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| Pablo Hermoso pôs ontem o público da Moita em delírio e foi obrigado a dar duas voltas à arena no segundo toiro Foto www.pablohermoso.net |
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| Pablo com o "Chenel": um recital de bom toureio Foto www.pablohermoso.net |
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| Salgueiro chegou à Moita inspirado e com ganas de marcar a noite... faltaram os toiros Foto João Dinis/www.touroeouro.com |
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| Manuel Lupi era ao intervalo o triunfador da noite. O seu segundo não permitiu repetir o êxito anterior... Foto João Dinis/www.touroeouro.com |
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| A valente e "decidida" cernelha de Tiago Ribeiro e Bernardo Cardoso ao quarto "Passanha" da noite Foto João Dinis/www.touroeouro.com |
Miguel Alvarenga - Numa feira marcada até ao momento e no que ao toureio a cavalo diz respeito, pelo triunfo de um jovem amador de 13 anos - António Prates no espectáculo de segunda-feira - a Moita viveu finalmente ontem à noite uma jornada de êxito clamoroso protagonizada por Pablo Hermoso de Mendoza no seu segundo toiro. O navarro pôs tudo e todos em delírio, bordou o toureio com o cavalo "Chenel" e fez as delícias dos aficionados com o "Ícaro". Bregou com a classe que o caracteriza, reuniu na perfeição, toureou de maravilha. No seu primeiro toiro, nada colaborante e sonso, esteve à altura do lugar que ocupa no toureio mundial, ou seja. fez tudo bem feito, mas faltou transmissão e não houve emoção. Quanto falta o toiro...
No plano ganadeiro, a Feira da Moita continua "em baixo de forma". Espera-se hoje com ansiedade pelos toiros espanhóis de Campos Peña. Ontem, os Passanhas "mansearam", não transmitiram, não investiram, foram sonsos e por pouco ia outro espectáculo "por água abaixo"...
João Salgueiro chegou à Moita inspirado e disposto a marcar a noite. Teve ferros brilhantes no "Passanha" que abriu praça, mas o azar estava ditado para o génio de Valada: tocou-lhe o pior lote... se é que se pode (não pode) falar de algum lote bom. Fez o que pôde no segundo, deu merecida volta pelo seu empenho e pela sua entrega, mas a falta de matéria prima impediu Salgueiro de conquistar o triunfo desejado.
Manuel Lupi era, até ao intervalo, o triunfador da noite. Moralizado pela brilhante campanha além-fronteiras, Lupi teve um toiro mais colaborante que os dois primeiros e aproveitou-o com garras de conquistar o triunfo. Conseguiu-o na perfeição. Ferros notáveis, brega ajustada, recortes de arte. O seu segundo toiro, último da noite, parou-se no meio da arena e por ali ficou. Manuel Lupi porfiou, fez "das tripas coração", mas não havia mesmo toiro...
Faltou também a vertente emoção nas pegas, por não ter havido toiros, mas o Grupo do Aposento esteve brilhante e foi por muito pouco que não saíu da praça "Daniel do Nascimento" com seis pegas à primeira. Foram todas, menos a última, consumada à segunda.
Foram forcados de cara Nuno Carvalho, José Henriques, Pedro Brito de Sousa, José Broega e Nuno Inácio, com o grupo sempre coeso e oportuno a ajudar. O quarto toiro foi pegado de cernelha com imensa decisão e valor pelo cabo Tiago Ribeiro e por Bernardo Cardoso.
Ricardo Pereira dirigiu com aficion, imprimindo ritmo ao espectáculo. Esta corrida "dos cavaleiros", por tradição o cartel forte da Feira da Moita, registou ontem uma entrada "entre" a meia casa e os três quartos. Talvez sinónimo da crise (a justificação do costume...) ou talvez mais desalento da aficion depois da "seca" que foi a corrida de terça-feira...





