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| Campo Pequeno, 11 de Julho: a lição do Mestre |
Miguel Alvarenga - Quando forem feitos no final deste ano os tradicionais balanços da temporada, oportunidades não faltarão para enaltecer a passagem, ainda que em apenas duas ocasiões - mas bem marcantes e que a todos tocaram - do Maestro Paulo Caetano por esta época de celebração dos seus 45 anos de alternativa, elevando bem alto a bandeira do bom gosto e do bom toureio a cavalo, primeiro em Março num festival em Vila Viçosa e depois em Julho na corrida de abertura da temporada do Campo Pequeno.
Numa e noutra ocasiões, Paulo Caetano bordou o toureiro e deixou pinceladas inolvidáveis de arte com o temple e a maestria que caracterizam os eleitos, 45 anos depois da brilhante alternativa que recebeu (15 de Junho de 1980) na Monumental de Santarém, apadrinhado pelo saudoso José João Zoio, com o testemunho de Manuel Jorge de Oliveira.
O Maestro foi ainda alvo de significativa homenagem em Julho, no início da Corrida do Ramo Grande, na Monumental da Ilha Terceira, em Angra do Heroísmo, onde é uma figura acarinhada e sempre aclamada pelos aficionados.
Num ano também marcado pela liderança do escalafón, pela terceira temporada consecutiva, por seu filho João Moura Caetano, que uma vez mais aliou a quantidade à qualidade e se sagrou um dos grandes triunfadores da temporada, Paulo Caetano deixou a sua marca e quis comemorar os 45 anos de alternativa vestido de toureiro e a lidar um toiro em Lisboa.
Podia ter celebrado a efeméride com toda a comodidade, sem tourear, limitando-se a uma homenagem a abrir a primeira corrida do ano no Campo Pequeno. Mas Paulo Caetano quis que os seus 45 anos de alternativa ficassem marcados com uma actuação - que foi uma tremenda lição! - na primeira arena do país.
Tocou-nos, marcou-nos. E deixou a grande expectativa e a esperança de, daqui por cinco anos, o vermos de novo triunfar em Lisboa a celebrar meio século de alternativa.
Fotos Pedro Batalha e Rui Pedro Godinho/@Paulo Caetano/Facebook, Miguel Calçada e M. Alvarenga
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| Vila Viçosa, Março: a arte e o temple de sempre |
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| E daqui por cinco anos, esperamos todos aclamá-lo na comemoração dos 50 anos de alternativa |
| João Moura Caetano liderou o escalafón pelo terceiro ano! Quantidade voltou a ser sinónimo de qualidade |




