quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Cavalos de Diego Ventura recuperam favoravelmente


Os cavalos de Diego Ventura apresentam uma evolução favorável, 48 horas após o grave acidente sofrido pelo camião em que viajavam, no regresso de Saragoça, onde actuara na última corrida da temporada. 

O próprio rejoneador, que ontem já informara, em declarações ao "Farpas", que era positiva a evolução do estado dos animais, explicou hoje através de um video/comunicado publicado nas redes sociais, o estado de cada um dos animais, que apresentam numerosos ferimentos de diferentes graus de gravidade. Apesar disso, a evolução tem sido muito positiva, graças aos cuidados intensivos prestados pela equipa veterinária.

Por sua vez, o motorista do camião também está a recuperar favoravelmente. A equipa de Diego Ventura quis agradecer todas as manifestações de preocupação, carinho e apoio recebidas durante estes momentos difíceis, bem como o trabalho fundamental dos veterinários que assistiram os cavalos desde o primeiro instante.

Em declarações prestadas à imprensa, o apoderado do rejoneador, Andrés Caballero, fez questão de agradecer também todo o apoio recebido pela equipa de Rui Fernandes, que regressava igualmente de Saragoça, tendo sido das primeiras pessoas a chegar ao local do acidente e a ajudar a retirar do camião os cavalos.

Foto D.R.

Hoje n' "O Bem Disposto": Teresa Nogueira Pinto no jantar da Tertúlia Valores & Tradições

Professora universitária e escritora, Teresa Nogueira Pinto é hoje a convidada do habitual jantar da Tertúlia Valores & Tradições, presidida por Luis Baptista, que vai ter lugar daqui a pouco no Restaurante "O Bem Disposto", em Lisboa.

Maria Teresa de Avilez Nogueira Pinto, terceira filho do professor e historiador Jaime Nogueira Pinto e da saudosa dirigente centrista Maria José Nogueira Pinto, licenciou-se em Ciência Política na Universidade Católica Portuguesa e em 2007 foi visitor researcher na Heritage Foundation, onde teve oportunidade de estudar as origens do movimento neoconservador americano. 

É mestre em Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica. Desde Outubro de 2011 contribui para as plataformas de inteligência Geopolitical Information Service (GIS) e World Review, como analista de assuntos africanos. Tem também participado em conferências nacionais e internacionais e publicado artigos na área dos Estudos Africanos. Trabalha como consultora na área de Relações Internacionais, análise de risco e business Intelligence, é comentadora da SIC e integra o Governo Sombra do partido Chega.

Foto D.R.

Cerimónias fúnebres: último adeus ao forcado José Maltez na Vidigueira

O funeral de José do Rosário Oleiro Maltez, membro da fundação do Grupo de Forcados Amadores de Évora que morreu ontem no Hospital de Beja com 81 anos, realiza-se amanhã, quinta-feira 22, às 11h00, na Vidigueira.

O corpo do saudoso forcado, engenheiro técnico agrário, ex-director da Associação de Agricultores do Sul/ACOS, está em câmara ardente na Casa Mortuária da Vidigueira, onde decorre desde o princípio da tarde o velório e as últimas homenagens - de onde sairá amanhã às 11h00, depois de celebrada uma missa de recomendação, para o cemitério local.

A toda a Família enlutada e ao GFA de Évora endereçamos as nossas condolências.

Que em paz descanse.

Foto D.R.

Jantar Tauromáquico: Duques de Coimbra apoiam inscrição da Corrida de Toiros no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial

Os Duques de Coimbra, a Infanta Dona Maria Francisca de Bragança e seu marido, Dr. Duarte de Sousa Araújo Martins, vão expressar publicamente o seu apoio à inscrição da Corrida de Toiros no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial durante um Jantar Tauromáquico que vai ter lugar no próximo dia 6 de Novembro na Quinta de S. Pedro da Pousada, em Cernache, Coimbra (fotos em baixo).

Este jantar, que contará também com a presença do Padre Vitor Melícias e de outras figuras do mundo tauromáquico, é promovido por um grupo informal de aficionados de Coimbra numa altura em que decorre (até dia 13 de Novembro, e não dia 2, como erradamente chegou a ser noticiado) a consulta pública sobre esta inscrição.

O jantar contará com apontamentos musicais de Fado de Coimbra e intervenções de personalidades do mundo tauromáquico e aficionados, destacando-se, como atrás referimos, Sua Alteza a Duquesa de Coimbra, o Duque de Coimbra e o Padre Vítor Melícias.


As inscrições deverão ser feitas até 2 de Novembro através do telefone 935 266 825 ou por email: tauromaquiacoimbra@gmail.com


Fotos D.R.




Francisco Mira deixa de apoderar Tomás Moura

Oficialmente anunciada a 18 de Novembro do ano passado, a relação de apoderamento que uniu Francisco Mendonça Mira ao jovem cavaleiro praticante Tomás Moura terminou menos de um ano antes de ter começado. Por outras palavras: Mira (também apoderado de João Moura Jr., irmão de Tomás) não chegou a aquecer o lugar.

O fim da relação foi dado a conhecer através deste pequeno comunicado colorido publicado esta tarde nas redes sociais (que damos à estampa aqui em baixo), onde ambos salientam que continuam a manter "uma relação de amizade e admiração mútua, tanto a nível profissional como pessoal".

Foto D.R.


Morreu José Maltez, um dos fundadores do GFA de Évora

Está de luto o Grupo de Forcados Amadores de Évora pela morte, ontem no Hospital de Beja, de José do Rosário Oleiro Maltez (fotos), membro da fundação e recordado elemento do grupo.

"Forcado fundador e amigo do grupo, um homem que nos era muito querido pela sua proximidade e que acompanhou toda a nossa história desde o seu início. Deixou o seu legado familiar juntamente com o seu irmão António Maltez, ambos fundadores, que mais tarde viriam a passar esta escola de vida a toda a sua família. Neste momento de saudade e tristeza, deixamos um forte abraço a toda a sua família em especial à sua irmã Fernanda e aos seu filhos Rita e Zézé, também ele nosso antigo elemento" - lê-se na página do GFA de Évora no Facebook.

A toda a Família enlutada, em particular a sua irmã e filhos, bem como ao GFA de Évora, apresentados as nossas condolências.

Que em paz descanse.

Fotos D.R.


Ontem, 3ª feira: 31.895 leram o "Farpas"!

 

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terça-feira, 20 de outubro de 2026

Inscreva-se antes que esgote!



Benito Moura é o novo apoderado de Tristão R. Telles com António Romeiras também na equipa

Benito Moura ("Bini"), que após vinte anos de elevado profissionalismo como bandarilheiro (chegou a estar ao serviço de Pablo Hermoso), na corrida nocturna de terça-feira da Feira de Outubro em Vila Franca se despediu das arenas, depois de o primo João Moura Jr. lhe cortar a coleta, é a partir de agora o apoderado do cavaleiro Tristão Ribeiro Telles, missão em que conta com o apoio do conhecido aficionado António José Romeiras (os três na foto), amigo da família do cavaleiro e antigo responsável pela ganadaria Cunhal Patrício.

Foi o próprio Tristão que há momentos anunciou a nova equipa de apoderamento através deste comunicado:

"É com enorme orgulho que anuncio um novo projeto entre amigos, cheio de ilusão e confiança!

"O meu apoderamento ficará a cargo de Benito Moura 'Bini', com o apoio incondicional de António José Romeiras.


"Juntos e determinados, vamos trabalhar diariamente para construir um percurso sólido rumo ao topo!"


Tristão R. Telles, um das mais destacadas figuras da nova vaga, separou-se em Março deste ano, inesperadamente, de Francisco Mendonça Mira - que, apesar de ter deixado de o apoderar, manteve uma sólida relação de amizade e continuou a apoiá-lo em diversos aspectos.


"Bini" Moura não é propriamente um estreante nas funções de apoderado. Já foi apoderado do primo Moura Jr., missão que volta agora a desempenhar ao lado de Tristão Ribeiro Telles, depois de ter posto um ponto final na carreira de bandarilheiro.


Sorte para o novo trio!


Foto D.R.


Diego Ventura fala ao "Farpas" depois do acidente de ontem: "Há dois cavalos que continuam mais graves, mas mesmo esses estão a apresentar melhorias"

24 horas depois do grave acidente com o camião de cavalos, que se despistou e capotou quando regressava de Saragoça (última corrida do ano), Diego Ventura falou há momentos ao "Farpas". Mais animado, diz-nos que "os cavalos estão a melhorar". "Hoje estão menos inflamados, as feridas parecem estar no bom caminho e eles apresentam um melhor aspecto geral", afirma.

"Ontem estivemos até às 3 da manhã a administrar soro, anti-inflamatórios, vitaminas e muitos outros tratamentos, juntamente com os médicos veterinários. Hoje, felizmente, parece que tudo está a evoluir no bom sentido. Há dois cavalos que continuam mais graves, mas também esses estão a apresentar melhorias" - informa Diego Ventura. E acrescenta:

"Vamos continuar a acompanhá-los de perto e esperamos que continuem a recuperar".

Foto M. Alvarenga/Arquivo

Imponentes e sérios toiros de Santa Maria no dia 31 em Évora

Imponência, idade, peso, trapio, seriedade - 40 anos de antiguidade da prestigiada ganadaria Santa Maria. Mais uma tarde onde o toiro-toiro será o protagonista principal. 

Nas fotos, alguns dos magníficos exemplares apartados para a última corrida da temporada em Évora no próximo dia 31, uma corrida solidária na qual, por cada espectador, 1 euro reverte a favor dos tratamentos de Tiago Laranjinha, forcado do Grupo de Amadores da Chamusca, que sofre de um tumor raro e se encontra internado nos Estados Unidos da América.

Actuam os cavaleiros Manuel Telles Bastos, Miguel Moura, João Salgueiro da Costa, Luis Pimenta e os praticantes Francisco Maldonado Cortes e Vasco Veiga e pegam os forcados de Évora e do Aposento da Moita.

Bilhetes à venda nos locais habituais:

- Tasquinha Dona Bárbara no Mercado 1 de Maio.

- Bilheteira da Arena D' Évora na semana antes do espetáculo e no dia 31 de Outubro a partir das 09h00.

- Online na Ticketline: https://www.ticketline.pt/.../corrida-de-toiros-borrego...


Fotos D.R./NEPE








Ontem, 2ª feira: 32.335 leram o "Farpas"!

 

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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Fala Francisco Mira, o apoderado: “Quando, onde e com quem tourear são factores que fazem parte da estratégia e valorização de Moura Jr.”

João Moura Jr., o líder incontestado do pelotão de cavaleiros tauromáquicos nacionais, terminou a sua campanha sendo proclamado no último sábado, pelo quarto ano consecutivo, como triunfador máximo da temporada na importante Monumental de Santarém. Somou um festival e doze corridas, oito no continente, três nos Açores (Ilha Terceira) e uma em França (Mejanes). Agora chegou a ver de falar o apoderado. Nesta entrevista ao “Farpas”, Francisco Mendonça Mira faz um balanço da temporada do seu cavaleiro, analisa pormenores relevantes da campanha, confessa que os desafios “foram escolhidos a dedo e estudados ao pormenor” e abre um pouco o livro sobre o que vai ser a próxima época de 2027, em que João Moura Jr. comemora vinte anos de alternativa.

Entrevista de Miguel Alvarenga


- Que balanço faz da temporada de 2026 do João Moura Jr.?

- Foi uma temporada muito especial, à imagem da anterior, com desafios importantes, escolhidos a dedo e estudados ao pormenor. Houve uma estratégia bem definida na escolha das praças, das datas e dos cartéis.

Foram doze corridas e um festival, com compromissos de grande responsabilidade. Dentro dessas doze corridas, tivemos quatro mano-a-manos, estivemos nas três corridas das Sanjoaninas na Ilha Terceira e fizemos uma passagem por França. Marcámos presença duas vezes em Santarém, Portalegre e Vila Franca, onde encerrámos a temporada. Cada compromisso tinha um objectivo e foi escolhido pelo peso da praça, pela importância da data e pelo desafio do cartel.

Depois, houve o festival de Sevilha, com um significado muito especial. O João teve o privilégio de participar na despedida do seu pai daquela arena. Foi um dos momentos mais emotivos da temporada, pelo que o seu pai representa para ele e para a História da Tauromaquia.


- Qual foi, para si, o momento ou a lide mais triunfal da temporada?

- Felizmente, foram vários. Em todas as corridas houve momentos que marcaram muito o público. Destacaria, antes de mais, as praças cheias ou esgotadas onde o João actuou, porque essa resposta do público tem um significado enorme para nós.

Se tiver de escolher uma lide, guardo com especial emoção a do Colete Encarnado, em Vila Franca, frente a um bravo toiro da Condessa do Sobral. Não se pode tourear com mais verdade. E ver um público tão exigente como o da “Palha Blanco” entregar-se por completo tornou aquele momento ainda mais especial. Na minha opinião, foi a lide da temporada.


Vila Franca, Colete Encarnado - um ferro incrível!

- Uma das características desta temporada foi a gestão das presenças e dos cartéis. O que procuraram com essa estratégia?

- Em Portugal continental, toureámos apenas uma corrida por mês e não repetimos confrontos com os competidores directos do João, com uma única excepção, João Salgueiro, em Vila Franca. Este foi um dos pontos mais importantes da temporada e uma opção inteiramente consciente.

Queríamos criar expectativa em torno de cada atuação. Dar espaço entre corridas, apresentar confrontos diferentes e fazer com que cada presença do João tivesse um interesse próprio. Entendemos que essa gestão também faz parte do trabalho de valorizar um toureiro. Escolher quando, onde e com quem aparece, contribui para que o público tenha sempre vontade de o voltar a ver.


-Essa escolha de compromissos também se reflectiu na exigência dos curros lidados?

- O João continua a exigir de si próprio o máximo, e isso está bem patente nos curros que lidou. Numa temporada de poucas corridas, lidar sete toiros de Veiga Teixeira demonstra bem o grau de exigência e de responsabilidade que assumiu.

A ambição de se superar e o compromisso com cada praça e com cada aficion têm sido uma constante. E esse compromisso voltou a ser reconhecido em Santarém, onde recebeu, pelo quarto ano consecutivo, o prémio de triunfador da temporada. Uma distinção que nos orgulha e que acrescenta responsabilidade para o futuro.


Foto da equipa na última corrida em V. Franca
Foto Miguel Calçada

- Em 2027, o João comemora 20 anos de alternativa. O que pode adiantar sobre essa temporada?

- Estamos já a delinear e a trabalhar essa temporada com a máxima ilusão. Depois de dois anos em que conseguimos desenhar temporadas diferentes, com desafios muito próprios, encontrar novas ideias e voltar a elevar a fasquia é também um desafio para nós.

O que podemos desde já desvendar é que queremos voltar a fazer poucas corridas em Portugal. Sentimos que essa gestão das presenças tem sido uma das chaves do sucesso, porque cria expectativa, valoriza cada actuação e dá-nos outra margem de negociação. Permite-nos também construir compromissos com as empresas, com tempo e objectivos bem definidos. Esse trabalho faz parte do cuidado que colocamos na estratégia e na escolha de cada corrida.

Já temos algumas ideias inovadoras para 2027 e houve também já aproximações de empresas, o que nos deixa satisfeitos. É um sinal de que reconhecem o valor do João e a importância da sua presença nos seus cartéis.


Nas Sanjoaninas (Ilha Terceira), onde este
ano toureou nas três corridas

- E as Sanjoaninas, feira da Ilha Terceira, onde o João é um verdadeiro ídolo, que lugar poderão ter nessa temporada tão especial?

- A Monumental de Angra do Heroísmo é uma praça fundamental na carreira do João, sobretudo nos últimos anos. Tem sido uma presença constante na ilha Terceira, onde temos feito história com uma encerrona, um mano-a-mano, o pleno das corridas e praças esgotadas. Acima de tudo, tem havido um compromisso máximo do João com aquela aficion, ano após ano.

Para 2027, temos de analisar com muito cuidado se voltar a estar presente será benéfico para o João e para a própria feira. A vontade de regressar existe, até pela ligação tão especial que temos à Terceira, mas também sentimos a responsabilidade de gerir bem a sua presença. Temos uma relação muito boa com a empresa e será uma reflexão que faremos em conjunto, com abertura e confiança, para percebermos o que faz mais sentido para ambas as partes.


- Há outras praças onde gostariam certamente de assinalar esses 20 anos de alternativa?

- Naturalmente, há praças onde gostaríamos de estar, algumas onde temos marcado presença todos os anos e outras onde o João já não toureia há bastante tempo. Sem precisar de as enumerar, temos algumas praças e datas em mente que gostaríamos de integrar numa temporada com um significado tão especial.

Sabemos, contudo, que as limitações de algumas praças poderão dificultar o entendimento com as respectivas empresas. Não está em causa a relação profissional entre empresas e apoderado, mas a possibilidade de conciliar a realidade de cada praça com os valores que o João tem vindo a alcançar nos últimos anos.

Essa valorização resulta de muito trabalho, de uma estratégia cuidada e, sobretudo, da entrega e do compromisso do João com o triunfo. Temos vontade de encontrar soluções, com respeito pelo esforço das empresas, mas cabe-nos também preservar aquilo que tanto trabalho deu a construir. É com esse equilíbrio que estamos a preparar uma temporada tão especial.


Fotos D.R./@João Moura Jr. e Miguel Calçada


Santarém, 10 de Junho - praça cheia
Em Reguengos, no mano-a-mano com Rui Fernandes
Alcochete, no mano-a-mano com Francisco Palha

Portalegre - mano-a-mano com seu irmão Miguel
4 de Outubro em Sevilha - na despedida de
seu pai da Real Maestranza