segunda-feira, 22 de junho de 2026

Rui Fernandes, Diego Ventura e Guillermo Hermoso: os melhores momentos no sábado em Badajoz

Deixamos-lhe agora alguns dos melhores momentos das actuações do cavaleiro Rui Fernandes e dos rejoneadores Diego Ventura e Guillermo Hermoso de Mendoza na corrida deste sábado em Badajoz, primeira das duas que compõem a Feira de San Juan (na quarta-feira toureiam Morante, Talavante e David de Miranda - um trio imperdível!), frente a toiros do ganadeiro português Francisco Romão Tenório - bem apresentados, com mobilidade, mas com fraca agressividade, não transmitindo, retirando pela sua extrema "bondade" emoção ao brilhante empenho e à muita entrega e brio profissional dos três cavaleiros. Foi pena... porque os três estiveram muitíssimo bem e, com outro tipo de toiros, teria sido mais emotiva a noite.

Rui Fernandes lidou primorosamente os seus dois toiros. Desacertado com o rojão de morte no primeiro da noite (a corrida, devido ao calor, iniciou-se às 21h30), matou ao segundo descabelho e foi silenciado, o mesmo resultado que teve o forcado Tiago Pata, dos Amadores de Coruche, que consumou a pega ao terceiro intento.

No quarto toiro, outro exemplar de Romão Tenório, este com mais chama, Rui Fernandes superiorizou-se, protagonizando uma lide de maestria e arte, galvanizando o público com brega perfeita, ferros a pisar terrenos de compromisso e espectaculares "piruetas" na cara do oponente. Matou de um rojão certeiro, mas o toiro demorou a cair, sendo premiado com uma merecida e muito aplaudida orelha. Tinha direito a outra. Ou há moralidade...

Diego Ventura esteve acima da média frente aos seus dois toiros, marcando a diferença, reafirmando o estatuto indiscutível de primeiro entre os primeiros. Tudo o que faz é bem feito, todos os detalhes revelam a superioridade da sua tauromaquia, a total e completa afinação das suas máquinas (entenda-se: dos seus cavalos craques). É um toureiro de outra galáxia. Cortou quatro orelhas, as duas a cada um dos toiros, e no quinto da ordem teve fortíssima petição de rabo, que o presidente se recusou a conceder-lhe, manifestando-lhe Ventura o seu descontentamento no momento em que recebeu as orelhas. Destaque para o bonito brinde que fez a João Salgueiro no seu primeiro toiro.

Guillermo Hermoso de Mendoza é um jovem ainda com muito quilómetro para percorrer, até chegar ao patamar em que se encontram os dois companheiros de cartel. Mas é um cavaleiro promissor, aguerrido e com excelente noção de lide - e de espectáculo. Cortou uma orelha ao seu primeiro toiro e as duas ao segundo, saindo triunfalmente em ombros com Ventura.

Como ontem já aqui referimos e a seguir vamos mostrar em pormenor com a publicação das fotos, os três primeiros toiros foram pegados pelos forcados Amadores de Coruche (duas pegas, uma à terceira e outra à primeira) e Amadores do Aposento da Moita (uma pega à primeira) - que defenderam com toda a valentia e toda a dignidade a tão portuguesa e tão nobre arte de pegar toiros.

Com a FIT (empresa mexicana que gere a praça e a que pertence Rui Bento) em processo de tentar recuperar e devolver à Monumental de Badajoz a força e a importância que já teve, a corrida de rejoneadores registou uma entrada de público superior ao habitual, a rondar a meia lotação preenchida. Para quarta-feira espera-se mais público.

Fotos M. Alvarenga








Rui Fernandes no primeiro toiro da noite






Ventura brindou a primeira lide a Salgueiro e homenageou-o
com um recital de bom toureio premiado com duas orelhas




Guillermo Hermoso cortou uma orelha ao terceiro toiro







Foto João Silva





Uma orelha: lide de maestria de Rui Fernandes no quarto
toiro da corrida










Mais uma "lide de estrondo": mais duas orelhas e forte petição
de rabo (não concedido) no segundo toiro de Ventura







Guillermo cortou duas orelhas ao sexto e saíu em ombros com
Diego Ventura