quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Diamantino Vizeu: 25 anos de saudade

O primeiro matador de toiros português morreu há 25 anos atropelado em Lisboa numa passadeira de peões não sinalizada muito próximo da praça do Campo Pequeno, onde vivera muitas das suas tardes e noites de glória e onde se despediu das arenas no ano de 1972.

Diamantino Vizeu foi vítima de atropelamento na Avenida de Berna, em Lisboa, na manhã de 12 de Fevereiro de 2001. Acabara de visitar seu irmão, que se encontrava internado no Hospital Curry Cabral.


Recebeu a alternativa no ano de 1947 em Barcelona, apadrinhado por Gitanillo de Triana, com o testemunho de "Parrita" e António Bienvenida, confirmando-a nessa mesma temporada em Madrid, tendo como padrinho Pepe Bienvenida. Ainda nesse ano fez a sua apresentação na Monumental do México.


Formou com Manuel dos Santos, que ontem teria feito 101 anos e morreu em 1973 também vítima de um acidente na estrada, a mais célebre parelha de matadores dos anos nos anos de ouro do nosso toureio a pé, foi protagonista do filme "Sangue Toureiro" com Amália Rodrigues (1958) e despediu-se das arenas em Agosto de 1972 na 10ª Corrida TV no Campo Pequeno.


Publicou o seu livro de memórias em 1993 e foi o criador do louvável Fundo de Assistência dos Toureiros. Era avô do também matador de toiros Mário Vizeu Coelho, fruto do casamento de sua filha Verónica com o saudoso matador Mário Coelho. No ano passado, Mário Vizeu Coelho promoveu no Casino Estoril uma inolvidável gala para celebrar e homenagear o centenário do nascimento do Maestro.


Português e patriota dos quatro costados, Diamantino Vizeu recusou um dia uma condecoração do então presidente da República, Dr. Mário Soares, acusando-o de ter sido o responsável pela "exemplar descolonização".


Fotos D.R.