terça-feira, 20 de outubro de 2026

Imponentes e sérios toiros de Santa Maria no dia 31 em Évora

Imponência, idade, peso, trapio, seriedade - 40 anos de antiguidade da prestigiada ganadaria Santa Maria. Mais uma tarde onde o toiro-toiro será o protagonista principal. 

Nas fotos, alguns dos magníficos exemplares apartados para a última corrida da temporada em Évora no próximo dia 31, uma corrida solidária na qual, por cada espectador, 1 euro reverte a favor dos tratamentos de Tiago Laranjinha, forcado do Grupo de Amadores da Chamusca, que sofre de um tumor raro e se encontra internado nos Estados Unidos da América.

Actuam os cavaleiros Manuel Telles Bastos, Miguel Moura, João Salgueiro da Costa, Luis Pimenta e os praticantes Francisco Maldonado Cortes e Vasco Veiga e pegam os forcados de Évora e do Aposento da Moita.

Bilhetes à venda nos locais habituais:

- Tasquinha Dona Bárbara no Mercado 1 de Maio.

- Bilheteira da Arena D' Évora na semana antes do espetáculo e no dia 31 de Outubro a partir das 09h00.

- Online na Ticketline: https://www.ticketline.pt/.../corrida-de-toiros-borrego...


Fotos D.R./NEPE








Ontem, 2ª feira: 32.335 leram o "Farpas"!

 

Visualizações
de páginas de hoje
9 436
Visualizações 
de página de ontem
32 335
Visualizações de páginas 
no último mês
1 085 256 
Histórico total 
de visualizações 
de páginas

59 544 480



segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Fala Francisco Mira, o apoderado: “Quando, onde e com quem tourear são factores que fazem parte da estratégia e valorização de Moura Jr.”

João Moura Jr., o líder incontestado do pelotão de cavaleiros tauromáquicos nacionais, terminou a sua campanha sendo proclamado no último sábado, pelo quarto ano consecutivo, como triunfador máximo da temporada na importante Monumental de Santarém. Somou um festival e doze corridas, oito no continente, três nos Açores (Ilha Terceira) e uma em França (Mejanes). Agora chegou a ver de falar o apoderado. Nesta entrevista ao “Farpas”, Francisco Mendonça Mira faz um balanço da temporada do seu cavaleiro, analisa pormenores relevantes da campanha, confessa que os desafios “foram escolhidos a dedo e estudados ao pormenor” e abre um pouco o livro sobre o que vai ser a próxima época de 2027, em que João Moura Jr. comemora vinte anos de alternativa.

Entrevista de Miguel Alvarenga


- Que balanço faz da temporada de 2026 do João Moura Jr.?

- Foi uma temporada muito especial, à imagem da anterior, com desafios importantes, escolhidos a dedo e estudados ao pormenor. Houve uma estratégia bem definida na escolha das praças, das datas e dos cartéis.

Foram doze corridas e um festival, com compromissos de grande responsabilidade. Dentro dessas doze corridas, tivemos quatro mano-a-manos, estivemos nas três corridas das Sanjoaninas na Ilha Terceira e fizemos uma passagem por França. Marcámos presença duas vezes em Santarém, Portalegre e Vila Franca, onde encerrámos a temporada. Cada compromisso tinha um objectivo e foi escolhido pelo peso da praça, pela importância da data e pelo desafio do cartel.

Depois, houve o festival de Sevilha, com um significado muito especial. O João teve o privilégio de participar na despedida do seu pai daquela arena. Foi um dos momentos mais emotivos da temporada, pelo que o seu pai representa para ele e para a História da Tauromaquia.


- Qual foi, para si, o momento ou a lide mais triunfal da temporada?

- Felizmente, foram vários. Em todas as corridas houve momentos que marcaram muito o público. Destacaria, antes de mais, as praças cheias ou esgotadas onde o João actuou, porque essa resposta do público tem um significado enorme para nós.

Se tiver de escolher uma lide, guardo com especial emoção a do Colete Encarnado, em Vila Franca, frente a um bravo toiro da Condessa do Sobral. Não se pode tourear com mais verdade. E ver um público tão exigente como o da “Palha Blanco” entregar-se por completo tornou aquele momento ainda mais especial. Na minha opinião, foi a lide da temporada.


Vila Franca, Colete Encarnado - um ferro incrível!

- Uma das características desta temporada foi a gestão das presenças e dos cartéis. O que procuraram com essa estratégia?

- Em Portugal continental, toureámos apenas uma corrida por mês e não repetimos confrontos com os competidores directos do João, com uma única excepção, João Salgueiro, em Vila Franca. Este foi um dos pontos mais importantes da temporada e uma opção inteiramente consciente.

Queríamos criar expectativa em torno de cada atuação. Dar espaço entre corridas, apresentar confrontos diferentes e fazer com que cada presença do João tivesse um interesse próprio. Entendemos que essa gestão também faz parte do trabalho de valorizar um toureiro. Escolher quando, onde e com quem aparece, contribui para que o público tenha sempre vontade de o voltar a ver.


-Essa escolha de compromissos também se reflectiu na exigência dos curros lidados?

- O João continua a exigir de si próprio o máximo, e isso está bem patente nos curros que lidou. Numa temporada de poucas corridas, lidar sete toiros de Veiga Teixeira demonstra bem o grau de exigência e de responsabilidade que assumiu.

A ambição de se superar e o compromisso com cada praça e com cada aficion têm sido uma constante. E esse compromisso voltou a ser reconhecido em Santarém, onde recebeu, pelo quarto ano consecutivo, o prémio de triunfador da temporada. Uma distinção que nos orgulha e que acrescenta responsabilidade para o futuro.


Foto da equipa na última corrida em V. Franca
Foto Miguel Calçada

- Em 2027, o João comemora 20 anos de alternativa. O que pode adiantar sobre essa temporada?

- Estamos já a delinear e a trabalhar essa temporada com a máxima ilusão. Depois de dois anos em que conseguimos desenhar temporadas diferentes, com desafios muito próprios, encontrar novas ideias e voltar a elevar a fasquia é também um desafio para nós.

O que podemos desde já desvendar é que queremos voltar a fazer poucas corridas em Portugal. Sentimos que essa gestão das presenças tem sido uma das chaves do sucesso, porque cria expectativa, valoriza cada actuação e dá-nos outra margem de negociação. Permite-nos também construir compromissos com as empresas, com tempo e objectivos bem definidos. Esse trabalho faz parte do cuidado que colocamos na estratégia e na escolha de cada corrida.

Já temos algumas ideias inovadoras para 2027 e houve também já aproximações de empresas, o que nos deixa satisfeitos. É um sinal de que reconhecem o valor do João e a importância da sua presença nos seus cartéis.


Nas Sanjoaninas (Ilha Terceira), onde este
ano toureou nas três corridas

- E as Sanjoaninas, feira da Ilha Terceira, onde o João é um verdadeiro ídolo, que lugar poderão ter nessa temporada tão especial?

- A Monumental de Angra do Heroísmo é uma praça fundamental na carreira do João, sobretudo nos últimos anos. Tem sido uma presença constante na ilha Terceira, onde temos feito história com uma encerrona, um mano-a-mano, o pleno das corridas e praças esgotadas. Acima de tudo, tem havido um compromisso máximo do João com aquela aficion, ano após ano.

Para 2027, temos de analisar com muito cuidado se voltar a estar presente será benéfico para o João e para a própria feira. A vontade de regressar existe, até pela ligação tão especial que temos à Terceira, mas também sentimos a responsabilidade de gerir bem a sua presença. Temos uma relação muito boa com a empresa e será uma reflexão que faremos em conjunto, com abertura e confiança, para percebermos o que faz mais sentido para ambas as partes.


- Há outras praças onde gostariam certamente de assinalar esses 20 anos de alternativa?

- Naturalmente, há praças onde gostaríamos de estar, algumas onde temos marcado presença todos os anos e outras onde o João já não toureia há bastante tempo. Sem precisar de as enumerar, temos algumas praças e datas em mente que gostaríamos de integrar numa temporada com um significado tão especial.

Sabemos, contudo, que as limitações de algumas praças poderão dificultar o entendimento com as respectivas empresas. Não está em causa a relação profissional entre empresas e apoderado, mas a possibilidade de conciliar a realidade de cada praça com os valores que o João tem vindo a alcançar nos últimos anos.

Essa valorização resulta de muito trabalho, de uma estratégia cuidada e, sobretudo, da entrega e do compromisso do João com o triunfo. Temos vontade de encontrar soluções, com respeito pelo esforço das empresas, mas cabe-nos também preservar aquilo que tanto trabalho deu a construir. É com esse equilíbrio que estamos a preparar uma temporada tão especial.


Fotos D.R./@João Moura Jr. e Miguel Calçada


Santarém, 10 de Junho - praça cheia
Em Reguengos, no mano-a-mano com Rui Fernandes
Alcochete, no mano-a-mano com Francisco Palha

Portalegre - mano-a-mano com seu irmão Miguel
4 de Outubro em Sevilha - na despedida de
seu pai da Real Maestranza

Famosos no sábado no Dia de Campo da Associação Sector 9



Gente boa e aficionada entre os 400 presentes no último sábado no Dia de Campo da Associação Sector 9, sobretudo abonados e parceiros deste dinâmico grupo que devolveu à Monumental de Santarém todo o esplendor e toda a importância que teve no passado, atribuindo-lhe agora o honroso e muito merecido estatuto de primeira praça de toiros do país.

O evento, precedido de uma demonstração de toureio e de pegas no tentadero, pelo matador Tomás Bastos e pelo Grupo de Forcados do Futuro de Santarém, decorreu na Quinta do Castilho, em Vale de Figueira, da ilustre Família Infante da Câmara.

No salão de festas foi depois servido um requintado almoço pela equipa do restaurante lisboeta "O Bem Disposto", de Luis Baptista, com Mariana Baptista e Maria Ana Alvarenga no comando das operações.

A animar o beberete de recepção aos convidados actuou o grupo musical "Deix'Andar" e a abrir o almoço cantaram os três fadistas do grupo Fado Marialva, Rodrigo Pereira, Manuel da Câmara e Ricardo Pereira.

No fim do almoço os membros da Associação Sector 9 divulgaram os vencedores dos prémios de melhor toiro, melhor pega e melhor lide, votados pelos abonados: a ganadaria Oliveiras, Irmãos; o forcado Salvador Ribeiro de Almeida, dos Amadores de Santarém; e o cavaleiro João Moura Jr., que conquistou este galardão pelo quarto ano consecutivo.

O almoço contou com as honrosas presenças do presidente da Câmara, João Teixeira Leite (que fez a entrega do prémio ao cavaleiro João Moura Jr. - na foto de cima) e do secretário da Estado da Agricultura, João Moura.

Ficam as fotos do nosso companheiro Fernando Clemente com algumas das mais ilustres presenças nesta grande festa de final de temporada em Santarém.

Fotos Fernando Clemente

Carlos Pegado, Rodrigo Pereira e Manuel da Câmara
Pedro Graciosa e Francisco Zenkl com o filho
António Maria Narciso "de baixa", mas nada de grave

João Moura Jr. e Manuel da Câmara
Nuno Megre, Joana Grave e Joaquim Pedro Torres
Fatucha Pinto Bessa e Miguel Alvarenga, Luis e Ana Pestana
João Moura, secretário de Estado da Agricultura (à direita)
Aficionadas e os aficionados do futuro
Bernardo Figueiredo e sua Mulher, Maria Sepúlveda; e, à
direita, Inês Sepúlveda, Mulher de Diogo Sepúlveda (Sector 9)
Alexandre Albergaria, Diogo Sepúlveda, Gonçalo Montoya e Manuel
Dias Carvalho
Luis Baptista ("O Bem Disposto") e João Lupi
Diogo Damas e sua namorada
Paulo Pessoa de Carvalho e Luis Nobre
Monárquicos & Aficionados - sempre presentes!
Tancredo Pedroso e Pedro Afra Rosa (Balé)
João Moura Jr. e Benito Moura
Forcados do Futuro de Santarém
Entre outros, Miguel Sousa Machado, Manuel da Câmara, Rodrigo
e Ricardo Pereira, Carlos Pegado e Paulo Pinto
António Imaginário com uma amiga, Rita Pimenta
Manuel João Carreira e Raquel Saldanha Lupi, Mulher de João Lupi
António Paulo e Rita Casquilho, o ganadeiro Paulo Tomé e sua 
Mulher, e amigos
Dr. Vasco Lucas e Joaquim Pedro Torres
Tancredo Pedroso e Fatucha Pinto Bessa
Diogo Sepúlveda e António Pedroso
João Teixeira Leite, presidente da Câmara de Santarém, e Victor
Borges da Costa (do Chega/Santarém)
Joaquim Pedro Torres e Nuno Megre com João Teixeira Leite
Fatucha Pinto Bessa, Maria Ana Alvarenga e seu pai, Miguel
Alvarenga
Grupo de ilustres aficionados
E Viva o Rei! Monárquicos & Aficionados, um grupo animado, 
com o empresário Paulo Pessoa de Carvalho