quarta-feira, 30 de setembro de 2026

30 de Setembro de 1901: praça "Palha Blanco" foi inaugurada há 125 anos

Cumprem-se hoje, 30 de Setembro, exactamente 125 anos que se inaugurou a praça de toiros "Palha Blanco", de Vila Franca de Xira (1901), efeméride que vai ser comemorada na corrida do próximo domingo, 4 de Outubro, primeira das duas que compõem a tradicional Feira de Outubro. Recordamos a tarde inaugural.

“Pelas 13 horas, saía dos Paços do Concelho [de Vila Franca de Xira] em carruagem o Presidente da Câmara, Sr. José Dias da Silva, acompanhado dos vereadores Joaquim Paulo de Araújo, Manuel de Sousa Mendes, José Pedro Câncio e Francisco dos Reis Pinto, assim como pelo secretário Marciano Franco, dirigindo-se todos para a estação de caminho-de-ferro, onde aguardaram a chegada de Suas Majestades. A esse grupo juntaram-se ainda os Srs. Dr. Amadeu Magalhães Infante, administrador do Concelho, Dr. Gens de Azevedo, Administrador Adjunto, Adolfo Mendes, secretário da Administração, Dr. João Ferreira Lima, subdelegado, e Pessoa de Amorim, contador, bem como os escrivães Paiva e Fonseca. E da Comissão Fundadora, os Srs. Prior Dr. Alípio da Silva, Dr. Manuel Rodrigues Pereira e António Duarte Júnior, a que se juntaram vários proprietários da zona, muitas senhoras e uma imensa multidão.

"Cerca das 15 horas chegavam Suas Majestades, dignamente acompanhadas pelo Infante D. Afonso, Condessas de Sabugosa, D. Maria José de Lacerda Costa Pinto, Condessa da Guarda e filhos, D. Maria Roquete, Condes de Sabugosa e Arnoso, Marquês de Soveral, D. Fernando Serpa, Durval Telles, Vellez Caldeira, conselheiro José de Azevedo Castelo Branco, Governador Civil do Distrito, Costa Pinto e Dr. Pedroso. (…) José Pereira Palha Blanco, que se encontrava a cavalo à frente de 150 campinos fardados a rigor, deu vivas a El-Rei, à rainha D. Amélia e à Família Real, no que foi acompanhado pelos milhares de pessoas presentes (…) Na circunstância, D. Carlos declarou sentir-se emocionado com tamanha recepção. Logo a seguir, o luzido cortejo dirigiu-se a caminho da Praça. (…) Ao mesmo tempo, o povo marcava presença ao longo de todo o trajecto, descobrindo-se à passagem da Família Real e gritando vivas aos monarcas. E na maior parte das janelas, viam-se senhoras primorosamente vestidas.
(…) No momento em que os monarcas deram entrada no recinto ouviram-se «vivas» dos presentes, enquanto as filarmónicas tocavam o Hino da Carta e a continuação dos «vivas» se dirigia agora ao Presidente da Câmara e ao Sr. Palha Blanco. Naquele momento, Vila Franca dava mostras de gratidão ao lavrador a quem ficava a dever a sua nova e grandiosa Praça de Touros.

"Às 16 horas exactas, Alfredo Marreca, o director da corrida, pediu licença a El-Rei para começar o espectáculo e, ao toque da praxe, saiu à arena, bem montado num bonito e bem ajaezado cavalo, o «neto» Francisco António de Sousa e Melo, que pediu ao «inteligente» as chaves dos curros. Depois deste acto simbólico, começaram as cortesias, luzidíssimas, ao som do hino da Carta, executadas pelos cavaleiros amadores D. Luís do Rego, D. Nuno de Almada e Lencastre e D. José de Mascarenhas, que ouviram quentes aplausos.”
(in Vasco Nuno de Morais, ‘O Centenário (1901-2001) da Praça de Toiros de Vila Franca de Xira (Palha Blanco)’)
imagem: A Família Real na 'Palha Blanco', o.DFS, 2026


Praça é coberta: faça chuva ou faça sol, na 2ª feira (feriado) todos os caminhos vão dar ao Coliseu do Redondo




Daniel Luque no próximo domingo na corrida dos 125 anos da "Palha Blanco"

Daniel Luque será um dos grandes protagonistas este domingo, 4 de Outubro, em Vila Franca de Xira, onde participará na corrida comemorativa do 125.º aniversário da praça de toiros "Palha Blanco". 

O sevilhano, num dos momentos de maior maturidade da sua carreira, levará até à praça portuguesa o seu poder, técnica e capacidade criativa, frente a toiros da ganadaria Falé Filipe, numa das datas de destaque da Feira de Outubro, cujo espectáculo terá início às 18h00.

Já este ano, Daniel Luque marcou a temporada portuguesa com um memorável triunfo em Agosto na praça da Nazaré.

Foto M. Huertas

"Pátio Taurino": Associação UniToiro retoma os colóquios com sessão dedicada aos ganadeiros

Após um breve defeso, a UniToiro – Associação de Jovens Aficionados (de Évora) retoma a programação do Pátio Taurino, dando início a uma nova temporada de encontros dedicados à reflexão, ao conhecimento e à valorização da Tauromaquia.

Neste regresso, que terá lugar na quinta-feira da próxima semana, 8 de Outubro (21h30), como é habitual, no Círculo Eborense, a sessão é dedicada aos Ganaderos e contará com um painel de alto nível: João Veiga Teixeira (ganaderia Veiga Teixeira), Mariana Baldaya (ganadaria terceirense Rego Botelho), Raquel de Carvalho (ganadaria Engº Jorge de Carvalho) e Francisco Calejo Pires (ganadaria Calejo Pires), sendo moderador o crítico taurino Miguel Ortega Cláudio.

"Este será o primeiro de vários momentos que preparámos para os próximos meses. Regressamos com uma programação diversificada, novos projetos, novos convidados e muitas iniciativas que pretendemos continuar a desenvolver em torno da Festa e das novas gerações" - anuncia a associação UniToiro.


A Feira das Figuras em Zafra

10 e 11 de Outubro: Encontro da Cultura Tauromáquica em Idanha-a-Nova


António Manuel de Moraes lança livro sobre a história da praça de Paio Pires

António Manuel de Moraes, advogado e escritor, autor de vários livros sobre Direito, Tauromaquia, Marchas de Lisboa, Futebol, Poesia e Fado, acaba de dar à estampa um novo livro sobre o historial da praça de toiros de Paio Pires (Seixal), que este ano comemora o 50º aniversário da sua inauguração, intitulado "A Festa Brava em Paio Pires".

Editado pelo Paio Pires Futebol Clube, proprietário da praça de toiros, o novo livro de António Manuel de Moraes (na foto de cima, com Miguel Alvarenga e Francisco Romeiras na corrida de sábado em Paio Pires, comemorativa dos 50 anos da praça), profusamente ilustrado com cartazes de muitos espectáculos realizados nesta praça da Margem Sul passa em revista e com fotos das muitas figuras do toureio que pisaram a sua arena, constitui um importante documento imprescindível na biblioteca de qualquer aficionado. 

Entre muitos outros livros sobre temas sempre ligados às tradições portuguesas, o autor escreveu em 1992 o livro "A Praça de Toiros de Lisboa - Campo Pequeno" (no centenário da sua inauguração). Foi também autor de dois livros (um em 1994 e outro em 2004) sobre o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa e neste momento está a escrever a biografia do cavaleiro Rui Fernandes.

Foto Rui Perdigão

Forcado do Grupo de Évora (já retirado) morre em acidente de viação com 39 anos

Luto no mundo dos forcados e, em especial, no Grupo de Amadores de Évora, pela morte, esta quarta-feira em desastre de viação, de Manuel Sousa Dias, antigo elemento da formação alentejana entre 2003 e 2011. Tinha 39 anos, era casado e pai de três filhos menores.

Nas redes sociais, o GFA de Évora recorda o "Stefanel", como carinhosamente era conhecido entre os amigos, como um forcado  que "absorveu cedo os valores e princípios da nossa causa, de monstrando, acima de tudo, uma enorme lealdade, dedicação e amizade para com o Grupo e para com todos aqueles que com ele tiveram o privilégio de partilhar tantos momentos".

Neste momento de profunda dor e consternação, o GFA de Évora deixa "um abraço muito sentido e de conforto a toda a sua família, em especial aos seus pais Raul e Sissa, à sua irmã Ana Rita e à sua mulher, Rita e aos seus filhos".

"Estaremos também aqui para garantir que a memória do Manel nunca cairá no esquecimento. Guardaremos connosco a sua amizade, a sua entrega e todos os momentos que vivemos juntos, dentro e fora da arena", acrescenta o GFA de Évora.

Não são ainda conhecidos pormenores das cerimónias fúnebres.

A toda a Família enlutada e ao GFA de Évora apresentamos as nossas sentidas condolências.

Que em paz descanse.

Foto GFA de Évora

 

Os imponentes toiros de Sommer d'Andrade para este domingo na "Palha Blanco"

Nestas fotos, os três toiros da ganadaria Sommer d'Andrade (vencedora de dois Concursos de Ganadarias em Vila Franca) eleitos para a grande corrida do próximo domingo 4 de Agosto, comemorativa dos 125 anos da praça "Palha Blanco", de que serão lidados dois pelos cavaleiros Miguel Moura e Tristão Ribeiro Telles - num confronto ganadero com a ganadaria Murteira Grave (de que serão também lidados dois toiros).

Para os pegar, estarão na arena da "Palha Blanco" os consagrados forcados de Montemor e de Vila Franca. 

E a corrida, que é mista, conta ainda com a participação do matador sevilhano Daniel Luque, um dos dos mais importantes toureiros desta temporada, que enfrenta dois toiros de Falé Filipe.

Bilhetes disponíveis 24h em www.palhablanco.pt e pelo telefone 927 002 555.

E nas bilheteiras da Praça de Toiros das 17h00 às 20h00.

Fotos www.palhablanco.pt 



Filipe Gravito premiado como melhor subalterno da Feira de Algemesi (Valência)

Filipe Gravito, bandarilheiro português radicado em Espanha e membro da quadrilha do novilheiro Juan Alberto Torrijos, foi distinguido com o honroso galardão para o melhor subalterno da Feira Taurina de Algemesi (província de Valência).

Uma honra para o jovem toureiro luso, mas também para a classe dos bandarilheiros portugueses.

Foram ainda premiados os novilheiros Juan Alberto Torrijos (triunfador da feira), Iker Rodríguez (melhor novilheiro sem picadores) e Mário Vilau (melhor faena de novilheiro com picadores), o picador Félix Majada e a ganadaria Baltasar Ibán, bem como o novilho "Formidable" da ganadaria San Isidro (melhor novilho da feira).

Video D.R. e foto Mateo

Ontem, 3ª feira: 31.296 leram o "Farpas"!

 

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Próximo fim-de-semana: a Feira das Figuras vai encher Zafra!

João D'Alva anuncia retirada das arenas

O valente e promissor novilheiro João D'Alva, que no ano passado tinha anunciado que se tornaria matador de toiros nesta temporada, surpreendeu os aficionados ao início da noite de ontem com a (inesperada) decisão de abandonar as arenas, transmitida através deste comunicado publicado nas redes sociais:

"Prezados fãs e amigos...
"Este é o momento mais difícil da minha vida, a decisão mais complicada a tomar, e o sonho daquele menino que, com apenas 8 anos, se inscreveu numa escola taurina...
"Hoje, partilho com vocês a minha decisão de deixar o toureio. Não sei se é um 'até já' ou talvez um 'para sempre'. O que sei é que, de momento, não consigo continuar.
"Obrigado por me deixarem sonhar, e obrigado a todos pelo vosso carinho. Não tem sido um caminho fácil, nem um mar de rosas, mas tem sido o meu caminho, e estou orgulhoso de ter deixado tudo no toureio.
"Levarei o toureio marcado no meu corpo para toda a vida e um dia vou poder dizer aos meus filhos que fui toureiro.
"Cruzei linhas que nunca pensei que cruzaria, e fiz coisas no toureio que fizeram com que o meu nome não seja lembrado como mais um neste mundo.

"Obrigado ao toiro, que fez de mim o homem que sou hoje, e obrigado aos aficionados, que me fizeram toureiro...
"Obrigado e até sempre".
Joao D'Alva

Foto D.R.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

João Moura Caetano sobre a tarde dos 6 toiros na próxima 2ª feira no Coliseu do Redondo: "Espero que os aficionados se divirtam e que eu chegue ao hotel com o sentimento de dever cumprido!"

Catorze anos depois de ter protagonizado em Monforte a sua primeira 'encerrona', João Moura Caetano vai terminar esta temporada voltando a lidar sózinho seis toiros na próxima segunda-feira, 5 de Outubro, no Coliseu do Redondo. Será “um dia especial”, confessa, a terminar o ano de celebração do 20º aniversário da sua alternativa, quarta temporada consecutiva em que se consagra como líder do 'escalafón' (ranking de corridas). Vai enfrentar seis toiros de três ganadarias, mas provenientes de linhas diferentes e de cinco 'encastes' distintos, o que vai permitir lides variadas, acredita o cavaleiro. 

Repartirá uma das lides com o amigo Gonçalo Fernandes, que é nessa tarde o cavaleiro sobressalente. Quanto a seu pai, o Maestro Paulo Caetano, pode ou não entrar em cena, como aconteceu em clima de verdadeira apoteose em 2012 em Monforte, mas tudo depende de como as coisas correrem. “Não combinámos nada, o que acontecer, se acontecer, será sempre uma coisa espontânea”, explica João. 

Se continua ou não com os apoderados Luis M. Pombeiro e António Nunes, diz que ainda é cedo para tomar decisões. No final da temporada, vai comunicar-lhes as ideias que tem para 2027 e logo se verá se todos comungam dos seus (novos) projectos ou não.

Sobre os 'amores e desamores' que têm marcado a sua presença constante em programas televisivos e nas revistas 'cor de rosa', João gosta pouco de falar: "É um assunto pouco relevante para mim, o Miguel conhece-me desde sempre e sabe que o meu foco sempre esteve e está no meu trabalho diário, na minha carreira e na minha família, o 'ruído' exterior importa-me muito pouco".

Quanto às suas expectativas para segunda-feira no Coliseu do Redondo, diz-me: “Vou dar tudo de mim com toda a humildade e entrega. Espero que os aficionados se divirtam e que eu chegue ao hotel com o sentimento de dever cumprido”.

Entrevista de Miguel Alvarenga


- Porquê e o que representa para ti terminar esta temporada dos 20 anos de alternativa toureando seis toiros?

- Miguel, esta temporada tem sido muito especial para mim, quero agradecer muito aos aficionados e às empresas que tiveram a amabilidade de me homenagear em muitas das corridas em que participei, entre as quais a do "Farpas" na Nazaré. Foi uma temporada com muitas corridas, 44 até agora, com três mano-a-manos, com uma celebração muito bonita no Campo Pequeno e, por isso, para mim nada melhor que terminar com esta corrida especial.


- E porquê no Coliseu do Redondo, alguma razão especial?

- Sempre que toureei no Redondo senti muito bom ambiente, a praça é muito bonita, tem uma sonoridade especial e muita categoria, pensei sempre em um dia tourear lá uma corrida especial. Aliado a isso, a empresa é composta por pessoas com muita sensibilidade e aficion, o que tornou este "desejo" possível. É sempre muito difícil tourear seis toiros, um grande desafio, espero que haja sorte e tudo saia como idealizo.


- A última vez que te encerraste com seis toiros foi há 14 anos, em Setembro de 2012, em Monforte. Que diferenças vão sentir os aficionados entre uma e outra 'encerronas'?

- Em 2012 em Monforte foi um grande êxito, difícil de igualar, vinha também embalado de uma grande temporada e tinha o cavalo "Temperamento" no seu melhor. Hoje em dia sou um toureiro mais maduro, mais repousado, que dou mais importância ao toureio clássico, venho de quatro temporadas fortes com quase 180 corridas toureadas, é como que o culminar deste ciclo. Podem esperar muita humildade e vontade de impor o meu estilo de toureio em praça a cada toiro que for saindo.



- Vais tourear seis toiros de três ganadarias diferentes e “familiares”, com encastes muito idênticos. O que vais fazer para variar cada lide, para evitar que sejam todas iguais?
- São três ganadarias que significam muito para mim pela parte familiar, mas de 'encastes' completamente diferentes. Da ganadaria Torre D’Onofre do meu primo João Augusto, vai um toiro da linha antiga João Moura, procedência Maribel Ibarra, e outro com uma cor espectacular de encaste Osborne, linhas e tipos completamente diferentes.  Da ganadaria do meu pai vai um toiro da linha antiga nossa, Lico, e um toiro Santiago Domecq. Só os outros dois, da nossa ganadaria (Irmãos Moura Caetano) é que são do mesmo encaste Murube. Mesmo assim, de diferentes sementais, um filho de un toiro da casa e outro de um toiro que comprei ao tio Francisco Romão Tenório. Estarão presentes, no fundo, cinco 'encastes' diferentes, o que pode ajudar na diversidade de cada lide.


- Para se tourear seis toiros é preciso estar em grande forma. É uma espécie de “maratona” para a qual é preciso um artista/atleta estar muito bem preparado. E no caso de um cavaleiro tauromáquico, é preciso ter uma grande quadra de cavalos. Sei que te encontras em boa forma e sei que os cavalos são fantásticos e também estão em forma. Vamos ter novidades? Algum cavalo novo?

- Tenho feito por estar em forma, só vou saber se estou mesmo no próprio dia, a quadra é uma boa quadra de cavalos, apesar de estarmos em Outubro e se notar já algum desgaste de tantos quilómetros acumulados, isso nota-se. Vou utilizar toda a quadra, são dez cavalos. Há cavalos mais novos que têm saído menos e que os aficionados vão poder ver nesse dia.


- O facto de teres tido nos últimos anos uma vida social, amorosa sobretudo, muito exposta nas revistas sociais, nas televisões, de alguma forma beneficiou a tua carreira? Isso teve alguma coisa a ver com o facto de este ser o teu quarto ano consecutivo na liderança do 'escalafón' (ranking de corridas) ou uma coisa não teve a ver com a outra?

- A verdade é que acho que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu, pelo menos, não senti nenhum benefício em relação a isso. É um assunto pouco relevante para mim, o Miguel conhece-me desde sempre e sabe que o meu foco sempre esteve e está no meu trabalho diário, na minha carreira e na minha família, o 'ruído' exterior importa-me muito pouco...


- Queres resumir, em poucas palavras, estes 20 anos de alternativa?

- Primeiro que tudo, gratidão! À minha família, às minhas quadrilhas e ao público. Em segundo lugar, felicidade,  sinto-me um privilegiado por poder fazer na vida o que mais gosto e ter realizado muitos dos meus sonhos de criança.


- No dia 5 no Redondo tens como cavaleiro sobressalente o Gonçalo Fernandes. Porquê ele? Pergunto-te, mas desde já aplaudo a tua escolha. É um toureiro de valor e que merece todas as oportunidades.

- O Gonçalo é um bom amigo e um excelente ser humano, para além disso é um óptimo profissional, capaz de enfrentar qualquer desafio que lhe apareça. Acho que merece muito mais oportunidades por parte das empresas.



- Completamente de acordo, João. Contas tourear um dos seis toiros a duo com o Gonçalo? E teu Pai, está previsto que também 'entre em cena', como aconteceu há 14 anos em Monforte?
- Em relação ao meu pai, nós nunca combinamos muito essas coisas, estamos focados em preparar a corrida, que é muito exigente, esses momentos de inspiração (porque o que aconteceu há 14 anos em Monforte também não estava combinado, foi uma coisa do momento) surgem naturalmente se tiverem que surgir. Depende muito do ambiente que se esteja a viver na corrida. O Gonçalo, sim, certamente que o vou convidar a partilhar algum momento comigo.


- No que respeita ao teu apoderamento, vais continuar com Luis Miguel Pombeiro e António Nunes?

- Ainda falta esta corrida para terminar a temporada, ainda não é momento para falar ou pensar nisso. No fim vamos sentar-nos, ver se a estratégia que quero para a próxima temporada está de acordo com o pensamento e a vontade de todos ou não, e decidiremos. Aquilo que posso dizer é que o António e o Luis Miguel para mim são muito mais que apoderados, são pessoas de que gosto muito e serão sempre como da "família" para mim.


- Que expectativas para a tarde de 5 de Outubro no Coliseu do Redondo?

- Como já disse anteriormente, é uma corrida muito complicada. Tourear seis toiros sózinho não é nada fácil, vou dar tudo de mim com toda a humildade e entrega. Espero que os aficionados se divirtam e que eu chegue ao hotel com o sentimento de "dever cumprido".


Fotos M. Alvarenga e D.R.


Apoderado Pedro Penedo indignado com os (não) prémios da Sociedade Moitense de Tauromaquia: "Isto é uma vergonha inaceitável!"

Pedro Penedo, apoderado dos cavaleiros Miguel Moura e António Prates - que foram dois dos dez toureiros a cavalo que participaram na recente Feira da Moita - manifestou ao "Farpas" a sua "total e completa indignação" pela decisão do júri da Sociedade Moitense de Tauromaquia de deixar desertos os prémios com que anualmente distinguem o "melhor cavaleiro" e o "melhor matador de toiros" da tradicional Feira em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem.

"Não venho reclamar para nenhum dos meus dois cavaleiros essa distinção, não é isso. Venho, sim, manifestar a minha indignação pelo facto de estes prémios não terem contemplado um único dos dez cavaleiros que participaram na Feira da Moita. Será que esta temporada a Feira da Moita foi feita apenas de aulas práticas de toureio a pé e pegas?... Não houve uma corrida mista e duas corridas a cavalo, em que participaram dez cavaleiros e dois matadores de toiros? Não houve nenhum que se tenha destacado dos outros?...Isto é uma vergonha inaceitável!" - questiona o apoderado. E acrescenta:

"Isto é uma gritante e inaceitável falta de respeito pelos cavaleiros e pelos matadores de toiros que fizeram parte dos cartéis da Feira da Moita/2026. E mais me indigna a atribuição de um prémio a um toiro/novilho 'bisco'... só porque veio de Espanha... quando na mesma corrida houve, tanto a pé como a cavalo, toiros, esses sim, com o trapio e a bravura que se exigem numa praça de primeira. Foram ignorados... Toiros a cavalo com qualidade para voltarem ao campo não foram vistos pelos jurados?...".

"Que mal vai a nossa Festa, quando acontecem coisas como esta vergonhosa atribuição de prémios! Respeitem quem joga a vida numa arena... para que outros andem pela trincheira a presumir..." - lamenta Pedro Penedo.

Foto D.R.

Lamentável e incrível: deitaram abaixo a praça da Moita...

Miguel Alvarenga - O caldo está entornado, o baile está armado e este fim de temporada promete alguma agitação depois de hoje terem sido anunciados os habituais prémios que distinguem os triunfadores da Feira Taurina da Moita. 

Prémios esses que, como hoje mesmo nos confirmou Pedro Brito de Sousa, presidente da Sociedade Moitense de Tauromaquia (entidade proprietária da praça "Daniel do Nascimento"), foram um ano mais atribuídos "pelo júri da SMT", sem contudo nomear as identidades dos seus componentes...

Pela nossa parte, concordando ou não, sempre respeitámos as opiniões dos jurados. Mas uma coisa é respeitar e aceitar a nomeação deste ou daquele triunfador; e outra é "engolir" (e não reagir) ao escândalo que se verifica este ano. E disso não somos capazes. Não somos de engolir e calar. E é urgente reagir. Passamos a explicar.

O tal júri-mistério da Sociedade Moitense de Tauromaquia, SA, distinguiu João Pombinho, do Grupo de Forcados Amadores da Moita, como autor da melhor pega - estamos de acordo.

Distinguiu Pedro Paulino "China" como autor do melhor par de bandarilhas - estamos de acordo.

E distinguiu Duarte Alegrete como melhor peão de brega - estamos de acordo.

Houve ainda uma Menção Honrosa para o Sr. Padre Nuno Pacheco "pelo seu apoio constante e precioso à tauromaquia e às tradições da nossa terra" - completamente de acordo. O nosso abraço ao Senhor Padre!

Não estamos minimamente de acordo (mas respeitamos) com a distinção do toiro "Enrachado", nº 50 da ganadaria do matador Alejandro Talavante, como "melhor toiro" da feira. Credo!

Mas o mais grave não é a brincadeira de distinguirem um dos "badanos" que Talavante mandou à Moita - eram para ser quatro, dois foram chumbados, vieram outros dois da também ganadaria espanhola La Cercada e foram também chumbados e acabaram por ser dois toiros de Manuel Calejo Pires quem salvou a noite... mas o júri-mistério não deve ter dado por isso...

O mais grave é que no "cartaz" enviado hoje às Redacções pela Sociedade Moitense de Tauromaquia, não há qualquer referência às distinções (habituais) de "melhor cavaleiro" e "melhor matador", nem muito menos ao facto, como nos confirmou Pedro Brito de Sousa, de esses dois prémios terem ficado "desertos"...

A Feira da Moita, como aqui opinei oportunamente, não foi boa, nem foi má, foi assim-assim. Sem o impacto, nem a importância, de outros tempos. Não vou comparar apenas com as grandes feiras montadas pelo sempre lembrado empresário José Lino. Houve também outras grandes feiras promovidas por outros empresários e, nomeadamente, pelo mais recente de todos eles, Ricardo Levesinho.

Mas, boa, má ou assim-assim, a Feira da Moita teve três corridas de toiros, uma mista e duas de cavaleiros, uma de três, outra de seis, em que intervieram oito cavaleiros e dois rejoneadores, num total de dez toureiros a cavalo.

No que aos matadores diz respeito - estiveram Talavante e Tomás Bastos -, não me incomoda nada que o prémio ficasse deserto.

Mas, em dez cavaleiros, não houve um único que se destacasse? Foram todos uma porcaria?...

Não vou dizer que merecia ganhar este ou aquele, até porque só estive presente na primeira corrida - de onde saí completamente convencido de que Miguel Moura era um sério candidato ao prémio. Os outros, não vi, não vou opinar.

Deixar deserto o prémio para o "melhor cavaleiro" e distinguir como "melhor toiro" um badano de Talavante lidado numa mesma corrida em que quem brilhou foram os dois toiros de Calejo Pires, não é, apenas e só, uma perfeita parvoíce e um enorme atestado de ignorância revelado por quem fez de júri. 

É, acima de tudo, uma total e completa falta de respeito pelos cavaleiros nacionais, pela tauromaquia e, bem mais grave e preocupante, pela praça de toiros "Daniel do Nascimento" e pela Feira Taurina da Moita.

Os responsáveis por este escândalo "demoliram" a praça da Moita, retiraram-lhe todo o prestígio e acabaram com a sua credibilidade. Riscaram-na do mapa taurino nacional.

Perfeitamente incrível! E lamentável.

As "estampas" de Murteira Grave para este domingo na "Palha Blanco"

Murteira Grave, prestígio e seriedade para a Corrida Comemorativa dos 125 Anos da "Palha Blanco" - no próximo domingo, 4 de Outubro, às 18h00.

Nestas fotos, os três toiros de Murteira Grave eleitos para esta tarde histórica, de que serão lidados dois pelos cavaleiros Miguel Moura e Tristão Ribeiro Telles - num confronto ganadero com a ganadaria Sommer D'Andrade (de que serão também lidados dois toiros).

Para os pegar, estarão na arena da "Palha Blanco" os consagrados forcados de Montemor e de Vila Franca. 

E a corrida, que é mista, conta ainda com a participação do matador sevilhano Daniel Luque, um dos dos mais importantes toureiros desta temporada, que enfrenta dois toiros de Falé Filipe.

Bilhetes disponíveis 24h em www.palhablanco.pt e pelo telefone 927 002 555.

E nas bilheteiras da Praça de Toiros das 17h00 às 20h00.

Fotos www.palhablanco.pt



Padre-Forcado Pedro Sousa (do Grupo de Académicos de Coimbra) esta noite na Rádio Iris FM em entrevista a Maurício Vale

Pedro Sousa, o Padre-Forcado que pega no Grupo de Académicos de Coimbra (um caso único!), capitaneado por Ricardo Marques, é esta noite o entrevistado de Maurício Vale no programa semanal "Sombra Sol" da Rádio Iris FM (de Samora Correia) - que vai para o ar às 22h00.

Pode ouvir o programa em 91.4 fm ou aqui na net em www.irisfm.pt

Nas fotos de baixo, a mais recente actuação do Padre-Forcado Pedro Sousa na corrida que no início deste mês se realizou em Ponte de Lima e onde pegou à primeira tentativa o sexto toiro da tarde.

Além da grande entrevista ao Padre-Forcado, o programa desta noite vai contar também com intervenções dos empresários Bernardo Alexandre (para falar sobre a Feira de Outubro em Vila Franca) e José Maria Charraz (promotor de três corridas no próximo fim-de-semana no Montijo, em Alcácer e em Beja), para além das habituais Efemérides compiladas por Joaquim Tapada.

Fotos Simão Brites




Triunfal regresso da ganadaria Infante da Câmara a Espanha

Apoteose total e uma honra importante para Portugal - o regresso a Espanha da renovada ganadaria Infante da Câmara, com uma magnífica novilhada esta tarde em Cabeza del Buey (Badajoz), ficou marcada pelo corte de oito orelhas e um rabo (foram lidados quatro exemplares), por dois novilhos premiados com volta à arena no arraste e pela saída em ombros dos quatro jovens novilheiros que os tourearam.

Francisco Cabaço, valoroso forcado do Grupo de Santarém, deu volta à arena (foto de cima) na qualidade de representante da ganadaria, recuperada e gerida por seu pai, o também antigo forcado Ricardo Cabaço, casado com Constança Infante da Câmara.

Os novilhos premiados com volta à arena foram os lidados em segundo e terceiro lugar.

Actuaram os novilheiros Lucas Rojas (duas orelhas), Manuel Leon (duas orelhas e rabo), Pablo Sánchez (duas orelhas) e Óscar Campos (duas orelhas).

Fotos D.R.