sábado, 12 de maio de 2018

Cabos dos GFA de Lisboa e de Coruche fazem antevisão da corrida de 5ª feira no Campo Pequeno

Pedro Maria Gomes, cabo do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa
José Macedo Tomás, cabo do Grupo de Forcados Amadores de Coruche

Os cabos dos grupos de forcados Amadores de Lisboa e Amadores de Coruche, respectivamente Pedro Maria Gomes e José Macedo Tomás, fazem as suas antevisões da corrida da próxima quinta-feira em Lisboa, em que se comemora o 12º aniversário da reinauguração do Campo Pequeno.

- Que significado tem para o Grupo vir actuar ao Campo Pequeno num cartel com as características do de dia 17?

Pedro Maria Gomes –(PMG) - São muitas as recordações e histórias nesta praça, algumas menos boas e de tragédia, mas felizmente que a maior parte é de glória. É uma história feita pelo Grupo no Campo Pequeno desde há 74 anos. Regressar ao Campo Pequeno, é motivo de responsabilidade máxima, pois pegamos perante o nosso público, pegamos na praça mais importante do país, onde sabemos que a visibilidade é muito maior e pegamos mais uma data importante para a nossa Tauromaquia, o 12º aniversário da reinauguração do Campo Pequeno. Se juntarmos esta responsabilidade à nossa obrigação em defender a nossa história, penso que estão reunidos todos os motivos para termos a motivação em alta.

José Macedo Tomás – (JMT) - Actuar no Campo Pequeno, independentemente do cartel, é sempre um enorme prazer, pois significa que o GFA de Coruche se encontra entre os melhores, uma vez que, apenas os melhores artistas têm esse privilégio. É sempre também uma responsabilidade muito grande porque sabemos que as corridas no Campo Pequeno recebem a atenção máxima dos aficionados, pelo que, um triunfo poderá significar um empurrão importante na actual temporada e nas vindouras, assim como, uma actuação falhada pode comprometer futuros convites para novas actuações. Ver o GFA de Coruche incluído num cartel de luxo como este aumenta exponencialmente tanto o prazer como a responsabilidade de que falei.

- Que espera dos toiros da divisa David Ribeiro Telles?

PMG – Dada a grande experiência e cuidado da Família Ribeiro Telles com as suas ganadarias, aliado ao encaste Murube, espero um curro muito bem apresentado e com garantias de proporcionar boas e emotivas pegas. Para além da ganadaria, que cria sempre uma grande expectativa nos aficionados, o restante cartel é muito atractivo e de grande nível. Sem querer falar em particular de algum, aproveito para publicamente dar os parabéns aos Amadores de Coruche, pela prestação em Vila Franca de Xira. É também mais um motivo de expectativa para todos os aficionados.

JMT - Os toiros David Ribeiro Telles têm vindo a evoluir, creio eu, na busca de uma apresentação irrepreensível e de um comportamento que permite triunfos aos cavaleiros. Conto, por isso, com toiros pesados, mas equilibrados e com caras abertas, que são sempre do agrado dos forcados. Por outro lado, sentimos alguma apreensão pois estes toiros, colocando dificuldades na reunião durante a pega, por norma não transmitem essa dificuldade para as bancadas, passando a ideia de que a pega foi fácil quando, na verdade, exigiu muita correcção sobretudo do forcado da cara.

- Como classifica o actual momento do seu Grupo de Forcados?

PMG – O actual momento do Grupo é um misto de experiência com forcados bastante novos. É um período de renovação desde há três ou quatro anos, que devido à diminuição do número de corridas do Grupo, leva mais tempo a atingir a experiência nestes forcados, nos quais depositamos muitas esperanças. O futuro do Grupo está garantido, mas o presente está também assegurado pelos Forcados mais experientes. Por isso, convidamos todos os aficionados a marcarem presença na próxima quinta-feira, no Campo Pequeno.

JMT - É um pouco cedo para definir o actual momento do Grupo, pois só os toiros fazem essa classificação. No momento façlo estas declarações levamos apenas três toiros pegados em Vila Franca. Sim, é verdade que treinámos muito e esses treinos foram muito produtivos, e também é verdade que as coisas nos sairam muito bem em Vila Franca. Mas também sabemos que basta um toiro para "desarrumar a casa". Diria que estamos humildemente confiantes na temporada de 2018 e com ganas de emendar a nossa actuação no Campo Pequeno da época passada.

Fotos Maria Mil-Homens