Programas, cartazes, fotografias, recortes de imprensa e muitos outros documentos compõem a exposição comemorativa dos 125 anos da emblemática praça de toiros "Palha Blanco", em Vila Franca de Xira, uma mostra que foi inaugurada esta sexta-feira ao final da tarde e que estará patente ao público, com entrada livre (ver horário no cartaz), até ao próximo dia 1 de Dezembro, no espaço do antigo Restaurante "O Redondel", na própria praça - "Uma Praça. Uma Cidade. Uma Identidade".
Bernardo Alexandre, o empresário gestor da centenária praça vilafranquense, foi o grande responsável pela organização e montagem desta exposição, com os olhos postos no futuro e já a pensar na criação de um (mais que justificado) Museu Taurino de Vila Franca.
A seu lado estiveram hoje, no acto de inauguração da exposição, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Armando Jorge de Carvalho, bem como o Presidente da Câmara Municipal, Fernando Paulo Ferreira, ambos exaltando, em breves intervenções, a importância da tauromaquia e da sua praça de toiros na história da cidade de Vila Franca de Xira.
Depois dos breves discursos iniciais, os presentes - entre os quais a vereadora da Cultura Manuela Ralha, o presidente da Junta de Freguesia, aficionados e membros das tertúlia taurinas vilafranquenses, da comunicação social e também dos principais agentes locais da Festa Brava, entre os quais vários elementos do grupo de forcados Amadores de Vila Franca e também os matadores de toiros Vitor Mendes e António João Ferreira, os professores da Escola de Toureio "José Falcão" - fizeram uma visita à exposição, guiada por Bernardo Alexandre, que a todos foi dando conta pormenorizada dos vários painéis ali expostos, cada qual recordando uma época concreta da história dos 125 anos da "Palha Blanco", com particular incidência nas corridas de toiros de morte que ali tiveram lugar no conturbado período pós-revolução.
Os matadores de toiros José Júlio, Mário Coelho, José Falcão e Vitor Mendes, assim como José Carlos de Matos, antigo cabo do GFA de Vila Franca, são as cinco personalidades da tauromaquia vilafranquense com direito a lugar de destaque na exposição.
Há uma ou outra falha, mas não se pode ser perfeito. Era bonita uma alusão ao famoso "Pitorrilha", que foi durante muitos anos o guardião-mor desta praça. E outra a José Mestre Batista, que embora nascido no Alentejo, viveu quase toda a sua vida em Vila Franca e muita da sua história de grande cavaleiro tauromáquico cruza-se precisamente com a história da "Palha Blanco".
Se esquecermos estas falhas - e provavelmente outras -, temos que aplaudir e louvar esta importante iniciativa de deixar no espaço do sempre lembrado Restaurante "O Redondel" um mundo de recordações numa viagem pela história de 125 anos de uma das mais importantes praças de toiros do país. Que pode bem ser o embrião para a criação de um Museu Taurino na cidade, como nos confidenciou o empresário da praça, grande promotor desta exposição.
A anteceder um jantar volante oferecido pela empresa de Bernardo Alexandre no átrio de entrada da praça, a Banda do Ateneu Artístico Vilafranquense tocou, em estreia, o pasodoble comemorativo do 125º aniversário da "Palha Blanco".
Não deixem de visitar esta exposição.
Fotos M. Alvarenga
| Bernardo Alexandre, empresário da "Palha Blanco", o grande impulsionador desta exposição |
| Armando Jorge de Carvalho, Provedor da Santa Casa |
| Fernando Paulo Ferreira, Presidente da Câmara - sempre ao lado da tradição tauromáquica |
| Bernardo Alexandre e o Presidente da Câmara |
| Vitor Mendes e António João Ferreira |
| Visita guiada à exposição |
| Manuela Ralha, vereadora da Cultura |
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| Velha Guarda: Miguel Alvarenga, Vitor Mendes e Paco Duarte |
| A história da "Palha Blanco" contada em vários documentos |
| Entre outros, Dr. Luis Capucha, Miguel Falcão (sobrinho do saudoso matador) e António Matos, antigo Provedor da Santa Casa |
| Maestro Vitor Mendes |
| Uma Praça. Uma Cidade. Uma Identidade |
| Banda do Ateneu estreou pasodoble dos 125 anos da praça |




