sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O futuro tem um nome: Duarte Fernandes!

Miguel Alvarenga - Estão em cima duas fotos. Entre a primeira (momento da alternativa de Duarte Fernandes ontem no Campo Pequeno esgotado, concedida por seu tio Rui Fernandes exactamente no dia em que se cumpriram 28 anos do seu doutoramento nesta mesma praça) e a segunda (momento da saída em ombros de Duarte, que cruzou a porta grande com o público em verdadeiro delírio), passou-se uma autêntica revolução e a nova estrela ditou as leis que passarão a vigorar a partir de agora.

Duarte Fernandes é, por seu próprio mérito, a nova figura do toureio a cavalo. Já não podemos dizer apenas que "vai ser" figura - porque já é. Os empresários deste país têm a partir de agora nas mãos um diamante para mudar o rumo da Festa em Portugal - e os diamantes são eternos. Não esqueçam isso.

Se ainda houvesse um empresário como Manuel dos Santos, foi assim que ele apoiou e incentivou o aparecimento de Mestre Batista, Duarte Fernandes estava já no cartel da próxima corrida de Lisboa, com duas figuras consagradas e com toiros a sério.

Se ainda houvesse um empresário chamado Manuel Gonçalves, Duarte Fernandes estava já nos principais cartéis e nas grandes competições da temporada.

Apareceu finalmente um toureiro novo capaz de arrastar público às praças? De as encher e de trazer de volta à Festa todo o esplendor e toda a força dos tempos de Batista, de Zoio, de Moura, de Salgueiro, de seu tio Rui? O futuro se encarregará de dar a resposta a esta pergunta, que é a mais pertinente de todas as questões no momento.

A noite da alternativa de Duarte Fernandes esgotou o Campo Pequeno com quatro dias de antecedência. Vários factores, para além da alternativa, terão contribuído para isso, nomeadamente as presenças de Rui Fernandes e do número-um do toureio mundial Diego Ventura, as presenças dos forcados do Aposento da Moita e de Turlock na comemoração dos 50 anos destes, mas também a grande promoção que a empresa fez da corrida. 

Voltará Duarte Fernandes a esgotar o Campo Pequeno? Ou outras praças? Os tempos mudaram, as contas são outras, mas penso que sim, que pode acontecer. Andamos há muitos anos, salvo raríssimas excepções, a viver na pasmaceira do mais do mesmo. Ontem, chegou a diferença. Duarte Fernandes é, sem nenhuma dúvida, a grande estrela da nova vaga. Se calhar mesmo, o "D. Sebastião" por que todos esperávamos para dar o abanão que faltava e salvar a Festa da preocupante monotonia em que se encontra, sem figuras, sem ídolos que levem gente às praças.

Este ano já houve outros sinais importantes. Os regressos de Salgueiro e de Bastinhas prometem trazer uma nova animação aos cartéis. Ora aqui está um cartel que acredito poder mexer com os aficionados: Salgueiro, Bastinhas e o Duarte. E outros, muitos outros.

Há muito tempo que não se via uma praça inteira num tão grande delírio como vimos ontem o Campo Pequeno na lide da alternativa e depois na lide do último toiro. Duarte Fernandes mexeu com todos nós. 

É um toureiro que arrisca, que pisa, como se não fosse nada do outro mundo, a linha de fogo com um à vontade e uma segurança incríveis. Tem gancho com o público, tem cara e aprumo de toureiro; ontem, 28 anos depois, ainda por cima com a mesma casaca cor de creme que o tio usou nessa noite, parecia que o tempo tinha andado para trás e que estávamos outra vez a assistir à explosão de um novo figurão chamado Rui Fernandes, dessa vez ao lado dos maestros João Moura (padrinho da sua alternativa) e Pablo Hermoso (testemunha do acto).

A corrida de ontem teve um ambiente "à antiga". Como já tinha tido a anterior. 

Respirava-se aficion e expectativa, as pessoas iam bem vestidas, arranjadas, parecia o Campo Pequeno de outros tempos.

Só faltou o elemento principal - e foi pena. Os toiros de Armando João Moura (ganadaria que se anuncia em nome de sua saudosa mãe, Maria Guiomar Cortes de Moura) não permitiram grande brilhantismo aos cavaleiros e dificultaram, como é costume, a vida aos forcados.

Faltou-lhes casta. Tinham apresentação, alguns com peso excessivo, e não foram fáceis. Exceptuando o primeiro, que se chamava "Triunfador" e não só triunfou, como permitiu a Duarte Fernandes um triunfo grande na sua alternativa, um toiro bravo e alegre, com transmissão (coisa que faltou depois aos outros), os restantes, sem destoarem, não foram toiros de lide fácil, eram na maioria reservados, parados, sem vontade de investir, o que em nada ajudou a mudar o rumo ao que poderia ter sido uma grande noite - e acabou por ser apenas uma noite sem o esplendor que se pretendia.

Duarte Fernandes esteve enorme a lidar o "Triunfador", com risco, com atitude, com convicção e ousadia, com arte e muita galhardia, entusiasmando, galvanizando o público, que o aplaudiu de pé e o consagrou logo ali como a nova estrela do toureio a cavalo. Brindou a lide da alternativa a dois importantes pilares da sua vida e da sua carreira: o avô e o tio. A segunda lide brindou-a a seus pais e sua irmã.

E foi outra lide em crescendo, a um toiro que, não tendo a qualidade do primeiro, teve algum som e transmitiu, investindo com nobreza e clareza, permitindo a Duarte protagonizar outro sucesso. Bem a lidar, a preparar as sortes, a cravar com emoção e em terrenos de compromisso, recriando-se com arrojadas piruetas na cara do toiro, três seguidas, praça em euforia, público em pé a consagrar a mais brilhante alternativa dos últimos anos em terras de Portugal.

Os dados estão lançados. Agora têm a palavra os senhores empresários. Pode ser uma questão de pegar ou largar. Mas se o largarem da mão, podem estar a deitar fora o futuro da nossa Festa. Pensem. Tomem atitudes. Cheguem-se à frente. O futuro tem um nome: Duarte Fernandes. 28 anos depois de ter tido outro: Rui Fernandes.

E 28 anos depois daquele que foi o primeiro dia do resto da sua vida, com carreira e trajectória de respeito consagrada por cá e lá fora, Rui Fernandes deu ontem duas lições de maestria e de técnica, de experiência e de bom gosto. Diferentes, mas ambos complicados, os dois toiros de Guiomar Cortes de Moura exigiram muito trabalho e Rui esteve "por cima" de ambos, mercê da sua maturidade, da sua apurada maestria.

Foram duas lides de emoção também - e onde faltaram toiros, esteve o toureiro. Em grande e a marcar a diferença. Duas lides de valor, a que pôs um ponto final com um emotivo par de bandarilhas, que falhou na primeira vez, mas consumou em grande na segunda, levantando o público.

Quando entrou em praça para lidar o seu primeiro toiro, Rui Fernandes foi homenageado pelos 28 anos de alternativa com breves palavras do crítico António Lúcio - que desta vez, aleluia, aleluia, se entenderam na perfeição, o que significa que alguém teve a preocupação de afinar a aparelhagem sonora da praça.

Ontem quem menos sorte teve foi Diego Ventura. Tocaram-lhe os dois piores, mais parados e mais complicados toiros da corrida. Ventura é genial e os seus cavalos são fabulosos, só lhes falta falar. Mas sem ovos nunca se fizeram omeletas. E ontem Diego não teve toiros, nem bons, nem maus, por mais que se tivesse esforçado para agradar.

Não deu volta à arena em nenhuma das lides. Não foi uma jornada fácil, esta de Ventura em Lisboa. Nem foi bom para a sua imagem. Acontece. Não deixa de ser Ventura, o primeiro. Mas ontem acabou por estar longe de si próprio. Não por sua culpa. Antes por falta de qualidade dos toiros (que ele próprio elegeu...).

Boas intervenções, sem excessos de capotazos, dos valorosos bandarilheiros dos três cavaleiros: Hugo Silva, João Santos, Jorge Alegrias, João Silva, Pedro Noronha e Miguel Batista.

Nas pegas, a que dedicaremos de seguida o habitual bloco com todas as fotos, estiveram, sem a vida facilitada, antes pelo contrário, os forcados do Aposento da Moita e os de Turlock, da Califórnia, que estão a comemorar o 50º aniversário da sua fundação.

Os toiros não foram fáceis para os forcados. Pelo Aposento da Moita pegaram o cabo Luis Canto Moniz (à primeira), António Lopes Cardoso (à segunda) e André Silva (à primeira). Pelos Amadores de Turlock foram forcados de cara Morais Rocha (à quarta), Joey Ferreira (à primeira) e Fábio Vieira (também à primeira).

Os dois grupos de forcados brindaram as primeiras pegas a Duarte Fernandes; o Aposento da Moita, através de António Lopes Cardoso, brindou uma a João Moura, secretário de Estado da Agricultura, que assistiu à corrida no camarote da PróToiro; Rui Fernandes brindou a primeira lide a seu pai e a seu sobrinho e a segunda ao seu apoderado Andrés Caballero e a Diego Ventura; Ventura brindou a primeira actuação a Duarte Fernandes e a outra ao público.

A corrida decorreu em bom ritmo e com boa direcção de Ricardo Dias, que esteve assessorado pelo médico veterinário José Luis da Cruz. Os toques foram, como é habitual, da responsabilidade de José Henriques e a corrida foi abrilhantada pela Banda do Samouco.

Ao início, guardou-se um respeitoso minuto de silêncio em memória de António José Zuzarte, antigo cabo dos Amadores de Montemor, recentemente falecido.

Resumindo e concluindo: o toureio nacional tem uma nova e cintilante estrela. Se lhe vão dar maior brilho ou não, o futuro há-de dizê-lo. Mas de uma coisa tenho eu a certeza: se ainda houvesse um Manuel dos Santos, se ainda por cá andasse Manuel Gonçalves, tudo seria bem diferente. Acreditem.

Fotos M. Alvarenga

Ontem, 5ª feira: 30.867 leram o "Farpas"!

 

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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Mano-a-mano Moura/Palha abre amanhã a Feira do Toiro-Toiro em Alcochete


15 de Agosto: vamos ESGOTAR a Nazaré!

17 de Agosto: preços para todos os bolsos em Coruche!





Grande corrida no sábado e novillada no domingo: um fim-de-semana em cheio na Figueira da Foz!


17 de Agosto em Samora Correia: 1ª Corrida Iris FM de homenagem a Manuel Braga

A ordem de lide dos toiros de Guiomar Moura para esta noite no Campo Pequeno

Já estão sorteados e composta a ordem de lide dos toiros da ganadaria Maria Guiomar Cortes de Moura, propriedade de Armando João Moura, para a corrida desta noite no Campo Pequeno - cuja lotação se encontra esgotada desde segunda-feira.

Duarte Fernandes toma a alternativa com o toiro que tem o sugestivo nome de "Triunfador", nº 23, com 592 quilos.

Rui Fernandes toureia em segundo lugar o toiro nº 22 com 590 quilos e a Diego Ventura tocou, como terceiro da noite, o nº 1 com 620 quilos.

Na segunda parte, Rui Fernandes lida o nº 32 com... 670 quilos; Diego Ventura enfrenta o nº 18 com 554 quilos; e Duarte Fernandes fecha a noite lidando o nº 44 com 624 quilos.

Como toiros sobreros ficam os nº 3 e nº 44, com 602 e 624 quilos, respectivamente.

As pegas vão estar a cargo dos Amadores do Aposento da Moita e dos Amadores de Turlock, grupo da Califórnia, que comemora o seu 50º aniversário.

15 de Agosto nas Caldas: apresentação do novo matador Tomás Bastos


Ganadaria Guiomar Moura esta noite no Campo Pequeno: 5 toiros com pesos acima dos 600 quilos!

Já estão pesados e aprovados pela Direcção de corrida (Ricardo Dias e o médico veterinário José Luis da Cruz, os oito toiros de Guiomar Cortes de Moura que estão na praça para a corrida desta noite no Campo Pequeno (início às 21h45), dos quais seis serão sorteados dentro de uma hora e lidados logo à noite pelos cavaleiros Duarte Fernandes (que toma a alternativa e abre a corrida, lidando o primeiro toiro), Rui Fernandes e Diego Ventura e pegados pelos forcados do Aposento da Moita e de Turlock (Califórnia, Estados Unidos da América), grupo que celebra os 50 anos da sua fundação.

Dos oito toiros que estão nos currais da praça do Campo Pequeno, cinco têm pesos... acima dos 600 quilos!




15 de Agosto: vamos ESGOTAR a Nazaré!

Resumo da triunfal Feira das Colombinas em Huelva

A Feira Taurina de Colombinas 2026, em Huelva, encerrou na segunda-feira com um triunfo categórico, deixando na memória da afición um ciclo replecto de emoção, arte e grandes faenas. A praça vibrou com lotações expressivas e um elenco de figuras que corresponderam plenamente às expectativas.

Julio Norte deslumbrou com uma das faenas da feira. Surgiu na novilhada, quando Julio Norte assinou uma faena de enorme profundidade e valor ao novilho “Católico”, da ganadaria de José Luís Cochicho (fotos de cima).  


A actuação, comentada pelos dois protagonistas nas redes sociais, destacou-se pela ligação intensa entre toureiro e novilho, pela cadência das séries e pela transmissão que incendiou as bancadas. Norte descreveu a faena como “um daqueles momentos em que tudo flui com verdade”, enquanto o ganadeiro Luís Filipe Cochicho elogiou “a nobreza de ‘Católico' e a inteligência com que o novilheiro soube interpretar cada investida”.


Triunfos e saídas em ombros que marcaram a feira


A edição de 2026 ficou igualmente assinalada por um conjunto excepcional de saídas em ombros, reforçando o carácter triunfal do ciclo:


- “El Fandi” — Protagonista de uma actuação poderosa e vibrante na corrida de Miura.  

- Miguel Ángel Perera — Faena de mando e profundidade que conquistou o público, indultando um bravo exemplar da ganadaria de Juan Pedro Domecq.

- Roca Rey — Quietude, risco e impacto numa tarde de figura máxima.  

- Daniel Luque — Elegância e poder numa atuação de enorme solvência.  

- David de Miranda — O toureiro de Huelva triunfou perante a sua afición com entrega total.  

- Diego Ventura — Rejoneio de mestria e precisão técnica.  

- Guillermo Hermoso de Mendoza — Classe e estética numa atuação muito celebrada.  

- Duarte Fernandes — Jovem cavaleiro português que deixou marca com frescura e valentia a poucos dias da sonhada alternativa na Monumental de Lisboa.


E para o ano há mais!


Fotos António del Carmen/Toros Las Merced


O ganadeiro Luis Filipe Cochicho
Os bonitos e bem apresentados novilhos de José Luís Cochicho

"El Fandi" em ombros na tarde dos Miura
Miguel Ángel Perera indultou toiro de Juan Pedro Domecq
David de Miranda
Roca Rey
Miguel Ángel Perera, Roca Rey e David de Miranda em ombros
Diego Ventura
Guillermo Hermoso de Mendoza
Duarte Fernandes
Grande tarde de toureio a cavalo: Ventura, Duarte Fernandes
e Guillermo Hermoso em ombros
João Ventura
O empresário José Luis Pereda com a sua equipa
Maestro Enrique Ponce (à direita)
Daniel Luque
David de Miranda
Última corrida: David de Miranda e Daniel Luque em ombros

Tudo a postos no Campo Pequeno para a grande corrida desta noite


Já estão desde manhã cedo na praça do Campo Pequeno os cavalos de Diego Ventura e de Rui e Duarte Fernandes para a grande corrida de toiros desta noite, segunda da temporada e que, como a primeira, esgotou a lotação na segunda-feira - com quatro dias de antecedência. 

Os toiros de Guiomar Cortes de Moura também já chegaram à praça e já foram descarregados e aprovados pela Direção de corrida, estando neste momento a proceder-se à pesagem e, mais logo, serão sorteados. Vieram oito toiros. Dentro de momentos, a empresa deverá informar os pesos dos toiros.

Duarte Fernandes toma esta noite a alternativa apadrinhado por seu tio Rui Fernandes (que, curiosamente, comemora neste mesmo dia 6 o 28º aniversario da sua alternativa, recebida nesta praça das mãos de João Moura com o testemunho de Pablo Hermoso numa das últimas recordadas Corridas da Rádio) e a testemunha do doutoramento será Diego Ventura, o número-um do toureio equestre a nível mundial.

Lidam-se toiros de Maria Guiomar Cortes de Moura e nas pegas vão estar os forcados do Aposento da Moita e os de Turlock, da Califórnia, que comemoram o 50º aniversário da sua fundação.

Ricardo Dias é esta noite o director de corrida, assessorado pelo médico veterinário José Luis da Cruz, sendo cornetim o emblemático José Henriques. Abrilhanta a corrida a Banda do Samouco.

Ao início da corrida e antes da cerimónia da alternativa, Rui Fernandes vai ser homenageado pelos empresários Luis Miguel Pombeiro e José Maria Charraz pelo 28º aniversário da sua alternativa.

Depois de terminada a corrida desta noite (que terá o seu início às 21h45) realiza-se uma ceia reservada a convidados e depois Diego Ventura, Rui e Duarte Fernandes rumam a El Puerto de Santa Maria (Cádiz), onde amanhã à noite actuam os três ao lado de João Moura Caetano, Andrés Romero e Sebastián Fernández com toiros de San Pelayo.

No domingo, Rui Fernandes está de volta a Portugal para tourear na tradicional corrida Concurso de Ganadarias em Alcochete, onde reparte cartel com João Ribeiro Telles e Luis Rouxinol Jr. e os forcados Amadores de Alcochete.

Fotos M. Alvarenga





Desde manhã cedo que a azáfama já é grande


O empresário Luis M. Pombeiro há momentos na praça
Tal como aconteceu na primeira corrida, a lotação da segunda
nocturna esgotou com quatro dias de antecedência