sexta-feira, 1 de maio de 2020

Manifestação de idiotice, estupidez e desrespeito pelos outros



Inacreditável mesmo! 
O povinho, estúpido, idiota e desrespeitador, saíu à rua, na Alameda D. Afonso Henriques (transportado em camionetas fretadas para o efeito e que violaram a proibição de circular entre concelhos) para comemorar o 1º de Maio...
Já não existe a famosa e tão eficaz Polícia de Choque de antigamente?
É pena, realmente. Muita pena.

Fotos D.R./Facebook

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Amanhã e domingo: não perca as "Tardes Templadas" no Facebook do GFA de Lisboa



Touradas sem público? Façam-se mas é a vida e imponham-se às Excelências que nos governam!

Queremos touradas com gente e com ambiente, espere-se o tempo
que for preciso! Sem público é que não, valha-nos Deus!
Tourada sem público é pior ainda que um jardim sem flores...


Como sempre actuando em contramão e em lugar de assumirem as formas de luta que se exigem para que os governantes olhem de uma vez por todas de frente para o sector tauromáquico, as associações representativas da classe tiveram agora a luminosa ideia de organizar touradas sem público. Não lembra nem ao Diabo, mas eles pensam que descobriram a pólvora…

Miguel Alvarenga - Oficialmente, não sei de nada. Alguns empresários descontentes com a ideia dizem-me que é verdade e que as associações do sector estão a programar em segredo, sem lhes darem cavaco, a organização de touradas à porta fechada, ou seja, sem um dos elementos mais importantes do espectáculo - o público
Touradas que não teriam receita económica para lá do dinheirinho que o público pagaria para assistir a elas através de “canais televisivos” nas redes sociais ou, eventualmente, de alguns apoios publicitários que garantiriam alguns cêntimos para pagar um maço de tabaco aos toureiros que fumam, um charuto dos mais baratos aos senhores ganadeiros e eventualmente uma imperial a cada quatro forcados dos grupos.
Mas que haja ou não haja dinheiro numa realização dessas é o que menos me importa. Se toureiros e forcados e ganadeiros se dispõem a trabalhar gratuitamente a favor da sua causa e em vez de estarem parados em casa e de os toiros seguirem o rumo do matadouro, é com eles. Os homens dos toiros foram sempre solidários e altruistas, bondosos e beneméritos e nunca viraram a cara a actuar sem receber um tostão, a favor de causas nobres. E a tauromaquia é uma causa muito nobre.
Mas pergunto: faz sentido uma tourada sem público? Um jogo de futebol sem assistência? O futebol é outro mundo, muito diferente do da tauromaquia e até pode ser que seja viável e compensatório a nível económico levar a efeito os jogos sem público, porque certamente existirão patrocínios chorudos e suficientes para substituir o dinheiro que os espectadores deixariam na bilheteira. Mas nos toiros o caso muda de figura. Não é assim. Todos o sabemos.
Touradas sem o calor do público, sem os aplausos, sem os assobios, sem as broncas, sem apoteose e sem flores, sem mulheres bonitas e tipos tradicionais, é uma coisa que não faz sentido nenhum - porque é, acima de tudo, contra-natura.
E que incentivo pode um toureiro sentir a actuar numa praça vazia, a não ser, provavelmente, o dos gritos histéricos do apoderado, desde a trincheira e ainda por cima em espanhol, como costumamos ouvir: "Bien, bien!...".
Falta o ambiente todo, o burburinho da bancada, o colorido - falta a vida.
Por outro lado, levar a cabo “espectáculos” desse género desvirtua por completo a essência da corrida de toiros e acaba por dar uma imagem muitíssimo negativa do sector.
A tauromaquia é, já por si e pela sua falta de afirmação, o patinho feio do mundo da Cultura. Os homens que nos governam, do Presidente da República ao primeiro-ministro e aos partidos, excepção feita ao CDS que nos continua a defender, estão-se positivamente nas tintas para a tauromaquia. Nos encontros que tiveram esta semana com os agentes do mundo cultural, ignoraram-na por completo. E os homens dos toiros também não fizeram nada para que isso não fosse assim.
Em lugar de se afirmarem, ficaram calados. Podiam ter feito o quê? 
Podiam ter feito muita coisa. Podiam ter agarrado nos cavalos, nas chocas, nas fatiotas de toureiros e deveriam ter ido para a porta do Palácio de Belém, para a porta do Palácio de São Bento, dizer que existem, mostrar que também são gente, que não pode haver filhos e enteados, afirmar que estavam ali, que se sentiam marginalizados e que não mereciam sê-lo.
Se não sabem como se fazem esses protestos, perguntem ao Fernando Guarany - que em 1977 se pôs vestido de toureiro dentro de um caixão à porta do Campo Pequeno a reclamar uma oportunidade de tourear na primeira praça do país e ao fim de um mês a esgotou. Ele ensina-vos como se faz.
Se as associações do sector tivessem organizado algum protesto mediático desse género, teriam chamado a atenção, teriam tido um mediatismo imediato e hoje todo o mundo estaria a falar dos toureiros - e certamente a apoiá-los e a reconhecer que eles, afinal, também são gente, que também são Cultura e que também merecem, como os músicos, os actores e os futebolistas, ser recebidos pelas Excelências que nos governam.
Em vez disso, escreveram uma carta aberta à Senhora ministra da Cultura, assinada pelas associações de empresários, de toureiros e de forcados e não pela de ganadeiros (esqueceram-se deles?), carta que a ministra deve ter lido tanto como leu a última revista do Tio Patinhas
Em vez disso, querem agora denegrir a imagem dos toureiros organizando essa fantochada das touradas em público. Para mostrar o quê?
Para mostrar a sua pequenez de espírito e a sua gritante falta de força para se imporem.
Parece a história dos meninos irritantes que havia sempre nas nossas turmas do liceu e com quem ninguém gostava de brincar e então eles iam brincar sózinhos, longe de todos, jogavam à bola contra uma parede, jogavam ao berlinde sem parceiros, brincavam à apanhada sem ninguém que os apanhasse…
É essa a imagem que vai ficar quando os toureiros entrarem nessa coisa de tourearem para as moscas, de brincarem sózinhos, sem público nas bancadas. Pelo menos safam-se de uma coisa: ninguém vai poder dizer que não têm força de bilheteira para levar público às praças, porque agora não vai mesmo haver público.
Por outro lado, vão abrir um precedente gravíssimo e ainda não se aperceberam disso: vão mostrar ao mundo como serão as touradas do futuro, quando o público se fartar de ver sempre a mesma coisa e deixar de ir às praças - porque nunca se lembraram de inovar.
Morante de la Puebla disse que era “um sacrilégio” fazer corridas sem público. E as mentes superiores da nossa Festa, as associações representativas do sector, vão atirar-se de cabeça para uma piscina sem água e dar de barato aos antitaurinos a imagem do “sacrilégio” porque eles tanto lutam há anos: aqui têm, meus senhores, o desinteresse do público pelas touradas, tão grande que nem cá vêm.
A PróToiro não tinha anunciado no Dia da Tauromaquia um novo canal televisivo na internet, com o José Cáceres e tudo? Porque é que esse canal desapareceu? Porque é que não o põem a funcionar, com corridas antigas, com reportagens actuais, já que nos pretendem entreter neste período em que não se podem realizar corridas de toiros?
Deixem-se de ideias disparatadas. Façam-se mas é a vida, lutem pelos vossos direitos, pela vossa importância, imponham-se junto dos políticos, manifestem-se à porta da Assembleia da República, do Palácio de São Bento, do Palácio de Belém, demonstrem a vossa força, chamem os jornalistas, ponham o país inteiro a falar da tauromaquia, em vez de pensarem em organizar touradas à porta fechada, sem público e sem calor. Para que todos ainda se riam mais de vocês, ainda os achem mais os “desgraçadinhos” da Cultura a que ninguém passa cartão.
E além do mais, não estão a inventar nada nem a descobrir a pólvora. No dia em que as touradas à séria voltarem, vai mesmo haver touradas sem público. Porque, primeiro, o público não vai ter dinheiro com toda esta crise económica que se está a viver. Segundo, porque enquanto não houver a vacina e a cura para a Covid-19, o público não vai arriscar meter-se em confusões. Terceiro, porque o Governo pode - e deve - seguir as mesmas medidas que foram anunciadas em Espanha e obrigar os espectadores a ficarem muito espaçados uns dos outros, o que diminuirá subtancialmente a lotação autorizada e deixará na realidade a imagem de uma praça vazia.
Mais vale ter calma e serenidade e esperar o tempo que for preciso para que as corridas se voltem a realizar como sempre. Toda e qualquer precipitação, como este disparate de pensar fazer touradas sem público, terá sempre um efeito negativo e ainda mais perturbador para a tauromaquia.
Pensem nisso, deixem de uma vez por todas de ser os patinhos feios.

Fotos Maria Mil-Homens e M. Alvarenga


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Lisboa fantasma no 1º de Maio

Repórter na rua num 1º de Maio diferente
Avenida Almirante Reis, há momentos
Praça de Londres, o emblemático edifício com a marca do
arquitecto Cassiano Branco
Praça de Londres, esta manhã. Em silêncio
Avenida Manuel da Maia (Praça de Londres)
Avenida do México (Instituto Superior Técnico)
Praça de Londres: Igreja de S. João de Deus e o
emblemático "arranha-céus" do Ministério do Trabalho
Porta (fechada) da Igreja de São João de Deus
Um dos quiosques do jardim da Praça de Londres
Bairro social do Arco do Cego
Caixa-Geral de Depósitos, Campo Pequeno
Dois aspectos da Avenida da República há momentos
Alif, o hotel dos toureiros. Fechado
Avenida João XII junto ao Campo Pequeno
Avenida Óscar Monteiro Torres
Alguns carros, mas pouco trânsito
Bancos do jardim do Campo Pequeno foram ontem "selados" pela
Polícia. No penúltimo dia do Estado de Emergência. Mesmo a tempo...


1º de Maio e Lisboa deserta. Primeiro dia de mais um fim-de-semana prolongado com proibição de circular entre concelhos, mas mesmo assim parece que as pessoas se ausentaram da capital. Hoje é o último dia do Estado de Emergência, que termina amanhã. Vem aí agora o chamado Estado de Calamidade. Credo!

Miguel Alvarenga - Voltinha habitual, esta manhã, por alguns dos locais que já percorri nas últimas semanas. Hoje a pé, sem a Yellow Vespa - andar a pé faz bem. À cabeça, sobretudo, depois de tantos dias de "prisão domiciliária" - que amanhã termina. Não sei de devia terminar, se esta "abertura" não vai dar origem a um caos ainda maior, a um maior contágio e de repente tudo pode voltar atrás... Vai depender muito da consciência de todos nós.
1º de Maio muito diferente de todos os outros. Um bonito dia de sol - mas uma Lisboa deserta e quase fantasma. Que foi feito da vida? Quando nos voltamos a encontrar todos? Em que dia, a que hora? Vou lá ter, mas não sei quando é...
Deixa de haver Estado de Emergência e agora chama-se Estado de Calamidade. Se formos ao dicionário, uma situação de calamidade é bem mais grave e mais desastrosa do que uma situação de emergência, mas enfim, isso são termos técnicos, mais políticos do que realistas. A política, quase sempre, tem pouco a ver com a realidade...
Enfim. Hoje andei pela Avenida Almirante Reis, pela Praça de Londres, pelo Bairro do Arco do Cego e aqui pela "nossa casa", o Campo Pequeno - que nem funciona como hospital, nem como praça de toiros, nem como casa de espectáculos musicais. Parece um recinto abandonado.
Ah, esquecia-me disto. Os bancos do jardim do Campo Pequeno - só os do jardim que fica à direita da praça - foram ontem finalmente interditados pela Polícia Municipal. Tinham-se esquecido disso. Mesmo a tempo... no penúltimo dia do Estado de Emergência. Os do jardim do lado esquerdo continuam à balda...
Fiquem bem. Bom 1º de Maio - a quem o festeja. Eu não.

Fotos M. Alvarenga

As célebres "corridas marineras" no porto de Candás, no Principado das Astúrias

Esperava-se pela maré baixa para realizar as corridas de toiros no porto
O porto e a marina de Candás na actualidade
Registo de espectáculos tauromáquicos nos anos 60 em Candás
Cartel do ano 1942 em Candás pelas Festas
del Cristo Marinero
Cartel de figuras em 1994
A presença do matador português Ricardo Chibanga
num festejo taurino em Candás
El Cristo Marinero de Candás e, em baixo, o maestro
Andrés Vásquez na rua com o seu nome na vila
piscatória de Candás


Jaime Amante recorda-nos hoje as “corridas marineras” que durante muitos anos se realizaram numa doca de pesca em Candás, no Principado das Astúrias

Jaime Amante - Imagina um espectáculo taurino numa doca de pesca em plena maré-baixa ?
Assim eram as Corridas Marineras de Candás (Astúrias) no decorrer das Festas em Honra do Santíssimo Cristo de Candás ou El Cristo Marinero, que decorrem anualmente entre os dias 14 e 15 de Setembro.
Durante anos foram a grande atracção da vila piscatória de Candás e como tal receberam em 1979 a Declaração de Evento de Interesse Turístico Nacional.
Nos cartéis podia-se ler "Con permisso del Cantábrico y de las Autoridades competentes”.
En Candás não se cortavam orelhas, os triunfos eram expressos, de forma totalmente inédita em espectáculos tauromáquicos… em sardinhas.
A origem destes espectáculos, com base em historiadores locais, teve início no dia 15 de Setembro de 1924, quando um grupo de figuras populares da terra organizaram um Festival Cómico-Marítimo-Taurino com a lide de dois novilhos vindos dos campos de Salamanca
Como não havia praça, aproveitaram a doca piscatória - ampla e de areia compacta - jogando com o horário da maré-baixa.
A festividade taurina manteve-se sem muita continuidade até aos anos 60, quando uma Comissão de Festas pede apoio ao então muito influente crítico taurino Alfonso Navalón. Desde esse momento as festividades tornam-se conhecidas de toda a Espanha, principalmente pela peculiaridade da sua praça. Houve anos em que se chegaram a realizar dois espectáculos.
Depois de Navalón, a organização dos festejos fica a cargo do maestro Andrés Vásquez, e tal é a sua paixão pelas Festas e a categoria que lhes deu, que o Ayuntamiento de Candás, atribuiu o seu nome a uma rua da vila (foto ao lado).
Conta o maestro Andrés Vasquez, na sua história taurina,que depois de uma violenta colhida em Sevilha, pediu a intervenção divina para o salvar a El Cristo de Candás e como tal aconteceu, ofereceu mais tarde à Confraria del Cristo Marinero um traje de luces, para ser confeccionado um manto para o Santo Marinheiro.
O último festejo realizou-se em 1997, pois a doca necessitava de obras e estava projectada uma marina desportiva e a ampliação do cais e de novas zonas balneares.
Desde António Ordoñez, “El Cordobés”, Ruiz Miguel, Jaime Ostos, “Niño de La Capea”, Andrés Vásquez, António Chenel “Antoñete”, aos portugueses José Falcão e Ricardo Chibanga e até Pablo Hermoso de Mendoza, foram muitos os grandes nomes da tauromaquia mundial que actuaram em Candás.
Hoje, o Principiado das Astúrias conta apenas com uma praça de toiros activa - a de Gijón, depois encerradas ou demolidas as praças de Oviedo, Llanes e Avilés.

Fotos Peña Taurina de Gijón

Luis M. Pombeiro: "Não faz sentido nenhum touradas sem público..."




A discussão está ao rubro num grupo virtual (privado) de empresários tauromáquicos. Em causa, a intenção de associações do sector de virem a realizar touradas à porta fechada, sem público. Luis Miguel Pombeiro, gestor de cinco praças nacionais, manifesta-se contra

As associações tauromáquicas nacionais estão a negociar a realização de touradas sem público, que seriam transmitidas por canais nas redes sociais (pagos por quem quisesse assistir) e o assunto já está a dividir sobretudo a classe empresarial.
Em Espanha já se falou também dessa possibilidade, mas o emblemático matador de toiros Morante de la Puebla agitou as hostes quando disse que "corridas de toiros sem público é um sacrilégio".
Luis Miguel Pombeiro (na foto ao lado, precisamente com o toureiro Morante de la Puebla, há dois anos, à porta do Campo Pequeno), gestor das praças de toiros do Cartaxo, de Estremoz, de Idanha-a-Nova, da Azambuja e da Arruda dos Vinhos, afirma ao "Farpas" que "não está de acordo".
"Fala-se disso, mas a realidade é que as associações representativas da classe ainda não nos comunicaram nada. Questionei o presidente da Associação de Empresários, Paulo Pessoa de Carvalho, através de um email que enviei à APET e a resposta que tive foi a de que terei uma resposta ao meu email na próxima segunda-feira. A APET precisa de três dias para responder...".
E acrescenta:
"Considero que se deveria esperar pela normalização total da situação e depois, sim, começar em força a reorganizar a Festa e a dar corridas. Touradas sem público não faz sentido nenhum, é uma coisa completamente contra-natura".

Fotos M. Alvarenga

Associações taurinas em debate hoje no site "Tauronews"



Num momento em que cresce alguma polémica no sector tauromáquico devido à intenção de algumas associações representativas do sector virem a realizar touradas à porta fechada, sem público - o que alguns empresários e artistas consideram uma situação contra-natura - assume particular importância a entrevista que esta noite Miguel Ortega Cláudio vai fazer no Facebook e no Youtube do site "Tauronews" (a partir das 22h00) precisamente aos representantes dessas associações.
Em directo vão estar os presidentes das associações de Empresários, Paulo Pessoa de Carvalho; de Ganadeiros, João Santos Andrade; de Toureiros, Nuno Pardal; e de Forcados, Diogo Durão
Santos Andrade estará também neste debate na qualidade de presidente da Federação PróToiro.


Grupo Tauromáquico "Sector 1" foi fundado há 88 anos


Parabéns a você! O Grupo Tauromáquico "Sector 1" foi fundado a 1 de Maio de 1932 - comemora hoje o seu 88º aniversário.
"Pró Toiros de Morte" foi o emblemático lema desde a primeira hora - entretanto ultrapassado pelas novas gerações que o foram dirigindo. Hoje é presidido pela crítica tauromáquica Patrícia Sardinha.

Covid-19: ultrapassada a barreira dos mil mortos em Portugal


O número de mortos por coronavírus em Portugal ultrapassou esta sexta-feira a barreira dos mil. Foram registados 18 óbitos nesta sexta-feira.
Há mais 306 infectados nas últimas 24 horas, no total estão infectadas 25.351 pessoas em Portugal.
O número de recuperados voltou a subir esta sexta-feira e está agora nas 1.647 pessoas.

Foto D.R.

Ontem, 5ª feira: 7.416 leram o "Farpas"



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"O Jornal" nasceu há 45 anos e marcou a diferença na nossa imprensa



Nasceu há 45 anos "O Jornal", um dos mais importantes baluartes da imprensa nacional da época pós-25 de Abril

Miguel Alvarenga - Foi a 1 de Maio de 1975, passam hoje 45 anos, que saíu o nº 1 de "O Jornal", "um semanário diferente que só o 25 de Abril tornou possível e que constiuiu uma expressão viva do seu espírito: livre, independente, aberto, plural sendo de esquerda democrática, responsável sendo rebelde. Diferente? Único, porque propriedade maioritária, depois exclusiva, dos próprios jornalistas que o fundaram e eram só quem nele 'ordenava' - desde eleger o director a aceitar ou não publicidade", como ontem recordou o antigo director do jornal José Carlos de Vasconcelos no seu artigo semanal na revista "Visão", a publicação que deu continuidade à história de "O Jornal".
E recordou:
"Um jornal único, dos jornalistas, em que o trabalho não era um modo de vida, mas um modo de viver, com entusiasmo, sentindo-se estar a contribur para um novo Portugal".
Houva tantas - muitas mesmo - edições históricas de "O Jornal", mas uma das mais recordadas será certamente esta que hoje aqui reproduzimos (em cima), de 19 de Setembro de 1975, a célebre entrevista de Hernâni Santos ao Comandante Alpoim Calvão, dirigente operacional do Movimento Democrático para a Libertação de Portugal (MDLP), chefiado pelo General Spínola, ao tempo exilado em Madrid e que dizia ao jornalista: "Espero comer as rabanadas de Natal em Portugal".
"O Jornal" era de esquerda. E nós, de "O Diabo", éramos de direita. Mas coabitávamos como profissionais da informação que nos orgulhávamos de ser nesse tempo-outro e até éramos vizinhos, eles na Rodrigues Sampaio, nós na Alexandre Herculano, era só um virar de esquina e todos os dias estávamos no mesmo café. 
Lembro-me muito bem do José Carlos de Vasconcelos, do saudoso Cáceres Monteiro (que, como presidente do Sindicato dos Jornalistas, me assinou a primeira Carteira Profissional), do Hernâni Santos, do Carneiro Jacinto, da Edite Soeiro, grandes jornalistas que eu admirava nesse tempo em que dava os primeiros passos na profissão - e com quem convivia, juntamente com o José Manuel Teixeira, diariamente, no café da Alexandre Herculano que todos frequentávamos várias vezes ao dia.
45 anos depois, uma saúde a "O Jornal" e a todos os que dele fizeram, na realidade, um grande e histórico jornal.