segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Miguel Moura e Diogo Passanha triunfam na Nazaré

Fernando José (texto e foto) - Integrada no programa das festas em honra de Nossa Senhora da Nazaré realizou-se na noite do passado sábado a última corrida da temporada, uma noite memorável num ambiente de excelência à identidade de um povo que começou nas escadas do Santuário com um Procissão de Velas pelas ruas do Sítio - onde marcaram presença todas as figuras da Festa - terminando com uma volta à praça, seguindo-se o Fado pela voz de Teresa Tapadas.

Abriu praça António Ribeiro Telles, que teve pela frente um toiro da sua ganadaria, em que assinou uma lide de mestria, plena de arte, tanto na escolha dos terrenos como na cravagem, toureou com alegria, nota alta para o segundo e quarto ferros curtos, o público gostou, aplaudiu e o cavaleiro da Torrinha saiu da praça de braços abertos.


Da mesma "casa" entrou Manuel Telles Bastos, que esteve esforçado, mas encontrou pela frente um manso que se limitou a fixar-se nos médios não permitindo grande brilho ao cavaleiro, que deixou a ferragem da ordem, mas "sem ovos... não se fazem omeletas"...


Já no terceiro a história foi outra, ou melhor, fez-se História. Motivado com o triunfo na noite anterior no Campo Pequeno, Miguel Moura teve pela frente um Passanha de "alta rotações" que o obrigou a dar quatro voltas à arena de "prego a fundo", um bom sinal para o cavaleiro de Monforte que a seguir, sem exageros, assinou com letras de oiro, a lide da temporada nazarena. 


O ginete esteve genial, tanto na cravagem, como na escolha dos terrenos, como na brega, nos largos ladeios junto da trincheira levaram o público a aplaudir de pé. Miguel Moura aproveitou as excelentes qualidades do toiro e no final, além do forcado, chamou justamente o maioral da ganadaria para repartirem os fortes aplausos.


Com a "bitola" já muito alta, chegou a vez de Parreirita Cigano mostrar a sua arte, mas teve pela frente um toiro que não lhe permtiu um grande triunfo, pouca entrega, mostrava umas arrancadas, mas depois parava, o cavaleiro não baixou os braços e mercê do seu muito querer e do seu grande valor deixou boa nota nos últimos dois ferros.


Diz o ditado que "não há quinto mau", mas desta vez António Prates não teve a tarefa fácil com um Passanha "rijo" que não falicitou a lide ao jovem cavaleiro de Torres Novas - que começou com algumas passagens em falso, depois foi-se ajustando, subindo naquilo que se pode afirmar "uma lide de menos a mais".


Já a noite ia longa, saíu à praça uma "estampa" de Ribeiro Telles, mas uma má entrada deixou danos no animal que acabou por cair por terra, gerou algumas dificuldades de recolha, saindo depois o sobrero de 600 quilos que logo de inicio fez estrago "apertando" de forma feia Paco Velásquez juto às tábuas felizmente sem danos para cavaleiro e cavalo, mas...fez a sua mossa. O cavaleiro de Riachos nunca mais se encontrou, teve algumas passagens em falso, toiro com pouca investida, deixando triste Velásquez que tinha conquistado ali um triunfo grande presisamente um ano antes na mesma data.


Já quanto às pegas, as coisas não estiveram fáceis para os rapazes das jaquetas. Manuel Valadas, dos Amadores de S. Manços, no primeiro toiro concretizou à terceira tentativa, depois de fortes derrotes nas duas primeiras.


No segundo toiro, João Armando, dos Amadores do Aposento da Chamusca, teve tarefa árdua, o toiro mal sentia algo na cabeça "espantalhava" tudo, pese embora as boas entregas dos seus colegas. A pega foi concretizada à quarta tentativa a sesgo.


Com o ambiente a "escaldar" fruto da actuação do Miguel Moura, o forcado António Perloiro Appleton, dos Amadores de Caldas da Rainha, também entrou na "festa", arrimou-se, esteve nobre, o toiro levantou-o bem alto, mas o grupo fechou-se bem e ficou muito bem classificado entre as melhores pegas da temporada nazarena.    


O quarto da noite foi para as mãos de Rodrigo Grilo, dos Amadores de S. Manços, que se fechou bem à primeira tentativa.


O quinto da ordem, foi para Vasco Coelho dos Reis, do Aposento da Chamusca, que citou bem, aguentou vários derrotes, as ajudas estiveram no seu "tempo certo" e encerrou-se à primeira tentativa.


Para último veio a "fava", um comboio com 600 quilos "bem pesados" que fez a vida negra aos Amadores de Caldas da Rainha. Joaquim Lino, com a sua raça tudo fez para ficar na cara logo na primeira tentativa, mas um forte derrote fê-lo saltar fora. Na segunda tentativa as coisas ficaram feias quando o seu primeiro ajuda foi atirado ao chão e colhido, ficando inanimado, viveram-se momentos de alguma apreensão, mas a recuperação aconteceu. Lino não desistiu e concretizou à quarta tentativa com ajudas bem caregadas.


A Banda Filármonica de Arruda dos Vinhos abrilhantou a corrida que foi superiomente dirigida por José Soares acessorado por José Luís Cruz.


Um fim de temporada brilhante na Nazaré, com esta corrida esgotada - a segunda do ano que encheu por completo as bancadas da carismática praça do Sítio, depois da Corrida "Farpas" em 15 de Agosto.


Um trabalho louvável e brilhante do empresário Rui Bento e da sua equipa, sobretudo de seus filhos, da empresa Doses de Bravura. E para o ano há mais!


Durante este dia de segunda-feira, não perca a reportagem fotográfica com os melhores momentos desta última corrida na Nazaré.


Praça da Barquinha reinaugurada na próxima 6ª feira: muitos prometem, Pombeiro cumpre!

Ao contrário de outras (o caso de Montemor-o-Novo e o comprometedor silêncio do empresário seu adjudicatário é um escândalo! E ninguém faz nada...), a praça de toiros de Vila Nova da Barquinha foi recuperada pelo empresário Luis Miguel Pombeiro (obras a cargo do empreiteiro Paulo Josué, cabo do GFA de Tomar) e vai ser reinaugurada na próxima sexta-feira 11 de Setembro.

Já na terça-feira, o empresário fará a apresentação oficial da "nova praça", mostrando as obras concluídas.

Pela sua importância e pela sua pertinência, reproduzimos, com a devida vénia, o texto que Luis M. Pombeiro deu à estampa na sua página da rede social Facebook:

"Com muito esforço a todos os níveis as obras da praça estão terminadas.

"Apelo a todos os aficionados que estejam presentes na próxima sexta feira dia 11, às 22 horas.


"Depois de tantas praças fechadas, cada uma com causas diferentes, esta, de Vila Nova da Barquinha, seria mais uma a deixar de dar corridas. 


"Ficará um legado para as novas gerações e o sentimento de dever cumprido. Foi lá que comecei em 1989. 


"Quem vier atrás que a mantenha sempre em condições. Um agradecimento especial a todos os que contribuíram para que fosse possível fazer novos curros, remarcação, pinturas e tudo o mais que foi feito. Muita coisa para manter a história e a tradição. Não a deixámos morrer. Desde 1853 sem sofrer alterações, sem mudar de local. 


"Contamos convosco! Não deixem de estar presentes!"


Luis Miguel Pombeiro


Video e foto D.R.


Paco Velásquez corta duas orelhas às portas de Madrid


O cavaleiro Paco Velásquez cortou este domingo as duas orelhas ao novilho-toiro de Hermanos González que lidou superiormente em Torrelaguna, às portas de Madrid, num festival de homenagem ao veterano rejoneador Manuel Vidrié.

O cavaleiro luso repartiu cartel com os rejoneadores Leonardo Hernández (duas orelhas) e Roberto Armendáriz (duas orelhas) e com o novilheiro Rodrigo Cobos (duas orelhas).

Fotos D.R.

Paco Velásquez com o cavaleiro mexicano Alejandro Amaya, que
no próximo domingo se estreia de casaca em Vila Viçosa
Brinde de Paco Velásquez a Leonardo Hernández (pai)

Cavaleiro luso foi premiado com duas orelhas

A última corrida do Campo Pequeno - pela objectiva de Fernando Clemente

Passamos em revista a última corrida da temporada do Campo Pequeno, antecedida do sempre apreciado cortejo de gala à antiga portuguesa, que se realizou na passada sexta-feira com praça cheia, como aqui referimos.

Foi prestada homenagem ao Padre Vitor Melícias e ao cavaleiro João Moura Caetano (pelos seus vinte anos de alternativa) e a Pedro Maria Gomes, cabo dos forcados Amadores de Lisboa, que se despediu das arenas, passando o testemunho a Duarte Mira.

Lidaram-se sete belíssimos toiros de António Raul Brito Paes (premiado ao segundo com volta à arena) e actuaram os cavaleiros Ana Batista, Moura Caetano, Duarte Pinto, Miguel Moura, Joaquim Brito Paes, António Telles (filho) e Tristão R. Telles, tendo as sete pegas estado a cargo dos Amadores de Lisboa.

Fotos Fernando Clemente

Os forcados e a mula - um dos "números" mais apreciados do
cortejo evocativo das Touradas Reais
Momento da homenagem dos empresários Luis M. Pombeiro e
José M. Charraz a Pedro M. Gomes, cabo do GFA de Lisboa, que
se despediu das arenas
Ana Batista (que reapareceu depois da queda em Alpalhão) foi
a primeira de uma longa noite de sete cavaleiros

Ruben Fragoso dirigiu esta última noite lisboeta com acerto,
assessorado pelo médico veterinário José Luis da Cruz


Primeiro toiro lidado por Ana Batista e pegado pelo veterano
Gonçalo Maria Gomes, forcado já retirado. Quem sabe, nunca 
esquece!

Lição de bem tourear de Moura Caetano no segundo toiro, lide
brindada ao Padre Vitor Melícias, na comemoração dos vinte anos
de alternativa do cavaleiro de Monforte




A última pega do cabo Pedro Maria Gomes, que deu aplaudida
volta à arena com Caetano e o ganadeiro Brito Paes e depois
mais uma acompanhada pelos forcados do seu grupo



Terceiro toiro foi lidado por Duarte Pinto e pegado pelo novo
cabo Duarte Mira (à segunda)




Triunfo grande de Miguel Moura no quarto toiro, com pega a cargo
de Duarte Nascimento (à segunda)




Ao intervalo, as homenagens ao Padre Melícias e a Moura Caetano








Quinto toiro lidado por Joaquim Brito Paes e pegado por José
Duarte Batista (à segunda)







Actuação excelente de António Telles (filho) no sexto toiro, com
pega consumada à quarta por Tiago Silva (que não deu volta)




Empolgante actuação de Tristão R. Telles no sétimo toiro, com
uma grande pega do retirado Francisco Mira, seu ex-apoderado