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| Ana Bivar Proa fotografada na praça de toiros de Alcácer do Sal com uma filha e o marido (à esquerda), o deputado social-democrata António Proa |

Guilherme Páscoa (foto ao lado), que no ano passado assassinou a irmã, Ana Bivar Proa, por questões de herança, foi condenado pelo Tribunal de Évora a uma pena de 24 anos de cadeia. O criador de cavalos de Alenquer não assistiu à leitura da sentença por se encontrar internado no Hospital-Prisão de Caxias.
O caso remonta a 30 de Maio de 2012, quando, ao início da noite, as irmãs Ana e Marta Bivar abandonavam a casa da mãe, em Évora, no Bairro do Granito, onde tinham estado reunidas para tratar de problemas familiares. A mãe mandara a advogada revogar uma procuração que dava a Guilherme poderes para administrar os bens da família. Furioso com a decisão, este esperou pelas irmãs e atropelou-as à saída de casa da mãe. De seguida, saíu do automóvel - onde se presume que estaria uma outra pessoa - e esfaqueou Ana no peito e no pescoço. Socorrida no local, acabou por falecer a caminho do hospital. Tentou ainda esfaquear a outra irmã, Marta, mas a intervenção de um vizinho levou-o a fugir. Mesmo assim, Guilherme Páscoa dirigiu-se dali para Alcácer do Sal à procura de uma terceira irmã, que por sorte não encontrou. Na tarde a seguir ao crime entregou-se no posto de GNR da zona onde vive, em Alenquer.
Ana Bivar Proa era casada com o deputado António Proa (PSD), mãe de três filhos e, à época, era subdirectora do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Muito conhecida no meio taurino, era grande aficionada e presença constante nas praças de toiros.
Guilherme Páscoa foi esta semana condenado a 24 anos de prisão, pena resultante de um cúmulo jurídico de duas penas de 20 e 12 anos e terá que pagar mais de 500 mil euros às vítimas por danos patrimoniais e não patrimoniais.
Fotos M. Alvarenga e F, Clemente


