Pedro Penedo, apoderado dos cavaleiros Miguel Moura e António Prates - que foram dois dos dez toureiros a cavalo que participaram na recente Feira da Moita - manifestou ao "Farpas" a sua "total e completa indignação" pela decisão do júri da Sociedade Moitense de Tauromaquia de deixar desertos os prémios com que anualmente distinguem o "melhor cavaleiro" e o "melhor matador de toiros" da tradicional Feira em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem.
"Não venho reclamar para nenhum dos meus dois cavaleiros essa distinção, não é isso. Venho, sim, manifestar a minha indignação pelo facto de estes prémios não terem contemplado um único dos dez cavaleiros que participaram na Feira da Moita. Será que esta temporada a Feira da Moita foi feita apenas de aulas práticas de toureio a pé e pegas?... Não houve uma corrida mista e duas corridas a cavalo, em que participaram dez cavaleiros e dois matadores de toiros? Não houve nenhum que se tenha destacado dos outros?...Isto é uma vergonha inaceitável!" - questiona o apoderado. E acrescenta:
"Isto é uma gritante e inaceitável falta de respeito pelos cavaleiros e pelos matadores de toiros que fizeram parte dos cartéis da Feira da Moita/2026. E mais me indigna a atribuição de um prémio a um toiro/novilho 'bisco'... só porque veio de Espanha... quando na mesma corrida houve, tanto a pé como a cavalo, toiros, esses sim, com o trapio e a bravura que se exigem numa praça de primeira. Foram ignorados... Toiros a cavalo com qualidade para voltarem ao campo não foram vistos pelos jurados?...".
"Que mal vai a nossa Festa, quando acontecem coisas como esta vergonhosa atribuição de prémios! Respeitem quem joga a vida numa arena... para que outros andem pela trincheira a presumir..." - lamenta Pedro Penedo.
Foto D.R.

