudoso amigo Rui Souto Barreiros no primeiro aniversário da sua partida.
Figura marcante dos forcados e ainda hoje lembrado como uma das grandes referências da nobre arte de pegar toiros, Rui Souto Barreiros honrou a jaqueta dos Amadores de Santarém, grupo de que foi cabo seu irmão José Manuel; e integrou depois e comandou os Amadores dos Ribatejo.
Rui Souto Barreiros morreu há um ano - tinha 82 anos.
Foto D.R.
A história de Sérgio dos Santos começou na Escola de Toureio da Moita, onde o professor Armando Soares o baptizou, como fazia a todos, com o nome artístico de um antigo toureiro - ficou “Parrita”. Com 14 anos, estreou-se num festejo celebrado em Cacém. Foi promissor novilheiro e chegou à alternativa em 25 de Abril de 2004, recebendo-a numa da mais antigas praças de toiros de Espanha, a de Las Virtudes, em Ciudad Real. Fernández Pineda foi o padrinho e a testemunha foi o rejoneador José Luis Cañaveral. Os toiros eram de Tornay e “Parrita” cortou uma orelha ao segundo do seu lote. O histórico Fernando Camacho chegou a apoderá-lo e a garantir que tinha em mãos “um novo Pedrito” - mas a profecia não se cumpriu. Em 2014, desiludido com o rumo que levava o toureio a pé neste país, retirou-se e passou a bandarilheiro, acumulando agora também a missão de apoderado. Primeiro foi da cavaleira Mara Pimenta, agora é do irmão dela, Luis Pimenta, que este ano tomou a alternativa e é referenciado, juntamente com Duarte Fernandes, como uma das grandes revelações desta temporada. Foi sobretudo desse ambicioso projecto que quisemos conversar com o Sérgio.
Entrevista de Miguel Alvarenga
- Parrita, comecemos pelo balanço desta sua nova faceta de apoderado. Foi promissor novilheiro, digno matador, é um bom bandarilheiro, como foi que “apareceu” este desafio para ser apoderado do cavaleiro Luis Pimenta?
- Como referenciou tenho desde muito miúdo uma vida ligada ao toiro como profissional. O desafio começa por ter apoderado a Mara Pimenta, irmã do Luís, e ver o Luís a dar os primeiros passos e achar que tinha um talento enorme, começa por tentar ajudá-lo em alguns conselhos e o resto veio naturalmente pela excelente relação que temos, como família!
- Quando aceitou esse desafio, o Luis Pimenta era quase um ilustre desconhecido da aficion portuguesa. Falava-se que era irmão da Mara Pimenta, mas nunca ninguém o tinha visto tourear. Acreditou nele na primeira hora?
- Sim, era um desconhecido taurinamente até começar a tourear os primeiros espectáculos, mas depois mostrou logo aquilo em que eu acreditava: que tinha um enorme talento e que marcava a diferença em muitos aspetos. Eu era suspeito, pela relação que tinhamos, mas logo aí viu-se que eu tinha razão, com o feedback dos aficionados e das empresas. Estava muito verde a nível técnico, mas com o desenrolar da carreira foi evoluindo de forma precoce muito positivamente. Tenho sentido diariamente que foi uma aposta ganha!
- Na temporada de 2025, Luis Pimenta era já referenciado como “uma promessa” e já dava sinais de que não ir ser “só mais um”. As coisas tornaram-se mais fáceis?
- A temporada 2025 foi a primeira temporada dele, onde tirou a prova de praticante e em 2026 toma a alternativa. Foi tudo, sem dúvida, demasiado precoce, mas derivado ao crescimento dele tão rápido, o caminho mostrou e colocou-o num patamar elevado a nível técnico e artístico, algo que na minha opinião só aos predestinados acontece! As coisas fáceis não são, porque mesmo a justificar todos os dias dentro da praça, existem sempre alguns lobbies que o deixam de fora injustamente, mas isto é mesmo assim e o Luís está mentalizado e preparado para esta luta e para fazer frente às injustiças, por isso dá a cara todos os dias para tentar contrariar essas contrariedades.
- Foi uma alternativa triunfal, o seu telefone começou a tocar?…
- Foi um dia mesmo muito especial, foi um misto de emoções, a forma como trataram o Luís, os companheiros de cartel, o público, a Santa Casa e o Maestro Rui Bento, toda a gente foi especial! Artisticamente foi um grande triunfo que lhe irá abrir muitas portas. Não podemos esperar que o telefone toque, tenho de ligar eu… mas sim, já vai tocando!
- O Luis termina a temporada actuando nas duas últimas corridas do ano, dia 31 em Évora e dia 1 de Novembro no Cartaxo. Qual é o balanço que faz desta campanha/2026?
- O Luis toureia ainda dia 31 em Évora, 1 de Novembro no Cartaxo e dia 7 ainda tem um festival em Espanha. O balanço foi muito positivo, começamos sem saber o que iria acontecer e sem dúvida que foi muito gratificante os triunfos e os passos que demos. Como equipa, trabalhamos sem objetivos de tourear x corridas, mas sim tourearmos o que fosse surgindo, mas com dignidade e categoria, e isso foi conseguido e estamos muito satisfeitos.
- Já pode dar-nos conta de alguns projectos para 2027?
- Em 2027 vamos basear-nos no mesmo objetivo, corrida a corrida e no fim fazemos as contas, penso que vai ser uma temporada demasiado importante, onde acredito que iremos entrar em cartéis de grande nível nas primeiras praças do nosso panorama taurino. Já estou em contacto com algumas empresas e as coisas vão num bom caminho, penso que vai ser uma grande e importante temporada de afirmação e de coisas muito bonitas, mas para já vamos acabar esta em grande nível. Esse é, para já, o nosso objetivo.
Fotos M. Alvarenga, D.R. e Fernando Clemente
| Paulo Caetano pode ser (será?) o novo parceiro de Pombeiro |
No Campo Pequeno, o clima é tranquilo, mas a expectativa (dos aficionados) é a do costume: aguarda-se o anúncio de quem será o novo parceiro do empresário Luis Miguel Pombeiro, sendo neste momento um dado adquirido que José María Charraz não continuará. Diz-se mesmo que as relações entre ambos terão azedado bastante nas últimas semanas.
Uma coisa é certa e não tem discussão: a Ovação e Palmas de Pombeiro foi reconduzida, há já algumas semanas, pela Plateia Colossal de Álvaro Covões como organizadora das quatro touradas do próximo ano.
Pombeiro ainda tem situações atrasadas para resolver e acertar com os anteriores parceiros, Samuel Silva e Jorge Dias (Toiros com Arte); e, dois anos depois da união a Charraz, a cena repete-se. Já estão, diz-se, de candeias às avessas.
Surge entretanto, sabe o "Farpas", uma luz ao fundo do túnel. E uma luz importante. Chama-se Paulo Caetano.
Já este ano chegou a ser mencionada a união do Maestro Paulo Caetano a Luis Miguel Pombeiro, mas se existiu, ninguém deu por ela.
O "Farpas" pode adiantar que já estiveram ambos reunidos, há duas semanas, no escritório de um conhecido (e muito aficionado) advogado e que a possibilidade de ser Paulo Caetano o "novo parceiro" de Pombeiro está cada vez mais de pé.
Seria uma importante união - e uma garantia de bom nível e de classe nos quatro cartéis do Campo Pequeno. E não apenas em dois, como este ano aconteceu.
Novidades - boas, espera-se - em breve.
Fotos M. Alvarenga
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| Charraz não deverá continuar ao lado de Pombeiro |
Terminado o reinado de Ricardo Levesinho, que anunciou este ano numa entrevista a Patrícia Sardinha no site "Naturales" que punha um ponto final na sua carreira empresarial de vinte anos, a Sociedade Moitense de Tauromaquia anunciou esta semana que, como já estava agendado e previsto, vai levar a concurso adjudicação da praça "Daniel do Nascimento".
A viver um período menos feliz e com o público a manifestar, com a sua ausência nas bancadas, o descontentamento face à cada vez menor falta de interesse dos cartéis, a situação ainda se agravou mais depois do recente anúncio dos habituais prémios da Sociedade Moitense de Tauromaquia, que caíram no descrédito total depois de deixarem desertas as distinções para a melhor lide a cavalo e para a melhor faena a pé... depois dos triunfos notáveis ali alcançados na primeira corrida da Feira de Setembro pelo cavaleiro Miguel Moura e pelo matador Tomás Bastos.
Mesmo assim, diz-se que já há candidatos perfilados - e o primeiro deles é José João Carreira (foto de cima), o antigo forcado dos Amadores da Moita, há quarenta anos empresário de sucesso da construção civil em Paris e que nos dois últimos anos foi o parceiro de Levesinho precisamente na gestão desta praça. Diz-se que quer continuar e que conta com o apoio de Pedro Penedo para o desempenho da sua missão. Mas há outros pretendentes.
O caderno de encargos está disponível na Sociedade Moitense de Tauromaquia e o prazo para entrega de propostas termina às 18h00 do dia 27 de Novembro.
Fotos M. Alvarenga
Tentando na ganadaria Colorado (procedência Domecq), como é bem visível no video e nas fotos que aqui damos à estampa, o jovem matador Diogo Peseiro confirmou estar em grande forma e "bordou" o toureio na despedida do Peru. Regressa hoje a Madrid, onde se encontra radicado.
Video e fotos D.R.
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O próprio rejoneador, que ontem já informara, em declarações ao "Farpas", que era positiva a evolução do estado dos animais, explicou hoje através de um video/comunicado publicado nas redes sociais, o estado de cada um dos animais, que apresentam numerosos ferimentos de diferentes graus de gravidade. Apesar disso, a evolução tem sido muito positiva, graças aos cuidados intensivos prestados pela equipa veterinária.
Por sua vez, o motorista do camião também está a recuperar favoravelmente. A equipa de Diego Ventura quis agradecer todas as manifestações de preocupação, carinho e apoio recebidas durante estes momentos difíceis, bem como o trabalho fundamental dos veterinários que assistiram os cavalos desde o primeiro instante.
Em declarações prestadas à imprensa, o apoderado do rejoneador, Andrés Caballero, fez questão de agradecer também todo o apoio recebido pela equipa de Rui Fernandes, que regressava igualmente de Saragoça, tendo sido das primeiras pessoas a chegar ao local do acidente e a ajudar a retirar do camião os cavalos.
Foto D.R.
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